Tarauacá dá salto na saúde com ampliação dos atendimentos no Centro INTERAGE, oferta de ultrassonografias e atendimentos aos sábados
Em uma cerimônia histórica realizada na terça-feira (11), na Câmara de Vereadores de Tarauacá, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, anunciou uma série de avanços na saúde pública do município. Durante o evento, que também marcou a assinatura dos Termos de Cessão de Uso Gratuito de dois imóveis da União, foram reveladas medidas que ampliam o acesso a serviços essenciais, com destaque para
Acre destaca protagonismo amazônico em painel sobre descarbonização e saúde digital na COP30
O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, participou nesta terça, 11, do painel “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: Descarbonização e Saúde Digital”, promovido pelo jornal Folha de São Paulo durante a programação da COP30, em Belém. O debate reuniu gestores, pesquisadores e especialistas para discutir caminhos que tornem os sistemas de saúde mais sustentáveis, resilientes e preparados para os efeitos do aquecimento global.
A presença acreana ganhou destaque por representar uma das regiões mais sensíveis às mudanças climáticas. No encontro, o secretário – que também representou o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), na condição de vice-presidente da região Norte, enfatizou a relevância de iniciativas como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), parceria entre sete hospitais de referência e o Ministério da Saúde.
Secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal participou nesta terça, 11, do painel “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: Descarbonização e Saúde Digital”, promovido pelo jornal Folha de São Paulo. Foto: Izabelle Farias/Sesacre “Hoje, 96% da população do Acre depende do SUS. E o Proadi-SUS, com essa participação tripartite (Ministério da Saúde, estados, municípios, Conass e Conasems) permite que cada território traga suas particularidades. É isso que dá condições para desenharmos projetos que atinjam nossas necessidades reais. O meu maior gargalo como gestor é colocar um endócrino, um pediatra ou um neuropediatra em Santa Rosa do Purus, um dos quatro municípios de difícil acesso. Lá, só se chega de avião ou de barco em determinados períodos, porque o rio que alaga tudo vira uma lâmina de água na estiagem. É inviável manter especialistas fixos, sobretudo em municípios pequenos e remotos”, afirmou.
Secretário também apresentou iniciativas acreanas alinhadas à agenda de descarbonização e inovação, como a ampliação do telessaúde. Foto: Izabelle Farias/Sesacre Pascoal destacou que a telemedicina vem mudando essa lógica. “Com a implementação do telessaúde, tanto para assistência direta quanto para capacitações, reduzimos consideravelmente o deslocamento dos nossos profissionais. Aqueles que antes viajavam para ministrar formações, hoje fazem isso de forma remota. Pacientes que precisavam ser enviados para a regional de Cruzeiro do Sul ou para a capital, Rio Branco, agora resolvem parte das demandas no próprio território. Isso desafoga a rede e melhora o acesso e como sempre dizemos: é levar saúde ao paciente, não o contrário. Regionalização e telemedicina são as principais bandeiras do governo do Acre. Assim, reduzimos deslocamentos, ampliamos cuidado e, de quebra, diminuímos emissões”, complementou.
O secretário também apresentou iniciativas acreanas alinhadas à agenda de descarbonização e inovação, como a ampliação do telessaúde, expansão do prontuário eletrônico em unidades estratégicas e o planejamento de ações para reduzir emissões no funcionamento dos hospitais.
“Chegamos ao número de 5,37 quilos de CO₂ evitados por teleinterconsulta. No último triênio, foram mais de 270 mil consultas pelo TeleAMES, com mais de 420 pontos de atendimento espalhados pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Esse resultado faz diferença. E deixo aqui uma provocação: quando vemos 92% a 96% de redução dos encaminhamentos, vale olhar para dentro do sistema de regulação de cada estado e município. Grande parte dos encaminhamentos é desnecessária. A telemedicina faz essa triagem, limpa filas e coloca o paciente certo no lugar certo, na hora certa, com o equipamento necessário para um diagnóstico preciso.”
“Temos a menor demografia médica do país: 1,3 profissional por mil habitantes, 46% abaixo da média nacional. Mesmo assim, estamos avançando. Agora, o desafio é dar continuidade a esse projeto que já mostra resultados e garantir que ele seja incorporado de forma definitiva à saúde digital”, reforçou ao final do painel.
Painel foi transmitido ao vivo pelo canal da Folha no YouTube, mas também contou com a presença de dezenas de pessoas presencialmente. Foto: Izabelle Farias/Sesacre O painel reforçou a resiliência e justiça climática, a relação entre descarbonização e inovação digital e os impactos da crise ambiental no perfil epidemiológico da população brasileira.
