Escola Diogo Feijó fortalece comunidade com escolinhas de handebol, ginástica rítmica e badminton em Rio Branco
Com escolinhas de handebol, ginástica rítmica e badminton, a Escola Diogo Feijó, em Rio Branco, vem acolhendo estudantes e jovens da comunidade, oferecendo oportunidades, segurança e formação cidadã por meio da prática esportiva.
A iniciativa, coordenada pela professora de Educação Física Shirley Santos, nasceu da necessidade de ampliar as vivências esportivas dos alunos para além das aulas regulares.
Na quadra da Escola Diogo Feijó, o handebol revela talentos e oferece um espaço seguro para os jovens crescerem dentro e fora do esporte. Foto: Jorge Feitosa/SEE “O projeto foi idealizado para formação dos alunos dentro dessas três modalidades específicas. É mais uma oportunidade que a escola pensou em dar, porque verificamos que a maioria deles não praticava nenhum tipo de esporte”, explica.
Primeiros resultados e crescimento Mesmo em fase inicial, as escolinhas já renderam conquistas. O time de handebol ficou em terceiro lugar no municipal, e o badminton segue mostrando força: “Este ano conseguimos nos classificar e vale lembrar que, mesmo antes das escolinhas, já éramos campeões estaduais e representamos o Acre na fase nacional dos Jogos Escolares”, destaca Shirley.
Para Henrique, o esporte ajuda a se manter longe da ociosidade. Foto: Jorge Feitosa/SEE Henrique Araújo, aluno do 8º ano, encontrou no handebol um novo caminho. “Onde eu moro é muito perigoso. Se não tivesse o treino, eu estaria na rua. Aqui eu fico seguro e consigo me desenvolver”, diz. Mesmo enfrentando dificuldades, Henrique já foi selecionado para competições e sonha em seguir carreira no esporte.
Ana Miriã se sente mais confiante depois que entrou pro handebol da escola. Foto: Jorge Feitosa/SEE Ana Miriã Lima, do 6º ano, encara o handebol como uma forma de crescimento. Uma das poucas meninas do time, ela incentiva outras garotas a participar: “Se as meninas vierem, vão ver que é muito bom. Jogar, ganhar, perder. Tudo faz parte”, declara.
Ginástica rítmica A ginástica rítmica já conta com materiais oficiais adquiridos pela escola e se prepara para participar do Festival de Ginástica Rítmica. “É um projeto inicial, mas queremos que as meninas vivenciem o mundo da competição com segurança e autonomia”, diz a professora.
Escolinha de ginástica rítmica teve início este ano na Diogo Feijó. Foto: Jorge Feitosa/SEE Natiele Moura, de 12 anos, descobriu o esporte graças a uma amiga e já percebe sua evolução: “A ginástica melhora a flexibilidade, a força física e ajuda tanto mentalmente quanto fisicamente”, conta.
Natiele e Thayrini dizem viver a realização de um sonho. Foto: Jorge Feitosa/SEE Para Thayrini Soares, também de 12 anos, a ginástica representa a chance de retomar um sonho da infância: “Eu fazia balé, tive que parar, mas sempre quis praticar ginástica. Agora tenho essa oportunidade. Pretendo seguir nesse esporte para realizar esse sonho”.
A postagem Escola Diogo Feijó fortalece comunidade com escolinhas de handebol, ginástica rítmica e badminton em Rio Branco apareceu primeiro em Notícias do Acre.
Pela primeira vez, Brunch Electronik e NEOPOP unem forças para uma programação contínua que atravessa a tarde e segue até o amanhecer. A proposta reúne nomes influentes do afro house, house global e techno contemporâneo, num encontro que coloca Lisboa no centro das atenções do circuito internacional.
A partir das 14h, o público acompanha uma jornada sonora conduzida por Shimza, Francis Mercier, Avö e Ari Girão, criando uma narrativa que cruza raízes africanas, ritmos percussivos, espiritualidade e estética europeia. À noite, a energia se transforma com Marlon Hoffstadt, BIIA, Courtesy e KÜIÃ, numa celebração das linguagens que hoje moldam a cultura clubbing.
