domingo, 15 fevereiro, 2026
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Cartilha une saberes de terreiros e prevenção do câncer em negras

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Cartilha une saberes de terreiros e prevenção do câncer em negras


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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou a cartilha Saúde com Axé: mulheres negras e prevenção do câncer. O livro, disponível na internet, explica quais são os tipos de cânceres mais frequentes entre o gênero feminino negro e quais hábitos diários podem aumentar ou diminuir as chances de ter a doença. O material também explica como o racismo e o racismo religioso contra praticantes de religiões afro podem dificultar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.Cartilha une saberes de terreiros e prevenção do câncer em negras | Cidade AC News – Notícias do AcreCartilha une saberes de terreiros e prevenção do câncer em negras | Cidade AC News – Notícias do Acre

Com imagens de mulheres e famílias negras em destaque e referências à mitologia iorubá, a cartilha do Inca, em forma de conversa, destaca, por exemplo, o poder da amamentação na prevenção do câncer de mama. O material também indica sinais de alerta para o câncer de intestino e explica sobre a transmissão do câncer de colo de útero, que ocorre pela via sexual.

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As figuras das yabás, as orixás femininas, são apresentadas como referência para inspirar o autocuidado e uma vida plena. Assim, a cartilha incentiva também hábitos saudáveis, além de lembrar da necessidade de fazer os exames periódicos. A detecção precoce ainda é a principal forma de combater o câncer. No material, as mulheres encontram os principais exames para cada fase da vida.

Elaborada para circular nos terreiros, a cartilha foi escrita por pesquisadoras do Inca como um dos resultados da pesquisa Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer em Mulheres Negras, realizada entre 2023 e 2025, junto com mulheres das casas de candomblé Ilê Axé Obá Labí e do Ilê Axé Egbé Iyalodê Oxum Karê Adê Omi Arô. A primeira fica em Pedra de Guaratiba, na zona sudoeste do Rio de Janeiro e a segunda, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

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Na cartilha, é explicado ainda como o racismo pode aumentar o risco de adoecer, dificultar o acesso aos serviços e ao tratamento, por exemplo, por conta do mito de que mulheres negras aguentam mais a dor que as demais. 

Mas há outras formas de discriminação que afastam esse público dos serviços de saúde, explica Iyá Katiusca de Yemanjá, do terreiro Obá Labí, que participou da redação da cartilha.

“Na clínica da família onde a gente é atendida, quando a gente pede pra ser nomeada pelo nosso nome [da religião], a gente escuta provocação: ‘de onde você tirou esse nome?”, reclama a Iyá. 

Em Pedra de Guaratiba, ela lidera um programa de saúde popular e de acesso a direitos, aberto a toda comunidade, no terreiro de candomblé.

“Os terreiros sempre promoveram a saúde”, lembra a sacerdote. “Temos os banhos [de ervas], as lavagens, os chás, o modo de viver, temos um cuidado especial com a saúde íntima da mulher”, explica Katiusca de Yemanjá. 

“A gente entende o corpo por inteiro. Principalmente, das mulheres negras de periferia que acabam se cuidando menos, por causa da sobrecarga [de trabalho], então, o que a gente faz é fortalecer esse corpo para buscar os serviços”, afirmou.

Coordenadora-geral da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro), Mãe Nilce de Iansã chama a atenção também da discriminação contra a indumentária das pacientes nos atendimentos. 

“Tem muitos casos de hospitais querendo que as pessoas tirem seus fios de conta para examinar o pé, a mão, desnecessariamente. Nós não usamos os fios de conta como enfeite, mas como proteção”, explicou, acrescentando que “se eu vou fazer uma consulta que o fio de conta não atrapalha em nada, tenho que permanecer com ele”.

Para a Mãe Nilce, que se tratou de um câncer de pulmão no próprio Inca, no Rio de Janeiro, o racismo religioso é um determinante social na vida das mulheres negras, ou seja, uma condição que vai além da genética e tem a ver com o ambiente em que vivem.

Os saberes, rituais e práticas religiosas ancestrais podem funcionar como apoio, tanto na promoção da saúde, levando informações corretas, quanto no acolhimento daquelas mulheres diagnosticadas com a doença.

“Os terreiros são locais de acolhimento, cuidado e solidariedade, espaços de cultura e de religiosidade afro-brasileira”, afirmam as autoras da cartilha do Inca. “Aproximar esse universo dos saberes técnicos pode nos ajudar a prevenir doenças, como o câncer, e foi o diálogo proposto na cartilha”, completam.

