sábado, 21 fevereiro, 2026
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UFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis

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UFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis


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Terminam nesta sexta-feira (14) as inscrições para ingresso na graduação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 2026 para pessoas transexuais e travestis. Estão sendo ofertadas vagas nos 66 cursos da instituição.UFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis | Cidade AC News – Notícias do AcreUFSCar encerra amanhã inscrições para pessoas trans e travestis | Cidade AC News – Notícias do Acre

Para concorrer é preciso ter concluído o ensino médio e apresentar uma autodeclaração informando sua identidade de gênero – se se considera uma pessoa transexual, transgênero, travesti ou não-binária. Os candidatos ainda precisam enviar um memorial descritivo, documento em que resumem sua trajetória de afirmação de gênero. 

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Os interessados devem preencher um formulário online no site da UFSCar e indicar qual nota deve ser considerada, entre as edições de 2021 a 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aquela em que apresentaram melhor desempenho.

A verificação das autodeclarações será feita pela Comissão Institucional de Verificação da Autodeclaração Trans (Civat), sob responsabilidade da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Saade). A UFSCar garante a participação no processo da comunidade trans e de pessoas com atuação nas políticas de diversidade.

Todas as informações sobre a seleção, incluindo requisitos, etapas e prioridades de convocação, constam do edital do processo seletivo, disponível no Portal do Ingresso da UFSCar. 

As convocações e demais etapas do processo serão publicadas no endereço ingresso.ufscar.br. Dúvidas e solicitações de esclarecimentos devem ser encaminhadas à Central de Atendimento ao Ingresso na Graduação.

Fies 2025: MEC convoca lista de espera de vagas remanescentes

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Fies 2025: MEC convoca lista de espera de vagas remanescentes


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O Ministério da Educação (MEC) começa a convocar nesta quinta-feira (13) os candidatos da lista de espera das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2025. O período de convocação vai até as 23h59 do dia 28 de novembro (horário de Brasília).Fies 2025: MEC convoca lista de espera de vagas remanescentes | Cidade AC News – Notícias do AcreFies 2025: MEC convoca lista de espera de vagas remanescentes | Cidade AC News – Notícias do Acre

O Fies é o programa federal que concede financiamento a estudantes de baixa renda de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas.

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Os candidatos da lista de espera deverão acompanhar o resultado de eventual pré-seleção por meio do site Fies Seleção. Para acessá-lo, o estudante deve fazer o login único pela plataforma Gov.br

Os candidatos inscritos deverão obrigatoriamente ter condições de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao segundo semestre de 2025 no curso/turno/local de oferta/IES para o qual se inscreverem.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Documentação comprobatória

O estudante pré-selecionado a uma das vagas remanescentes do processo seletivo do Fies deverá comprovar as informações declaradas no momento da inscrição à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior em que foi pré-selecionado.

O prazo para este procedimento é de dois dias úteis, contados a partir do dia da pré-seleção.

De acordo com o edital que contém as regras do Processo Seletivo nº 21/2025, a entrega dos documentos comprobatórios pode ser feita por meio físico ou digital, nos horários definidos pela instituição.

Próximos passos

Se a documentação for aprovada, o próximo passo é a validação das informações em um agente financeiro em até dez dias, contados a partir do terceiro dia após a validação da inscrição pela comissão da faculdade.

Somente após a aprovação do banco poderá ser formalizada a contratação do financiamento.

Se o candidato pré-selecionado não apresentar todos os documentos ou não seguir as etapas exigidas dentro do prazo estabelecido, ele perde a vaga. Essa vaga perdida é imediatamente transferida para o próximo candidato classificado na lista de espera.

Complementação

O candidato que se inscreveu para vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) deverá comprovar sua situação com laudo médico atestando a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença (CID).

Caso a comissão da faculdade privada identifique erros ou inconsistências referentes às informações prestadas, a instituição de ensino superior poderá exigir a apresentação de documentação complementar.

Fies Social

Metade das vagas é reservada ao Fies Social, ocupada por candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 759 em 2025), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Esse candidato pré-selecionado à vaga do Fies Social está dispensado da comprovação de renda familiar. No entanto, ele deve comparecer à comissão da faculdade privada para validar as demais informações.

Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025

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Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025


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A desaceleração da economia provocada por juros altos surtirá efeitos sobre a atividade econômica brasileira. O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2,2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB – soma das riquezas produzidas no país) em 2025. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (13), em Brasília, no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE).Fazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025 | Cidade AC News – Notícias do AcreFazenda reduz para 2,2% projeção de crescimento do PIB em 2025 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Segundo o ministério, a revisão decorre do desempenho mais fraco da economia no terceiro trimestre e dos efeitos defasados da política monetária restritiva. Para 2026, a projeção de crescimento foi mantida em 2,4%.

Inflação acima da meta

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A projeção para a inflação oficial (IPCA) em 2025 caiu de 4,8% para 4,6%, mas o índice ainda deve encerrar o ano acima do teto da meta – fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2026, a expectativa foi revisada de 3,6% para 3,5%. A SPE prevê que a inflação deve convergir para 3,2% até o segundo trimestre de 2027, horizonte considerado relevante para a política monetária.

Segundo a SPE, a redução na projeção reflete fatores como:

  • valorização do real;
  • menor inflação no atacado para produtos agropecuários e industriais;
  • excesso de oferta global de bens;
  • aplicação da bandeira amarela nas tarifas de energia em dezembro.

Principais projeções da Fazenda

Indicador

2025

2026

PIB real

de 2,3% para 2,2%

mantido em 2,4%

IPCA

de 4,8% para 4,6%

de 3,6% para 3,5%

Fonte: Ministério da Fazenda

Desempenho setorial

A revisão do PIB para 2025 mostra dinâmicas distintas entre os setores da economia. A agropecuária foi o destaque positivo com previsão de crescimento elevada de 8,3% para 9,5%.

A indústria recuou de 1,4% para 1,3%, e o setor de serviços passou de 2,1% para 1,9%.

Para 2026, o crescimento projetado de 2,4% deve ser sustentado por uma recuperação mais intensa na indústria e nos serviços, compensando a esperada desaceleração da agropecuária.

Atividade doméstica

O boletim aponta que a economia brasileira segue em trajetória de desaceleração, reflexo dos juros elevados e da contração no crédito.

“Os efeitos cumulativos da política monetária restritiva continuam impactando a atividade”, destacou a SPE.

Embora o desemprego permaneça em nível historicamente baixo, o relatório observa redução da população ocupada e ritmo mais lento de crescimento dos rendimentos no terceiro trimestre.

Tarifas dos EUA

No cenário internacional, o boletim afirma que a atividade global permanece resiliente, mas alerta para incertezas comerciais e geopolíticas.

O documento cita o impacto negativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Entre agosto e outubro de 2025, as vendas do Brasil para os EUA caíram US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O Ministério da Fazenda informou que o governo tem buscado diversificar mercados e adotar políticas de apoio ao setor exportador. O boletim menciona ainda que o diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos pode contribuir para reduzir as tarifas.

Outros índices de preços

As projeções para outros índices também foram revisadas para baixo. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – usado para corrigir o valor do salário mínimo – caiu de 4,7% para 4,5% neste ano.

A previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou de 2,6% para 1,4%, refletindo a queda do dólar, que influencia bastante esse índice.

Orçamento

Divulgado a cada dois meses pela Secretaria de Política Econômica, o Boletim Macrofiscal apresenta as principais projeções e análises sobre o desempenho da economia brasileira. O documento é utilizado como referência para a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, que orienta a execução do Orçamento, com medidas de bloqueio e contingenciamento, tipos de cortes temporários de despesas.

O bloqueio incide sobre os gastos que superam o limite de crescimento anual de despesas do arcabouço fiscal. O contingenciamento ocorre quando a falta de receitas compromete o cumprimento da meta de resultado primário.

Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde

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Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde


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A safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Esse resultado representa recuo de 3,7% em comparação a este ano, que marca um recorde. Safra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde | Cidade AC News – Notícias do AcreSafra deve recuar 3,7% em 2026, depois de um 2025 recorde | Cidade AC News – Notícias do Acre

As estimativas foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, todos os meses, apresenta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Essa é a primeira edição a trazer dados para 2026.

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Para este ano, a estimativa do IBGE é de uma safra de 345,6 milhões de toneladas, a maior já observada no país, sendo 18,1% mais volumosa que a de 2024.