Para o Acre, participar da COP representa fortalecer parcerias, acessar conhecimento técnico e consolidar o estado como ator ativo na formulação de políticas climáticas voltadas à saúde. Pascoal destacou que a cooperação entre os estados amazônicos, o Ministério da Saúde e as instituições representativas é essencial para enfrentar impactos já evidentes na região.
O encontro encerrou com o reconhecimento de que sistemas de saúde mais limpos, inteligentes e preparados são indispensáveis para enfrentar a crise climática. E a participação do Acre foi apontada como prova de que, mesmo diante de desafios estruturais, planejamento e inovação seguem abrindo caminhos, mesmo nas áreas mais distantes.
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Atleta paralímpica acreana participa de treinamento nacional após receber nova prótese da Oficina Ortopédica
“O esporte abre portas e pode nos proporcionar aquilo que sempre sonhamos”. É com essa frase que Letícia Castro, atleta paralímpica acreana, define o caminho que vem trilhando após ingressar no parabadminton (badminton adaptado para pessoas com deficiência física) há cerca de um ano. Natural de Rio Branco, Letícia nasceu com uma má-formação na perna e utiliza uma prótese no dia a dia para locomoção e treino. Aos 16 anos, ela descobriu uma forma de se enxergar com mais leveza.
Letícia é atleta de parabadminton, esporte jogado em quadra, com raquetes e uma peteca. Foto: cedida “Para nós, pessoas com deficiência, nada é impossível”, complementa a atleta, que esteve, no último fim de semana, em treinamento com outros jovens acreanos no Camping Escolar Paralímpico Regional, em Manaus (AM)promovido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Incentivada pelo professor de educação física, ela passou a ver na prática esportiva uma oportunidade de crescimento.
A mãe de Letícia, Maria José Oliveira, relembra os primeiros anos da filha: “Ela nasceu assim, já sem a parte da perna dela. No começo, tinha muita vergonha, não saía de casa, usava só calça comprida. Hoje é diferente. Ela se aceita, usa saia, usa bermuda. E essa é a segunda viagem dela, ano passado ela também foi para São Paulo por meio do esporte. É muito gratificante ver o jeito que ela está evoluindo, interagindo mais com outras pessoas que também possuem alguma deficiência. Mudou tudo na vida dela”.
Com a chegada da sua nova prótese, confeccionada pela Oficina Ortopédica da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Letícia agora tem mais conforto e segurança para continuar evoluindo no esporte. A agilidade da equipe técnica fez com que ela recebesse o equipamento a tempo de participar do treinamento em Manaus.
Aos 16 anos, Letícia busca representar o Acre, inspirando outras pessoas com deficiência. Foto: cedida “Letícia já estava deixando de treinar porque a prótese antiga machucava muito. Quando fomos à oficina ortopédica, fomos muito bem atendidos. Em poucos dias, ela já estava com a nova prótese pronta e pôde embarcar para o Camping. Isso fez toda a diferença”, contou Shirlei Lessa, da Divisão de Esporte Paralímpico da Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer.
Como profissional que trabalha com inclusão, Shirlei diz se sentir muito feliz em poder acompanhar a trajetória de Letícia e dos outros atletas. “É muito gratificante presenciar o desenvolvimento dela, nós víamos que ela tinha potencial mas não conseguia avançar por conta da antiga prótese, que a machucava. Ver ela melhorando a cada dia é fantástico, almejo que ela avance com sucesso e sem dores. Fazer parte dessa história não tem preço”.
Atletas acreanos em avaliações de rendimento no último dia 8. Foto: cedida Referência em reabilitação no estado
A Oficina Ortopédica da Fundhacre é referência no atendimento de pessoas com deficiência no Acre, oferecendo próteses, órteses e adaptações por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Recentemente, o serviço foi contemplado com novos materiais e insumoso que permitiu ampliar a capacidade de produção dos materiais e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
De acordo com a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, a política de fortalecimento dos serviços especializados é uma prioridade do governo do Acre. “Cada prótese entregue é uma oportunidade a mais de dignidade e inclusão. O Estado tem investido para que histórias como a da Letícia continuem acontecendo e inspirando outras famílias acreanas”, destaca.
