O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) enviou nesta quarta-feira (12) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório parcial da investigação envolvendo a morte de 121 pessoas que seriam ligadas à organização criminosa Comando Vermelho (CV) e que foram alvo da Operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro.
O relatório apontou duas mortes que foram consideradas atípicas em operações desse nível.
Após acompanhar o trabalho de perícia dos 121 corpos, o MP encontrou “lesões atípicas” em dois cadáveres. Um deles apresentou marcas de tiros à curta distância. O segundo corpo estava decapitado por instrumento cortante.
Os demais corpos estavam com lesões internas e externas, provocadas por tiros de fuzil. A maioria das lesões estava localizada na região do tórax e do abdômen, características de confrontos armados, segundo os promotores.
O relatório ainda confirmou que todos os mortos eram homens, na faixa etária entre 20 e 30 anos. Alguns acusados estavam usando roupas camufladas, botas operacionais, coletes com carregadores de munição e luvas táticas. Nos bolsos das roupas foram encontradas munições, celulares e “erva prensada”.
“A maioria dos corpos exibia múltiplas tatuagens, algumas sabidamente referentes a facções criminosas e ao extermínio de policiais”, acrescentou o relatório.
Câmeras
O MPRJ também informou ao ministro os próximos passos do trabalho de investigação. Os promotores vão fazer a análise minuciosa das câmeras corporais dos policiais que participaram da operação e a análise do local do confronto.
O relatório foi anexado ao processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro. Moraes é o relator temporário da ação.
Maior campeão mundial de vôlei de praia, o Brasil estreia nesta quinta-feira (13) na 15ª edição da competição que será realizada pela primeira vez em Adelaide (Austrália). O país chega ao evento com sete duplas, entre elas estão as atuais campeãs olímpicas Duda e Ana Patrícia, que juntas conquistaram ouro e prata nos mundiais de Roma/Itália (2022) e Tlaxcala/México (2023), respectivamente. Elas serão a primeiras da delegação Amarelinha a estrear no Mundial, em duelo às 20h30 (horário de Brasília), contra as anfitriãs Phillipse e Mears, pelo Grupo F. O Mundial tem transmissão ao vivo online na Volleyball World TV.
“Copa do Mundo sempre é um torneio muito especial. Esse ano foi muito difícil, mas a partir do meio do ano fizemos ótimas etapas no Circuito Mundial, então a gente está feliz com a nossa evolução. O que a gente espera é dar nosso melhor dentro de quadra, ir jogo a jogo porque é um torneio muito longo”, projetou Duda.
O primeiro dia do Mundial terá outras duas duplas brasileiras em quadra. Única estreante do país na competição, a dupla da capixaba Thâmela e Victória (mais conhecida como Vic) chega com moral ao evento, pois lidera o ranking. Elas estrearão às 21h30, contra as peruanas Gaona e Allcca, em jogo do Grupo A.
“É minha primeira Copa do Mundo, nossa primeira como time. A gente está muito feliz de estar aqui, e estar como ranking 1 é algo que a gente mais lutou para conquistar. A gente queria muito se estabelecer no ranking, sabia que ia fazer diferença. A gente quer aproveitar muito essa Copa do Mundo, curtir muito cada jogo, cada ponto, cada momento”, disse Thâmela, de 25 anos.
A última estreia de brasileiros na noite de quinta (13) será com a dupla Evandro e Arthur Lanci, quarta colocada no ranking. Eles competirão às 23h30 contra os nicaraguenses Mora e Lopez, em partida pelo Grupo D. Experiente, Evandro já faturou um ouro e um bronze em Mundiais.
A Amarelinha conta ainda com outras quatro parcerias em Adelaide: Carol Solberg e Rebecca; Vitória e Hegê; George e Saymon; e André e Renato. O Brasil busca manter a hegemonia na história do Mundial: até o momento coleciona 35 medalhas (13 ouros, 11 pratas e 11 bronzes).
O Mundial reúne ao todo 96 duplas: 48 em cada gênero, divididas em 12 chaves de quatro. Na fase de grupos, as equipes competem entre si. As duas melhores após três rodadas se classificam direto à fase eliminatória (32 avos de final), assim como os quatro melhores terceiros colocados. O regulamento prevê ainda repescagem com as outras oito equipes que terminarem em terceiro lugar (apenas quatro avançarão). A decisão do título mundial está programada para 23 de novembro (um domingo).