Ao comentar a passagem de um ano com colheita recorde para outro com recuo na safra, o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, aponta a influência de fatores climáticos.

“Em 2025, a gente teve um clima que favoreceu muito o desenvolvimento das lavouras, a gente tem recorde de produção para várias culturas, como soja, milho, sorgo [cereal], algodão”, disse.

“Para 2026, a gente está no início de safra ainda, então a gente trabalha muitas vezes com médias ainda de rendimentos de anos anteriores, por isso também essa queda um pouco da produção e, provavelmente, o clima não será assim tão favorável”, completa.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Guedes descreve que 2026 será o ano sob a influência do fenômeno La Niña, com resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, que traz chuvas mais intensas para a Região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras.

Apesar de menor volume de produção, o IBGE aponta que a área a ser colhida deve ser maior em 2026. São estimados 81,5 milhões de hectares, quase o tamanho do Mato Grosso, expansão de 1,1% na comparação com 2025.

Culturas agrícolas

O levantamento do IBGE investiga 16 produtos: algodão (caroço de algodão), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale (originário do cruzamento entre trigo e centeio), canola e gergelim. Os dois últimos aparecem pela primeira vez na pesquisa.

Na comparação dos prognósticos de 2025 e 2026, a agricultura brasileira deve ter redução principalmente nas seguintes culturas:

  •  milho (-9,3% ou -13,2 milhões de toneladas)
  •  sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas)
  •  arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas)
  •  algodão (-4,8% ou -466,9 mil toneladas)
  •  trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas),
  •  feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas)
  •  amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas)

Ao comentar a queda da produção de milho, o pesquisador do IBGE avalia que não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente.

“Além disso, ainda pairam muitas dúvidas quanto à janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de verão encontram-se ainda em desenvolvimento no campo”, explica Guedes.

Influência dos preços

De acordo com o analista, preços mais baixos do algodão, arroz e feijão levam produtores a diminuir as áreas plantadas.

No caso do algodão, ele explica que 3 anos de safra crescente derrubaram o valor da colheita.

“Manteve a oferta alta e diminuiu os preços, então as margens estão apertadas para os produtores e a tendência é de redução na área de plantio”, disse.

Na agricultura, os produtores podem escolher qual produto plantar, baseados em informações de rentabilidade.

O feijão deve ver a safra (3 milhões de toneladas) reduzir 1,3%. “Mas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro”, ressalva o IBGE.

Soja

No sentido oposto, o IBGE estima crescimento na safra da soja, que deve expandir 1,1% e chegar a 167,7 milhões de toneladas. O país é o maior produtor e maior exportador global da oleaginosa.

“A área plantada deve crescer 0,3%; e a produtividade, 0,8%, muito em função da possível recuperação da safra gaúcha, muito prejudicada em 2025. Chuvas escassas e irregulares têm trazido preocupação aos produtores do Centro-Oeste”, explica o IBGE.

O IBGE divulgou também que a capacidade de armazenagem agrícola no país cresceu 1,8% no primeiro semestre deste ano em comparação com o segundo semestre de 2024, chegando a 231,1 milhões de toneladas.

Capacidade dos métodos de armazenamento:

  •  silos: 123,2 milhões de toneladas (53,3% da capacidade útil total do país);
  •  armazéns graneleiros e granelizados: 84,2 milhões de toneladas (36,4%);
  •  armazéns convencionais, estruturais e infláveis: 23,8 milhões de toneladas (10,3%).

Em 30 de junho deste ano o Brasil tinha estoque total de 79,4 milhões de toneladas. Mais da metade era soja (48,8 milhões de toneladas), seguida pelo milho (18,1 milhões), arroz (6,1 milhões), trigo (2,4 milhões) e café (600 mil).

A capacidade de armazenagem e gerenciamento de estoque são utilizados na agricultura com forma de buscar maior rentabilidade para o agricultor, permitindo a escolha do melhor momento para a venda da produção no mercado.

Conab

Também nesta quinta-feira, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab), empresa pública vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, divulgou que a safra 2025/2026 deve ser de 354,8 milhões de toneladas de grãos. 

