LiveBC #46: Setor de cooperativas possui mais de 10 mil postos de atendimento, com mais de 20 milhões de cooperados em todo o Brasil
Na LiveBC desta terça-feira (11), Renato Dias de Brito Gomes, Diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, fala sobre os cinco anos do Pix, contando sua trajetória, mostrando seus principais números e adiantando as inovações que estão chegando. A transmissão acontece nesta terça-feira (11), às 14h, no Canal do BC no YouTube.
O governador do Acre, Gladson Camelí, participou nesta segunda-feira, 10, na Blue Zone da COP30, da abertura do Hub Amazônia e da apresentação das entregas coletivas dos estados da Amazônia Legal. O evento marcou um momento histórico de união dos governos estaduais na busca por soluções conjuntas para o enfrentamento da crise climática e a valorização da floresta em pé.
Governador falou sobre a importância da união dos estados da Amazônia Legal. Foto: Diego Gurgel/Secom
Em seu discurso, Gladson Camelí destacou a importância da participação amazônica na Conferência das Partes, reforçando o compromisso do Acre e dos demais estados com políticas públicas que conciliam desenvolvimento e sustentabilidade.
“Estamos aqui para reafirmar o compromisso de combater a crise climática por meio de ações concretas, que promovam soluções verdadeiramente sustentáveis para a biodiversidade do planeta. É um momento sublime para o mundo, para o Brasil e, especialmente, para a Amazônia, que hoje é dignamente representada pelo estado do Pará”, afirmou o governador.
Governadores dos estados da Amazônia Legal apresentam resultados. Foto: Diego Gurgel/Secom
Camelí parabenizou o presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, governador Helder Barbalho, pela condução dos trabalhos e pela articulação entre os estados. Ele também destacou a parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, representado pelo ministro Waldez Góes, e a atuação conjunta das equipes técnicas da Amazônia Legal que, nos últimos meses, trabalharam intensamente na construção de propostas e políticas que contribuem para o cumprimento de metas climáticas globais.
O governador apresentou as principais entregas do Estado do Acre na COP30, resultado de um trabalho participativo e integrado entre as secretarias e órgãos ambientais.
Governadores da Amazônia Legal apresentaram suas entregas. Foto: Diego Gurgel/Secom
Entre as ações destacadas estão:
Reafirmação do compromisso com a repartição de benefícios do Programa ISA Carbono, junto às comunidades acreanas, de acordo com as exigências internacionais de alta integridade;
Celebração dos 15 anos do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA), uma lei pioneira no mundo que incentiva a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável;
Apresentação dos casos de sucesso do Programa REM no Acre, o primeiro projeto de REDD+ jurisdicional do mundo, em parceria com os governos da Alemanha e do Reino Unido;
Lançamento da plataforma “Acre Climate”, ferramenta inédita de mapeamento dos impactos de inundações em áreas vulneráveis;
Sancionamento da Lei do Orçamento Climático, marco inédito no país, que vincula investimentos públicos a metas reais de mitigação e adaptação às mudanças do clima;
Avanços na gestão territorial em terras indígenas, com investimentos em saneamento básico, construção de poços artesianos e reservatórios de água;
Redução em 90% dos incêndios florestais em unidades de conservação entre 2024 e 2025, resultado da atuação conjunta entre a Secretaria do Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros, por meio do programa Brigadistas Comunitários;
Evento marcou abertura do Hub Amazônia. Foto: Diego Gurgel/Secom
Apresentação do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ), reconhecido como modelo subnacional de sucesso na conservação da Amazônia;
Alinhamento das práticas locais às exigências internacionais de carbono de alta integridade, como parte da obtenção do padrão de excelência ambiental ART/TREES;
Apresentação do projeto Pecuária Mais Eficiente, que mostra ser possível produzir com responsabilidade ambiental e dentro das normas sustentáveis.
Segundo o governador, os resultados dessas políticas públicas já são concretos: o Acre reduziu em 74% os focos de calor entre janeiro e outubro de 2025 e diminuiu a taxa estimada de desmatamento em 28%, no ano florestal 2024/2025, conforme dados do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com base em levantamentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“O resultado de todas essas ações é motivo de orgulho para o nosso estado. Mostramos ao mundo que é possível proteger a floresta e, ao mesmo tempo, gerar oportunidades para quem vive nela. Que a COP30 seja um encontro de esperança e prosperidade para um futuro mais sustentável para todos”, concluiu Gladson Camelí.