Vigitel: 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram mamografia

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Vigitel: 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram mamografia


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A pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde divulgado em 28 de janeiro mostrou que a frequência de mulheres entre 50 e 69 anos de idade que fizeram exame de mamografia em algum momento de suas vidas aumentou no período entre 2007 e 2024, variando de 82,8% para 91,9%.Vigitel: 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram mamografia | Cidade AC News – Notícias do AcreVigitel: 92% das brasileiras entre 50 e 69 anos fizeram mamografia | Cidade AC News – Notícias do Acre

Segundo o levantamento, foram observados aumentos em todas as faixas de idade e níveis de instrução. Em relação às faixas de idade, o maior aumento foi visto nas mulheres com idade entre 60 e 69 anos, variando de 81%, em 2007, a 93,1% em 2024. Quanto ao nível de instrução, o maior aumento foi averiguado entre mulheres sem instrução e fundamental incompleto, variando de 79,1%, em 2007, a 88,6% em 2024.

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Também foi observado que a frequência de mulheres entre 50 e 69 anos de idade que fizeram mamografia nos últimos dois anos aumentou na faixa de 60 a 69 anos, variando de 67,2%, em 2007, a 74,2% em 2024.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que um quarto dos casos de câncer de mama detectados ocorrem na faixa etária de 40 a 49 anos. Ele  reforça a importância da expansão da mamografia para esse público com um esforço do Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico precoce. 

Nesta quinta-feira (5), é celebrado o Dia da Mamografia.

Em setembro de 2025, o ministério expandiu a mamografia para mulheres de 40 a 49 anos de idade, mesmo que não apresentem sinais ou sintomas de câncer. Segundo a pasta, mulheres nessa faixa de idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde em função da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas. Mesmo assim, as mamografias no SUS em pacientes com menos de 50 anos representam 30% do total, equivalente a mais de 1 milhão em 2024.

“Outra medida é a ampliação da faixa etária para rastreamento ativo, quando a mamografia deve ser solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, que até então era de 69 anos, passará a ser de até 74 anos. Quase 60% dos casos da doença estão concentrados dos 50 aos 74 anos e o envelhecimento é um fator de risco”, explicou o ministério.

O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, com 37 mil mortes por ano.

A publicação Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgada nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro, no Dia Mundial do Câncer, mostrou que o número estimado de casos novos de câncer de mama no Brasil por ano entre 2026 e 2028 é de 78.610.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Rio de Janeiro, Bruno Giordano, milhares de mulheres ainda chegam aos serviços de saúde em fases avançadas da doença, o que compromete o sucesso do tratamento e aumenta o risco de mortalidade.

Para o médico, esse quadro está diretamente ligado à baixa cobertura da mamografia em parte da população, às dificuldades de acesso à rede de atendimento e ao tempo prolongado entre o exame, a confirmação diagnóstica e o início da terapia, fatores que seguem como entraves históricos no sistema de saúde.

“A mamografia é o principal exame para detectar o câncer de mama em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do surgimento de qualquer sintoma. Quando conseguimos diagnosticar precocemente, ampliamos de forma significativa as chances de tratamento eficaz e reduzimos a mortalidade”, explica o mastologista.

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Estilo de vida

Giordano lembra ainda que, além do exame periódico da mamografia, o combate à doença passa também pela adoção de hábitos saudáveis e pela educação em saúde. A prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de álcool são medidas associadas à diminuição do risco de desenvolvimento da doença.

Para o médico, essas ações precisam caminhar junto com políticas públicas que ampliem o acesso à informação e aos serviços de diagnóstico. Ele destaca que, para as mulheres diagnosticadas, é muito importante que lhes seja dado o acesso ao tratamento imediatamente, respeitando a lei dos 60 dias, que garante a todo paciente com neoplasia maligna (câncer) o direito de iniciar o primeiro tratamento (cirurgia, quimioterapia, hormonioterapia ou radioterapia) no SUS em até 60 dias após o diagnóstico.

O presidente da SBM-RJ ressalta que cada exame realizado representa uma oportunidade concreta de salvar vidas. “Não podemos esquecer que, se diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 95%. Nosso compromisso é ampliar o acesso, reduzir desigualdades e fazer com que a mamografia seja parte da rotina de cuidado das mulheres. Essa é uma responsabilidade coletiva, que envolve gestores, profissionais de saúde e toda a sociedade”.

Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro

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Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro


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A balança comercial registrou o segundo maior superávit para meses de janeiro desde o início da série histórica, beneficiada pela queda das importações, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,342 bilhões, alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025.Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro | Cidade AC News – Notícias do AcreBalança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro | Cidade AC News – Notícias do Acre

O resultado da balança comercial para meses de janeiro só perde para 2024. Naquele mês, houve superávit de US$ 6,196 bilhões.

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O valor das exportações e das importações:

  • Exportações: US$ 25,153 bilhões, queda de 1% em relação a janeiro do ano passado;
  • Importações: US$ 20,810 bilhões, queda de 9,8% na mesma comparação.

O valor das exportações é o terceiro melhor para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para janeiro de 2024 e de 2025. As importações registraram o segundo melhor janeiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

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Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

  • Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

No caso do agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da antecipação de embarques, e as vendas de milho não moído aumentaram 18,8%.

Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega a US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos. 

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. 

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que as das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano de 2026 com superávit de US$ 67,65 bilhões.

Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia

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Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia


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Há cerca de quatro anos, a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em um território potiguara, na cidade de Rio Tinto, litoral norte da Paraíba. Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acessórios e adornos baseados na cultura, estética e ancestralidade africanas.Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia | Cidade AC News – Notícias do AcreMais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia | Cidade AC News – Notícias do Acre

A partir de uma maleta de miçangas da mãe, nasceram as primeiras peças do Entorno Acessórios.

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“Eu já fazia para mim e passei a fazer para adornar outros corpos”, revelou à Agência Brasil.

“Os adornos se fundamentam em saberes tradicionais, especialmente com o trabalho manual, com as miçangas e com os arames”, descreve.

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Com um perfil na rede social para fazer divulgação de seu negócio, a paraibana trabalha sozinha e, além de motivação econômica, enxerga na atividade empreendedora um fator cultural que resulta em um ato político.


Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em Rio Tinto, litoral norte da Paraíba – Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

“Quando a gente se adorna com os nossos símbolos, nossos elementos estéticos-culturais, a gente articula um discurso sobre quem somos e de onde viemos”, define.

Marco da pandemia

Ligia ilustra um dado presente em uma pesquisa sobre empreendimentos que funcionam nas favelas brasileiras: 56% dos negócios começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020, quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil.

O levantamento aponta que 12% dos negócios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022, período que engloba os momentos mais críticos da crise sanitária. E 44% foram estabelecidos a partir de maio de 2022, quando terminou o estado de emergência em saúde.

A pesquisa foi realizada pelo instituto Data Favela, ligado à Central Única das Favelas (Cufa), uma organização sem fins lucrativos. O levantamento foi encomendado pela VR, empresa de serviços financeiros e benefícios em alimentação.

Para Cleo Santana, uma das responsáveis do Data Favela, o fato de a maioria dos negócios terem sido iniciados após o surgimento da pandemia tem a ver com a crise econômica vivenciada no momento.

“Muitas pessoas perderam seus empregos e precisaram se reinventar e buscar novas formas de manter as necessidades básicas próprias e de sua família”, disse à Agência Brasil.

“Por que não tornar aquela torta que era feita nas festas de família em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa?”, exemplifica.

“É a capacidade de se reinventar”, completa.

Perfil dos negócios

O Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil, em outubro e novembro de 2025, para traçar um perfil dos donos de negócios das comunidades do país.

O levantamento identificou que 23% tinham faturamento de até um salário mínimo da época (R$ 1.518), enquanto 28% arrecadavam entre um e dois mínimos, no máximo. Ou seja, praticamente metade (51%) faturava até R$ 3.040. Na outra ponta, apenas 5% tinham receita superior a R$ 15,2 mil.

O mundo da contabilidade evidencia que faturamento não é sinônimo de lucro. A pesquisa revela que 57% dos estabelecimentos gastam até R$ 3.040 por mês para manter o negócio.

De acordo com o Data Favela, “leva a supor que os gastos são equivalentes ao que essas pessoas faturam mensalmente”.


Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa/Divulgação

Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil – Foto: Lucas Costa/Divulgação

Investimento de partida

Os pesquisadores identificaram que 37% dos empreendedores de favelas precisaram de capital inicial de até R$ 1.520 para abrir o negócio. Para 23%, o valor chegou no máximo a R$ 3.040. Apenas 9% dos entrevistados citaram recursos financeiros superiores a R$ 15,2 mil.

