sábado, 7 março, 2026
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Comissões da Aleac se reúnem para deliberar e votar projetos antes do recesso de fim de ano

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Comissões da Aleac se reúnem para deliberar e votar projetos antes do recesso de fim de ano

As comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) encontram-se reunidas na manhã desta quarta-feira (17), para deliberar uma série de matérias que tramitam na Casa. O objetivo é analisar e votar todas as propostas ainda hoje, durante a última sessão ordinária do ano antes do recesso parlamentar. A pauta inclui projetos de autoria dos deputados estaduais e também propostas encaminhadas pelo Poder Executivo.

De acordo com o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (Progressistas), o objetivo é concluir a análise e votação das proposições pendentes antes do encerramento do ano legislativo. “Hoje as gavetas serão limpas. A gente quer entrar no recesso com todas as matérias apreciadas, dando uma resposta clara à sociedade acreana”, afirmou.

Entre os principais itens da pauta está a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que define o orçamento do Estado para o exercício de 2026. A matéria é considerada uma das mais importantes do calendário legislativo, por estabelecer as diretrizes de investimentos e gastos do governo estadual para o próximo ano.

Além da LOA, as comissões devem apreciar projetos voltados a diversas áreas, como saúde, infraestrutura, educação e desenvolvimento econômico, reforçando o compromisso do Parlamento acreano com a celeridade e a responsabilidade na tramitação das proposições.

Com a conclusão dos trabalhos nesta quarta-feira, a Aleac encerra oficialmente as atividades legislativas de 2025, entrando em recesso parlamentar, com previsão de retorno no início do próximo ano.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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Decisão do STF garante renda a mulheres afastadas por violência doméstica

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Decisão do STF garante renda a mulheres afastadas por violência doméstica

O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou regras claras sobre a manutenção da renda de mulheres que precisam se afastar do trabalho em razão de violência doméstica. Por unanimidade, os ministros decidiram, nesta última segunda-feira (15/12), que o pagamento durante o período de afastamento deve ser garantido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou pela assistência social, a depender da situação previdenciária da vítima.

O entendimento foi firmado em julgamento no plenário virtual e passa a valer como referência obrigatória para todo o Judiciário. A decisão busca evitar que mulheres protegidas por medidas judiciais acabem penalizadas financeiramente ao se afastarem do ambiente de trabalho para preservar a integridade física e psicológica.

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Foto: Fellipe Sampaio/STF
Flávio DinoFoto: Fellipe Sampaio/STF
Divulgação: STF
Plenário do STFDivulgação: STF
Reprodução: Internet
Supremo Tribunal Federal (STF)Reprodução: Internet
Foto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil
Fachada do STF em BrasíliaFoto: Fabio Rodrigues/Pozzebom/Agência Brasil
Divulgação: SMDF
Campanha contra violência à mulherDivulgação: SMDF

De acordo com o voto do relator, ministro Flávio Dino, mulheres seguradas do Regime Geral de Previdência Social terão direito a um benefício de natureza previdenciária. Nessas situações, o empregador arca com a remuneração apenas nos primeiros 15 dias de afastamento. Após esse período, o pagamento passa a ser feito pelo INSS por até seis meses.

Quando não houver relação de emprego, mas a mulher contribuir regularmente para a Previdência, o custeio do benefício será integralmente assumido pelo INSS desde o início do afastamento. Já nos casos em que a vítima não possui qualquer vínculo previdenciário, por atuar de forma informal e sem contribuições, o STF entendeu que a proteção financeira deve ocorrer por meio da assistência social. Nessa última hipótese, o auxílio terá caráter assistencial. O valor não é fixo e pode variar conforme as necessidades da família e o custo de vida local.

A controvérsia chegou ao Supremo por meio de um recurso apresentado pelo próprio INSS, que questionava uma decisão da Justiça do Paraná determinando o pagamento do salário de uma mulher afastada do trabalho por violência doméstica. O órgão alegava que o benefício não poderia ser concedido sem a caracterização de incapacidade laboral, argumento que foi rejeitado pela maioria dos ministros.