Pela comitiva do Acre estão a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), Jaksilande Araújo; a secretária Extraordinária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, o secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalhoo, a secretária de Comunicação, Nayara Lessa, o procurador do Meio Ambiente, Rodrigo Neves, a coordenadora da unidade gestora do Programa REM Fase 2 na Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Marta Azevedo, e o secretário adjunto da Secretaria de Agricultura, Edivan Azevedo, o comandante do Corpo de Bombeiros do Acre, coronel Charles Santos, e o subcomandante da Polícia Militar do Acre, coronel Kleison Albuquerque.
Com a presença de representantes das forças de Segurança, autoridades do Estado, o governo do Acre realizou a cerimônia de abertura do 1°curso de Ações Penitenciárias realizado no estado, na manhã desta segunda-feira, 10, na Sede da OAB.
Foto: Isabelle Nascimento/Iapen
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/20251110_092637-300×169.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/20251110_092637-1024×577.jpg” class=”size-large wp-image-895125″ alt=”” width=”800″ height=”451″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Teve início o 1º Curso de Ações Penitenciárias do Acre. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen
O curso, oferecido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), é uma especialização que capacita o agente de segurança pública a aprimorar a sua técnica com instruções de intervenção prisional, escolta prisional, abordagens e todas as atividades que são necessárias para um policial atender melhor a sociedade.
Foto: Antonio Moura/Iapen
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1190-300×200.jpg6912714b1e304.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1190-1024×682.jpg6912714b4ba8e.jpg” class=”size-large wp-image-895109″ alt=”” width=”800″ height=”533″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Curso tem objetivo de preparar operadores de segurança para intervenções penitências. Foto: Antonio Moura/Iapen
O coordenador geral do curso e chefe do Departamento de Operações Penitenciárias (DEOP) do Iapen, Caio Borges, explica como acontecerá a formação: “Os participantes serão submetidos às instruções intensivas, abrangendo conteúdos técnicos, táticos, operacionais e de aprimoramento físico e psicológico. Trata-se de uma formação que exige empenho, disciplina e resiliência”.
O policial penal, Herivelton Martins, é um dos alunos do curso, e ressalta: “minha motivação para estar participando do curso é adquirir conhecimento. É uma oportunidade única que estamos vivendo no nosso estado e vamos aproveitar o máximo possível”.
Foto: Antonio Moura/Iapen
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1284-e1762802760520-266×300.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1284-e1762802760520-907×1024.jpg69127150b9cca.jpg” class=”wp-image-895112 size-large” alt=”” width=”800″ height=”903″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Evandro Bezerra, secretário em exercício da Sejusp, reitera que o curso “É mais uma ação do governo do Estado”. Foto: Antonio Moura/Iapen
O secretário em exercício da Sejusp, coronel Evandro Bezerra, reitera a importância da formação: “É mais uma ação do governo do Estado. Este curso faz parte de um processo de valorização profissional e o nosso comandante tem dado, essa condição de nós trabalharmos, planejarmos e executarmos”.
Foto: Antonio Moura/Iapen
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1331-300×200.jpg69127152ef906.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1331-1024×682.jpg69127153216e3.jpg” class=”size-large wp-image-895115″ alt=”” width=”800″ height=”533″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, destaca que capacitação dos servidores “É uma prioridade da nossa gestão”. Foto: Antonio Moura/Iapen
O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, reforça que a capacitação dos servidores é uma prioridade da gestão: “As maiores batalhas da história, foram vencidas por um pequeno grupo de homens aptos e extremamente motivados. A motivação por si só não basta, você tem que ter a capacidade técnica. Essa é uma prioridade da nossa gestão. Nós precisamos da capacidade técnica, mas para isso, tem que querer. E querer muito”.
Foto: Antonio Moura/Iapen
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1463-300×200.jpg6912715543494.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_1463-1024×682.jpg6912715568d13.jpg” class=”size-large wp-image-895136″ alt=”” width=”800″ height=”533″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Após cerimônia, foi realizada a palestra “Conduta que Eleva: o Combate à Tortura como Compromisso Ético de Liderança”. Foto: Antonio Moura/Iapen
Após a cerimônia de início do curso, foi realizada a palestra “Conduta que Eleva: o Combate à Tortura como Compromisso Ético de Liderança”, ministrada pela palestrante e comunicóloga Vanessa Vogliotti Igami, que ressaltou a importância do trabalho realizado pelos operadores de segurança pública.