Na hora de saber de onde veio o capital inicial, mais da metade (57%) citou economias pessoais ou da família. Outras fontes comuns sinalizadas são indenização trabalhista (14%), dinheiro extra (14%) e empréstimo em banco (13%).

Administração

Praticamente seis em cada dez (59%) empreendedores de favelas administram o negócio apenas com anotações em um caderno, 13% simplesmente não registram nada, 24% utilizam planilhas e 4% algum outro meio.

Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp; 75%, pelo Instagram, como a Lígia; e 41%, pelo Facebook, e 3% estão no iFood. Os pesquisadores identificaram que 34% dependem exclusivamente da propaganda boca a boca.

As principais áreas de negócios dos estabelecimentos em favelas são alimentação e bebidas (45%), moda (12%) e beleza (13%) e artesanato (8%).

Motivação


Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: entorno_acessorios/Instagram

Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp e 75%, pelo Instagram – Foto: entorno_acessorios/Instagram

O Data Favela perguntou aos empreendedores o que levou a abrir o próprio negócio. No topo das respostas figuram desejo de independência (45%), seguido por necessidade econômica (29%), falta de emprego (26%), oportunidade (18%) e tradição familiar (7%).

Para a diretora de Marketing da VR, Karina Meyer, a pesquisa mostra que “para muitos, empreender não foi uma escolha planejada, mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência de gerar renda”.

Os pesquisadores buscaram informações sobre os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela. A maioria citou falta de capital (51%) e dificuldade de acesso ao crédito (25%).

Karina Meyer, da VR, assinala que “ferramentas como crédito, soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”.

Mais destaques da pesquisa:

  • 5% dos donos de negócios em favela moram no “asfalto”, ou seja, fora de comunidade
  • 21% recebem o programa assistência Bolsa Família
  • 5% são aposentados
  • 19% conciliam o negócio com algum emprego, sendo 9% com carteira assinada
  • 40% são formalizados, sendo 36% microempreendedor individual (MEI)
  • um mesmo negócio trabalha com várias formas de pagamento, o meio mais comum é o pix (91%), seguido de perto pelo dinheiro em espécie (85%) 
  • parcela dos que aceitam cartões não chega a 30%, sendo o cartão de crédito (28%) à frente do de débito (25%)
  • 22% aceitam vender fiado

Economia das favelas

De acordo com o Data Favela, as comunidades brasileiras movimentam R$ 300 bilhões por ano

Cleo Santana, do Data Favela, destaca o papel dos negócios nas comunidades para desenvolver esses territórios.

“Conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”, explica.

“Pequenos empreendedores tendem a comprar no local, fortalecendo outros pequenos empreendedores”, enfatiza.


Rio de Janeiro - A Central Única das Favelas (Cufa) lança o CUFA Card, para facilitar a vida de empreendedores e consumidores das favelas e periferias com benefícios financeiros e, assim, movimentar a economia local. Na foto os embaixadores

Empreendedores das favelas e periferias movimentam R$ 300 bilhões por ano – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Censo

O Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 8% dos brasileiros moram em favelas. Eram 16,4 milhões de pessoas de um universo de 203 milhões de habitantes, quatro anos atrás. 

O IBGE apontou 12.348 favelas em 656 municípios Brasil afora.

Os pretos (16,1%) e os pardos (56,8%) representam 72,9% dos moradores de comunidades. As mulheres são 51,7% das habitantes dessas áreas.

Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026

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Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026


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A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreConab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025.

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“Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

Mais terra e produtividade

O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada.

A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na produtividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

De acordo com a companhia, a melhora da produtividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras.

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Arábica e conilon

Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

“Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia.

A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025.

De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

 

Saiba como consultar se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026

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Saiba como consultar se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026


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Já está liberada, a partir desta quinta-feira (5), a consulta ao pagamento do Abono Salarial PIS-Pasep 2026. Para saber se tem direito, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.brSaiba como consultar se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreSaiba como consultar se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

O pagamento é referente ao ano-base 2024. Serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada com inscrição no Programa de Integração Social (PIS), pagos pela Caixa Econômica Federal, em um total de R$ 2,29 bilhões. 

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Outros 217,2 mil servidores públicos, com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), receberão pelo Banco do Brasil, somando R$ 301,9 milhões. 

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Como consultar a Carteira de Trabalho Digital? 

– Baixe o aplicativo no celular; 

– Verifique se está atualizado; 

– Faça o login com a senha do Gov.br;

– No menu, acesse “Benefícios” e “Abono Salarial” .