Lula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança

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Lula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu, nesta quinta-feira (13), seus ministros que já foram governadores para tratar dos projetos sobre segurança pública em tramitação na Câmara dos Deputados. Lula pediu empenho desses ministros na articulação política para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo em abril, e do projeto de lei (PL) Antifacção, encaminhado no final de outubro.Lula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança | Cidade AC News – Notícias do AcreLula pede empenho a ministros na tramitação de projetos de segurança | Cidade AC News – Notícias do Acre

“Os ministros, claro, foram governadores, têm relação com os deputados das suas bancadas, conversam. Então, acho que isso também nos ajuda muito na articulação lá dentro do Congresso”, disse a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, em entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, após a reunião com Lula.

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De acordo com a ministra, a intenção da reunião era ouvir a experiência de cada um deles sobre o tema e sobre a tramitação dos projetos.

“Foi uma reunião muito interessante e produtiva porque os nossos ministros ex-governadores reiteraram a importância da aprovação desses marcos legais”, acrescentou a ministra.

Entre os pontos principais da PEC da Segurança Pública, o governo defende a integração das forças federais com as estaduais e municipais para “combater efetivamente” o crime organizado. “Isso dá condições de integrar o trabalho das forças de segurança desde o planejamento à ação”, disse Gleisi.

Sobre o último relatório do PL Antifacção, apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), a ministra afirmou que ainda há questões que preocupam o governo, como a apreensão de bens apenas após o trânsito em julgado do processo e a tipificação penal. Segundo ela, o texto precisa deixar claro o tipo penal de facção criminosa – que é um conceito mais complexo de domínio territorial e econômico – diferente de organização criminosa.

Em meio a esse cenário de divergências, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, adiou para a próxima terça-feira (18), como pauta única, a discussão e votação do texto.

Para Gleisi, o governo tem um “acúmulo grande de discussão dessa matéria” e está preparado para fazer a defesa do projeto em plenário.

“O governo se dedicou por seis meses para elaborar esse projeto, esse projeto não nasceu em dois dias. Foi um projeto discutido com especialistas, com a universidade, com autoridades da área de segurança dos estados. Enfim, foi um projeto bastante robusto e bastante estudado. Então nós temos condições de fazer esse debate”, afirmou.

Os ministros que participaram da reunião foram Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente); Rui Costa (Casa Civil); Renan Filho (Transportes); Camilo Santana (Educação); Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome); e Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional).

Também estiveram presentes a ministra Gleisi e os ministros da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e da Fazenda, Fernando Haddad.

 

Substitutivo de Derrite limita atuação do MP, dizem especialistas

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Substitutivo de Derrite limita atuação do MP, dizem especialistas


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Especialistas em segurança pública avaliam que o quarto substitutivo do relator Guilherme Derrite (PP-PL) ao projeto de lei (PL) Antifacção pode limitar a atuação do Ministério Público (MP) contra o crime organizado ao afirmar, no artigo 5º, que os crimes previstos na lei são investigados por inquéritos policiais, sem mencionar as procuradoriasSubstitutivo de Derrite limita atuação do MP, dizem especialistas | Cidade AC News – Notícias do AcreSubstitutivo de Derrite limita atuação do MP, dizem especialistas | Cidade AC News – Notícias do Acre

O professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rodrigo Azevedo, argumentou à Agência Brasil que o texto limita o modelo de investigação, reforçando o inquérito policial como via praticamente exclusiva.

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“Isso reduz o espaço para investigações próprias do Ministério Público, como as conduzidas pelos Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, e contraria o entendimento já consolidado do STF de que o MP tem poder investigatório. 

Segundo o professor, não há proibição explícita, mas a estrutura procedimental criada pelo art. 5º transforma o inquérito na única via de investigação.  

O relator do projeto,quando questionado, disse que usou modelos de legislações semelhantes para escrever o texto e que consultou associações de procuradores para contribuir com a redação. Mesmo assim, prometeu ajustar o texto para não ficar dúvida quanto ao papel do Ministério Público no combate às facções e milícias no país.

“Isso não existe. Meu parecer reforça o poder de investigação do MP e das polícias. De toda forma, eu posso transformar a crítica em sugestão e aprimorar o texto para que não restem dúvidas ou interpretações equivocadas. Minha intenção sempre foi o de aprimorar as instituições.” 