A Prefeitura de Rio Branco participou, na manhã desta segunda-feira (10), da sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em comemoração aos 15 anos de implantação do Instituto Federal do Acre (IFAC). A cerimônia reuniu autoridades civis, militares e representantes de instituições públicas e privadas.
Na ocasião, o secretário municipal de Gestão Administrativa, Marcus Lucena, representou o prefeito Tião Bocalom e destacou a importância do IFAC para o desenvolvimento educacional e social do município e de todo o estado.
O secretário municipal de Gestão Administrativa, Marcus Lucena, representou o prefeito Tião Bocalom e destacou a importância do IFAC para o desenvolvimento educacional e social do município e de todo o estado. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A Prefeitura de Rio Branco tem grande apreço por instituições que contribuem com a formação e o crescimento da nossa população. O IFAC é um parceiro importante, responsável pela capacitação de profissionais que ajudam a transformar a vida de muitos acreanos. Essa justa homenagem reforça o reconhecimento ao papel fundamental que o Instituto desempenha há 15 anos”, afirmou Lucena.
“O IFAC tem sido um aliado na capacitação de cidadãos que hoje conseguem gerar renda e contribuir para o desenvolvimento de Rio Branco”, acrescentou Marcus Lucena. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O secretário ressaltou ainda a parceria entre a Prefeitura e o IFAC, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na qualificação profissional de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
“Essa parceria nasceu na atual gestão do prefeito Tião Bocalom e tem como foco principal a inclusão produtiva. O IFAC tem sido um aliado na capacitação de cidadãos que hoje conseguem gerar renda e contribuir para o desenvolvimento de Rio Branco. É uma instituição que transforma vidas”, acrescentou.
A Prefeitura de Rio Branco mantém uma sólida parceria com o IFAC, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos voltados especialmente à população em situação de vulnerabilidade social. (Foto: Marcos Araújo/Sercom)
A Prefeitura de Rio Branco mantém uma sólida parceria com o IFAC, que oferece cursos profissionalizantes gratuitos voltados especialmente à população em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa tem possibilitado que centenas de pessoas adquiram novas habilidades e ampliem suas oportunidades de inserção no mercado de trabalho, promovendo inclusão e desenvolvimento social.
A gestão municipal reafirma seu compromisso em fortalecer ações e parcerias que promovam a educação, a qualificação profissional e a melhoria da qualidade de vida dos munícipes.
Thais Carla é levada às pressas para hospital após desmaiar durante almoço
A dançarina e influenciadora Thais Carla, de 33 anos, precisou ser levada às pressas para o hospital, nesta segunda-feira (10), após desmaiar durante almoço.
Por Jornal Portal do Paraná em 10/11/2025 às 17:53:54
As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 144 mil toneladas em outubro, o segundo melhor resultado mensal da série histórica, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 10,1% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 130,9 mil toneladas.
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A receita obtida com os embarques somou US$ 343,6 milhões, aumento de 9,7% na comparação anual e também o segundo maior resultado já registrado pelo setor.
De janeiro a outubro, as exportações somam 1,266 milhão de toneladas, avanço de 12,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita acumulada, por sua vez, é de US$ 3,046 bilhões, alta de 22,7%. O valor ultrapassa o total de 2024, que foi de US$ 3,033 bilhões.
Em relação aos destinos, as Filipinas seguem como principal comprador da carne suína brasileira, com 46,3 mil toneladas embarcadas em outubro, 21% acima do volume do ano anterior, seguida do Japão com 10,7 mil toneladas e crescimento de 5,9%, México, com 10,05 mil e crescimento de 27,1%, China com 10,03 mil, mas queda de 47,6%.
Entre os Estados exportadores, Santa Catarina liderou com 69 mil toneladas, crescimento de 0,6%, seguida por Rio Grande do Sul com 36,5 mil toneladas, avanço de 32% e Paraná, com 22,2 mil e aumento de 7,6%.