O Ministério do Trabalho disponibiliza ainda um passo a passo para acessar o serviço, confira clicando aqui

Pagamentos 

Nas plataformas, é possível verificar informações como o valor do benefício, banco responsável pelo pagamento e a data específica do depósito. No total, os pagamentos somam R$ 32,3 bilhões e são distribuídos de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. 

O valor corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Neste ano, o Abono Salarial varia de R$ 136 a R$ 1.621. 

O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro – no valor de R$ 2,5 bilhões – para trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis aos beneficiários até o fim do calendário em 30 de dezembro. 

Quem têm direito ao Abono Salarial em 2026? 

– estar cadastrado no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; 

– ter recebido, de empregadores que contribuem para os programas, até R$ 2.766 de remuneração média mensal no período trabalhado; 

– ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base, dias consecutivos ou não; 

– ter os dados do ano-base informados corretamente pelo empregador no eSocial. 

Dúvidas 

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode procurar os canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, as unidades das superintendências regionais do Trabalho ou a central Alô Trabalho, pelo telefone 158. 

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

 

Empresa da Embraer vende duas aeronaves elétricas para o Japão

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Empresa da Embraer vende duas aeronaves elétricas para o Japão


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A empresa Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer que desenvolve aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), anunciou a venda de dois veículos para a japonesa AirX, que atua com transporte aéreo, atualmente utilizando helicópteros. O contrato pode ser ampliado, pois há a opção de compra de até 50 unidades. Empresa da Embraer vende duas aeronaves elétricas para o Japão | Cidade AC News – Notícias do AcreEmpresa da Embraer vende duas aeronaves elétricas para o Japão | Cidade AC News – Notícias do Acre

Com a entrega dos veículos prevista para 2029 e previsão de operação em Tóquio e Osaka, como veículo de última milha para rotas turísticas, a venda foi a primeira da empresa para a região da Ásia-Pacífico. Embraer e Eve participam do Singapore Airshow, uma das maiores feiras do setor.

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“Estamos entusiasmados em firmar parceria com a Eve Air Mobility para levar o transporte aéreo da próxima geração ao Japão”, afirmou Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX, em posicionamento oficial das companhias para anunciar o acordo.

Para ele, essa colaboração reforça o compromisso com sustentabilidade e inovação, além de posicionar a AirX na linha de frente do mercado em evolução da mobilidade aérea.

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Com o anúncio, as ações da empresa na B3 interromperam o movimento de queda. Lançadas em julho de 2025, a R$ 39 a ação, terminaram o pregão dessa quarta-feira (4) a R$19,80. Ontem (3) foram vendidas a R$ 19,62, igualando o menor valor, registrado em 17 de setembro. Na bolsa de Nova Iorque (NYSE), as ações da empresa estão em queda desde 22 de janeiro, quando estavam cotadas a US$ 4,59. Ontem foram negociadas a US$ 3,65. 

Bolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado

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Bolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado


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Um dia após bater recorde, a bolsa brasileira teve um dia de forte correção e caiu pouco mais de 2%, puxada por ações de bancos. O dólar fechou estável, apesar da pressão internacional.Bolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado | Cidade AC News – Notícias do AcreBolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado | Cidade AC News – Notícias do Acre

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) aos 181.708 pontos, com recuo de 2,14%. O indicador foi influenciado tanto pela queda nas bolsas dos Estados Unidos como pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsar ganhos dos recordes recentes.

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O mercado de ações teve um dia mais tranquilo. O dólar comercial fechou esta quarta vendido a R$ 5,25, o mesmo valor da terça-feira (3). A cotação chegou a cair para R$ 5,21 pouco antes das 11h, mas voltou à zona de estabilidade durante a tarde. Em 2026, a moeda estadunidense cai 4,38%.

Em relação ao dólar, a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) fez várias moedas de países emergentes resistirem à pressão externa. A cotação do barril de petróleo do tipo Brent subiu pouco mais de 3% após impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

A bolsa de valores acompanhou a queda das bolsas estadunidenses, em meio a temores de um estouro de bolha em empresas de inteligência artificial. Além disso, a queda menor que o previsto na atividade do setor de serviços nos Estados Unidos diminuiu as chances de o Federal Reserve (Banco Central estadunidense) cortar os juros na próxima reunião, em março.

