Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.
A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.
Juros básicos
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês.
No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.
Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.
Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.
A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%.
Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.
Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.
A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (17) a parcela de julho do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 683,28. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 18,65 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,69 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Pagamento unificado
Os beneficiários de 735 cidades receberam o pagamento na sexta-feira (14), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores dos 497 municípios do Rio Grande do Sul e de todos os 22 municípios do Acre. Também foram beneficiadas cidades em sete estados: Rio Grande do Norte (147), Paraná (38), Sergipe (9), São Paulo (7), Piauí (6), Roraima (6) e Amazonas (3). Entre as cidades paranaenses com pagamento unificado, está Rio Bonito do Iguaçu, que teve 90% das construções destruídas por um tornado.
Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Regra de proteção
Cerca de 2,42 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Em junho, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição desde junho. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.
Auxílio Gás
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em dezembro.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Governo publica lei que torna comunicação pública mais clara e simples
Começa a vigorar nesta segunda-feira (17) a Política Nacional de Linguagem Simples. A Lei nº 15.263/2025 determina que a comunicação de poderes da União, voltados à população, seja feita de forma “clara, direta e acessível”, de forma a fortalecer o direito à informação e à participação social.
Pela proposta, os órgãos da administração pública direta e indireta deverão adotar, nas suas comunicações, procedimentos para a transmissão objetiva de informações, com técnicas de linguagem simples na redação de textos dirigidos, de modo que as palavras, a estrutura e o leiaute (layout) da mensagem permitam ao cidadão facilmente encontrar a informação, compreendê-la e usá-la.
Entre os procedimentos estão a adoção da redação de frases em ordem direta, frases curtas; o uso palavras comuns, de fácil compreensão; o uso de sinônimos de termos técnicos e de jargões ou explicá-los no próprio texto; evitar a utilização de palavras estrangeiras que não sejam de uso corrente e não usar termos pejorativos, entre outros.
De acordo com o Planalto, a nova legislação representa um avanço histórico na relação entre Estado e sociedade, ao colocar no centro das políticas públicas a compreensão das cidadãs e dos cidadãos, inclusive pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.
A lei define padrões que todos os órgãos e entidades públicas deverão seguir na redação de comunicados, formulários, orientações, portais de serviços e qualquer outro conteúdo dirigido à população.
“O objetivo é garantir que qualquer pessoa consiga encontrar a informação que precisa, entender o que está sendo comunicado e usar essa informação para resolver sua demanda”, acrescentou.
Chanceleres do Brasil e do Paraguai concordaram em retomar, na primeira quinzena de dezembro, as negociações sobre a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu, com base no Entendimento Bilateral de abril de 2024. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17) em nota conjunta.
De acordo com o comunicado, o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano se reuniram ao longo da manhã a fim de analisar a agenda bilateral.
Durante o encontro, Vieira entregou a Ramírez Lezcano um relatório confidencial e apresentou esclarecimentos solicitados pelo governo vizinho a respeito de ações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em território paraguaio no período de junho de 2022 a março de 2023.
“Recordou que o governo do presidente Lula tornou sem efeito a operação tão logo dela tomou conhecimento. Ao lamentar o impacto desse episódio na relação bilateral, assegurou que o governo brasileiro está tomando todas as medidas para possibilitar a identificação dos envolvidos e sua responsabilização judicial”, destacou a nota.
“O ministro Ramírez Lezcano recebeu o relatório confidencial e as explicações oferecidas por seu homólogo e, após um intercâmbio de pontos de vista, manifestou que o governo paraguaio dava por concluído o assunto”, completou o comunicado.
Outros temas
Ainda de acordo com a nota conjunta, os chanceleres conversaram sobre possíveis datas para visitas dos presidentes do Paraguai e do Brasil no intuito de avançar em discussões com ênfase nos seguintes eixos:
– Infraestrutura: inauguração da Ponte da Integração, conexões rodoviárias, Corredor Bioceânico, Hidrovia Paraguai-Paraná e aeroportos;
– Segurança pública: combate ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas, ao tráfico de pessoas e ao crime organizado transnacional e cooperação penitenciária.
– Defesa: fortalecimento da cooperação sobre temas militares, capacitação, ações conjuntas e equipamentos de defesa.