Secretário da ONU defende avanço no financiamento climático
O secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), Simon Stiell defendeu hoje (10) o avanço no financiamento climático para uma transição energética mais justa, especialmente com o uso de energias renováveis, em detrimento dos combustíveis fósseis.
“Agora é a hora de focar em como fazer a transição de forma justa e alternada para acelerar a aplicação das renováveis e a duplicação da eficiência energética. Precisamos colocar em prática o mapa de Baku [onde foi sediada a COP29] para Belém”, disse Stiel durante a cerimônia de abertura da COP30.
Na COP 29, realizada em Baku, no Azerbaijão, foi aprovada nova meta de financiamento para ajudar os países a protegerem suas populações e economias contra desastres climáticos e a compartilharem os vastos benefícios do crescimento da energia limpa.
Entre os pontos acordados estão triplicar o financiamento climático para países em desenvolvimento, passando da meta anterior de US$ 100 bilhões anualmente para US$ 300 bilhões anuais até 2035 e ampliar o financiamento aos países em desenvolvimento, proveniente de fontes públicas e privadas, para o montante de US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.
O valor foi considerado insuficiente pelos países em desenvolvimento e pela delegação brasileira, que demandaram US$ 1,3 trilhão por ano como base da meta.
Para o secretário, a adoção da agenda de ação apresentada pelo Brasil para a COP é crucial para avançar na transição.
“A agenda de ação não é algo supérfluo, é crucial para a missão. Mais do que isso, é para o bem da própria nação. Cada gigawatt de energia limpa cria mais empregos, cada ação para fortalecer a resiliência ajuda a salvar vidas, fortalecer as comunidades e proteger as cadeias globais das quais todos dependem. Esta é a história de crescimento do século XXI, a transformação econômica da nossa era”, afirmou.
Em seu discurso, Stiell fez um pequeno balanço dos 10 anos do Acordo de Paris. Na avaliação do secretário da UNFCCC, o acordo trouxe avanços na queda da curva de emissões de gases de efeito estufa, mas ainda há trabalho a ser feito. Como exemplo, ele citou o relatório da Organização das Nações Unidas, de outubro, mostrando que o mundo não será capaz de conter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau Celsius (°C) nos próximos anos.
“Há dez anos, em Paris, estávamos discutindo o futuro que desenharia a queda da curva de emissões. Um futuro que testemunharia claramente a queda da curva de emissões. Esse futuro chegou. De fato, a curva de emissões apresentou declínio e isso deve a salas como esta, com legislação governamental e respostas do mercado, mas não vou dourar a pílula. Precisamos agir muito, mas muito mais rápido, tanto na redução das emissões quanto no fortalecimento da resiliência. A ciência é clara, podemos e devemos reduzir as temperaturas ao limite de 1,5ºC, após um desvio de curso temporário”, acrescentou.
O secretário defendeu que o caminho para a retomada na queda das emissões passa pelo incremento da cooperação internacional, uma vez que os compromissos nacionais de redução na emissão desses gases, as chamadas NDCs (Contribuição Nacionalmente Determinada) assumidos pelos países têm sido insuficientes.
“Não precisamos esperar que entrem em efetividade as NDCs, feitas para identificar as lacunas e desenhar as inovações necessárias para enfrentar os problemas. Nenhuma nação pode se dar a esse luxo, enquanto desastres climáticos consomem duas casas decimais do PIB [Produto Interno Bruto] mundial. Vacilar enquanto mega secas destroem plantações, fazendo os preços dispararem, não faz sentido nenhum, nem economicamente, nem politicamente. Discutir enquanto a fome se instala, forçando milhões a abandonar as suas terras natais, isso jamais será esquecido. Na medida em que os conflitos se espalham e os desastres climáticos dizimam a vida de milhões, enquanto já temos as soluções, isso jamais será perdoado”, afirmou.
Projetos que dificultam o aborto para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual tentam “espalhar pânico moral” para enfraquecer o direito ao aborto legal no Brasil. A avaliação é da vice-presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Marina De Pol Poniwas, para quem o Projeto de Decreto Legislativo 03 de 2025, aprovado nesta quinta-feira pela Câmara dos Deputados, afronta os direitos fundamentais.