Para Letícia, essa contribuição foi decisiva para uma maior autonomia e qualidade de vida. De volta aos treinos, a atleta segue firme em sua meta: representar o Acre e chegar ao topo do pódio. Mas, mais do que isso, ela quer inspirar outras pessoas a acreditarem em si mesmas. “Meu sonho é ser inspiração para outras pessoas com deficiência. Porque com determinação e esforço, podemos chegar muito longe”.
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Prefeitura de Cruzeiro do Sul conquista o primeiro lugar do Acre no ranking de excelência em governança municipal
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul conquistou o primeiro lugar no ranking de excelência em governança municipal, durante o I Workshop de Gestão Pública, promovido pelo Conselho Regional de Administração do Estado do Acre – CRA-AC nesta nesta terça-feira,11, no Espaço Afa Jardim, em Rio Branco. O prefeito Zequinha Lima recebeu o certificado que é um reconhecimento concedido ao município por sua boa gestão admin
O continente americano perdeu o status de região livre de transmissão endêmica do sarampo. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) decidiu retirar o certificado após constatar que o vírus do sarampo tem circulado de forma sustentada, no Canadá, há 12 meses, o que configura a transmisssão endêmica da doença.
“Se um país na região perde o certificado, a região toda acaba perdendo essa condição”, explicou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, em uma coletiva de imprensa na última segunda-feira (10).
No entanto, Barbosa ressalvou que a perda é reversível. “Enquanto o sarampo não for eliminado em nível mundial, nossa região continuará enfrentando o risco de reintrodução e disseminação do vírus entre populações não vacinadas ou subvacinadas. Nesse momento, nós temos vários surtos de sarampo no mundo, os países da América recebem todos os dias casos importados de outras regiões. Mas nós já demonstramos antes, que com compromisso político, cooperação regional e vacinação sustentada, podemos voltar a ter o certificado na região”, complementou.
O Canadá não é o único país com registros da doença nas Américas. Até 7 de novembro de 2025, foram notificados 12.596 casos confirmados de sarampo em dez países, incluindo o Brasil. No entanto, 95% se concentram no Canadá, México e Estados Unidos.
O total de casos é 30 vezes maior do que o registrado em 2024. A doença também causou a morte de 28 pessoas: 23 no México, 3 nos Estados Unidos e 2 no Canadá.
Sete países estão com surtos ativos: Canadá, México, Estados Unidos, Bolívia, Brasil, Paraguai e Belize, em sua maioria desencadeados por casos importados.
Ainda de acordo com a Opas, 89% dos infectados não foram vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida. Crianças com menos de 1 ano de idade são as mais afetadas e também as mais propensas a desenvolver complicações pela doença.
Até o início da década de 1990, o sarmpo era uma das principais causas de mortalidade infantil e provocava cerca de 2,5 milhões de óbitos por ano, no mundo.
“O vírus do sarampo é um dos mais contagiosos. Uma pessoa infectada pode transmitir pra até 18 pessoas. Graças às vacinas, muitas pessoas nunca viram um surto na sua vida, mas o sarampo pode causar complicações sérias como cegueira, encefalite e até mesmo a morte. Crianças pequenas podem ter encefalite quase fatal, anos mais tarde. Pelo menos 95% da população tem que estar vacinada com as duas doses pra gente interromper isso e em todas as comunidades, sem exceção”, alerta o diretor da Opas.
Situação no Brasil
Apesar de ter registrado casos em 2025, o Brasil ainda mantém o certificado de país livre do sarampo, reconquistado em novembro do ano passado. Ao contrário do que aconteceu no Canadá, aqui não se estabeleceu uma contaminação interna e sustentadada da doença pelo período mínimo necessário.
Por enquanto, foram confirmados 34 casos em 2025, sendo um no Distrito Federal, dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo, um no Rio Grande do Sul, 25 em Tocantins, um no Maranhão e três no Mato Grosso.
A situação mais grave, ocorrida na cidade de Campos Lindos (TO), teve origem com a chegada de quatro pessoas infectadas durante viagem à Bolívia. Elas transmitiram o vírus para outros 18 moradores da comunidade, que tem histórico de resistência à vacinação. Outros três moradores da cidade que não fazem parte da comunidade também adoeceram.
Este caso ainda é considerado um surto ativo pelas autoridades sanitárias, já que o último paciente confirmado registrou sintomas no dia 12 de setembro, e é necessário que se passem 12 semanas sem nenhuma outra confirmação para que o surto possa ser considerado encerrado.
O presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita do Ministério da Saúde, Renato Kfouri, diz que o órgão se reuniu com representantes da Opas neste mês para apresentar a situação do país.