Dira Paes celebra clima nos bastidores de “Três Graças” e elogia Belo: “Um privilégio”

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Dira Paes celebra clima nos bastidores de “Três Graças” e elogia Belo: “Um privilégio”

Durante a confraternização da novela “Três Graças”, realizada em um restaurante em Curicica, zona oeste do Rio de Janeiro, nesta última terça-feira (16/12), a atriz Dira Paes falou com entusiasmo sobre o ambiente de trabalho da produção e a relevância das histórias apresentadas na trama. Em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, a artista ressaltou o clima de união entre o elenco e a equipe, além de comentar sua experiência contracenando com o cantor Belo.

Segundo Dira, o sucesso da novela passa, antes de tudo, pela relação construída nos bastidores. “É uma equipe que se gosta, que promove encontros lindos e que quer celebrar os bons momentos. Trabalhar com prazer, uma das coisas que acho que são mais importantes na vida. Você conseguir unir essas duas coisas, trabalho e ao mesmo gostar de ir pro trabalho, é uma coisa linda! É um privilégio”, afirmou. Para a atriz, conseguir unir realização profissional e afeto no cotidiano é um dos grandes valores da vida.

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Foto: Lucas Louis
Dira PaesFoto: Lucas Louis
Divulgação: Globo
Alana Cabral, Sophie Charlotte e Dira Paes em gravação de “Três Graças”Divulgação: Globo
Reprodução: Instagram/@dirapaes
Belo e Dira Paes nos bastidores de “Três Graças”Reprodução: Instagram/@dirapaes
Reprodução: Instagram/@dirapaes
Dira Paes abre bastidores de “Três Graças” na GloboReprodução: Instagram/@dirapaes
Foto: Fabiano Battaglin/Globo
Gerluce (Sophie Charlotte) é empurrada para fora do ônibus sob um coro de ofensas em “Três Graças”Foto: Fabiano Battaglin/Globo

A artista também destacou o impacto social de “Três Graças”, ressaltando que a trama traz narrativas intensas e conectadas à realidade do público. Dira interpreta Lígia, mãe da protagonista Gerluce, vivida por Sophie Charlotte. A personagem enfrentou desafios desde cedo ao engravidar na adolescência e criar sua filha sozinha, uma situação muito comum no retrato de histórias de mulheres brasileiras. Dira frisou ainda o compromisso da produção com a representatividade: “A gente quer que as pessoas se sintam representadas por onde a gente passa. Acho que ‘Três Graças’ conta a história de muita gente”.

Outro ponto comentado foi a parceria em cena com Belo, que participa da novela. Dirá não economizou elogios ao colega. “Belo é maravilhoso, uma pessoa incrível. Sou fã do Belo agora! Realmente, da pessoa, do colega, de ser gostoso o nosso papo. É muita afinidade”, disse. Ela destacou a afinidade entre os dois e também com o ator Marquinhos, formando um trio que, segundo ela, garante leveza e sintonia nos encontros. “Quando a gente se encontra é maravilhoso!”, completou ela.

A novela “Três Graças”, transmitida às 21h na Globo, começou a ser exibida no dia 20 de outubro deste ano e estreou com índices promissores, chegando a marcar médias na casa dos 23 pontos na Grande São Paulo e gerando repercussão nas redes sociais. A trama ocorre em São Paulo e gira em torno de três gerações de mulheres da família Graças: avó, mãe e filha. Elas lutam para enfrentar injustiças sociais, dramas pessoais e conflitos familiares em uma comunidade marcada por desigualdade e violência.

Fluminense se pronuncia após familiares de dirigentes da CBF comemorarem classificação do Vasco

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Fluminense se pronuncia após familiares de dirigentes da CBF comemorarem classificação do Vasco

Após o Portal LeoDias revelar imagens de familiares de dirigentes da CBF, como o filho e a esposa do presidente Samir Xaud, e a esposa do diretor de seleções, Gustavo Feijó, torcendo para o Vasco nas semifinais da Copa do Brasil que teriam causado incômodo a dirigentes do Fluminense, o departamento de comunicação do tricolor procurou nossa reportagem para se pronunciar sobre o ocorrido. Em nota, o clube negou revolta e afirmou que a isenção imposta a dirigentes da entidade não impede familiares, e os próprios dirigentes, de torcerem por seus times do coração.