Shimza — presença global e capa da DJ Mag. Um dos nomes mais influentes do Afro Tech contemporâneo, Shimza chega ao Brunch Electronik x NEOPOP num momento marcante da sua carreira, após estampar a capa da DJ Mag global. O artista sul-africano construiu um percurso que une música, impacto social e inovação, com lançamentos em selos como Cadenza e Knee Deep In Sound, além do seu projeto KUNYE, que conecta novos talentos da África ao mundo. Seu domínio técnico, sua narrativa cultural e sua presença magnética fazem do set diurno um dos momentos mais esperados do evento.
Ao lado de Shimza, o período diurno destaca artistas que dialogam diretamente com sua estética. Avö, produtor e DJ do Porto, traz influências do afro house e do melodic house, com suporte de nomes como Black Coffee, Keinemusik e Adriatique. Conhecido por performances energéticas e pela capacidade de leitura precisa da pista, Avö representa a nova fase da música de dança portuguesa.
Francis Mercier — o encontro entre culturas e espiritualidade Haitiano radicado nos Estados Unidos, Francis Mercier tornou-se um dos grandes embaixadores do afro house no mundo. Sua discografia mistura percussões, vocalizações ancestrais e melodias influenciadas pelo Caribe, Levante, África e pela cena house norte-americana. Como fundador da Deep Root Records e da plataforma Solèy, Mercier amplia o alcance de artistas globais e cria pontes entre culturas, mercados e gerações. Seus shows percorrem Londres, Ibiza, Marrakech, Paris e Nova Iorque, sempre guiados por uma proposta emocional e conectada.
A presença de Francis dialoga com a de Ari Girão, DJ lisboeta com carreira internacional desde 2007, que já passou por palcos como Rock in Rio, Zamna, Ushuaïa Ibiza e eventos corporativos de grandes marcas. Seus sets misturam house, afro house, melodic e organic, e refletem uma trajetória que equilibra técnica, versatilidade e sólida experiência de pista.
Marlon Hoffstadt — a estreia mais aguardada da noite lisboeta. A noite ganha outro tom com Marlon Hoffstadt, também conhecido como DJ Daddy Trance, que faz sua estreia em Lisboa após um ano histórico marcado por apresentações no Electric Daisy Carnival Las Vegas e ações de grande repercussão durante o Amsterdam Dance Event. Símbolo da nova geração rave europeia, Hoffstadt une trance, house e techno numa linguagem que se move entre o pop e o underground, sempre com uma abordagem livre de rótulos.
O artista construiu uma comunidade fiel através do seu projeto Club Heart Broken e da sua produção prolífica, que inclui remixes para nomes como Madonna e Kylie Minogue e transmissões de impacto no Boiler Room. Sua apresentação no Brunch Electronik x NEOPOP promete ser o ponto de virada da noite, marcando a chegada de um artista que tem remodelado as dinâmicas da pista global.
A brasileira KÜIÃ é um dos destaques da noite.
Ao lado dele no período noturno, BIIA acrescenta intensidade e experimentação com narrativas sonoras que vão do techno dos anos 90 a vocais conceituais contemporâneos. Courtesy, artista dinamarquesa baseada em Berlim, expande o diálogo entre música, performance e artes visuais, trazendo um repertório que passou por Berghain, Tresor, Sonar e Primavera. Já KÜIÃ (foto acima), brasileira do Pará vem se destacando na cena eletrônica do Porto com sets que já marcaram Outra Cena e Alinea A 12th Anniversary.
O Pavilhão Carlos Lopes adiciona um charme especial a festa com sua arquitetura clássica
O Brunch Electronik x NEOPOP consolida uma proposta que articula diversidade, conexão cultural e inovação. O encontro entre afro house, house global e techno evidencia uma Lisboa que acolhe diferentes fluxos artísticos e se afirma como um dos polos mais relevantes da música eletrónica na Europa. A curadoria equilibrada entre artistas internacionais e talentos locais reforça o caráter inclusivo do evento e cria uma experiência contínua que atravessa o dia e a noite. O formato Day & Night amplia as fronteiras entre o festival e o club, conectando diferentes públicos e sonoridades sob uma mesma curadoria, e reafirma o papel da cidade como um dos pólos criativos mais ativos da Europa.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (18) o julgamento que pode condenar os dez réus do Núcleo 3 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A sessão está prevista para começar às 9h e será retomada com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que vai proferir voto pela condenação ou absolvição dos acusados.
