A Prefeitura de Rio Branco, por meio do Parque Ambiental Chico Mendes e da Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal, ambos vinculados à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, lançou, nos dias 12 e 13, o projeto “Macacos do Chico: educar para conservar”.
Projeto “Macacos do Chico: educar para conservar”, no Parque Ambiental Chico Mendes. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A ação é voltada principalmente ao público escolar, mas aberta a toda a comunidade. A iniciativa ofereceu dois dias de atividades educativas, lúdicas e interativas, com apresentações teatrais, jogos ambientais, desenhos e visitas orientadas ao zoológico. O objetivo é sensibilizar crianças, jovens e visitantes sobre a importância da conservação da fauna amazônica e do cuidado com os animais silvestres.
A ação é voltada principalmente ao público escolar, mas aberta a toda a comunidade. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A iniciativa é promovida em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), dentro do projeto de extensão “Primatas neotropicais sob cuidados humanos: bem-estar animal e educação ambiental”, coordenado pela professora Débora Almeida, do curso de Medicina Veterinária.
A iniciativa é promovida em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), dentro do projeto de extensão “Primatas neotropicais sob cuidados humanos: bem-estar animal e educação ambiental”. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O projeto atua em dois eixos principais: o enriquecimento ambiental, que visa promover o bem-estar dos macacos-cairara (Cebus unicolor) que vivem no Parque, e a educação ambiental, que busca aproximar a comunidade da conservação da fauna amazônica e do papel dos primatas nos ecossistemas locais.
Durante o lançamento, alunos da rede pública municipal e estadual participaram do evento, conhecendo de perto o trabalho desenvolvido pelos profissionais e estudantes envolvidos no projeto. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Durante o lançamento, alunos da rede pública municipal e estadual participaram do evento, conhecendo de perto o trabalho desenvolvido pelos profissionais e estudantes envolvidos no projeto. As crianças se encantaram com os macaquinhos e outros animais do parque, aprendendo sobre a importância da preservação da fauna e da flora amazônica. A atividade prática despertou o interesse dos jovens pela ciência, sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente.
A atividade prática despertou o interesse dos jovens pela ciência, sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente. (Foto: Val Fernandes/Secom)
De acordo com a professora Débora Almeida, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o projeto é resultado de uma cooperação institucional que une ensino, pesquisa e extensão.
De acordo com Débora Almeida, da Universidade Federal do Acre (Ufac), o projeto é resultado de uma cooperação institucional que une ensino, pesquisa e extensão. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“Esse é um projeto muito importante. Ele é institucionalizado pela Universidade Federal do Acre, mas buscamos a parceria com o Parque Ambiental Chico Mendes e com a Escola de Educação Ambiental do Horto Florestal para somar esforços. O projeto tem três etapas: a formação teórica e prática dos alunos, o enriquecimento ambiental dos recintos e a conscientização do público, especialmente crianças das escolas municipais e estaduais”, explicou a professora.
Débora destacou ainda que as atividades permitem aos estudantes de Medicina Veterinária e Biologia aplicarem na prática o conhecimento adquirido em sala de aula. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Débora destacou ainda que as atividades permitem aos estudantes de Medicina Veterinária e Biologia aplicarem na prática o conhecimento adquirido em sala de aula, enquanto a comunidade escolar vivencia experiências diretas com a natureza.
“As crianças observam o comportamento dos animais e aprendem sobre a importância da fauna e da floresta em pé”, acrescentou Débora. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“As crianças observam o comportamento dos animais e aprendem sobre a importância da fauna e da floresta em pé para a saúde ambiental e humana”, acrescentou.
A gerente do Parque, Joseline Guimarães, ressaltou a relevância da ação para o fortalecimento da educação ambiental no município. (Foto: Val Fernandes/Secom)
A gerente do Parque, Joseline Guimarães, ressaltou a relevância da ação para o fortalecimento da educação ambiental no município. “Esse projeto representa um avanço importante para o Parque. A parceria com a Ufac e com os cursos de Medicina Veterinária e Ciências Biológicas fortalece nossa função educativa. O Parque é um verdadeiro laboratório a céu aberto, e os animais que aqui vivem, mesmo fora da natureza, têm uma função essencial de ensinar às crianças a importância da conservação”, afirmou Guimarães.
O projeto “Macacos do Chico: educar para conservar” reafirma o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com a educação ambiental. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O projeto “Macacos do Chico: educar para conservar” reafirma o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com a educação ambiental, o bem-estar animal e a formação de uma geração mais consciente sobre o papel de cada cidadão na preservação da Amazônia.