Jogos das duplas brasileiras
QUINTA-FEIRA (13)
20h30 – Ana Patrícia/Duda x Phillips/Mears (Austrália) – Grupo F
21h30 – Thâmela/Vic x Gaona/Allcca (Peru) – Grupo A
23h30 – Evandro/Arthur Lanci x Mora/Lopez (Nicarágua) – Grupo D
SEXTA (14)
3h30 – Carol/Rebecca x Marwa/Nada (Egito) – Grupo B
3h30 – Carol/Rebecca x Marwa/Nada (Egito) – Grupo B
6h – van Driel, E./Bekhuis (Países Baixos) x Vitória/Hegê – Grupo C
8h – George/Saymon x André/Renato – Grupo C
21h30 – Carol/Rebecca x Konink/Poiesz (Países Baixos) – Grupo B
SÁBADO (15)
0h30 – George/Saymon x Burnett/Hodges (Austrália) – Grupo C
0h30 – Ana Patrícia/Duda x Okla/Lunio (Polônia) – Grupo F
2h30 – Åhman/Hellvig (Suécia) x André/Renato – Grupo C
2h30 – Thâmela/Vic x Michelle/Corrales (Paraguai) – Grupo A
3h30 – Evandro/Arthur Lanci x Amieva/Bueno (Argentina) – Grupo D
19h30 – Nuss/Brasher (EUA) x Vitória/Hegê – Grupo C
21h30 – Ana Patrícia/Duda x Svozilova/Stochlova (República Tcheca) – Grupo F
DOMINGO (16)
3h30 – André/Renato x Burnett/Hodges (Austrália) – Grupo C
8h00 – Åhman/Hellvig (Suécia x George/Saymon – Grupo C
19h30 – Carol/Rebecca x Davidova/Khmil (Ucrânia) – Grupo B
20h30 – Evandro/Arthur Lanci x Henning/Wüst (Alemanha) – Grupo D
20h30 – Vitória/Hegê x Pamela/Esther M (Nigéria – Grupo C
21h30 – Thâmela/Vic x Lazarenko/Romaniuk (Ucrânia) – Grupo A
A fixação de um teto de 3,6% para as taxas cobradas pelas empresas emissoras de vale-refeição e vale-alimentação representa uma medida “mais civilizada” em relação aos valores atuais, disse nesta quarta-feira (12) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) vinha perdendo efetividade por causa de custos elevados e práticas consideradas irregulares na intermediação dos pagamentos.
De acordo com o ministro, o governo decidiu estabelecer o limite após identificar distorções no sistema de repasses entre empresas, operadoras de benefícios e estabelecimentos comerciais.
“Começamos a perceber que o dinheiro do PAT começou a ficar na intermediação, com uma taxa de retorno muito elevada e com comportamento inadequado do ponto de vista legal”, declarou Haddad, na entrada do Ministério da Fazenda, em Brasília.
Publicado na terça-feira (11), o Decreto 12.712 estabelece que as operadoras de cartão-benefício não poderão cobrar dos restaurantes, supermercados e padarias uma taxa superior a 3,6% por transação. A média está em 5,19%. As empresas também terão prazo máximo de 15 dias para repassar o valor das vendas aos estabelecimentos, reduzindo o intervalo que hoje varia conforme cada contrato.
Recursos na ponta
Haddad explicou que o objetivo é assegurar que os recursos cheguem integralmente à ponta do programa.
“Era um dinheiro que deveria ser destinado ao trabalhador, com benefícios fiscais para as empresas que aderiram ao programa, e que chegasse à ponta — o restaurante, a padaria, o mercado, o supermercado”, afirmou.
O ministro destacou ainda que a prática de rebate — desconto ou devolução financeira à empresa contratante dos benefícios — vinha sendo utilizada de forma indevida e, em alguns casos, registrada nos balanços das companhias. O rebate é proibido pela legislação, por representar vantagem financeira irregular e violar princípios de transparência comercial.
Apesar de considerar o novo teto ainda elevado, Haddad avaliou que o percentual é mais adequado que o anterior. “Estamos querendo olhar para frente, e, por isso, foi fixada uma taxa mais civilizada. Ainda é alta, mas perto do que estava sendo praticado, havia uma exorbitância”, disse.