A propósito da nota publicada neste portal, ontem, não procede a informação de que a presença de possíveis parentes do presidente e diretor da CBF comemorando a classificação vascaína, no Maracanã, teria incomodado a diretoria do Fluminense. Nenhum integrante da equipe ou diretoria viu tal cena, e sequer reconheceria as pessoas citadas. Além disso, o Fluminense considera que o dever de isenção, a que todo dirigente de entidade se obriga, não tira a liberdade de familiares, ou dos próprios dirigentes, de torcerem pelo seu time de coração“, afirmou o clube em nota.

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Familiares de dirigentes da CBF são flagrados torcendo pelo Vasco e revoltam o Fluminense – Mariana Feijó, à esquerda, e Natalia Xaud, ao lado de criançasReprodução
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Familiares de dirigentes da CBF são flagrados torcendo pelo Vasco e revoltam o Fluminense (Gabriel Xaud à direita)Reprodução
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Vídeo postado pelo filho de Samir Xaud do campo do MaracanãReprodução
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Vídeo postado pelo filho de Samir Xaud do campo do MaracanãReprodução
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Vídeo postado pelo filho de Samir Xaud do campo do MaracanãReprodução

Entenda o caso

Neste domingo (14/12), ocorreram os confrontos decisivos pela semifinal da Copa do Brasil. Porém, o jogo que determinou a classificação do Vasco ficou marcado por outros acontecimentos além da vitória do cruzmaltino nos pênaltis. Natália Xaud e Gabriel Xaud, esposa e filho do presidente da CBF, Samir Xaud, e Mariana Feijó, filha do diretor de futebol da CBF, Gustavo Feijó, foram flagrados no Maracanã torcendo para o time vencedor, com direito até a entrada no campo para tietar os jogadores.

De acordo com relatos, Natália Xaud e Mariana Feijó acompanharam a partida nas tribunas do Maracanã vestindo o uniforme do Vasco. Já Gabriel Xaud, além de comemorar a classificação, entrou no gramado após o apito final, onde posou para fotos, gravou vídeos e celebrou com jogadores do elenco cruzmaltino.

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Com decisão judicial favorável, Alexandre Frota é reintegrado ao cargo de vereador na Câmara de Cotia

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Com decisão judicial favorável, Alexandre Frota é reintegrado ao cargo de vereador na Câmara de Cotia

Uma ordem judicial de caráter provisório garantiu o retorno de Alexandre Frota (PDT) à Câmara Municipal de Cotia, recolocando o parlamentar no exercício do mandato após semanas de impasse jurídico. A decisão foi comunicada oficialmente ao Legislativo nesta última segunda-feira (15/12), como divulgado em nota oficial no site da Casa, obrigando a Câmara a cumprir a recondução enquanto o mérito do processo segue em discussão na Justiça. Ao portal LeoDias, a assessoria de imprensa de Frota também confirmou a informação, ressaltando que, por volta da 19h desta última terça-feira (16/12), Alexandre já sabia que poderia voltar à Câmara, após ligação da Casa.

O despacho foi assinado pelo juiz Rodrigo Aparecido Bueno de Godoy, da 3ª Vara Cível de Cotia, no âmbito de um mandado de segurança. Ao conceder a tutela provisória, o magistrado determinou que Frota reassuma imediatamente as funções, entendendo que o restabelecimento de seus direitos políticos exige efeito prático direto sobre o mandato.

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Alexandre Frota no Programa Flávio RiccoReprodução: LeoDiasTV
Divulgação: Alex Pinners
Alexandre Frota é vereador na Câmara de CotiaDivulgação: Alex Pinners
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Alexandre FrotaDivulgação
Divulgação: Câmara Municipal de Cotia
Vereador Alexandre FrotaDivulgação: Câmara Municipal de Cotia
Reprodução: Instagram/@alexandrefrota_oficial
Alexandre FrotaReprodução: Instagram/@alexandrefrota_oficial

Em posicionamento oficial, a Câmara ressaltou que a medida não tem caráter definitivo e ainda pode ser alvo de contestação ou revisão em instâncias posteriores, já que não houve trânsito em julgado. Mesmo assim, enquanto a liminar estiver em vigor, o Legislativo afirma que está obrigado a cumprir integralmente a decisão. “Os setores competentes desta Casa de Leis estão realizando os trâmites internos, bem como a comunicação oficial da medida a quem de direito. Desta forma, Alexandre Frota deve ser reconduzido ao cargo de vereador ainda no dia de hoje, terça-feira, 16 de dezembro”, divulgou a Câmara Municipal de Cotia.