– Cooperação em matéria de alimentação escolar; agricultura familiar; institutos de estatística e de planejamento econômico público.
– Cooperação em matéria educacional: maior acesso de estudantes paraguaios a universidades brasileiras e intercâmbio de docentes; intercâmbio de alunos e docentes entre as academias diplomáticas nas respectivas chancelarias e em postos específicos no exterior.
Nos 122 anos do Tratado de Petrópolis, Acre celebra história, tradição e protagonismo nacional
O Acre volta seus olhos para um de seus capítulos mais decisivos: o Tratado de Petrópolis, acordo que afirmou o destino do povo acreano e reafirmou sua identidade no cenário nacional. A celebração deste marco, lembrado todo 17 de novembro, torna-se um chamado à memória e um tributo ao caminho que consolidou o território no coração do Brasil. Em cada linha dessa história, escrita com coragem e bravura, pulsa a força de um povo que nunca deixou de lutar por sua terra e por seu lugar no mapa.
Muito antes do acordo firmado entre Brasil e Bolívia em 1903, o território que viria a ser o Acre já era palco de disputas e definições territoriais. O primeiro marco relevante dessa trajetória remonta ao Tratado de Madri, assinado em 1750, que reformulou as fronteiras dos territórios de Portugal e Espanha no continente sul-americano. Embora não remetesse diretamente da região acreana, o tratado abriu caminho para a ocupação portuguesa em áreas mais próximas ao oceano Pacífico, inaugurando uma nova dinâmica geopolítica na Amazônia.
Foto: Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação Elias Mansour
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/Imagem-JPEG-300×220.jpeg691b73e35cf8f.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/Imagem-JPEG.jpeg” class=”wp-image-897395 size-full” alt=”” width=”600″ height=”439″ sizes=”(max-width: 600px) 100vw, 600px”>Tratado de Petrópolis é um marco da diplomacia brasileira. Foto: Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação Elias Mansour
Mais de um século depois, o Tratado de Ayacucho, assinado em 23 de novembro de 1867, na Cidade de la Paz de Ayacucho, definiu as novas fronteiras entre Brasil e Bolívia, estabelecendo que a região acreana pertencia ao país vizinho. Apesar disso, a intensa migração de brasileiros para os seringais e as explorações econômicas locais começaram a transformar o cenário.
A tensão crescente entre posse legal e ocupação real culminou na Revolução Acreana, movimento liderado por seringalistas e figuras emblemáticas como Plácido de Castro. Entre 1899 e 1903, os revolucionários protagonizaram batalhas e acordos que expressavam o desejo de integração ao Brasil. A luta política e militar levou o governo brasileiro a negociar diretamente com a Bolívia.
Foto: Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação Elias Mansour
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/revolucao_acreana_capa-300×169.jpeg691b73e45a1c9.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/revolucao_acreana_capa-1024×576.jpeg691b73e486e78.jpeg” class=”wp-image-897399 size-full” alt=”” width=”1280″ height=”720″ sizes=”(max-width: 1280px) 100vw, 1280px”>Tratado encerrou de vez o período da Revolução Acreana. Foto: Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação Elias Mansour
Como resultado, o Tratado de Petrópolis foi assinado em 17 de novembro de 1903, incorporando definitivamente o território do Acre ao Estado nacional e garantindo os direitos da população que já habitava a região. O acordo se tornou um dos capítulos mais simbólicos da história diplomática do país e um marco de afirmação para o povo acreano.
Acre vira estado
Décadas mais tarde, outro momento histórico marcou a presença do Acre dentro da Federação. Em 15 de junho de 1962, o então presidente João Goulart sancionou a Lei nº 4.070, que elevou o território à categoria de Estado. A data é celebrada anualmente como o aniversário do Acre, reforçando a importância de reconhecer e valorizar a evolução política, econômica e social alcançada desde então.
Em 15 de junho de 2025, Acre comemorou 63 anos desde que foi elevado à categoria Estado. Foto: Pedro Devani/Secom
O chefe do Executivo estadual, Gladson Camelí, destaca que, desde que assumiu o governo, o Acre tem avançado de forma significativa e, para o futuro, espera garantir mais oportunidades, desenvolvimento e dignidade aos cidadãos.