O professor de direito da PUC de Minas, Luis Flávio Sapori, avaliou que, da forma como foi escrito, o texto cria “confusão interpretativa” e eventual disputa de poder entre delegados e promotores, o que poderia ser um grave retrocesso.  

“O relator afirma claramente que os crimes previstos no Marco Legal devem ser investigados por inquérito policial apenas. Não faz qualquer sentido delegar apenas aos inquéritos policiais a prerrogativa de investigar o crime organizado no Brasil. Isso pode impedir que o MP faça investigação autônoma, sem passar por inquérito policial”, afirmou.

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Aprimorar texto

Para Sapori, o substitutivo tem alguns pontos que precisam melhorar para se evitar que a “legislação confusa” favoreça o crime organizado por meio de bons advogados para emperrar os processos judiciais.

“Isso vai deixar o processo de investigação mais complexo, vai criar mecanismos que podem colocar em dúvida quem que tem que julgar, se é a Justiça estadual ou federal, o que pode gerar uma série de controvérsias jurídicas que podem ser bem aproveitadas por boas defesas do crime organizado.”

Segundo o especialista, não é preciso criar um novo tipo penal. Ele defendeu que as mudanças fiquem todas concentradas na Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850 de 2013).

“Todo esse marco legal deve envolver, basicamente, mudanças da lei de organizações criminosas de 2013. Não faz sentido criar outro tipo criminal, como eles estão propondo agora. Isso não é justificável. Precisa um pouco de racionalidade para aproveitar a legislação que já existe e aprimorá-la”, concluiu o professor.

Para o professor da PUC do Rio Grande do Sul, Rodrigo Azevedo, seria preciso ainda reduzir a pena de membros das facções que não sejam líderes, sejam réus primários e não estejam envolvidos em atos violentos.

“Era um mecanismo importante para diferenciar papéis dentro de organizações. Na prática, líderes e membros de base passam a ser tratados sob o mesmo patamar de 20 a 40 anos [de prisão], o que desestimula colaborações, dificulta investigações e amplia o encarceramento de pessoas com baixa relevância na estrutura criminosa”, explicou.

Entenda

O PL Antifacção, renomeado como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado Ultraviolento no Brasil, foi enviado pelo governo federal à Câmara após a operação no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais.

O objetivo do PL era endurecer penas, aprimorar os mecanismos de investigação e asfixia econômica dessas organizações, além de integrar as forças de segurança no combate as milícias e as facções. 

Ao nomear para a relatoria o deputado Derrite, então secretário de Segurança Pública de São Paulo, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), criou atritos com o Poder Executivo, que reclamou que a escolha “contaminava o debate”

Desde então, o texto sofreu três alterações, entre elas, a exclusão da previsão da PF só agir contra o crime organizado se provocada pelo governador. O relator sempre negou que as mudanças afetariam as atribuições da Polícia Federal. 

Antes da publicação do último parecer, divulgado na noite dessa quarta-feira (12), o Ministério da Justiça e Segurança Pública avaliou que o projeto continua problemático e que pode levar a um caos jurídico no país. 

Assim como o Executivo federal, governadores de estado também pediram mais tempo para votação do projeto, que estava previsto para ser analisado nesta semana. Com isso, o presidente da Câmara decidiu adiar a votação para próxima terça-feira (18), para dar tempo de novos ajustes de redação. 

Fórum Perinatal do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá reforça compromisso com a vida e com a qualidade da assistência materno-infantil

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Fórum Perinatal do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá reforça compromisso com a vida e com a qualidade da assistência materno-infantil

O cuidado começa antes do nascimento e foi com esse propósito que o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá deu início, nesta quarta-feira, 13, ao 1º Fórum Perinatal, um encontro dedicado à atualização científica e ao fortalecimento das práticas de cuidado com gestantes e recém-nascidos de todo o Vale do Juruá.

Com o tema “Restrição de Crescimento Intrauterino e Desfechos Neonatais do Vale do Juruá”, o evento integra a programação da Semana da Prematuridade e reuniu profissionais da maternidade, estudantes e parceiros da rede de saúde em um espaço de aprendizado, reflexão e troca de experiências.