“Fizeram poucas recomendações, de intensificar a vigilância e aumentar a cobertura da segunda dose da vacina. Mas os casos de Campos Lindos e do Mato Grosso já mostram isso: nós estamos detectando precocemente os casos, fazendo bloqueio vacinal, e especialmente indo nesses bolsões de baixa cobertura”, acrescentou Kfouri.
De acordo com o presidente da câmara técnica, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a quantidade crescente de casos, especialmente em países vizinhos, como Argentina e Bolívia, aumenta a preocupação com o Brasil.
“São dois pilares que sustentam a nossa situação de zona livre de circulação de sarampo: a vigilância de casos, com a detecção rápida de casos suspeitos, e, claro, a vacinação, com as duas doses. Nossa cobertura está batendo perto de 95% na primeira dose, mas caindo pra 80% na segunda dose”, alerta.
A diretora da Sbim, Isabela Ballalai, confirma que as autoridades de saúde e os especialistas já estão em alerta desde o aparecimento dos primeiros casos importados. Ela lembra que o Brasil, além de fazer fronteira com diversos países, também mantém uma circulação frequente de pessoas com os Estados Unidos, onde o vírus está se espalhando “de maneira absurda e totalmente sem controle”.
“Se a gente não chegar a, no mínimo, 95% de cobertura, vamos ter de novo surtos e mais surtos. O Ministério da Saúde tem se engajado muito na prevenção do sarampo, mas chegar ao ponto de perder o certificado de eliminação nas Américas é, sem dúvida, um retrocesso muito significativo e um risco grande pra população de todo o continente”, lamenta a diretora da Sbim.
A vacina contra o sarampo está disponível no Sistema Único de Saúde e faz parte do calendário básico de vacinação infantil. A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola.
Já a segunda dose, é aplicada aos 15 meses, com a tetraviral, que reforça a proteção contra as três doenças e imuniza ainda contra a varicela, que causa a catapora. Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de vacinação ou não tenha completado o esquema vacinal deve atualizar sua carteira de vacinação.
Entre 2017 e 2022, o Brasil registrou um aumento de quase 44% dos postos de trabalho em enfermagem, passando de cerca de 1 milhão de vínculos para 1,5 milhão. O número, entretanto, não equivale ao total de profissionais do setor, já que um mesmo profissional pode ocupar mais de um vínculo de trabalho.
Os dados integram a Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil, divulgada nesta terça-feira (11) pelo Ministério da Saúde. O estudo traz uma radiografia do setor, que concentra o maior número de postos de trabalho da saúde no país quando somados enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
De acordo com o levantamento, que reúne dados de 2017 a 2022, o total de postos de trabalho na área de enfermagem no Brasil aumentou em todos os níveis de atenção à saúde, incluindo a atenção primária ou básica; a atenção secundária ou de média complexidade; e a atenção terciária ou de alta complexidade.
A atenção de alta complexidade apresentou maior crescimento absoluto, passando de 635 mil postos de trabalho em 2017 para quase 900 mil em 2022 – alta de 41%. No mesmo período, as atenções primária e secundária passaram de 204 mil postos para 285 mil (39,2%) e de 171 mil postos para 238 mil (39%), respectivamente.
Os números mostram ainda que as mulheres representam cerca de 85% da força de trabalho da enfermagem no país, enquanto o setor público concentra 61,9% dos vínculos profissionais.
Covid-19
Dados de 2020, quando a pandemia de covid-19 teve início, até 2022 mostram aumentos significativos na contratação de enfermeiros e técnicos de enfermagem, sobretudo no setor público.
Tecnologia desenvolvida no Ceará, capacete Elmo salva vidas durante a pandemia de covid em todo o Brasil. Foto: Tatiana Fortes/Governo do Ceará
“Esse movimento é compatível com a necessidade de ampliação da resposta à pandemia, que exigiu investimentos em equipes para atender à alta demanda por serviços hospitalares, unidades de terapia intensiva e vacinação em massa”, avaliou o ministério.
Na atenção primária, por exemplo, o aumento foi 42% no número de enfermeiros e 77% no número de técnicos de enfermagem no setor público.
Regiões
Entre 2017 e 2022, o crescimento de postos de trabalho foi registrado em todas as regiões do país, sobretudo em regiões com menos profissionais – o Nordeste apresentou crescimento de 46,3% e o Norte, de 43,8%.