“O povo acreano é guerreiro e lutou para ser brasileiro. Nestes 122 anos da assinatura do Tratado de Petrópolis, reforço meu compromisso de seguir trabalhando para cuidar de todas as pessoas que vivem em nosso estado. Celebrar esta data enquanto governador me enche de orgulho, porque ela representa não apenas a nossa história, mas também a força e a união que moldaram o Acre. Ver o estado crescer, fortalecendo suas tradições e avançando com responsabilidade, é um privilégio que levo comigo todos os dias”, afirma o governador.
Foto: José Caminha/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/2bd09236-0fdd-44fe-b745-0a8182deaa40-300×200.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/2bd09236-0fdd-44fe-b745-0a8182deaa40-1024×683.jpeg” class=”wp-image-897400 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1707″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Governador Gladson Camelí demonstra amor e orgulho do estado. Foto: José Caminha/Secom
Construção da identidade acreana
Datas como o aniversário do Tratado de Petrópolis carregam significados que vão muito além da celebração simbólica. Elas funcionam como lembretes fundamentais da trajetória que moldou o Acre e reforçam a importância de manter viva, no cotidiano das pessoas, a verdadeira história do estado. Revisitar esses marcos históricos é uma forma de preservar a identidade acreana e fortalecer o sentimento de pertencimento entre as novas gerações.
Foto: Alice Leão/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/e3b32c08-e832-4d96-bee4-2124b7f15b4c-300×200.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/e3b32c08-e832-4d96-bee4-2124b7f15b4c-1024×683.jpeg” class=”wp-image-897397 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1707″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Identidade e cultura acreana podem ser vistas por todo o estado. Foto: Alice Leão/Secom
Segundo a historiadora e professora do programa Pré-Enem Legal, Manuely Costa, um dos pontos centrais desse processo é garantir que esses ensinamentos estejam sempre presentes na sala de aula. Ela destaca que o conhecimento histórico é uma ferramenta poderosa para despertar nos estudantes o entendimento sobre as lutas, conquistas e desafios que marcaram o povo acreano.
“Para construirmos essa ideia de memória e pertencimento a este local, é fundamental que tenhamos conhecimento sobre a nossa história. Nada melhor do que datas como esta para promovermos discussões e levá-las para a sala de aula. Dessa forma, o aluno pode refletir, o que é muito importante para a constituição da nossa identidade”, frisa Manuely.
Foto: Alice Leão/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/47b5be98-61b8-4ef8-ba9d-6a02b77dec59-300×200.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/47b5be98-61b8-4ef8-ba9d-6a02b77dec59-1024×683.jpeg” class=”wp-image-897396 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1707″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Manuely fala sobre a importância de manter o estudo da história do Acre nas escolas. Foto: Alice Leão/Secom
A historiadora ressalta ainda que manter datas como o Tratado de Petrópolis vivas no ambiente escolar e no cotidiano dos acreanos cria um vínculo natural entre história, identidade e amor à pátria. Para ela, quando o aluno compreende o passado, passa também a valorizar a trajetória que permitiu ao Acre ocupar o lugar que tem hoje no cenário nacional.
“A história é feita de memória e de elementos que nos fazem retornar ao passado. Precisamos revisitar esse passado, pois, caso contrário, não conseguiremos construir o futuro. Lembrar uma data histórica é justamente trazer de volta a lembrança de um acontecimento que foi importantíssimo para a formação do nosso estado”, observa Manuely.
Estado avança
Em todas as áreas do poder público, o Acre vem registrando avanços significativos que refletem diretamente na qualidade de vida da população. Educação, saúde, segurança, meio ambiente e administração têm recebido investimentos contínuos e ações estruturantes que impulsionam resultados reais. O governo destaca que essas melhorias fazem parte de uma estratégia integrada que busca modernizar o estado, fortalecer políticas públicas e ampliar oportunidades.
Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre alcançou R$ 26,3 bilhões em 2023, registrando um crescimento real de 14,7%. Esse resultado não apenas representa o maior desempenho desde o início da série histórica, em 2002, como também evidencia a solidez do avanço econômico do estado. O ritmo de crescimento acreano foi 11,5 pontos percentuais superior à média nacional, que ficou em 3,2%.