“Esse é um debate de saúde pública, não do Legislativo, mas não querem permitir que um órgão como o Conanda exerça sua função para que essas crianças e adolescentes sejam de fato protegidos”, protesta.
De acordo com Marina, há 13 projetos protocolados na Câmara contra a Resolução, que também foi contestada na Justiça.
“O aborto legal não é crime. O Código Penal tem previsão com relação a isso desde 1940. O Estatuto da Criança e do Adolescente é absolutamente protetivo, um marco civilizatório na nossa sociedade”.
“O que a gente pretendeu com essa resolução é orientar o sistema de garantia de direitos sobre como utilizar esse arcabouço legal existente para acessar um direito legal previsto pelo menos desde 1940, mas que vem sendo constantemente impedido”.
A vice-presidenta complementa que o Conanda também entendeu que é preciso orientar os serviços de saúde, assistência social e escolas sobre a importância do sigilo. “A Resolução 258 não fala só sobre o aborto, mas sim sobre todo esse processo de atendimento em casos de violência sexual”, contesta.
A resolução não trata apenas do direito ao aborto legal, mas “dispõe sobre o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e a garantia dos seus direitos”. O documento explica, por exemplo, que as vítimas devem receber escuta especializada, e que o atendimento de saúde deve ser priorizado.
Quanto ao aborto legal, o texto explica que uma vítima de estupro ou estupro de vulnerável que tenha engravidado em decorrência da violência não precisa apresentar boletim de ocorrência nem decisão judicial para ter direito ao aborto legal.
A resolução orienta também que os casos de violência sexual só precisam ser notificados, com a identificação da vítima, ao Conselho Tutelar, a quem cabe procurar o sistema de Justiça, salvo exceções específicas. Ainda de acordo com as disposições do texto, a criança ou adolescente vitima deve ser adequadamente informada sobre seus direitos, e sua vontade expressa deve ser priorizada, em casos de divergência com os pais ou representantes legais.
Marina argumenta que nada disso foi “criado” pelo Conanda, que editou a Resolução de acordo com a legislação vigente no país, para combater barreiras ilegais impostas, como a exigência do boletim de ocorrência.
“É uma orientação para que os profissionais e os operadores do sistema de garantia de direitos possam ter aquilo de fácil acesso e saibam conduzir da melhor forma possível esse cuidado célere, humanizado e não revitimizante daquela criança que já está num grave sofrimento”.
Reação dos movimentos sociais
Organizações que defendem os direitos das crianças e das mulheres também reagiram ao projeto de decreto legislativo e lançaram um abaixo-assinado contra a medida, dentro da campanha “Criança não é mãe”, que ganhou grande visibilidade em protesto contra o chamado PL do Estupro. A campanha também vai convocar atos para a próxima terça-feira (11). Já estão confirmadas manifestações no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Espírito Santo.
Laura Molinari, codiretora da campanha “Nem Presa Nem Morta”, que integra a ação “Criança não é Mãe”, lembra que o movimento feminista vem lutando há cerca de duas décadas contra diversos projetos que tentam recrudescer a legislação sobre aborto no Brasil. Ao longo deste tempo, perceberam que as propostas se avolumam conforme se aproxima o período eleitoral.
“Entra em um pacote moral das candidaturas e dos políticos de extrema direita. São os candidatos que falam que são contra as drogas, contra os gays e contra o aborto. Mas a gente tem um problema real que não entra nessa conta, que é justamente o caso das meninas que sofrem violência e terminam grávidas. A gravidez é um desfecho da violência em muitos casos. E a gente está falando especialmente das meninas, porque elas são as maiores vítimas de violência sexual no Brasil”, argumenta a ativista.
Por enquanto, nenhum projeto conseguiu derrubar as permissões concedidas pelo Código Penal de 1940, que autoriza a interrupção da gravidez nos casos de violência sexual e de risco de vida para a mãe. Além disso, em 2012, o Supremo Tribunal Federal estendeu a excepcionalidade aos casos de anencefalia, quando o cérebro do feto não se desenvolve, uma condição incompatível com a vida fora do útero.
A legislação brasileira nunca exigiu boletim de ocorrência ou processo judicial para a realização do procedimento, e também não impõe limite de idade gestacional.
Apesar de o direito ao aborto legal continuar garantido, Laura diz que todos esses ataques e as informações mentirosas disseminadas criam uma confusão deliberada que afasta crianças e mulheres dos serviços e gera insegurança para os profissionais que trabalham neles.