Em seguida, serão proferidos os votos dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Com a mudança de Luiz Fux para a Segunda Turma, somente os quatro ministros vão participar do julgamento.
Nas duas sessões realizadas na semana passada, o colegiado ouviu as sustentações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou pela condenação dos réus, e das defesas, que negaram participação dos acusados na trama.
O núcleo é composto por nove militares do Exército e um policial federal. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Os acusados são conhecidos como “kids-pretos”, militares que integraram o grupamento de forças especiais do Exército. Eles são acusados pela PGR de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista e tentar sequestrar e matar o ministro Alexandre de Moraes, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fazem parte deste núcleo os seguintes investigados:
Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Estevam Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel);
Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
Wladimir Matos Soares (policial federal).
Outros núcleos
Até o momento, o STF já condenou 15 réus pela trama golpista. São sete condenados do Núcleo 4 e mais oito acusados que pertencem ao Núcleo 1, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O grupo 2 será julgado a partir de 9 de dezembro.
O núcleo 5 é formado pelo empresário Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele mora dos Estados Unidos, e não há previsão para o julgamento.
PF identifica dois suspeitos de participar de ataque a indígenas no MS
A Polícia Federal (PF) identificou dois suspeitos de participar de um ataque armado a um grupo de indígenas Guarani Kaiowá, em Iguatemi (MS), a cerca de 394 quilômetros (km) da capital do estado, Campo Grande. Um indígena morreu no ataque.
Segundo a superintendência estadual da PF, um dos suspeitos foi reconhecido por um dos quatro indígenas feridos com armas de fogo ou balas de borracha. Ele foi preso em flagrante.
Conforme a reportagem apurou, o homem detido é de nacionalidade paraguaia e se declara indígena. Casado com uma indígena brasileira, ele chegou a morar na ocupação chamada Pyelito Kue, alvo do ataque registrado na madrugada deste domingo (16).
A PF não divulgou as identidades dos dois suspeitos, nem informou se o segundo deles chegou a ser detido, mas revelou que chegou até eles após equipes da PF e do Instituto de Criminalísticas deslocadas para atender a ocorrência apreenderem duas espingardas calibre 12 “utilizadas por seguranças privadas de uma fazenda” e coletarem cápsulas e material biológico que acharam no local do ataque. As armas ainda vão ser periciadas.
Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ao menos 20 homens fortemente armados atacaram os guarani kaiowá que participam da retomada de Pyelito Kue, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, em Iguatemi.
Ainda de acordo com o órgão indigenista vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb), o ataque ocorreu por volta das 4h da madrugada, pegando de surpresa parte dos indígenas que dormiam, incluindo crianças e mulheres.
O indígena Vicente Fernandes Vilhalva, 36 anos, foi alvejado na cabeça. Ele não resistiu à gravidade do ferimento e morreu no local.
Segundo testemunhas, os atiradores ainda tentaram levar seu corpo, sendo impedidos por outros indígenas. Outros quatro Guarani Kaiowá foram feridos, entre eles dois adolescentes e uma mulher.
As autoridades policiais estão apurando se uma segunda morte, de um vigilante, funcionário de uma empresa de segurança privada que atua na região, tem relação com o ataque a Pyelito Kue.
No domingo, a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública chegou a relacionar, em uma nota oficial, a morte de Silva ao ataque contra os Guarani Kaiowá, mas a responsável pela empresa para a qual o vigilante trabalhava garantiu à reportagem que ele morreu em outras circunstâncias, conforme consta do atestado de óbito.
Em nota, a empresa se referiu a um “grave incidente ocorrido durante uma operação de escolta armada”.