Agropecuária é a principal responsável pelo aumento no PIB do Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom
Esse movimento de forte expansão dá continuidade ao desempenho positivo observado em 2022, quando o Acre já havia registrado um crescimento de 6,0%, sendo o quinto maior do país naquele ano. A combinação de investimentos estratégicos e fortalecimento de setores produtivos consolida um ambiente favorável para o desenvolvimento sustentável. Esses números comprovam que o Acre está no caminho certo, avançando de maneira consistente e se posicionando como referência de crescimento na região amazônica.
A vice-governadora, Mailza Assis, ressalta que o dia 17 de novembro é uma data para relembrar as raízes do Acre, fortalecer a identidade do povo acreano e reafirmar o compromisso do governo do Estado com as futuras gerações.
“A história do Acre é marcada por emoção, coragem e superação. O Brasil inteiro precisa conhecer e reconhecer como o povo acreano lutou para fazer parte deste país, com garra, determinação e um profundo amor à pátria. Essa data é muito mais do que uma simples celebração. Ela representa aquilo que há de mais valioso em nossa terra, a força de um povo que nunca desistiu. Esse é o verdadeiro símbolo de patriotismo”, pontua Mailza.
Mailza Foto: Neto Lucena/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251116-WA0039-300×225.jpg691b73f9a30d4.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251116-WA0039-1024×768.jpg691b73f9d7f94.jpg” class=”wp-image-897373 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1920″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Vice-governadora Mailza: “Nosso Acre é um orgulho para todos.” Foto: Neto Lucena/Secom
Preservação ambiental
O Acre também se destaca nacionalmente pela forma como cuida de suas florestas e de seus recursos naturais. Inserido no coração da Amazônia, o estado desenvolveu ao longo dos anos uma relação de profunda responsabilidade com o meio ambiente, compreendendo que sua riqueza natural é um patrimônio que precisa ser protegido hoje para garantir futuro às próximas gerações.
Com 84% de sua cobertura florestal preservada, o Acre figura entre os líderes em conservação ambiental no Brasil. Esse indicador revela não apenas a força das políticas públicas implementadas, mas também o compromisso da população acreana com práticas sustentáveis e com o uso responsável dos recursos naturais.
Rio Croa, em Cruzeiro do Sul, exibe toda a sua exuberância; local é morada de comunidades tradicionais da floresta. Foto: Pedro Devani/Secom
Ao adotar um modelo de governança verde reconhecido nacional e internacionalmente, o estado tem conciliado desenvolvimento econômico com preservação. Programas de controle, monitoramento e valorização da floresta em pé têm guiado ações que fortalecem cadeias produtivas sustentáveis, como a borracha, a castanha e o manejo florestal comunitário.
“Esse esforço coletivo demonstra que é possível crescer sem abrir mão da cultura amazônica. O Acre reafirma diariamente seu papel de guardião da floresta, mostrando ao Brasil e ao mundo que desenvolvimento e conservação podem, e devem, caminhar lado a lado”, salienta Gladson Camelí.
Foto: Marcos Vicentti/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/20231230105454_IMG_4946-scaled-1-300×198.jpg691b7400b726c.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/20231230105454_IMG_4946-scaled-1-1024×676.jpg691b7400e46da.jpg” class=”wp-image-897401 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1689″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Ao focar na preservação ambiental, governador reafirma compromisso com os povos originários que vivem no Acre. Foto: Marcos Vicentti/Secom
Acre no protagonismo nacional
Com o constante crescimento econômico e social, o Acre consolida seu lugar no protagonismo nacional. Os olhos do Brasil se voltam cada vez mais para o estado, que tem mostrado capacidade de avançar sem perder suas raízes, seus valores e sua identidade.
Foto: Diego Gurgel/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20250128-WA0014-300×200.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20250128-WA0014-1024×684.jpg” class=”wp-image-800800 size-full” alt=”” width=”2560″ height=”1710″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>Palácio Rio Branco é um símbolo da cultura e do turismo acreano. Foto: Diego Gurgel/Secom
No centro de todas as políticas públicas permanece um princípio que orienta cada ação do governo: cuidar das pessoas. É essa dedicação que impulsiona o Acre a seguir adiante, fortalecendo sua presença no país e projetando novos horizontes para sua população.