O caso teve origem na cassação do mandato, ocorrida em outubro, após o trânsito em julgado de uma condenação criminal que resultou na suspensão dos direitos políticos do parlamentar. Porém, a decisão posterior reconheceu a prescrição da pena, reativando esses direitos e abrindo a discussão sobre a necessidade de recondução automática ao cargo.

Para a Justiça, ao menos em análise preliminar, não cabe ao Legislativo avaliar o mérito ou a conveniência de uma ordem judicial válida. Apesar do retorno imediato, o processo segue em andamento.

Após a confirmação da decisão, Alexandre Frota comemorou a decisão em seu perfil no Instagram: “Para os que não queriam , para os que trabalhavam contra , eu volteiiiiiii”, escreveu ele nesta quarta-feira (17/12), em uma publicação em que compartilhou notícias sobre a decisão da Justiça.

Isis Valverde se manifesta após prisão de stalker em seu condomínio

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Isis Valverde se manifesta após prisão de stalker em seu condomínio

O homem que perseguia Isis Valverde há mais de 20 anos foi preso na noite desta terça-feira (16/12). O suspeito, Cristiano Rodrigues Kellermann, tentava falar e encontrar com a atriz em seu condomínio no Joá, no Rio De Janeiro. Procurada pelo portal LeoDias, a artista comentou o incidente e agradeceu o trabalho das autoridades.

“Fui informada sobre a prisão de um homem que vinha me perseguindo há anos. Agradeço o trabalho das autoridades, especialmente da Delegacia Antissequestro (DAS), pela rápida intervenção. Minha prioridade é a segurança da minha família e de todos ao meu redor”, disse Isis em nota.

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Reprodução/Instagram @isisvalverde
Reprodução/Instagram @isisvalverde
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Reprodução/@isisvalverde
Isis Valverde está no remake nacional de “Quarto do Pânico”Reprodução/@isisvalverde
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Isis Valverde mudou o visual para o novo trabalho no cinemaDivulgação
Portal LeoDias
Isis Valverde no lançamento do livroPortal LeoDias

O gaúcho, que é um homem PCD (pessoa com deficiência), admitiu ter perseguidor a atriz por mais de 20 anos e se declarou “apaixonado” por ela. Ainda segundo a investigação da policia, o mesmo teria contrato um detetive particular para conseguir informações básicas de Isis, como endereço e telefone.

Cristiano tentou contato direto em pelo menos três episódios, sendo essa última no condomínio de Isis, no Joá, no Rio de Janeiro, no qual insistiu em falar e encontrar com a atriz. A delegacia de antissequestro foi acionada e conseguiu localizar o suspeito, que foi detido e levado para a delegacia no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro.

Presidente da CNI discute isenções ao tarifaço em reunião no Itamaraty

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Presidente da CNI discute isenções ao tarifaço em reunião no Itamaraty

Ricardo Alban e Mauro Vieira alinharam os próximos passos da negociação em torno do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para discutir os próximos passos da negociação em torno do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No encontro, na tarde desta segunda-feira (15), a indústria reforçou o apoio à nova fase de negociações e defendeu a ampliação da lista de bens atualmente exportados ao mercado norte-americano com isenção da tarifa adicional de 40%, além da inclusão de outros setores que ainda não foram contemplados.

Para o presidente da CNI, o encontro foi produtivo e enfatizou o compromisso do governo brasileiro em avançar nas negociações com os EUA. O diálogo, segundo ele, tem sido conduzido sem a priorização de setores específicos, com foco no fortalecimento do setor produtivo como um todo e na preservação da competitividade da indústria nacional no mercado internacional. “Estão otimistas de que possamos concluir isso num processo de tempo razoável”, disse Alban.

“A CNI tem construído, ao longo desse período, vários documentos técnicos para o MDIC e para o Ministério das Relações Exteriores. Temos conversado com nossas consultorias nos Estados Unidos e com as empresas brasileiras que ainda sofrem no caso de bens de capital, no caso de máquinas de equipamento, de calçados e tantos outros que começam a se preocupar”, afirmou o presidente.