Já a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) cobrou, em nota, “uma investigação rigorosa e uma ação conjunta para combater os grupos de pistoleiros que atuam na região” e que “fortaleça a proteção dos indígenas e de seus territórios”.
“É inaceitável que indígenas continuem perdendo suas vidas por defender seus territórios”, destacou a fundação, acrescentando que o ataque a Pyelito Kue se insere em um contexto de retomada de áreas reivindicadas como territórios tradicionais indígenas.
“As retomadas dos indígenas Guarani Kaiowá na região se intensificaram nos últimos meses com o objetivo de frear a pulverização de agrotóxicos, que vem causando adoecimento e gerando insegurança hídrica e alimentar”, sustenta a Funai.
A fundação lembra que o crime ocorre justamente no momento em que pessoas de todo o mundo estão reunidas para tratar da importância dos povos indígenas na mitigação climática, em debate na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
A área de Pyelito Kue integra a Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I, sobreposta à Fazenda Cachoeira. A região foi retomada pelos indígenas em 3 de novembro.
A comunidade afirma esperar há cerca de 40 anos pela conclusão do processo demarcatório.
Novas tecnologias podem zerar pegada de carbono do etanol, apontam Embrapa e Unicamp
Um estudo assinado por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e publicado no veículo científico ScienceDirect mostra que a adoção de duas tecnologias que promovem a captura de carbono poderia reduzir a pegada do etanol brasileiro a níveis próximos de zero ou até negativos.
Leia também:
Na COP 30, Embrapa lança laboratório para acelerar bioeconomia e sistemas agroflorestais
Embrapa e MBRF lançam selo Carne Baixo Carbono, que valoriza “boi China”
A pesquisa avaliou como a integração de BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage, na sigla em inglês), tecnologia que captura o carbono emitido na produção de etanol e energia em usinas de cana-de-açúcar, junto com a aplicação de biocarvão (ou biochar) em áreas agrícolas, pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa e ampliar benefícios ambientais do programa brasileiro RenovaBio.
Os pesquisadores observaram separadamente os efeitos da BECCS tanto na etapa de fermentação do caldo para produzir etanol quanto na queima do bagaço e da palha para gerar vapor e eletricidade. Em ambas as fases, há liberação de carbono que pode ser capturado e injetado em formações rochosas subterrâneas não porosas, onde ele permanece armazenado de forma segura.
“A fermentação se mostra a opção mais promissora, já que o CO₂ emitido nesse processo é relativamente puro e tecnicamente mais fácil de capturar”, explicou Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, referindo-se ao armazenamento de carbono na fase de fermentação.
“A captura na combustão, embora capaz de gerar emissões negativas em larga escala, esbarra em custos muito mais altos e em desafios de infraestrutura”, acrescentou ela.
Os cientistas também avaliaram o efeito de utilizar biochar nas lavouras. O biochar é um material vegetal, como o bagaço da cana, submetido a um processo de aquecimento com pouco oxigênio chamado pirólise, que transforma o material em uma estrutura sólida de carbono. Aplicado ao solo, ele melhora suas propriedades físicas e atua como reservatório de carbono de longa duração.
Comparação das emissões
Tomando por base a metodologia adotada no programa RenovaBio, criado em 2017 para estimular a produção de biocombustíveis, a pesquisa da Embrapa e da Unicamp identificou que a implementação de BECCS na etapa de fermentação poderia reduzir a intensidade de carbono do etanol hidratado (vendido nas bombas sem mistura com a gasolina) para +10,4 gramas de dióxido de carbono equivalente por megajoule (gCO₂e/MJ), de 32,8 gCO₂e/MJ atualmente.
Já considerando somente a aplicação de biochar nos canaviais, na proporção de uma tonelada por hectare, o valor cairia para +15,9 gCO₂e/MJ.
“Em cenários mais ambiciosos, a captura de carbono também durante a combustão da biomassa permitiria resultados negativos, alcançando –81,3 gCO₂e/MJ”, disse Lucas Pereira, pesquisador associado à equipe de Avaliação de Ciclo de Vida da Embrapa Meio Ambiente.