Concessão de crédito rural das linhas do Plano Safra cai 22%
O desembolso de crédito rural continua em queda na temporada 2025/26. Entre julho e outubro deste ano, o montante concedido aos produtores brasileiros via linhas tradicionais do Plano Safra ficou em R$ 128,1 bilhões, 22% abaixo dos R$ 164,5 bilhões liberados no mesmo período da temporada passada, de acordo com balanço parcial divulgado pelo Ministério da Agricultura, que considera o desempenho “satisfatório”.
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O acesso a recursos via Cédulas de Produto Rural (CPR) cresceu 31% e passou de R$ 65,7 bilhões nos quatro primeiros meses da safra 2024/25 para R$ 86,1 bilhões agora. Ao somar as linhas tradicionais de crédito rural e os financiamentos via títulos emitidos em favor das instituições financeiras, o valor aos produtores chega a R$ 214,3 bilhões, mesmo assim 7% abaixo dos R$ 230,2 bilhões liberados no mesmo período do ciclo anterior para pequenos, médios e grandes produtores.
As CPRs passaram a ser contabilizadas pelo governo federal no Plano Safra desde o ano passado, por conta do direcionamento de recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para esses títulos nas instituições financeiras. O balanço do ministério não inclui papéis emitidos em favor de empresas, tradings e revenda de insumos ou no mercado de capitais.
O principal recuo foi registrado nas linhas de investimentos, segundo o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura. Os valores concedidos em financiamentos nessa modalidade caíram 38% na comparação com a safra passada e ficaram em R$ 25 bilhões.
Os desembolsos em operações de custeio diminuíram 20%, para R$ 79,1 bilhões, e de comercialização caíram 24%, para R$ 11,3 bilhões. Só houve aumento de recursos liberados para industrialização, que cresceram 24% e chegaram a R$ 12,6 bilhões em quatro meses.
O balanço mostrou que maior recuo no acesso aos financiamentos se deu entre grandes produtores e pecuaristas. Os valores financiados e já liberados diminuíram 29%, para R$ 71,4 bilhões. A concessão na agricultura familiar caiu 9%, para R$ 26,4 bilhões. No Pronamp, que atende médios produtores, a retração foi de 14%, para R$ 30,2 bilhões, nos quatro primeiros meses do Plano Safra.
Nesse cenário, o número de contratos caiu 13% no período, para 775 mil operações.
chuvas no Acre com Defesa Civil monitorando o Rio Acre em alerta
Capital registra subida do rio e equipes reforçam ações nos bairros.
chuvas no Acre com Defesa Civil monitorando o Rio Acre em alerta
📍 Rio Branco (AC) — Chuvas no Acre registradas desde a madrugada elevaram o nível do Rio Acre às 07h45, nesta quarta-feira, 13 de novembro, acionando o alerta da Defesa Civil Municipal, que mobilizou equipes para monitorar igarapés, vistoriar áreas de risco e reforçar a resposta imediata nos bairros mais vulneráveis da capital.
As chuvas no Acre intensificaram o volume de água nos igarapés Judia, São Francisco e Cadeia Velha, que estão em atenção. Pequenos extravasamentos podem ocorrer caso o período de instabilidade se prolongue ao longo da tarde e noite.
O Rio Acre subiu 42 cm nas últimas horas, e a Defesa Civil mantém avaliação contínua nas áreas de risco.
O Rio Acre apresentou elevação de 42 cm nas últimas horas, atingindo faixa de alerta inicial. A previsão indica novas instabilidades para as próximas 48h, o que mantém equipes em prontidão.
Defesa Civil reforça ações imediatas
Equipes percorrem os bairros:
Taquari
Seis de Agosto
Cidade Nova
Airton Sena
Sobral
As ações incluem vistorias, alerta preventivo e orientação aos moradores.
Previsão indica continuidade das chuvas no Acre
O CPTEC/INPE prevê instabilidade para as próximas 48 horas, com possibilidade de chuva forte e isolada em Rio Branco e região.
O que se sabe até agora
Chuvas no Acre devem continuar nas próximas 48 horas.
Rio Acre subiu 42 cm desde a madrugada.
Igarapés Judia, São Francisco e Cadeia Velha seguem em alerta.
Equipes atuam nos bairros vulneráveis.
Defesa Civil mantém plantão 24 horas (199).