Coordenadora regional de Saúde do Juruá, Diani Carvalho, destacou que o Fórum Perinatal está alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde e à Rede Aline. Foto: Marcos Santos/Secom A coordenadora regional de Saúde do Juruá, Diani Carvalho, destacou que o Fórum Perinatal está alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde e à Rede Aline, que propõem estratégias para o enfrentamento dos desafios relacionados à mortalidade materna e infantil no país.

“O Fórum Perinatal faz parte do escopo do Ministério da Saúde, da Rede Aline, e visa estabelecer estratégias para reduzir os indicadores da mortalidade materno-infantil. Nós, do Estado, estamos trazendo esse momento com o intuito de reformular estratégias e debater novos fluxos, para que possamos avançar ainda mais na qualidade da assistência”, enfatizou.

Igle Monte, gerente geral do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, reforçou a importância do evento. Foto: Marcos Santos/Secom Igle Monte, gerente geral do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, reforçou a importância do evento dentro da Semana da Prematuridade e destacou o significado do Novembro Roxo.

“O Novembro Roxo é muito significativo para nós. Esse fórum é de suma importância, pois os palestrantes são nossos próprios especialistas profissionais que se capacitaram ao longo do ano e hoje compartilham conhecimento com os colegas. O evento é um espaço técnico, criado especialmente para a equipe da maternidade, mas abrimos vagas para estudantes e parceiros da área da saúde, já que também somos campo de estágio. É um momento de atualização e de reafirmação do nosso compromisso com o cuidado e com a vida”, destacou a gerente-geral do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, Igle Monte. Ela pontuou, também, que esta é uma oportunidade de valorizar o trabalho das equipes e fortalecer o compromisso com o aprendizado contínuo.

Yana Melo compartilhou seu testemunho. Foto: Marcos Santos/Secom Com sensibilidade e experiência, a doula e consultora em amamentação Yana Melo compartilhou um testemunho emocionante sobre o papel do acolhimento no enfrentamento da prematuridade algo que ela viveu de perto.

“Os principais desafios estão na falta de conhecimento das gestantes. Como doula, nosso papel é oferecer suporte, preparar e empoderar essas mulheres para viverem o parto de forma mais consciente e confiante. Como mãe de um bebê prematuro, digo às mães que passem por isso para terem paciência, autocontrole e fé. Aqui em Cruzeiro do Sul temos uma equipe excelente. Eu sou prova viva do cuidado e da dedicação de todos. Eles tratam cada bebê com muito carinho, e isso faz toda diferença”, relatou emocionada.

Mais do que um evento científico, o 1º Fórum Perinatal do Hospital da Mulher e da Criança do Juruá representa a reafirmação de um compromisso que se renova a cada nascimento: garantir cuidado, segurança e amor desde os primeiros instantes de vida.

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Em Brasília, Segurança Pública promove alinhamento técnico sobre o Disque-Denúncia

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Em Brasília, Segurança Pública promove alinhamento técnico sobre o Disque-Denúncia

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (Cicc), realizou visita técnica em Brasília (DF) entre os dias 11 e 14, com o objetivo de aprimorar os fluxos de atendimento e gestão do Disque-Denúncia (181) e do Disque 100.

Reunião técnica com os coordenadores e com a equipe de suporte técnico do Sinesp. Foto: cedida A equipe acreana foi composta pelo coordenador do CICC, tenente Francisco Fonseca, e pela coordenadora do Disque-Denúncia 181, Miriam Mendes, além da chefe da Assessoria Técnica de Comando e Controle, Elissandra Pessoa.

Durante as reuniões com o SINESP, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, foram discutidos temas como integração tecnológica, padronização de procedimentos, melhoria dos fluxos de atendimento e boas práticas de gestão aplicadas em centrais nacionais de denúncias.

Iniciativa reforça o compromisso da SEJUSP com a modernização dos sistemas de denúncia, a interoperabilidade tecnológica e o fortalecimento da cooperação entre as instituições de segurança pública. Foto: Cedida Segundo o coordenador do Cicc, tenente Francisco Fonseca, a visita técnica consolida o compromisso da Sejusp com a modernização dos serviços e o fortalecimento da cooperação nacional. “Esse intercâmbio de experiências é fundamental para aprimorar os fluxos de trabalho e garantir um atendimento mais ágil, integrado e eficiente à população acreana. Estamos fortalecendo a gestão do Disque-Denúncia e ampliando nossa capacidade técnica para oferecer respostas cada vez mais qualificadas aos cidadãos”, destacou.