“Hoje, menos de 4% dos municípios brasileiros têm serviço de aborto legal. A gente tem uma média de 2 mil abortos legais por ano e, no caso das meninas estupradas, são menos de 200 por ano, enquanto 30 dão à luz todos os dias com menos de 14 anos no Brasil”.
“Essa confusão normativa é um problema para efetivação do aborto legal, então, a resolução do Conanda, veio para organizar o que já está na lei, justamente porque na prática o acesso basicamente não acontece”.
Para 94% dos entrevistados à época, o aborto deve ser permitido em casos como esse. Laura acredita que a reação dos movimentos sociais após cada ataque “tem ajudado a construir na opinião pública e na sociedade um entendimento de quais são os marcos legais do aborto no Brasil”, mas a oportunidade também é aproveitada por quem se interessa em espalhar informações inverídicas.
“Pelo lado de quem precisa acessar o serviço de aborto ilegal, já existe pouca informação sobre quais são os serviços, onde tem, onde não tem. E com essa enxurrada de fake news, realmente, as pessoas ficam sem saber o que fazer e acabam tendo o filho no fim das contas”, pondera a codiretora da campanha Nem Presa Nem Morta
Resposta no Congresso
Parlamentares contrários à matéria também reagiram na Câmara. A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) protocolou um projeto de lei, com o apoio de outros 60 deputados, para “conferir força de lei” às diretrizes estabelecidas pela resolução do Conanda, preservando integralmente a sua redação.
Em um vídeo, publicado em suas redes sociais, a deputada afirmou que o objetivo é “transformar em lei o que nunca deveria ter sido posto em dúvida, que criança não é mãe, que estuprador não é pai e que a infância precisa de proteção e não de retrocesso.”
“Quando a maioria da Câmara decide sustar essa Resolução do Conanda, ela não está apenas revogando um ato administrativo, ela está rasgando um pacto civilizatório para proteger as crianças desde o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela está dizendo que uma menina vítima de estupro de 9, 10, 11 anos tem que ser levada à maternidade a qualquer custo. Gravidez forçada é tortura”, complementou.
Em carta enviada ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) manifestou preocupação com os efeitos negativos que o aquecimento global, as mudanças climáticas e a poluição provocam na saúde da população, agravando doenças alérgicas e respiratórias. Essa será a temática principal do 52º Congresso de Alergia e Imunologia que a entidade realiza no período de 13 a 16 deste mês, em Goiânia, coincidindo com a semana da COP30.
“Esse é um assunto que nos preocupa de longa data, porque nós sabemos que as doenças que tratamos aqui no campo da alergia e da imunologia sofrem um impacto muito considerado das mudanças climáticas e da alteração do meio ambiente. Sabemos que essas doenças têm um caráter genético, que é hereditário de família a família, mas a genética não é suficiente para desencadear todo esse arsenal de doenças“, destacou nesta quinta-feira (6), em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes.
A médica disse que é importante considerar que os fatores ambientais, as mudanças climáticas, o aquecimento global, o aumento da poluição vão acarretar alteração das defesas, levando a uma inflação das mucosas respiratórias e da pele também, facilitando a reação inflamatória que caracteriza doenças como a asma, por exemplo.
Catástrofes
Outras doenças que podem ter incidência impactada pelas mudanças do clima e a poluição são a rinite alérgica, que chega a 30% de pacientes da população do Brasil, conjuntivite e dermatite atópica, uma inflamação na pele. Fátima esclareceu que essas alterações que levam ao crescimento da poluição aumentam também a quantidade de material particulado no ar, sólido, e ainda ao aumento de gases, como dióxido de carbono, ou CO2.
“Junto com aquecimento ou essas catástrofes climáticas que a gente tem observado, em tempos recentes, como a tragédia do Rio Grande do Sul (enchentes em abril de 2024), tudo isso aumenta a formação de alérgenos, tanto pólens, quanto fungos, e mesmo a proliferação de ácaros, que são fatores condicionantes dessas doenças também”, afirmou. Alérgenos são substâncias que causam uma resposta exagerada do sistema imunológico em pessoas sensíveis, resultando em alergia.