O Centro-Oeste registrou o maior aumento no período, com 57,3%, enquanto o Sul cresceu 44,6% e o Sudeste apresentou o menor índice, com aumento de 34,9%. Ainda assim, o Sudeste segue como a região com maior concentração dos postos de trabalho.
Vínculos de trabalho
O estudo aponta predominância de vínculos formais de trabalho – cerca de 67% dos vínculos trabalhistas estão sob regime celetista (CLT). Os demais profissionais atuam por meio de contratos estatutários e outras formas de vínculo, como temporários e autônomos.
SUS
A demografia mostra ainda que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem representam a maior parcela dos profissionais que trabalham no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Esses profissionais atuam diretamente no cuidado aos pacientes, sendo essenciais para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. A presença desses trabalhadores é indispensável em todos os níveis de atenção, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade”, destacou o ministério.
Mercado de trabalho e piso nacional
Os levantamento revela que, no setor da enfermagem, há predomínio de jornadas de trabalho que variam entre 31 e 40 horas semanais, além de uma média salarial que varia entre dois e três salários mínimos – o equivalente a R$ 3.036 e R$ 4.554, respectivamente.
Modalidade de ensino
O estudo também mostra crescimento elevado do setor privado no ensino da graduação e no ensino técnico de enfermagem, sobretudo na modalidade ensino a distância (EaD) – em 2022, a modalidade chegou a responder por 50,3% das vagas ofertadas.
“Esse cenário serviu de alerta para o governo federal e entidades de saúde ligadas à área da enfermagem, apesar do aumento de estudantes no ensino superior ser uma necessidade para melhorar o quantitativo de profissional necessário às realidades de saúde e contingente da população brasileira”, avaliou o ministério.
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e do Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem-AC), realizou na manhã desta terça-feira, 11, uma reunião entre os órgãos públicos para alinhar o fortalecimento das ações de fiscalização relacionadas aos produtos comercializados e serviços prestados no estado. Os representantes das instituições também assinaram a renovação do convênio de cooperação técnica que elas possuem.
O encontro visa aprimorar a atuação conjunta para assegurar o cumprimento das normas técnicas e de qualidade estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Vinculado à Seict, o Ipem-AC é responsável pelas políticas de metrologia legal e qualidade no Acre, com o trabalho de verificação e certificação de instrumentos de medição, fiscalização de produtos pré-medidos e a inspeção de conformidade de segmentos do mercado.
Encontro renovou o convênio de cooperação técnica entre Seict e Ipem-AC. Foto: Emely Azevedo/Seict
As ações garantem transparência nas relações de consumo, segurança ao cidadão e concorrência justa entre os empreendedores acreanos. Entre as iniciativas integradas da Seict e do Instituto está o Programa Rota da Qualidade, que percorre todos os municípios acreanos com equipes de fiscalização promovendo controle metrológico e ações educativas com fornecedores ou consumidores. A cooperação incentiva a regularização, a melhoria contínua dos serviços e o fortalecimento de uma cultura de conformidade e responsabilidade nas relações de consumo.
De acordo com o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanípal Mesquita, a integração entre a Seict e o Ipem-AC representa um avanço na estrutura de fiscalização do Estado e fortalece a economia local. “Essa atuação conjunta entre os dois órgãos permite que o governo garanta que os padrões de qualidade sejam cumpridos e cheguem a todas as regionais do Acre. Isso reforça a confiança dos consumidores, valoriza o empreendedor que trabalha dentro da legalidade e fortalece o ambiente de negócios com mais competitividade e transparência”, disse.
Parceria entre os órgãos públicos garante avanço na estrutura de fiscalização do estado e fortalece a economia local. Foto: Emely Azevedo/Seict
A presidente do Ipem-AC, Hérica Granzotto, ressaltou que o trabalho com a Seict e o Inmetro tem sido essencial para consolidar uma cultura de qualidade e respeito ao consumidor no estado. “Nosso objetivo é assegurar que produtos e serviços estejam em conformidade com as normas técnicas, protegendo o consumidor e valorizando quem produz de forma correta. Por isso é tão importante manter esse trabalho constante entre Ipem, Seict e Inmetro em todo o Acre”, afirmou.