O estudo também estima que a combinação de armazenamento de carbono (fermentação e combustão) e biochar em todas as usinas certificadas poderia resultar em até 197 MtCO₂e em créditos de carbono, o equivalente a 12% de todas as emissões brasileiras em 2022. O cenário mais viável, com BECCS aplicado apenas na fermentação, capturaria cerca de 20 MtCO₂e por ano.
A título de comparação, o Brasil tem como meta reduzir suas emissões líquidas totais para 1.200 MtCO₂e até 2030.
O RenovaBio, criado em 2017, estabeleceu o comércio de um ativo ambiental chamado CBIO ou crédito de descarbonização, que equivale a uma tonelada de carbono não emitido. Os CBIOs são comercializados em bolsa e podem ser adquiridos por distribuidoras de combustíveis fósseis para compensar suas emissões, criando um mercado regulado.
Hoje, nenhuma das mais de 300 usinas certificadas pelo RenovaBio adota as tecnologias citadas pela pequisa em virtude dos custos altos, de acordo com a Embrapa. Enquanto os CBIOs negociados em bolsa giram em torno de US$ 20 por tonelada de CO₂, os custos estimados de BECCS variam de US$ 100 a US$ 200 por tonelada. Já o biochar custa em média US$ 427 por tonelada.
Gasolina e veículos elétricos
Os pesquisadores compararam as emissões de veículos movidos a etanol, a gasolina e elétricos, usando dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) e do banco internacional ecoinvent. Mesmo sem tecnologias de emissão negativa, o etanol de cana apresenta menor intensidade de carbono que a gasolina, de origem fóssil.
Com a adoção de BECCS e biochar, a diferença se amplia. Em alguns cenários, o etanol pode apresentar desempenho ambiental comparável ou superior ao de veículos elétricos carregados com eletricidade média do sistema brasileiro, segundo a pesquisa.
Os cientistas sugerem que políticas complementares, linhas de financiamento e a participação no mercado voluntário de carbono (VCM) serão cruciais para destravar os investimentos. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, o crédito tributário 45Q remunera projetos de captura de carbono com até US$ 180 por tonelada de carbono equivalente, muito acima da média praticada no Brasil.
“O futuro do etanol dependerá menos da disponibilidade técnica e mais da capacidade de o Brasil articular incentivos econômicos que tornem o carbono negativo um ativo competitivo no mercado internacional”, diz a Embrapa.
Vice-governadora Mailza conhece o maior navio de guerra da América Latina, presente em Belém para reforço da COP30
Em Belém para a COP30, a vice-governadora Mailza Assis visitou nesta segunda-feira, 17, o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) Atlântico, considerado o maior navio de guerra da América Latina e uma das principais estruturas estratégicas da Marinha do Brasil. A embarcação está atracada em Belém desde setembro para reforçar ações de segurança, logística, monitoramento e apoio humanitário durante o evento climático global.
Construído em 1998 e adquirido do Reino Unido em 2018, o NAM Atlântico possui 208 metros de comprimento por 36 de largura, 22 mil toneladas, estrutura equivalente a um prédio de 70 andares, e capacidade para transportar tropas, veículos blindados, helicópteros, equipamentos militares, além de servir como hospital flutuante.
Durante a visita, a vice-governadora conheceu áreas estratégicas, como o Centro de Operações de Combate, Sala Vermelha de Comando e Controle, Centro de Operações da Força Conjunta, Comando da Navegação, Torre de Operações Aéreas e o complexo hospitalar equipado com sala de trauma, raio X, consultório odontológico, leitos e UTI, permitindo atendimentos de emergência e cirurgias a bordo, inclusive em cenários de resgate e desastres climáticos.
Foto: Neto Lucena/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0243-300×200.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0243-1024×683.jpg” class=”size-large wp-image-897470″ alt=”” width=”800″ height=”534″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Navio também conta com complexo hospitalar. Foto: Neto Lucena/Secom
A embarcação reforça o Comando Operacional Conjunto Marajoara, estrutura criada pelo Ministério da Defesa para execução das ações de segurança e defesa da COP30 e para a Operação Atlas. Além de 1050 militares, o navio transportou 435 toneladas de equipamentos, incluindo 83 veículos, sendo 6 blindados, e quatro helicópteros, sendo preparado também para missões de apoio humanitário, operações anfíbias e logística em áreas remotas.