“Nosso estado merece ser celebrado todos os dias. Nossa história precisa permanecer viva na memória e no imaginário de todos os brasileiros. Somos um povo aguerrido, resiliente e profundamente conectado às riquezas que a nossa natureza oferece. Seguimos juntos, lapidando o diamante que é o Acre”, finaliza o governador.
Câncer de próstata pode ter 90% de chance de cura com diagnóstico precoce, afirma urologista
Novembro é o mês dedicado à saúde do homem, e neste Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Próstata, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre) e da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), reforça a importância do cuidado preventivo contra o tipo de tumor que mais acomete homens no Brasil.
Para o urologista Felipe Oliveira, acabar com o estigma e incentivar o rastreamento é o passo mais importante para salvar vidas. Segundo ele, o grande desafio é que o homem costuma priorizar tudo, menos a própria saúde. “A gente cuida do carro, cuida da casa, mas o homem geralmente não cuida da saúde. E precisamos falar sobre o câncer de próstata”, afirma.
Foto: Luanna Lins/Fundhacre
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/FELIPE-OLIVEIRA-300×225.jpeg691b740b7dff1.jpeg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/FELIPE-OLIVEIRA-1024×768.jpeg691b740ba2b4c.jpeg” class=” wp-image-897026″ alt=”” width=”1419″ height=”1064″ sizes=”(max-width: 1419px) 100vw, 1419px”>Especialista explica a importância de fazer o rastreamento do câncer. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
O especialista reforça que o rastreamento é simples e altamente eficaz. “Em 90% das vezes, quando diagnosticado na fase inicial, ele é curável. É uma taxa de sucesso muito alta, com um rastreio muito simples, que pode ser feito por meio do toque retal e do PSA, um exame feito a partir da coleta de amostra de sangue do paciente.”
Ele lembra que o toque retal ainda é visto como tabu, mas não deveria ser. “O paciente foge do consultório por causa disso. No entanto, é um exame que dura apenas alguns segundos, e os homens que fazem geralmente não reclamam de desconforto”.
Foto: Gleison Luz/Fundhacre
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_7017-2048×1365-1-300×200.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG_7017-2048×1365-1-1024×682.jpg” class=”size-full wp-image-897013″ alt=”” width=”2560″ height=”1705″ sizes=”(max-width: 2560px) 100vw, 2560px”>PSA é indicado a partir dos 45 anos para homens com fatores de risco. Foto: Gleison Luz/Fundhacre
Outro ponto importante é que o câncer de próstata não apresenta sintomas no início — justamente quando é mais fácil de tratar. “Ele dá sintomas só quando já está avançado, e aí a chance de cura é muito baixa. Para acharmos esse tumor no momento em que ele é tratável e curável, o paciente precisa fazer o rastreio. No início, conseguimos chances de cura superiores a 90%. Por isso, procure atendimento, faça seus exames e cuide de você”, alertou o médico.
Mutirão de Novembro Azul
No último dia 15, a Fundhacre realizou o Mutirão de Saúde do Homem, voltado para os pacientes que já constavam na regulação estadual. Integrando as ações do Novembro Azul, foram realizadas 30 consultas em cada especialidade — urologia, proctologia, cardiologia e odontologia — além de cerca de 100 atendimentos em oftalmologia e 30 cirurgias de vasectomia feitas no próprio dia 15.
A ação também ofertou exames de eletrocardiograma, vacinação, testes rápidos, aferição de glicemia e pressão arterial, além de orientações e atividades educativas em parceria com a Escola Técnica de Saúde Maria Moreira da Rocha. Com isso, o mutirão cumpriu o objetivo de reduzir filas de espera e incentivar que mais homens busquem o Sistema Único de Saúde (SUS) para um cuidado contínuo.
Em painel entre Brasil e China, vice-governadora Mailza reafirma compromisso para construção de soluções econômicas, tecnológicas e ambientais
No oitavo dia de COP30, em Belém/PA, a vice-governadora Mailza Assis participou do painel Brasil and China Towards Sustainability in a Shared Future, que reuniu autoridades e especialistas da China e do Brasil com o objetivo de discutir o futuro sustentável do planeta e fortalecer a aliança entre os dois países.