A iniciativa reforça o compromisso da Sejusp com a modernização dos sistemas de denúncia, a interoperabilidade tecnológica e o fortalecimento da cooperação entre as instituições de segurança pública.

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Gestantes de áreas vulneráveis têm risco maior de perder bebê

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Gestantes de áreas vulneráveis têm risco maior de perder bebê


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O risco de um bebê morrer durante a gestação ou parto é até 68% maior em municípios com situação socioeconômica mais vulnerável. Gestantes de áreas vulneráveis têm risco maior de perder bebê | Cidade AC News – Notícias do AcreGestantes de áreas vulneráveis têm risco maior de perder bebê | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os dados são de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em conjunto com a London School of Hygiene and Tropical Medicine, Universidade de São Paulo (USP) e Western University, no Canadá.

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Além disso, os pesquisadores verificaram que ao longo de 18 anos, a taxa de natimortalidade ficou relativamente estável nas cidades com maior vulnerabilidade, apesar de ter caído naquelas com melhores condições.

O estudo analisou nascimentos no Brasil entre 2000 e 2018, com base em registros oficiais do Ministério da Saúde e relacionou ao Índice Brasileiro de Privação – que classifica os municípios em níveis de privação, considerando renda, escolaridade e condições de moradia.

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Conforme artigo publicado na revista BMC Pregnancy and Childbirth, o objetivo foi verificar se o declínio nacional no risco de natimortalidade foi semelhante entre os municípios com diferentes níveis de privação para “identificar áreas que necessitam de maior apoio e desenvolver estratégias específicas para diminuir a natimortalidade nessas regiões mais afetadas”.

Dados anteriores já mostravam que a taxa de natimortalidade, no Brasil, caiu 30,7% em 2019, na comparação com o ano 2000, passando de 10,1 a cada 1 mil nascimentos para 7, mas nenhum estudo tinha investigado de forma abrangente as diferenças internas, a nível municipal.

“Agora, as evidências mostram claramente que essa diferença existe e tem impacto real nas taxas de natimortalidade”, enfatiza a pesquisadora do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia, Enny Paixão.

Em 2018, último ano com dados incluídos na análise, o Brasil registrou 28,6 casos de fetos que morreram após a 20ª semana de gestação, ou bebês que faleceram durante o parto.

Isso equivale a uma taxa de 9,6 natimortos a cada mil nascimentos. Mas essa mesma taxa cai para 7,5 nos municípios com melhores condições socioeconômicas e sobe para 11,8 nas cidades com maior nível de privação.

Os pesquisadores acreditam que melhorias gerais nas políticas de saúde e em outras áreas como educação e saneamento básico podem explicar a diminuição da taxa média do país.

“Não está claro por que essas intervenções foram relativamente menos eficazes (…) nos municípios mais carentes”, diz Enny.

Uma das hipóteses é que esses municípios concentram maior proporção de populações rurais vivendo em áreas remotas, que precisam percorrer grandes distância para acessar serviços de saúde, especialmente os de maior complexidade.  

A pesquisadora Enny Paixão reforça a contribuição de problemas característicos da desigualdade, “incluindo falta de serviços ou dificuldade de acesso e baixa qualidade dos serviços de saúde disponíveis nessas áreas, o que pode fazer com que a atenção pré-natal e durante o parto não seja ideal”.

A pesquisadora também pontua que investigar a natimortalidade entre municípios segundo o nível de privação “é fundamental” para identificar áreas que demandam melhorias no acesso e na qualidade da atenção perinatal.

 

Primeiro prognóstico para a safra agrícola de 2026 aponta queda de 3,7%

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Valor levantado pelo IBGE totaliza 332,7 milhões de toneladas, com destaque para o aumento na produção de soja

Produção de soja deve crescer 1,1% e bater novo recorde em 2026

De acordo com o primeiro prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas em 2026. Essa produção representa um declínio de 3,7% (12,9 milhões de toneladas a menos) em relação à safra de 2025. Por sua vez, a safra de 2025 estimada em outubro foi de 345,6 milhões de toneladas, 18,1% maior que a obtida em 2024 (52,9 milhões de toneladas a mais), sendo recorde da série histórica do IBGE.