Adaptação
Haddad informou que as empresas terão um período de adaptação às novas regras, que entrarão em vigor de forma escalonada, entre 90 e 180 dias. “Foi muito trabalho, muito estudo, nós interagimos muito com o setor. Mas realmente estávamos falando até de ilegalidades. Se olhássemos para trás e cobrássemos o retroativo do que era ilegal, isso não ficaria bom”, afirmou.
O ministro destacou que o objetivo do governo é restabelecer o propósito original do PAT: promover alimentação saudável ao trabalhador, a custos compatíveis, sem prejudicar os donos de restaurantes, supermercados e padarias.
Economia e novas regras
Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças nas regras do vale-refeição e do vale-alimentação podem gerar economia de até R$ 7,9 bilhões por ano.
O cálculo da Secretaria de Reformas Econômicas da pasta aponta um ganho médio de R$ 225 anuais por trabalhador, obtido por meio do aumento da concorrência e da redução de custos para bares, restaurantes e supermercados. O governo espera que as empresas repassem a economia aos consumidores.
O Decreto nº 12.712 também prevê a implementação da interoperabilidade entre as bandeiras de cartão em até um ano. Isso permitirá que qualquer estabelecimento credenciado aceite cartões de diferentes operadoras.
A norma ainda impede que companhias com mais de 500 mil trabalhadores concentrem a emissão de cartões e o credenciamento de estabelecimentos, ampliando a concorrência no setor. Segundo a Fazenda, a medida busca “coibir abuso de poder econômico” e garantir que os benefícios do PAT sejam revertidos ao trabalhador, com menor custo de intermediação e maior previsibilidade para os lojistas.
Bolsa cai após 15 altas seguidas e interrompe sequência de recordes
Após uma série de dias de otimismo, o mercado financeiro teve um dia de ajustes. A bolsa teve leve queda após 15 altas seguidas, interrompendo a sequência de recordes.
O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (12) aos 157.633 pontos, com queda de apenas 0,07%. O indicador chegou a abrir acima dos 158 mil pontos, mas recuou até o início da tarde, com queda de 0,74% às 14h23. A bolsa recuperou-se nas horas seguintes e quase anulou a queda.
Com 12 recordes seguidos, a bolsa brasileira encerrou 15 pregões consecutivos de alta. Essa foi a maior sequência de valorização da bolsa brasileira desde dezembro de 1993 e janeiro de 1994, quando o Ibovespa subiu por 19 sessões.
A bolsa subiu 9,48% desde 21 de outubro, quando se iniciou a sequência de altas, e acumula ganho de 31,15% em 2025.
O principal fator que fez a bolsa cair nesta quarta foram as ações da Petrobras, as mais negociadas, que recuaram por causa da queda do preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) caíram 2,99%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) perderam 2,56%.
O mercado de câmbio também teve um dia de ajustes. O dólar comercial fechou esta quarta vendido a R$ 5,29, com alta de R$ 0,019 (+0,37%). A cotação chegou a cair para R$ 5,26 às 10h, mas reverteu o movimento e passou a subir, pressionada pelo exterior, com moedas de países emergentes também desvalorizando-se.
A moeda estadunidense tinha caído por cinco sessões consecutivas. Na terça-feira (11), fechou em R$ 5,27, no menor valor desde 6 de junho do ano passado. Com o desempenho desta quarta, a divisa acumula queda de 1,64% em novembro e de 14,34% em 2025.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou, nesta quarta-feira (12), que mudanças estruturantes no projeto de lei Antifacção, elaborado pelo governo, comprometem a eficácia no combate às facções criminosas.
Questões sobre tipificação penal, apreensão de bens, descapitalização da Polícia Federal (PF) e a não revogação de trechos da Lei das Organizações Criminosas são os quatro pontos inegociáveis para o governo, segundo Gleisi.
Gleisi se reuniu com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta tarde, para tratar sobre o tema diante da possibilidade do texto ser votado ainda hoje pela Câmara dos Deputados. A ministra afirmou que a decisão de pautar o texto cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta, mas que seria importante ter mais tempo para negociar com os parlamentares e colocar a posição do governo.
Além dos quatro pontos fundamentais, segundo a ministra, o Ministério da Justiça e Segurança Pública está fazendo uma avaliação mais apurada e deve soltar uma nota técnica sobre outros pontos do relatório do deputado Guilherme Derrite (PP-SP). A ministra ressaltou que o governo está preparado para fazer os destaques e os debates necessários, caso o projeto seja votado hoje.