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Audiência de custódia virtual reduz garantia de direitos, diz estudo

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Audiência de custódia virtual reduz garantia de direitos, diz estudo


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As audiências de custódia por videoconferência reduzem a eficácia do mecanismo na proteção de direitos e fragilizam o combate à violência policial, quando se compara ao formato presencial. As sessões virtuais pioram o encaminhamento de investigações de tortura e maus-tratos das pessoas custodiadas.Audiência de custódia virtual reduz garantia de direitos, diz estudo | Cidade AC News – Notícias do AcreAudiência de custódia virtual reduz garantia de direitos, diz estudo | Cidade AC News – Notícias do Acre

A conclusão é da pesquisa Direito sob Custódia: Uma década de audiências de custódia e o futuro da política pública de controle da prisão e prevenção da tortura, produzida pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) com apoio da Associação para a Prevenção da Tortura (APT).

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Entre setembro e dezembro de 2024, o levantamento analisou 1.206 sessões em dez cidades de seis estados – Acre, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo-, cobrindo todas as regiões do país. Do total analisado, apenas 19,3% das pessoas relataram tortura, maus-tratos ou agressões. Salvador (35,3%) e Betim (31,4%) apresentaram a maioria das denúncias.

Os dados mostram que o respeito aos direitos da pessoa custodiada foi 17,5% maior nas audiências presenciais. A análise levou em conta a condução da sessão pelo juiz, incluindo se ele explicitou o objetivo da audiência e o seu resultado, e se a alertou sobre o direito ao silêncio.

Das 27 decisões de relaxamento da prisão em que foi possível obter informação sobre seu fundamento, apenas uma mencionou a violência policial na abordagem. Segundo o IDDD, esse resultado indica que o Judiciário raramente considera relatos de violência como fator suficiente para reconhecer a ilegalidade da prisão.

Função da audiência

Para a representante da APT no Brasil, Sylvia Dias, as audiências de custódia constituem uma salvaguarda única e decisiva para identificar indícios de tortura e maus-tratos. O procedimento corresponde ao ato processual que garante que toda pessoa presa em flagrante ou por força de um mandado judicial seja ouvida por um juiz em, no máximo, 24 horas, para analisar a legalidade e as condições da prisão.

“O fato de quase um quarto das pessoas detidas relatar agressões ou maus-tratos revela um cenário alarmante que exige medidas imediatas de apuração e, quando houver indícios de violência policial, o relaxamento da prisão. Contudo, a naturalização da violência policial e o descrédito da palavra da pessoa custodiada continuam prevalecendo”, avalia.

Segundo o IDDD, a análise dos dados evidencia que a virtualização das sessões, intensificada durante a pandemia, agravou problemas estruturais e fragilizou a função essencial das audiências, que é verificar a necessidade e legalidade das prisões, coibir abusos e prevenir a violência policial.

“O levantamento, feito em parceria com universidades e pesquisadores, indica que avanços normativos não se traduzem automaticamente em práticas adequadas, e que a efetivação desses marcos depende de maiores esforços de implementação por parte do poder público”, mencionou o IDDD, em nota.

Mesmo assim, ressalta a entidade, a modalidade virtual segue predominante. Dados da plataforma Observa Custódia, desenvolvida pela APT, mostram que, em 2024, apenas 26% das audiências foram presenciais; outras 34% ocorreram por videoconferência e 40% alternam entre os dois formatos.

A pesquisa mostrou ainda que as sessões virtuais acontecem majoritariamente em locais inadequados, já que apenas 26% foram feitas a partir de uma sede judicial, como determina a Resolução nº 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O restante das audiências ocorreu em lugares como delegacias e unidades prisionais.

A presença física da defesa também foi considerada exceção, porque somente 26,2% das pessoas custodiadas tiveram advogado ou defensor público ao seu lado nas audiências virtuais. Considerando essa parcela de pessoas sem acompanhamento presencial da defesa, 37,5% delas ainda apareciam cercadas por policiais durante a sessão, o que costuma inibir denúncias de agressões.

De acordo com o IDDD, quando o juiz está presente no mesmo ambiente da pessoa custodiada, a condução da audiência é considerada 25,3% mais efetiva para investigar denúncias de violências “o que inclui registrar sinais visíveis de tortura e buscar testemunhas”.

Raça e gênero

Entre pessoas negras que denunciaram violência, 27,9% não tiveram qualquer encaminhamento judicial para apuração, contra 17,8% entre pessoas brancas. 

“A diferença revela que os relatos de pessoas negras tiveram menor probabilidade de gerar respostas institucionais, mesmo quando as denúncias são formalizadas”, avaliou o IDDD. 