Foto: Neto Lucena/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0246-300×200.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0246-1024×683.jpg” class=”size-large wp-image-897473″ alt=”” width=”800″ height=”534″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Vice-governadora reforçou o papel humanitário da Marinha. Foto: Neto Lucena/Secom
Durante a visita, a vice-governadora que também é secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, reforçou o papel humanitário, estratégico e social da Marinha, destacando o histórico de cooperação com o Acre.
“Quero agradecer ao comandante José Paulo e a toda a equipe da Marinha por nos receber e apresentar essa estrutura magnífica, que orgulha o Brasil e protege nossa soberania. É emocionante saber que esse navio não atua apenas na defesa, mas também salva vidas, oferece atendimento médico e responde a emergências, como vimos nas operações em enchentes. Deixo o abraço do povo acreano e meu reconhecimento pelo trabalho exemplar da Marinha do Brasil”, disse.
Foto: Neto Lucena/Secom
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0230-300×200.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0230-1024×683.jpg” class=”size-large wp-image-897471″ alt=”” width=”800″ height=”534″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>Comandante Capitão de Mar e Guerra José Paulo agradeceu a presença da vice-governadora. Foto: Neto Lucena/Secom
O Comandante Capitão de Mar e Guerra José Paulo Azeredo agradeceu a presença da vice-governadora e falou da importância do diálogo institucional.
“É uma satisfação receber a senhora e apresentar o trabalho que realizamos. O navio veio do Rio de Janeiro, demorou 12 dias para fazer essa travessia, trazendo pessoal e material para reforçar essas posições de órgãos de segurança pública aqui. O NAM Atlântico é um conjunto de capacidades preparado tanto para defesa quanto para apoio humanitário. Estamos aqui integrados às ações da COP30, reforçando segurança, transporte, análise e resposta emergencial”, disse.
NAM Atlântico é o maior navio de guerra da América Latina. Foto: Marinha do Brasil
” data-medium-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0249-300×167.jpg691bf1e7d23bc.jpg” data-large-file=”https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2025/11/localimages/IMG-20251117-WA0249-1024×570.jpg691bf1e806e2c.jpg” class=”size-large wp-image-897477″ alt=”” width=”800″ height=”445″ sizes=”(max-width: 800px) 100vw, 800px”>NAM Atlântico é o maior navio de guerra da América Latina. Foto: Marinha do Brasil
Coordenador do Juntos Pelo Acre e delegado da ADESG, Lauro Santos, falou da importância da visita e apresentou um pouco do trabalho assistencial do programa.
“O navio representa soberania, proteção e suporte humanitário. O Acre tem parceria histórica com a Marinha, reconhecendo seu papel fundamental nos atendimentos ribeirinhos, como os realizados pelo Navio Hospital Dr. Montenegro, que salva vidas todos os anos na Amazônia”, disse ele, acrescentando que no próximo ano, o navio Montenegro deve fortalecer a parceria com o Juntos Pelo Acre em regiões como a Serra do Divisor, Vila Restauração e Foz do Breu.
Parceria com o Acre
Quando senadora, Mailza destinou mais de R$ 1,2 milhão em emendas parlamentares para a Marinha, incluindo manutenção de embarcações em Cruzeiro do Sul, aquisição de viaturas e motores de popa, além de apoio ao Navio de Assistência Hospitalar Dr. Montenegro.
Ao final da visita, a vice-governadora presenteou o comandante com peças de marchetaria produzidas pelo artesão acreano Maqueson Pereira, destacando a cultura amazônica e a identidade artesanal do estado.
“Muito obrigado pelo presente e pela gentileza. Tenho certeza que será muito apreciado em casa, especialmente pela minha esposa, que valoriza muito esse tipo de arte. Esses gestos fortalecem vínculos e mostram o quanto nossos estados são ricos em cultura”, enfatizou o comandante.