“Avaliamos que, pela complexidade da matéria, seria importante a gente ter um tempo a mais para podermos arredondar todos os pontos e de fato o Brasil ter uma lei de combate às facções criminosas que seja eficiente e eficaz”, disse, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto.
Gleisi disse que conversou com os líderes do governo no Parlamento sobre a votação, mas, caso ela não ocorra, quer se reunir pessoalmente com o presidente Hugo Motta para tratar do tema.
O PL Antifacção foi encaminhado à Câmara no dia 31 de outubro e, em poucos dias, o relator Guilherme Derrite apresentou o texto final, com mudanças nas versões. Entre as contrariedades, o deputado defendeu a equiparação de facções ao terrorismo e que a PF pudesse ter atuação enfraquecida com suposta necessidade de autorizações por parte de governadores de Estado. Ele recuou e disse que as competências da PF serão mantidas.
Quatro pontos
O primeiro ponto questionado pelo governo diz respeito à tipificação penal. Segundo Gleisi, o governo defende o tipo penal de facção criminosa, diferenciando de organização criminosa.
“A facção criminosa é uma organização mais elaborada, tem domínio territorial, tem domínio econômico, tem atuação interestadual, transnacional. Organização criminosa é um tipo mais elementar, a partir de quatro pessoas que cometem crimes você já pode caracterizar uma organização”, explicou.
No texto, o relator cria o tipo penal de domínio social estruturante que, para Gleisi, é até difícil do ponto de vista didático.
A ministra disse ainda que o texto final de Derrite não revoga expressamente artigos da Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), trazendo insegurança jurídica. “Vamos passar a ter duas legislações vigorando, o que vai ser muito ruim, do ponto de vista judicial”, disse.
Além disso, segundo a ministra, o relatório retira a possibilidade de perdimento extraordinário, ou seja, a apreensão de bens dos criminosos de forma imediata.
“A gente busca a asfixia financeira da facção criminosa. Nós colocamos no projeto que essas facções perdem os seus bens, perdem todo o seu material, a partir do momento que começa a investigação. No relatório, isso só vai acontecer depois do trânsito julgado da sentença condenatória”, disse Gleisi.
Nesta terça-feira (11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também manifestou preocupação sobre essa questão e disse que isso pode comprometer a atuação da Receita Federal e investigações em andamento sobre a atuação do crime organizado no setor de combustíveis.
Por fim, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais afirmou que o governo considera “bastante grave” a descapitalização da PF.
“O relator voltou atrás em não retirar as atribuições da Polícia Federal, mas deixou a descapitalização da Polícia Federal, ao esvaziar todos os fundos federais, ao repartir esses fundos, distribuí-los entre os estados e não deixar nada para o Federal”, explicou.
“Isso nos preocupa muito porque a Polícia Federal precisa de recursos para suas operações”, acrescentou Gleisi.
O Congresso Nacional homenageou, nesta quarta-feira (12), em sessão solene, os quatro policiais mortos durante a Operação Contenção, deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, na cidade do Rio de Janeiro, no último dia 28.
Parentes e amigos dos policiais militares Heber Carvalho da Fonseca e Clei Serafim Gonçalves, e dos policiais civis Rodrigo Velloso Cabral e Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho estiveram presentes na homenagem, prestada também ao governador fluminense, Cláudio Castro, e às polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro.
Um dos autores da proposta de homenagear os policiais, o governador e as forças policiais fluminenses foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que disse ser necessário reconhecer e enaltecer a coragem e os méritos de todos os envolvidos na Operação Contenção, a mais letal já registrada no país, com 121 mortes, incluindo as de Fonseca, Gonçalves, Cabral e Carvalho.
Sessão solene do Congresso Nacional para homenagear o governo do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, a Polícia Militar e os policiais mortos e baleados na Operação Contenção- Geraldo Magela/Agência Senado
“É necessário homenagear a bravura dos policiais civis e militares que arriscaram suas vidas no combate às organizações criminosas, em defesa da população”, justificou Nogueira, declarando que “a guerra”, “o combate à violência”, é contra os criminosos “que escravizam o povo”.
“E isto não significa aterrorizar comunidades, periferias ou subúrbios, porque sabemos que mais de 90% do povo que vive nestas comunidades é inocente, trabalhador e nosso aliado”.