Como parte da agenda de integração institucional, o presidente do Inmetro, Márcio Brito, estará no Acre para acompanhar o planejamento de novas ações. A presença do gestor federal reforça o compromisso entre o Executivo acreano e o governo federal na promoção da qualidade, inovação e segurança nas relações de consumo. Com isso, o governo do Estado amplia as políticas públicas destinadas a garantir a transparência e a justiça em todas as relações comerciais no Acre.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), vem realizando a revitalização das ruas da cidade. Nesta segunda-feira (10), a autarquia fez a sinalização horizontal da Rua Omar Sabino, bairro Estação Experimental. O serviço foi executado com rigor técnico, planejamento estratégico e dedicação da equipe de engenharia de trânsito e de sinalização, garantindo mais segurança viária, melhor mobilidade urbana e fluidez no trânsito.
A rua Omar Sabino, uma via de grande circulação, ganhou nova demarcação de faixas, linhas de bordo, setas direcionais, marcações de retenção e travessias para pedestres, proporcionando organização, previsibilidade e proteção durante a condução de veículos, motocicletas, bicicletas e no deslocamento de pedestres.
A rua Omar Sabino, setas direcionais, marcações de retenção e travessias para pedestres. (Foto: Secom)
Essa entrega representa o compromisso do Prefeito de Rio Branco Tião Bocalom com a modernização da mobilidade urbana e a priorização da vida no trânsito. Cada ponto revitalizado traduz responsabilidade, trabalho sério e resultados visíveis, que se somam às inúmeras intervenções já realizadas em toda cidade.
A equipe de sinalização viária da RBTRans trabalhou com zelo, técnica e precisão, executando o serviço em regime intenso, inclusive no período noturno. (Foto: Secom)
A equipe de sinalização viária da RBTRans trabalhou com zelo, técnica e precisão, executando o serviço em regime intenso, inclusive no período noturno, para não prejudicar o fluxo de veículos e garantir que a via fosse liberada com rapidez e qualidade. O empenho dos servidores reforça a seriedade da gestão e o compromisso permanente com a segurança viária.
Com essa revitalização, a Prefeitura de Rio Branco consolida avanços que refletem diretamente na redução de riscos, no ordenamento da circulação e na melhoria da qualidade de vida dos moradores e usuários da região. (Foto: Secom)
Com essa revitalização, a Prefeitura de Rio Branco consolida avanços que refletem diretamente na redução de riscos, no ordenamento da circulação e na melhoria da qualidade de vida dos moradores e usuários da região. A Rua Osmar Sabino agora está devidamente preparada para atender às necessidades do tráfego urbano, oferecendo mais conforto, organização e proteção.
A Rua Osmar Sabino agora está devidamente preparada para atender às necessidades do tráfego urbano, oferecendo mais conforto, organização e proteção. (Foto: Secom)
A RBTRans reafirma seu compromisso com a transparência e com a prestação de contas à população, mostrando que cada ação é planejada, executada e acompanhada com o objetivo de fazer da nossa cidade um lugar mais seguro e funcional para todos.
As ruas da capital acreana ao longo dos anos têm se tornado uma verdadeira tela de cores e beleza, sobretudo canteiros e rotatórias das principais vias da cidade. O projeto paisagístico da gestão municipal tem levado cores, beleza e vida às ruas de Rio Branco.
Projeto tem levado cores, beleza e vida às ruas de Rio Branco. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A Prefeitura de Rio Branco não tem medido esforços para deixar a cidade com cara de capital, com traços modernos, mais aprazível e acolhedora. A gestão municipal busca priorizar o crescimento urbanístico e a reestruturação da cidade com obras de impacto e a preocupação com o meio ambiente também faz parte das ações da gestão. Ano a ano, o número de queimadas urbanas vem diminuindo, por consequência, uma melhor qualidade do ar nos períodos mais críticos. Isso tudo com ações simples, mas com um efeito significativo.
Os canteiros centrais da cidade embelezados pela florada dos amendoins forrageiros, se somam a bela arquitetura da via Chico Mendes, o que retrata uma cidade linda e moderna. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A limpeza periódica nos bairros, como recolhimento de entulhos e lixo das casas, o gradeamento das áreas de plantio, evitando que os produtores realizem roçagem e queimadas e outras ações, reflete diretamente nos resultados positivos destacados pela prefeitura.
As ruas têm se tornado uma verdadeira tela de cores e beleza, sobretudo canteiros e rotatórias das principais vias da cidade. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Parte significativa no resultado de uma Rio Branco mais arborizada e com paisagismo encantador é realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que mantem um viveiro para o cultivo de plantas ornamentais, que são usadas nos canteiros e nas rotatórias da capital acreana. Assim, ano a ano, a capital acreana, vem de fato, ganhando cores, traços e qualidade de vida de uma capital moderna.