Paul McCartney lança faixa silenciosa em protesto contra IA
O ex-Beatle Paul McCartney anunciará, em dezembro, o lançamento de uma faixa silenciosa como parte de uma reedição especial do álbum Is this what we want? (É isso o que queremos?).
O ex-Beatle Paul McCartney anunciará, em dezembro, o lançamento de uma faixa silenciosa como parte de uma reedição especial do álbum Is this what we want? (É isso o que queremos?). A faixa, intitulada Bonus Track, será uma gravação de um “estúdio vazio”, com uma sucessão de ruídos, e terá duração de 2 minutos e 45 segundos. A ação faz parte de um protesto contra um projeto de lei que flexibiliza os direitos autorais em favor da inteligência artificial (IA).
A reedição do álbum será lançada em vinil no dia 8 de dezembro, com apenas mil cópias disponíveis, e incluirá a faixa inédita de McCartney. O álbum original, que já foi lançado em versão digital em fevereiro de 2025, reúne contribuições de mais de mil artistas, incluindo Annie Lennox, Damon Albarn, Jamiroquai e Max Richter. O objetivo é pressionar o governo britânico a rejeitar um projeto que permitiria que empresas de tecnologia usassem obras musicais para treinar modelos de IA sem a necessidade de autorização ou pagamento aos autores.
O coletivo responsável pelo projeto, também chamado Is this what we want?, afirma que o álbum – composto por gravações feitas em estúdios e salas de espetáculos vazias – simboliza o impacto que as propostas do governo teriam sobre a indústria musical. “Ilustramos, através do silêncio, o vazio que as propostas podem causar na vida dos músicos e na economia criativa”, disseram os organizadores em comunicado.
McCartney, aos 83 anos, já havia se manifestado publicamente contra a flexibilização dos direitos autorais. Ele foi um dos 400 artistas, incluindo Elton John, Coldplay e Dua Lipa, que assinaram uma carta aberta pedindo ao governo britânico que proteja a indústria musical. O projeto de lei, que deverá ser apresentado em 2026, visa criar uma exceção na lei de direitos autorais, permitindo que empresas de IA usem conteúdo criativo sem a necessidade de pagar ou obter permissão dos artistas.
A proposta gerou grande indignação entre músicos e produtores. De acordo com uma pesquisa recente da associação UK Music, dois em cada três artistas e produtores acreditam que a IA representa uma ameaça para suas carreiras. O debate sobre o impacto da IA na indústria musical segue aquecido, com muitos defendendo que a tecnologia não pode ser usada para minar os direitos dos criadores de conteúdo.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que está apurando o caso em que policiais militares foram até uma escola, armados, após um pai ter acionado a polícia depois de a filha ter feito um desenho de orixá.
Quatro policiais militares entraram, portando armas, na Emei Antônio Bento (Butantã), depois de terem recebido a ligação do pai. O caso ocorreu na tarde da última quarta-feira (12). O pai teria dito que a filha estaria sendo obrigada a ter aula de religião africana.
No dia anterior, terça-feira (11), o pai da criança já havia ido à escola demonstrar sua insatisfação em relação à aula e teria se portado de maneira inadequada, retirando do mural o desenho de Iansã que a filha havia feito.
Os policiais permaneceram na escola por mais de uma hora e foram embora por volta das 17h10 junto com o pai da aluna.
Em nota, a diretora Aline Aparecida Nogueira informou que a escola “não trabalha com doutrina religiosa” e que o “trabalho centrado a partir do currículo antirracista”. Ela disse ainda ter sido “coagida e interpelada pela equipe por aproximadamente 20 minutos”.
O caso provocou revolta nas famílias que têm filhos na unidade escolar. Eles se dispuseram a prestar depoimento sobre o ocorrido.
Repercussão
Em nota à Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a “Polícia Militar instaurou apuração sobre a conduta da equipe que atendeu à ocorrência, inclusive com a análise das imagens das câmeras corporais”. Segundo o órgão, a professora da unidade de ensino registrou boletim de ocorrência contra o pai da estudante “por ameaça”.