Para o outro autor do requerimento, deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), a Operação Contenção representou um “marco no enfrentamento à criminalidade e na defesa da ordem pública”. “Hoje, temos orgulho do Rio de Janeiro voltar a ser um protagonista que pode enfrentar, de peito aberto, a estas facções criminosas”, vangloriou-se o deputado ao alegar ser um dever do Congresso Nacional “reconhecer o esforço, o sacrifício e a coragem” dos policiais de todo o país que, “diariamente arriscam suas vidas”.
Segundo o governo do Rio de Janeiro, além das mortes de 117 suspeitos de envolvimento com o crime organizado, a a ação policial resultou na apreensão de 93 fuzis e na detenção de 113 acusados de enfrentar ou tentar escapar da abordagem policial. Apesar disso, apenas 20 dos 100 mandados judiciais de prisão que embasaram a ação foram cumpridos.
Apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV), o principal alvo da ação, Edgar Alves de Andrade, o Doca, não foi encontrado e continua foragido. Mesmo assim, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, classificou a empreitada como “um sucesso” – contrariando entidades de defesa dos direitos humanos, associações de moradores e especialistas que criticaram a iniciativa, apontando-a como ineficaz. Para a Anistia Internacional, a Operação Contenção foi “desastrosa”.
Presente na sessão solene desta quarta-feira, o governador Cláudio Castro voltou a declarar que as únicas “vítimas” da Operação Contenção foram os policiais mortos e feridos em ação. “Esta é uma homenagem justa, mas triste”, frisou Castro, lamentando a morte dos quatro policiais.
Castro também voltou a criticar os limites e condicionantes que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu para a deflagração de operações policiais em comunidades carentes de todo o país, na chamada ADPF das Favelas, de 2020. Proposta em 2019, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), com o apoio de várias instituições públicas, entidades e movimentos sociais, a ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) resultou na proibição de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro durante a crise sanitária provocada pela covid-19, salvo em casos excepcionais.
Também foram proibidas ações ostensivas nas proximidades de escolas e hospitais e estabelecida a obrigação de as autoridades responsáveis notificarem previamente o Ministério Público e zelarem para que, ao final das operações, os agentes envolvidos preservem o local para a coleta de vestígios necessários à investigação – inclusive de eventuais abusos.
“Foi preciso uma grande operação, [que custou a] vida de quatro guerreiros e o sangue de outros nove [policiais feridos], mas o Brasil acordou. Percebeu que há um lado claro”, comentou o governador, referindo-se aos resultados de pesquisas de opinião pública que indicam o apoio de grande parte da população à iniciativas como a Operação Contenção.
Prefeito de Tarauacá Recebe Presidente da FEM em Reunião que Impulsiona Cultura Local com R$ 315 Mil em Novos Editais
Em um encontro institucional que reforça o compromisso com a preservação e o fomento cultural, o prefeito Rodrigo Damasceno recebeu, nesta quarta-feira (12), em seu gabinete, o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara . A visita, que teve como foco o fortalecimento da cultura no município, contou com a participação da vice-prefeita Marilete Vitorino e da secretária municipal de Cult
Deracre realiza concretagem e instalação de estacas para fortalecer passarela Joaquim Macedo
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), avança com mais uma etapa das obras de recuperação da passarela Joaquim Macedo, no centro de Rio Branco. Os serviços em execução nesta fase são voltados ao reforço da fundação e da estrutura de sustentação da passarela. A presidente do Deracre, Sula Ximenes, destacou a importância do trabalho técnico realizado pelas equipes.
Passarela Joaquim Macedo recebe estacas-raiz e concretagem para garantir segurança dos pedestres. Foto: Luy Andriel/Deracre “Cada etapa é executada com rigor técnico e acompanhamento diário. Nosso compromisso é garantir a segurança e a durabilidade dessa estrutura, que é um marco histórico e um ponto de travessia fundamental para a população de Rio Branco”, afirmou.
As equipes atuam na execução de estacas-raiz, que são colunas de concreto moldadas no solo e utilizadas para aumentar a capacidade de carga e a estabilidade da estrutura. O trabalho inclui o corte e a dobra das armações de ferro que formam o esqueleto dessas estacas, processo que garante resistência ao conjunto após a concretagem.
Presidente do Deracre, Sula Ximenes acompanha avanço das obras da passarela Joaquim Macedo. Foto: Thauã Conde/Deracre Também está em andamento a confecção das formas para as extremidades dos tirantes protendidos instalados na cortina metálica, parte responsável por absorver os esforços de tração e manter o equilíbrio da estrutura. Outro serviço importante é a concretagem dos apoios localizados no encontro da passarela e na travessa do Pilar P1, etapa que reforça as bases onde a estrutura se apoia.