Vice-governadora Mailza Assis participou do painel Brasil and China Towards Sustainability in a Shared Future, que reuniu autoridades e especialistas da China e do Brasil. Foto: Pedro Devani/Secom.
“Estar aqui hoje, dialogando com autoridades e especialistas chineses, reforça o compromisso que compartilhamos: construir soluções que unam desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e proteção ambiental”, destacou a vice-govenadora Mailza Assis em seu discurso.
O painel foi realizado na Blue Zone da COP30, espaço reservado para autoridades de todos os países realizarem discussões e negociações climáticas internacionais, sob gestão direta da ONU.
Mailza declarou que se sente honrada em representar o Estado do Acre em encontro que reúne lideranças comprometidas com o futuro sustentável do planeta. Foto: Pedro Devani/Secom.
Participaram do evento os representantes da All-China Environmental Federation e do Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China, instituições que desempenham papel central na agenda climática mundial.
A vice-governadora declarou que se sente honrada em representar o Estado do Acre neste encontro que reúne lideranças comprometidas com o futuro sustentável do planeta.
“Brasil e China constroem, ao longo de cinco décadas, uma relação sólida, baseada na cooperação, na confiança e em propósitos comuns. O Acre chega a este encontro com a convicção de que a cooperação internacional é indispensável para garantir a integridade da Amazônia e o bem-estar das populações que nela vivem”, reforçou.
Vice-governadora declarou que Brasil e China constroem, ao longo de cinco décadas, uma relação sólida baseada na cooperação, na confiança e em propósitos comuns Foto: Pedro Devani/Secom.
O Acre está situado em uma região estratégica, que exige políticas públicas baseadas em ciência, bioeconomia, prevenção de queimadas e modelos produtivos sustentáveis, segundo Mailza. “Buscamos construir caminhos que valorizem a floresta em pé, fortaleçam comunidades tradicionais e ampliem oportunidades para um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo”.
A China, com sua liderança em energia limpa, inovação ambiental e tecnologias de grande escala, é considerada uma parceira indispensável para o avanço de soluções ambientais na Amazônia.
Diretor do Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China, Shidong Yan, abordou a importância da cooperação multisetorial Brasil-China na busca de soluções para as mudanças climáticas. Foto: Pedro Devani/Secom.
O diretor do Centro de Educação e Comunicações Ambientais do Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China, Shidong Yan, abordou a importância da cooperação multisetorial Brasil-China na busca de soluções para as mudanças climáticas.
“Hoje temos mais de 1 milhão de pessoas na China que adotam uma rotina baseada na baixa emissão de gases de efeito estufa, utilizando transportes com tecnologias que priorizam a qualidade do ar. São ações que pretendemos trazer para o Brasil, por meio de projetos-piloto, além de outras ações de educação ambiental que incentivem, principalmente, a participação do público jovem”, reforçou.
Com isso, além de um encontro técnico, o painel foi uma oportunidade de alinhar estratégias e fortalecer compromissos. “Sabemos que nenhum país enfrenta a crise climática sozinho. É por meio da diplomacia, da cooperação e da soma de competências que avançaremos”, finalizou a vice-governadora, ao agradecer a cooperação com a China.
Vice-governadora Mailza evidencia fortalecimento da cooperação entre Acre e Califórnia em políticas ambientais e mecanismos de economia verde em painel na COP30
A vice-governadora Mailza Assis fez a abertura, nesta segunda-feira, 17, do painel “Soluções Climáticas Naturais na Califórnia e no Brasil: Construindo Pontes Entre Metas e Implementação”. O evento aconteceu durante a COP30, no Pavilhão The Climate Registry, na Zona Azul, em Belém (PA).
Vice-governadora participou de painel falando sobre cooperação entra o Acre e a Califórnia. Foto: Pedro Devani/Secom O encontro de alto nível foi realizado pela Força Tarefa Pelo Clima e as Florestas (GCF Task Force).