Impacto das chuvas no transporte, comércio e rotina da população
As chuvas no Acre também causam reflexos imediatos no deslocamento diário dos moradores. Linhas de ônibus precisaram alterar trajetos por causa de ruas parcialmente alagadas, especialmente nas regiões do Seis de Agosto, Ayrton Sena e baixadas do Bosque. Motoristas enfrentam lentidão em vias mais baixas, e motociclistas relatam dificuldade para trafegar em trechos com acúmulo de água.
Comerciantes localizados em áreas vulneráveis estão em alerta. Alguns relatam prejuízos em dias de chuva intensa, principalmente quando o nível dos igarapés sobe rápido e transborda para as calçadas. Em regiões como Cadeia Velha e Baixada da Sobral, alguns estabelecimentos já adotaram pequenos diques improvisados para conter a água.
Histórico recente de aumento do nível do Rio Acre
Este novo episódio de chuvas no Acre reacende a preocupação com a série de eventos registrados nos últimos anos. Em 2023 e 2024, o Rio Acre apresentou elevações repentinas durante o inverno amazônico, atingindo cotas que colocaram milhares de famílias em estado de atenção. Especialistas explicam que o regime de chuvas na Amazônia sofreu alterações, aumentando a intensidade e diminuindo o intervalo entre os episódios de cheia.
Nos últimos cinco anos, Rio Branco vivenciou cinco ocorrências significativas de alagamentos, todas com impacto direto nos bairros ribeirinhos. A Defesa Civil reforça a necessidade de preparação constante, pois o comportamento do rio pode mudar em poucas horas.
Medidas emergenciais e orientações oficiais
A Prefeitura de Rio Branco informou que equipes da Secretaria Municipal de Zeladoria registraram pontos de entupimento em bocas de lobo e iniciaram ações de desobstrução para facilitar o escoamento da água. Paralelamente, a Secretaria Municipal de Assistência Social está com abrigos de suporte preparados caso haja necessidade de deslocamento de famílias.
A orientação da Defesa Civil segue clara: evitar trafegar em áreas próximas aos igarapés durante momentos de chuva forte, não tentar atravessar trechos alagados a pé ou em veículos e manter atenção às atualizações oficiais. A população pode acionar o 199 em caso de emergência ou sinais de deslizamento em áreas de barranco.
FAQ — Chuvas no Acre
1. Há risco de transbordamento? Ainda não. O nível está em alerta inicial.
2. Quais áreas têm maior risco? Taquari, Cidade Nova, Seis de Agosto, Airton Sena e Sobral.
3. A chuva vai continuar? Sim, previsão de instabilidade até sexta-feira.
4. Quem acionar? Defesa Civil (199) e Bombeiros (193).
Conclusão + CTA Social
As chuvas no Acre exigem atenção redobrada da população, principalmente em áreas vulneráveis próximas a igarapés. Compartilhe esta matéria para alertar sua comunidade e acompanhe novas atualizações no Cidade AC News.
Indígenas do mundo cobram na COP30 centralidade na ação climática
O Diálogo de Povos Indígenas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) reuniu representantes das sete regiões socioculturais da ONU em um encontro para fortalecer a incorporação do conhecimento, dos valores e das prioridades indígenas na ação climática global.
Na abertura do evento, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçou o papel decisivo dos povos originários. Ele disse que o Brasil, “um país que teve durante tantos anos políticas equivocadas com relação a esse tema”, passa por uma mudança de consciência.
“Fica cada vez mais claro para todos o papel extraordinário que vocês cumprem, ao ser guardiões de algo que infelizmente a maioria dos homens não souberam preservar”, disse o embaixador.
O secretário executivo da UNFCCC (convenção da ONU que organiza a COP), Simon Stiell, destacou que os povos indígenas lembram ao mundo que a saúde da Terra e dos territórios é inseparável da saúde das pessoas e do futuro comum.
“Nossa tarefa é passar da citação à aplicação, garantindo que as cosmovisões e as lideranças indígenas ajudem a moldar a forma como a ação climática é concebida, implementada e mensurada”, disse o secretário.
Ele reforçou compromissos: ampliar a participação indígena em todos os processos da COP; defender o consentimento livre, prévio e informado; aplicar princípios de cuidado e incorporar conhecimentos e direitos indígenas aos indicadores, orçamentos e ações da implementação climática.
O representante da Ásia, o filipino Joan Gillao, fez um alerta contundente sobre vulnerabilidade, destruição e injustiça climática.