Passarela Joaquim Macedo recebe reforço técnico em fundação e estrutura de sustentação. Foto: Luy Andriel/Deracre O aterro no entorno do Mercado Velho também foi finalizado, deixando o terreno firme e seguro para pedestres e comerciantes. Paralelamente, a Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo se prepara para devolver a pavimentação do local. Os serviços fazem parte do cronograma de recuperação completa da passarela, que está sendo executado em fases para assegurar a integridade da obra e o retorno seguro do fluxo de pedestres.
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Governo abre credenciamento para empreendedores participarem da Feira Natalina 2025
Com o objetivo de fortalecer o empreendedorismo local e a economia criativa, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), anunciou nesta quarta-feira, 12, a abertura do credenciamento de empreendedores para participação na Feira Natalina 2025.
O credenciamento dos interessados pode ser feito nos dias 17, 18 e 19, das 9h às 17h, na Casa do Empreendedorismo, localizada na Rua João Donato, nº 125, Bairro Ipase. As vagas são destinadas para os segmentos de artesanato, alimentação e brinquedos.
Credenciamento de empreendedores para Feira Natalina será feito nos dias 17, 18 e 19, das 9h às 17h, na Casa do Empreendedorismo, localizada na Rua João Donato, nº 125, Bairro Ipase. Foto: Bruno Moraes/Sete Neste ano, o evento tradicional, que faz parte da programação de fim de ano, terá dois espaços para os empreendedores sorteados: a Rua Arlindo Porto Leal, que receberá a Feira Natalina, e a área em frente ao Palácio Rio Branco, onde funcionará a Vila Natalina, informou a diretora de Empreendedorismo da Sete, Patrícia Parente.
“A Feira Natalina e a Vila Natalina terão início no dia 6 de dezembro, com o acender das luzes de Natal. A distribuição dos empreendedores será feita por segmentos com um espaço dedicado ao artesanato e presentes, e o outro para o setor de alimentação, com comidas típicas, doces, bolos e tortas”, explicou Patrícia.
O sorteio dos participantes está previsto para o dia 26 de novembro, e a reunião de capacitação com os selecionados ocorrerá no dia 1º de dezembro. O encerramento da Feira Natalina será no dia 28 de dezembro, enquanto a Vila Natalina segue até o dia 4 de janeiro.
Documentos necessários para o credenciamento Para se inscrever é necessário apresentar comprovante de endereço emitido nos últimos 90 dias (original e cópia), e os documentos de identificação RG e CPF (original e cópia).
Além disso, também é necessário apresentar 4 fotos dos produtos comercializados e fotos do equipamento de trabalho (para empreendedores ambulantes).
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Vittia teve lucro líquido de R$ 51,3 milhões no terceiro trimestre
A Vittia, empresa brasileira de insumos biológicos, registrou lucro líquido de R$ 51,3 milhões no terceiro trimestre de 2025, uma alta de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida no período foi de R$ 325 milhões, 5% maior que no terceiro trimestre de 2024.
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Vittia fechou segundo trimestre com prejuízo maior e queda na receita
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado alcançou R$ 83,5 milhões no período, com uma leve alta, de 0,4%, na comparação interanual.
A geração de caixa operacional cresceu 130,1% no trimestre, sustentando a dívida líquida em R$ 116,3 milhões com uma alavancagem de 0,89 vez o Ebitda ajustado.
“Mesmo diante de um ciclo complexo, marcado por um dos maiores atrasos na comercialização de defensivos da história recente, fato que adiciona uma camada de complexidade ao período, nossa estratégia se provou acertada”, disse Alexandre Frizzo, diretor financeiro da Vittia em comunicado da empresa. A empresa espera uma normalização gradual da comercialização de insumos a partir do quarto trimestre de 2025.
O crescimento da Vittia no período foi impulsionado principalmente pelo segmento de fertilizantes de solo, com uma receita líquida de R$ 106,3 milhões, avanço de 35,1% em relação ao terceiro trimestre de 2024. O segmento de soluções biológicas e naturais também registrou expansão, de 12,6% no trimestre. Já a área de fertilizantes foliares e produtos industriais, por outro lado, recuou 18,1%, totalizando R$ 109,8 milhões.