Durante o painel, os lideres ressaltaram a relação entre os estados subnacionais, Acre e Califórnia, nos Estados Unidos, que veio se consolidando ao longo dos anos como uma das mais relevantes parcerias mundiais na área ambiental. O intercâmbio entre as duas jurisdições é referência internacional ao unir a experiência amazônica em conservação florestal com a liderança californiana em políticas climáticas e sistemas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Secretária do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, Karen Ross, enfatizou a importância da cooperação entre os estados da Califórnia e o Acre. Foto: Pedro Devani/Secom A vice-governadora destacou o caráter estratégico dessa parceria histórica. “A relação entre o Acre e a Califórnia é uma história construída com respeito, cooperação técnica e visão compartilhada de que é possível conciliar conservação com desenvolvimento”, afirmou a gestora, lembrando que o diálogo entre as duas jurisdições atravessa décadas e continua se fortalecendo.
O marco inicial da cooperação foi estabelecido em 2010, quando Acre, Califórnia e o estado mexicano de Chiapas firmaram um Memorando de Entendimento (MOU) voltado para ações conjuntas de mitigação climática. O acordo, embora não vinculante, tornou-se referência global ao integrar florestas tropicais aos sistemas mais avançados de combate às mudanças climáticas.
Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, falou sobre a importância dos financiamentos para os povos. Foto: Pedro Devani/Secom A partir desse compromisso, o Acre passou a se destacar internacionalmente com o seu conjunto de políticas públicas ambientais estruturadas, tendo como referência o Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa). Segundo Mailza, esse arcabouço é um diferencial reconhecido internacionalmente. “O Sisa é pioneiro e entrega resultados reais para o meio ambiente, para a economia florestal e, principalmente, para as pessoas que vivem e protegem a Amazônia”, reforçou.
Painel foi prestigiado por diversas autoridades da Califórnia e do Acre. Foto: Pedro Devani/Secom A importância dos povos indígenas também foi um dos focos do painel. A secretária Francisca Arara reforçou o protagonismo do Acre na agenda e na implementação das políticas públicas e ações já consolidadas no estado.
“O Acre tem tem trabalhado junto à Califórnia há algum tempo, eu já tive a oportunidade de atuar nessa parceria. Esse acordo se deu por conta do nosso Redd+, a Salvaguarda, ali é o momento em que os governos devem dialogar com os porcos indígenas o nosso estado tem essa cultura de não fazer para os povos, mas com as comunidades indígenas. O Redd é uma oportunidade. porque resguarda os territórios indígenas para que os programas não mudem a nossa qualidade de viver e sim amplie, traga recurso ,segurança alimenta, valorização da nossa cultura, nossos festivais. Temos um Acre com um carbono de alta integridade, então, garantimos que essa parceria com a Califórnia continue, pois a Califórnia tem a tecnologia e nós temos o estoque de créditos de carbono”, completou.
Na reunião, ficou acordado que os estados vão fortalecer a cooperação. Foto: Pedro Devani/Secom. Do lado norte-americano, o interesse na parceria é impulsionado pelo avanço das políticas de descarbonização. A Califórnia mantém um dos sistemas de comércio de emissões mais rigorosos do mundo, o “cap-and-trade”, e trabalha com metas ambiciosas para 2045. Nesse cenário, o Acre é visto como um potencial fornecedor de créditos de carbono florestal com alta integridade socioambiental.
Em sua fala, a secretária do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, Karen Ross, enfatizou que o estado americano tem uma politica voltada à agricultura, mas com o cuidado à segurança alimentar das comunidades.
“Precisamos de solos bons, temos investimento, temos uma pecuária forte, atuamos também com o direcionamento voltado à produção de laticínios, temos práticas alimentares alternativas como, por exemplo a compostagem. O Brasil é um líder em relação à segurança alimentar e nós estamos ansiosos em fazer essas parcerias, através do Acre. Temos muito e entregar, mas temos muito a receber também nessa cooperação”, disse.
Cooperação entre as duas regiões inclui intercâmbio científico, desenvolvimento de estudos sobre REDD+, entre outras temáticas. Foto: Pedro Devani/Secom. A cooperação entre as duas regiões inclui intercâmbio científico, desenvolvimento de estudos sobre REDD+ e análises de viabilidade para a inclusão de créditos amazônicos no mercado regulado da Califórnia. Também envolve avanços em salvaguardas socioambientais, uso de imagens de satélite e fortalecimento da governança climática.
Participantes do painel: a secretária do Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia, Karen Ross, secretária de Assuntos Tribais da Califórnia, Christina Snider-Ashtari, a secretaria dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, Secretário de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) de Rondônia, Marco Lago, e o secretário dos Povos Indígenas do Pará, Puyr Tembé.