“Enquanto participamos deste processo hoje, os povos indígenas em alguns países da Ásia estão sofrendo com eventos climáticos extremos”, disse Gillao.
Ele reforçou reivindicações centrais: o reconhecimento dos direitos territoriais, o consentimento livre, prévio e informado e a autodeterminação no documento final da COP30.
“A falta de reconhecimento legal está resultando em maior destruição de nossos recursos e terras, além de minar nossa capacidade de continuar desempenhando nosso papel como guardiões”, disse Gillao.
Da América Latina e Caribe, Fani Cuídu Castro destacou que a contribuição indígena não é simbólica — é estrutural para a vida na Terra.
“Nossa cosmovisão, interconexão, reciprocidade e unidade na diversidade não são folclore. Trata-se de uma estrutura política e ética capaz de sustentar a ação climática, justamente onde outras estruturas falharam”, disse Castro.
Ela defendeu que onde os territórios indígenas são titulados, o desmatamento cai três vezes mais do que a média e cobrou ações verificáveis.
“Os povos indígenas devem ter acesso direto ao financiamento por meio de canais específicos no GSEC, no Fundo de Adaptação e no Fundo de Perdas e Danos. Hoje, menos de 1% chega diretamente”, disse a representante indígena.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (13) que o Brasil espera, para os próximos dias, a resposta dos Estados Unidos a uma proposta de “mapa do caminho” que deve orientar as negociações destinadas a solucionar pendências comerciais entre os dois países.
Vieira se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington, após dois encontros durante o G7, grupo dos sete países mais ricos do planeta, no Canadá. Segundo o chanceler, Rubio demonstrou interesse em avançar rapidamente nas tratativas.
“Apresentamos nossas propostas para a solução das questões. Agora estamos esperando que eles nos respondam”, disse Vieira após o encontro.
O encontro ocorreu após a primeira reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 26 de outubro. Na ocasião, os dois países comprometeram-se a fazer negociações técnicas para reverter o tarifaço do governo Trump sobre os produtos brasileiros.
Segundo Vieira, em 4 de novembro, Brasil e Estados Unidos realizaram uma reunião virtual de alto nível, na qual o governo brasileiro apresentou resposta detalhada à lista de temas enviada por Washington em outubro. Rubio teria sinalizado que a análise norte-americana deve ser concluída ainda esta semana ou no início da próxima.
O chanceler brasileiro afirmou que os dois países buscam concluir, até o fim deste mês, um acordo provisório que estabeleça o roteiro das negociações pelos próximos um ou dois anos. As discussões ocorrem em meio às tarifas adicionais de 50% impostas pelo governo dos EUA a diversos produtos brasileiros.
Delegações ampliadas
A reunião em Washington incluiu uma rodada ampliada de trabalho com a participação de negociadores e diplomatas dos dois países. Representaram o Brasil:
Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora do Brasil em Washington;
Joel Sampaio, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social;
Ricardo Monteiro, chefe de gabinete e embaixador;
Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty;
Fernando Sena, ministro-conselheiro da embaixada brasileira.
A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira atuou como “pilar institucional” para o funcionamento do esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A conclusão está no relatório de investigação que baseou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a deflagração da nova fase da Operação Sem Desconto, da PF.
Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Oliveira foi presidente do INSS, diretor de benefícios do órgão e ministro da Previdência, pasta a qual o órgão está subordinado.
De acordo com a investigação, Oliveira autorizou repasses ilegais e recebeu vantagens indevidas. No relatório, ele também é citado pelo nome religioso de Ahmed Mohamad Oliveira.
Após apreender uma planilha, os investigadores conseguiram identificar o recebimento de pelo menos R$ 100 mil de propina de empresas de fachada. Segundo a PF, ele foi citado pelos codinomes “São Paulo e Yasser”.
Além disso, a PF apontou que, em junho de 2021, na condição diretor de benefícios, Oliveira assinou a liberação de R$ 15,3 milhões para a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) sem a devida comprovação das filiações de aposentados à entidade.
A liberação incluiu cerca de 30 listas fraudulentas, que permitiram descontos em 650 mil benefícios.
“Essa liberação foi feita em desacordo com o regulamento interno e sem exigir documentos comprobatórios, o que possibilitou que a Conafer retomasse e ampliasse a fraude de descontos”, diz a decisão de Mendonça.
Ministro
A PF também apontou que há indícios de que o esquema continuou durante o período em que Oliveira assumiu o cargo de ministro da Previdência Social.