*Com informações da Reuters

ANP impõe condições para retomada de perfuração na Foz do Amazonas

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ANP impõe condições para retomada de perfuração na Foz do Amazonas


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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comunicou à Petrobras, nesta quarta-feira (4/2), que a companhia poderá retomar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, quando cumprir novas condições estabelecidas. ANP impõe condições para retomada de perfuração na Foz do Amazonas | Cidade AC News – Notícias do AcreANP impõe condições para retomada de perfuração na Foz do Amazonas | Cidade AC News – Notícias do Acre

O trabalho havia ‌sido paralisado ‌no dia 6 de janeiro deste ano, devido ao vazamento de um fluido.

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Segundo a Petrobras, tratava-se de um fluido de perfuração, usado para limpar e lubrificar a broca durante a perfuração de poços de petróleo e gás. Esse composto ajuda a controlar a pressão do poço e a prevenir o colapso das paredes.

Organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação com o vazamento, e a estatal afirmou que o fluido de perfuração atende aos limites de toxicidade permitidos pela lei, é biodegradável e não oferece danos ao meio ambiente ou às pessoas.

Exigências

A retomada das atividades somente poderá ocorrer após a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração ─ um tubo de grande diâmetro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à sonda, que é a unidade de perfuração flutuante na superfície.

O riser de perfuração funciona como uma extensão temporária do poço, permitindo que a broca e a coluna de perfuração desçam ao fundo do mar. Também é essa estrutura que guia o retorno da lama de perfuração de volta à sonda, garantindo a segurança e o controle do poço. 

Além de fazer a substituição, a Petrobras deverá apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.

Na nota, a ANP diz ainda que a Petrobras terá que revisar o Plano de Manutenção Preventiva, com a redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias.

Outra exigência é utilizar as juntas do tubo de perfuração reserva somente após o envio dos respectivos certificados de conformidade, comprovando que foram inspecionadas e/ou reparadas de acordo com as normas aplicáveis.

A agência reguladora acrescentou que realiza auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a última segunda-feira (2).

Petrobras

Ao comunicar o vazamento na Foz do Amazonas, no dia 6 de janeiro deste ano, a Petrobras garantiu que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. 

A estatal relatou que houve perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, no bloco exploratório (FZA-M-059).

A empresa disse ainda que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança e que a ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, afirmou a estatal.

A Petrobras foi procurada para comentar a decisão da ANP, mas até o fechamento da matéria ainda não tinha retornado.

Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais

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Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais


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O governo federal oficializou, nesta semana, a criação do Programa Rotas de Integração Sul-Americana. Um dos objetivos finais da medida é reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e os vizinhos, e também com a Ásia. Rotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais | Cidade AC News – Notícias do AcreRotas de integração no continente podem reduzir custos comerciais | Cidade AC News – Notícias do Acre

Para atender a esse objetivo, a proposta é viabilizar ações para integrar infraestruturas física, digital, social, ambiental e cultural entre os países da América do Sul. A portaria de criação, assinada pela ministra Simone Tebet, e publicada no Diário Oficial da União de terça-feira (3), oficializa cinco rotas de integração.

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Segundo o que prevê o programa, a ideia inclui a elaboração de estudos técnicos e pesquisas aplicadas a diferentes áreas, como a multimodalidade de transportes, a conectividade e a integração energética e digital, a unidade geoeconômica, a bioceanidade  e perspectivas fronteiriças e não fronteiriças no território nacional.

Cinco rotas

As redes de infraestrutura focam em cinco rotas estratégicas desenhadas após consulta aos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul. 

As rotas foram divididas da seguinte forma:

  • Ilha das Guianas – áreas do Norte brasileiro com Guiana Francesa, Suriname, a Guiana e Venezuela 
  • Amazônica – norte com Colômbia, Equador e Peru 
  • Quadrante Rondon – Norte e Centro-Oeste no Brasil com Peru, Bolívia e Chile
  • Bioceânica de Capricórnio – Centro-Oeste, Sudeste e Sul com Paraguai, Argentina e Chile e
  • Bioceânica do Sul – Sul do Brasil com Uruguai, Argentina e Chile

Segundo o governo, o projeto das cinco rotas surgiu depois de reunião de líderes da América do Sul, em 2023, que decidiu por uma agenda de integração regional.

Entre os argumentos do governo, está o fato que o Brasil privilegiou, ao longo do tempo, o comércio com países da Europa e os Estados Unidos via Atlântico. A formulação leva em conta que, nas últimas décadas, ocorreu um deslocamento da produção rumo aos estados do Centro-Oeste e do Norte e um incremento maior do comércio com os países asiáticos.

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