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Saúde fortalece ações de prevenção e manejo das ISTs com oficinas realizadas em municípios acreanos
Com o compromisso de fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e manejo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no estado, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Núcleo de ISTs, realizou a “Oficina de imersão em infecções sexualmente transmissíveis: planejamento, manejo clínico, epidemiológico e apoio diagnóstico”. A atividade ocorreu ao longo dos meses de setembro e outubro, antecipando as ações do Dezembro Vermelho, campanha nacional de mobilização na luta contra o HIV, a Aids e outras ISTs.
A oficina percorreu os municípios de Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul, Xapuri, Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasileia, reunindo profissionais de diferentes áreas da rede pública de saúde, de agentes comunitários a médicos, em um movimento integrado de capacitação e fortalecimento técnico.
Iniciativa reforça o papel da formação continuada como instrumento essencial para o aprimoramento da atenção à saúde. Foto: cedida “Durante as oficinas, foram abordados temas fundamentais para a qualificação dos serviços, com destaque para a capacitação em Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV, estratégias reconhecidas pelo Ministério da Saúde como pilares essenciais da prevenção combinada ao vírus”, explicou o coordenador do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesacre, Jozadaque Beserra.
Os participantes também receberam o Guia Prático de Execução do Teste Rápido, que orienta a realização de exames para diagnóstico de ISTs, HIV, hepatites virais e sífilis. A atividade contou com momentos teóricos e práticos, garantindo maior segurança e padronização nos procedimentos.
Um dos pontos altos da oficina foi a aplicação da Matriz SWOT/FOFA junto às equipes municipais, ferramenta que permitiu identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas à gestão e execução das ações de ISTs em cada território.
Oficina percorreu os municípios de Tarauacá, Feijó, Cruzeiro do Sul, Xapuri, Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasiléia. Foto: Cedida “Essa análise colaborativa servirá de base para o planejamento estratégico local, com o objetivo de aprimorar os fluxos de atendimento, ampliar o acesso ao diagnóstico e fortalecer o acompanhamento das pessoas vivendo com ISTs”, destacou Beserra.
Em diversos municípios, as aberturas das oficinas contaram com a presença de autoridades locais, como prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais de saúde, demonstrando o comprometimento das gestões municipais com o fortalecimento da vigilância em saúde e a ampliação das políticas públicas de prevenção e cuidado.
A iniciativa reforça o papel da formação continuada como instrumento essencial para o aprimoramento da atenção à saúde e o enfrentamento das ISTs de forma integrada, humanizada e baseada em evidências.
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Inep divulga resultado preliminar da análise de diplomas do Revalida
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulga, nesta segunda-feira (17), o resultado preliminar da análise dos diplomas de formação médica enviados pelos candidatos que fizeram as provas da primeira etapa da segunda edição de 2025 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida 2025/2).
O resultado foi publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na página do Participante no Sistema Revalida do Inep. Para acessar, é necessário fazer login com a conta da plataforma Gov.Br.
O participante que não enviou qualquer documentação comprobatória (diploma, certificado ou declaração) de conclusão de curso entre os dias 20 a 24 de outubro está automaticamente reprovado e não poderá participar da próxima fase, a da prova de habilidades clínicas.
Recursos
De acordo com edital da 1ª etapa do Revalida 2025/2, os candidatos que se consideram prejudicados podem entrar com recurso a partir desta segunda-feira até sexta-feira (21).
O Revalida 2025/2 foi aplicado no dia 19 de outubro, em todo o país.
O exame tem o objetivo de verificar a aquisição por candidatos formados em medicina no exterior de habilidades, competências e conhecimentos considerados necessários ao exercício profissional no Brasil.
Revalida
O exame tem duas edições anuais e é direcionado tanto aos estrangeiros formados em medicina fora do Brasil quanto aos brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.
O Revalida é composto pelas etapas teórica e de habilidades clínicas, que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina:
. clínica médica;
. cirurgia;
. ginecologia e obstetrícia;
. pediatria e medicina da família;
e comunidade (saúde coletiva).
O Revalida não classifica instituições de educação superior de outros países.