“Várias das mensagens interceptadas pela PF geram fortes indícios de que o esquema criminoso envolvendo o investigado José Carlos Oliveira estava em pleno funcionamento também no período em que ele era ministro de Estado do Trabalho e Previdência Social do Brasil”.
Como exemplo, a PF cita podemos citar mensagens de whatsapp e indícios de que valores obtidos ilicitamente foram repassados a Oliveira quando ele era ministro de Estado.
Outro lado
A Agência Brasil não conseguiu localizar a defesa do ex-ministro. O espaço está aberto para manifestação.
Em nota, a Conafer disse que está disposta a cooperar com as autoridades para elucidação dos fatos e defendeu a presunção de inocência de integrantes da confederação, que também foram alvo da nova fase da operação.
“Nós reafirmamos, com veemência, o princípio basilar do Estado de Direito: a presunção de inocência. Todos os citados nela têm o direito processual e moral de ter sua defesa assegurada e sua honra preservada enquanto não houver decisão judicial condenatória definitiva. A Conafer confia nas instituições e, ao mesmo tempo, exige que sejam respeitados os direitos fundamentais dos investigados”, declarou a entidade.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (13), em Brasília, que o intervalo de recreio escolar integra a jornada de trabalho de professores de escolas e faculdades particulares.
Pelo entendimento dos ministros, a regra é que o recreio faz parte da jornada. Contudo, os empregadores poderão comprovar na Justiça do Trabalho casos em que os profissionais se dedicam exclusivamente a atividades pessoais durante o intervalo e não fazem atendimentos aos alunos ou outras tarefas.
Antes da decisão, o recreio deveria ser computado obrigatoriamente, sem exceções, como parte da jornada de trabalho, ou seja, tempo à disposição do empregador.
A partir de agora, no caso de uma eventual disputa judicial, o tempo à disposição deve ser comprovado em cada caso concreto.
Constitucionalidade
O STF julgou a constitucionalidade de decisões da justiça trabalhista que reconheceram que o período de recreio sempre faz parte da jornada de trabalho dos profissionais.
O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades (Abrafi). A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a questão.
Discordância
A votação do caso foi iniciada na sessão de ontem (12), quando o relator, ministro Gilmar Mendes, discordou do entendimento de que o período de recreio deve ser computado obrigatoriamente.
Na sessão de hoje, o Supremo finalizou o julgamento e o entendimento do relator foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.
O presidente do STF, Edson Fachin, que tinha votado sobre a questão, foi o único vencido. Para ele, os intervalos devem ser computados como tempo à disposição das escolas.
Em março do ano passado, Gilmar Mendes determinou a suspensão nacional de todos os processos que tratam do tema para aguardar o posicionamento final do STF sobre a questão. Com o fim do julgamento, os processos vão ser retomados e deverão seguir o novo entendimento da Corte.
Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 que farão as provas de ciências da natureza e matemática no próximo domingo (16) podem contar com o aplicativo MEC Enem – o Simuladão do Enem , para revisar os conteúdos.
O aplicativo (app) – lançado pelo Ministério da Educação (MEC) – visa apoiar estudantes na preparação para o Enem.
O app do Simuladão do Enem está disponível nas lojas de aplicativos Apple Store e Google Play. Também pode ser acessado na internet.
Os interessados precisam se conectar pela plataforma Gov.Br, com o Cadastro de Pessoa Física (CPF). Em seguida, o estudante deve se cadastrar no aplicativo ou no site.
Conteúdos
Após se cadastrar na ferramenta com o login gov.br, o estudante terá acesso a conteúdos nos formatos de vídeo e apostilas.
A plataforma também apresenta as seguintes funcionalidades:
trilhas de estudo segmentadas por complexidade e campo do conhecimento;
simulados completos com questões de provas do Enem;
simulados de questões alternativas por campo do conhecimento,
assistente virtual com inteligência artificial para construir planos ou cronogramas de estudo personalizados,
tira-dúvidas do estudante, com base em conteúdos exclusivos das matérias que caem no Enem
As conquistas e as pontuações de cada estudante ficam registradas em um perfil privado, sendo possível para o usuário do aplicativo, se quiser, compartilhar sua evolução nas redes sociais.
Segundo dia de Enem
No domingo (16), os participantes resolverão questões de ciências da natureza e suas tecnologias; e de matemática e suas tecnologias.