A produção deve crescer no Paraná (2,4%) e no Rio Grande do Sul (22,6%), com declínios no Mato Grosso (-9,8%), em Goiás (-7,8%), no Mato Grosso do Sul (-12,2%), em Minas Gerais (-4,7%), na Bahia (-4%), em São Paulo (-6,9%), no Tocantins (-7,8%), no Maranhão (-3,3%), no Pará (-8,3%), em Santa Catarina (-13,4%), no Piauí (-0,6%), em Rondônia (-2,4%) e em Sergipe (-6,5%). O declínio da produção em 2026 deve-se, principalmente, à menor estimativa prevista para o milho (-9,3%), para o sorgo (-11,6%), para o arroz (-6,5%), para o algodão (-4,8%), para o trigo (-3,7%) e para o feijão (-1,3%). Para a soja foi estimado um crescimento de 1,1% na produção.

“Em 2025, nós tivemos condições climáticas muito favoráveis para a maioria das culturas e das unidades da federação, com recordes na produção de soja, milho, algodão e sorgo, além de uma safra muito boa para o arroz. Em 2026, a previsão desse primeiro prognóstico é de queda, uma vez que estamos sob a influência do fenômeno La Niña, que traz chuvas mais intensas para a região Centro-Oeste e pouca chuva para o Sul, o que pode afetar as lavouras”, explica Carlos Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE. O Instituto destaca, ainda, que para a safra 2026, estão sendo incluídos canola e gergelim, produtos que vêm ganhando importância nos últimos anos, embora ainda tenham seu cultivo limitado há poucas unidades da federação.

Produção de soja deve bater novo recorde
A primeira estimativa de produção da soja para 2026 totalizou 167,7 milhões de toneladas, caracterizando novo recorde na produção nacional da leguminosa, superando a produção registrada no ano anterior em 1,1% (1,8 milhão de toneladas a mais). O salto na produção se dá, principalmente, por conta do incremento esperado de 0,8% no rendimento médio, totalizando 3.507 quilos por hectare, e de uma área plantada 0,3% superior à registrada na última safra.

O milho, por outro lado, foi a principal lavoura em queda na estimativa para 2026, com 128,4 milhões de toneladas, declínio de 9,3% em relação à safra colhida em 2025. Para a 1ª safra, foi estimada uma produção de 26,3 milhões de toneladas, aumento de 0,9% em relação a 2025, com o rendimento médio caindo 2,4% e a área a ser colhida crescendo 3,3%. Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção é de 102,1 milhões de toneladas, declínio de 11,6% em relação a 2025, havendo uma redução de mesmo valor para o rendimento médio.

“Como a safra 2025 foi favorecida pelo clima durante o período de 2ª safra, a base de comparação da safra anterior é relativamente forte, de tal forma que não se espera, para 2026, que o clima se comporte tão favoravelmente. Além disso, ainda pairam muitas dúvidas quanto à janela de plantio do cereal, uma vez que as lavouras da safra de verão encontram-se ainda em desenvolvimento no campo”, contextualiza o gerente. Quanto ao algodão, espera-se uma queda de 4,8%, ficando em 9,3 milhões de toneladas, após três anos seguidos de safra recorde. De acordo com Guedes, “isso manteve a oferta alta e diminui os preços, então as margens estão apertadas para os produtores e a tendência é de redução na área de plantio”.

O arroz está com uma estimativa de 11,8 milhões de toneladas, declínio de 6,5% em relação ao volume produzido em 2025, com reduções de 3,3% na área ser colhida e de 3,3% no rendimento médio. “Os preços também estão pressionados devido a boa safra de 2025, então, deve haver uma redução na área plantada e menor investimento nas lavouras”, avalia Guedes. O mesmo acontece com o feijão, que, com preços pouco favoráveis, deve atingir 3 milhões de toneladas, uma redução de 1,3% em relação à safra colhida em 2025, mas ainda assim atendendo ao consumo brasileiro.

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