A Secretaria Municipal de Educação também se manifestou sobre o caso e escreveu que “o pai recebeu esclarecimento que o trabalho apresentado por sua filha integra uma produção coletiva do grupo” e que a atividade “faz parte de propostas pedagógicas da escola, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena dentro do Currículo da Cidade de São Paulo”.
O Sindicato dos Profissionais de Educação manifestou apoio aos responsáveis pela Emei Antonio Bento e afirma que a entrada dos policiais na unidade “gerou constrangimento, intimidação e profundo abalo emocional na equipe escolar”. O sindicato ainda informou que a atividade desenvolvida tem respaldo pedagógico e que “repudia qualquer violação à autonomia pedagógica, qualquer forma de intimidação aos profissionais da educação e qualquer situação que coloque em risco a segurança física e emocional de educadores e estudantes”. A entidade pede a apuração dos fatos.
A deputada federal Luciene Cavalcanti e o deputado estadual Carlos Giannazi, ambos do PSOL, acionaram o Ministério da Igualdade Racial para que acompanhe o caso.
O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, informou nesta segunda-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares e civis que participaram da Operação Contenção foram preservadas.
As informações foram enviadas ao Supremo antes do término do prazo concedido pelo ministro para o governo estadual prestar esclarecimentos sobre a operação, que matou 121 pessoas no dia 28 de outubro. O prazo termina hoje.
De acordo com o governador, as câmeras foram usadas por 60 policiais, e as gravações desses equipamentos foram salvas. Contudo, parte dos equipamentos apresentou falhas, que causaram a inoperância de 30 câmeras.
“As imagens das câmeras utilizadas pelos policiais civis e militares foram devidamente preservadas. No âmbito da Polícia Civil, todas as gravações realizadas durante a operação classificadas no modo Evidência, assegurando sua preservação integral pelo prazo contratual. Já a Polícia Militar, por intermédio de sua corregedoria, requisitou à Diretoria de Infraestrutura e Tecnologia a adoção das medidas técnicas necessárias para a preservação de todas as imagens captadas pelas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) durante a operação”, afirmou Castro.
O governador também informou que vai enviar à Corte as cópias dos laudos necroscópicos dos mortos na operação. A transmissão dos dados será feita por meio de uma VPN (rede privada) devido ao “conteúdo sensível” dos documentos.
Alexandre de Moraes é o relator temporário do processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.
“Divisor de águas”
No documento enviado à Corte, o governo do Rio argumenta que a realização da Operação Contenção deve ser reconhecida como uma “política pública de defesa institucional”.
A procuradoria do estado diz que a operação foi uma resposta institucional necessária e proporcional para combater o narcotráfico no Complexo da Penha e fruto do trabalho de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público.
“Mais do que uma ação policial, a Operação Contenção deve ser reconhecida como uma política pública de defesa institucional, jurídica e social, concebida sob parâmetros de inteligência estratégica, responsabilidade estatal e controle democrático, simbolizando um marco de resistência, coragem e efetividade no enfrentamento ao crime organizado”, diz o relatório.
O governo do Rio também classificou a operação como “divisor de águas” no enfretamento à criminalidade.
“A Operação Contenção representa um divisor de águas no enfrentamento qualificado ao crime organizado, demonstrando que a presença do Estado é permanente, a ação policial é técnica e controlada, e o compromisso institucional com a paz social é inegociável”, completou o documento.
Ex-jogador Robinho é transferido do presídio de Tremembé para Limeira
O ex-jogador Robson de Souza, o Robinho, foi transferido hoje da Penitenciária II Dr. José Augusto César Salgado, conhecida como Tremembé, para o Centro de Ressocialização de Limeira.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária a transferência foi feita após pedido da defesa do custodiado.
Robinho está preso desde março de 2024 e teve novo pedido de liberdade, por meio de recurso, negado em setembro deste ano.
O atleta foi condenado pela justiça italiana por participar de um estupro em 2013, na cidade de Milão.
A decisão da corte italiana foi aceita pelo judiciário brasileiro, que negou o pedido inicial de extradição mas deu cumprimento à pena, de nove anos de prisão.