Os portões abrem às 12h e serão fechados às 13h (no horário de Brasília). A aplicação das provas começa às 13h30 e termina às 18h30, portanto, meia hora mais cedo em relação ao primeiro domingo de provas.
Reaplicação
Os participantes que perderam a aplicação das provas do primeiro dia do Enem 2025 devido a problemas logísticos – desastres naturais ou por serem acometidos por doenças infectocontagiosas – terão a reaplicação do exame garantida.
Por isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que, se for possível, os candidatos devem fazer o segundo dia de provas, mesmo que tenham perdido a aplicação das provas do último domingo.
As provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro. O prazo para solicitar a reaplicação, por meio da Página do Participante, no site do Inep, será do dia 17 de novembro até as 12h de 21 de novembro (horário de Brasília).
Efeitos da COP30
Nas cidades de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, o primeiro dia de provas do Enem 2025 está agendado para 30 de novembro e o segundo será em 7 de dezembro, em razão da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), na capital paraense no período da aplicação regular do exame.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, na tarde desta quinta-feira (13), os gabaritos oficiais das provas objetivas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, conforme os cadernos de provas dos candidatos.
Na Seção Provas e Gabaritos, o candidato deve clicar em 2025 para ter acesso aos cadernos de provas (azul, amarelo, branco, verde) e aos gabaritos de cada um deles. Também estão disponíveis os cadernos de provas com recursos de acessibilidade, como braile, Libras, com a fonte e imagens ampliadas e superampliadas.
Estão disponíveis as respostas das 90 questões objetivas do exame, sendo 45 questões de múltipla escolha de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação) e mais 45 questões de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia).
O número de respostas certas não corresponde à nota final do candidato. Para o cálculo do desempenho do estudante, o Inep adota a Teoria de Resposta ao Item (TRI) que considera a coerência das respostas corretas do participante.
Este modelo matemático identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão.
As provas do Enem 2025 foram aplicadas no último domingo (9) em 164.906 salas, distribuídas em 1.805 municípios de todas as 27 unidades da federação.
No próximo domingo (16), segundo dia de provas do Enem 2025, os candidatos vão testar os conhecimentos nas seguintes áreas: matemática, biologia, química e física, com foco total em raciocínio lógico e aplicação de fórmulas.
Reaplicação do Enem
Os candidatos que perderem um dos dias de prova do Enem por motivos de doenças infectocontagiosas ou por problemas logísticos podem pedir para fazer as provas nos dias 16 e 17 de dezembro.
A reaplicação da prova só será possível para casos previstos no edital e a solicitação deve ser feita exclusivamente na Página do Participante no site do Inep.
O prazo para solicitar a reaplicação das provas vai de 17 de novembro até as 12h (horário de Brasília) do dia 21 de novembro.
Ancelotti começa a esboçar equipe para amistoso contra o Senegal
O técnico italiano Carlo Ancelotti começou a esboçar nesta-quinta (13) a equipe titular da seleção brasileira para o amistoso do próximo sábado (15) contra o Senegal no Emirates Stadium, em Londres.
Assim como em outras oportunidades, o Brasil deve iniciar o confronto atuando no esquema 4-2-4. As novidades devem ser as presenças do goleiro Ederson, do Fenerbahçe (Turquia), e do zagueiro/lateral Éder Militão, do Real Madrid (Espanha). Desta forma, a seleção pode iniciar o jogo com o Senegal com: Ederson; Éder Militão, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Bruno Guimarães e Casemiro; Estêvão, Vinicius Júnior, Rodrygo e Matheus Cunha.
Quem espera ter uma oportunidade no decorrer dos amistosos da seleção na Europa é Vitor Roque. O jogador, que está brilhando com a camisa do Palmeiras na atual temporada, expressou, em entrevista coletiva concedida nesta quinta, a esperança de garantir um lugar na relação de convocados para a Copa de 2026: “As vagas estão abertas. É continuar trabalhando, cada um fazendo o melhor no seu clube, para tentar uma vaga. Vieram vários jogadores na posição [de atacante]. O mister [técnico Carlo Ancelotti] pode ter um ou dois ali e possa ser que leve o terceiro”.
A primeira oportunidade de o artilheiro do Verdão na atual edição do Brasileiro, com 16 gols, mostrar o seu valor para o técnico Carlo Ancelotti será a partir das 13h (horário de Brasília) do próximo sábado contra o Senegal. Três dias de pois o atacante terá outra oportunidade de entrar em campo, desta vez diante da Tunísia, a partir das 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille (França).