Na carta, a Asbai menciona estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), segundo o qual um aumento considerável de 60% na incidência de incêndios, por exemplo, como ocorrido na Região Norte do país, espalha essa fumaça por todo o país e até mesmo para países vizinhos, levando ao aumento da poluição atmosférica e das doenças respiratórias.
Prejudicados
Fátima Rodrigues Fernandes ressaltou que o mais triste de tudo é que a fumaça dos incêndios vai prejudicar, principalmente, as crianças pequenas, os idosos, as gestantes e, também, aquelas comunidades com menos recursos, onde qualquer alteração climática vai ter um peso muito maior, considerando ainda o peso que isso vai ter nos pacientes com doenças respiratórias, entre as quais asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, que é o enfisema.
“Todos esses pacientes vão sofrer muito mais com esse clima tão alterado que a gente está tendo nos últimos tempos”.
Isso sem falar também na poluição plástica, ou pela contaminação por microplásticos, que atingem diversos tecidos e órgãos dos seres vivos. “Realmente, essa é outra questão que está afligindo muito a comunidade científica na área da saúde, onde a gente sabe que o Brasil é o quarto maior produtor de plástico no mundo, com dezenas de toneladas soltas no nosso meio ambiente que não são descartadas de uma maneira correta e que contaminam água, oceanos e que até a gente acaba ingerindo”.
A presidente da Asbai comentou que através da água que se bebe, do contato que a pessoa tem com produtos de plástico, é sabido que esses microplásticos também vão atuar no sistema imunológico e na saúde da população, deturpando muito a saúde.
“Hoje em dia a gente vê, por exemplo, muitos casos de alergia alimentar ou intolerância alimentar que estão atribuídos à alteração da nossa mucosa gastrointestinal, aumento da permeabilidade dessa mucosa, levando a inflamações que conturbam muito a qualidade de vida dos pacientes que têm uma alergia alimentar”. Acrescentou que “o que é dramático e que a gente também tem que mencionar, é que, além de tudo, quando se está diante de uma emergência climática, de uma catástrofe, como a gente tem presenciado aqui em São Paulo, no Centro-Oeste, no Rio Grande do Sul, o acesso aos cuidados de saúde para quem tem doenças crônicas, como a asma, fica muito prejudicado”.
Tratado
São pacientes que precisam de tratamento contínuo e acabam não tendo esse acesso permitido, o que leva à piora da doença e mais emergências, crises e até óbitos, sem considerar também que as doenças, de uma maneira geral, têm um impacto muito grande na saúde emocional das pessoas. A presidente da Asbai lembrou, ainda, que toda vez que se está diante de uma situação calamitosa, tanto os pacientes, como os próprios profissionais da saúde sofrem um estresse muito grande pela incapacidade de enfrentar situações limítrofes, como são essas emergências.
Fátima Fernandes acredita que todas essas questões devem ser motivo de preocupação, de discussão e, sobretudo, de formulação de políticas que visem conter a evolução dessas alterações climáticas, da evolução do aquecimento global e de todos esses agravos à saúde da população. A Asbai espera que, durante a COP30 sejam retomadas as negociações do Tratado Global contra a Poluição Plástica, de 2022, para diminuir esse tipo de poluição. “Sem dúvida, esse é um ponto crucial e temos que ser signatários e usuários desse tratado. Temos que aplicar na vida real todos esses cuidados necessários para proteção da nossa saúde”.
Ela diz esperar que a COP30 seja uma oportunidade de que ações no sentido de diminuir os efeitos da poluição e do aquecimento global sobre a saúde da população possam ser efetivadas. “Essa é a real expectativa de toda a comunidade científica e dos profissionais da saúde, de que o resultado dessa COP realmente seja aplicável como comprometimento dos diferentes países que participam dessa celebração, no sentido de aplicar essas condutas emergenciais até para o controle dessas alterações que nós estamos vivendo no meio ambiente”.
Congresso
Duzentos participantes nacionais e internacionais participarão do 52º Congresso de Alergia e Imunologia da Asbai, incluindo entidades globais da especialidade, como a World Allergy Organization (WAO), American Academy of Allergy, Asthma & Immunology (AAAAI), European Academy of Allergy and Clinical Immunology (EAACI), Sociedad Latinoamericana de Alergia, Asma e Inmunología(SLAAI) e Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).