Para a entidade, o resultado confirma o impacto do racismo institucional na rotina das audiências.

Na análise de gênero, a pesquisa mostrou que, mesmo quando mulheres têm filhos menores de 12 anos, hipótese que autoriza a substituição da prisão preventiva por domiciliar, segundo o Marco Legal da Primeira Infância, a taxa de encarceramento praticamente não muda: 28,9% entre mães e 29,3% entre as demais mulheres.

Recomendações

Segundo a coordenadora de programas do IDDD, Vivian Peres, a análise demonstra que, em todo o país, o problema não é falta de legislação, regulamentações ou manuais orientativos, mas o descumprimento sistemático das normas já existentes. Isso significa, segundo ela, que há uma discrepância entre o que está previsto em normas e o que acontece na prática.

“Em 10 anos, houve avanços importantes na regulamentação das audiências de custódia. Se essas regras fossem efetivamente cumpridas e as recomendações implementadas, teríamos um instrumento ainda mais robusto para evitar prisões ilegais e prevenir a violência policial”, defende.

Para o presidente do IDDD, Guilherme Carnelós, o Poder Legislativo vai na contramão da efetividade da política, com a aprovação de medidas populistas. Em 27 de novembro, entrou em vigor a Lei nº 15.272/2025, que dá maior possibilidade à decretação de prisões preventivas. O chamado PL Antifacção (PL 5582/2025) prevê que as audiências passem a ser feitas preferencialmente por videoconferência.

“O que realmente precisamos é garantir que a presença física volte a ser a regra, que o prazo de 24 horas seja cumprido e que todo relato de violência seja registrado, encaminhado e devidamente apurado. Só assim será possível reduzir a distância entre a norma e a prática”, defende Carnelós.

Ele ressalta que a audiência de custódia é uma das mais importantes conquistas na garantia de direitos na esfera da justiça criminal dos últimos anos. Em um contexto de violência policial persistente, encarceramento em alta e crescente virtualização das sessões, o IDDD acredita que o compromisso do Estado na implementação e fiscalização das normas já existentes é decisivo.

Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet

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Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet


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No último domingo (14), o padre Júlio Lancellotti anunciou em sua missa na Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo, que aquela seria a última transmissão da celebração na internet.Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet | Cidade AC News – Notícias do AcreIgreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet | Cidade AC News – Notícias do Acre

O sacerdote católico não explicou o motivo mas, segundo Denise Ribeiro, jornalista e voluntária que trabalha com o padre, o fim das transmissões é uma determinação da Arquidiocese de São Paulo. Ela conta que a ordem foi recebida na semana passada diretamente de Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

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Diante da comoção gerada pela carta, Lancelotti publicou uma nota nesta terça-feira (16) refirmando a suspensão temporária da transmissão via internet. Entretando, ele diz que as missas continuam normalmente de forma presencial aos domingos, às 10h.

Em grupos de whatsapp católicos também circulou a informação de que Dom Odilo teria informado a transferência do padre Júlio da paróquia, onde está há 40 anos. Em seu comunicado, ele nega que isso vá acontecer: “Não procede a informação sobre a transferência da Paróquia São Miguel Arcanjo”.

Em contato com a Agência Brasil, o padre Júlio disse: “recebo [a notícia do fim das transmissões] com resiliência e obediência”.

A Agência Brasil buscou contato com a Arquidiocese de São Paulo por email e por telefone, mas o órgão não respondeu. O espaço segue aberto para a manifestação da Igreja.

Oprimidos

O padre Júlio Lancelotti é conhecido por seu trabalho junto à população em situação de rua, no qual promove acolhimento, assistência social e alimentação a quem necessita. O sacerdote ainda tem projetos de inclusão, acesso à leitura e à internet.

O religioso já foi bastante perseguido por políticos de direita. Em 2024, o vereador Rubinho Nunes propôs a criação de uma CPI para investigar o padre. O pedido foi negado.

 

Acesso à internet na primeira infância mais do que dobrou desde 2015

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Acesso à internet na primeira infância mais do que dobrou desde 2015


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O acesso à internet na primeira infância mais que dobrou em menos de uma década no Brasil, passando de 11%, em 2015, para 23%, em 2024. Isso inclui quase metade (44%) dos bebês de até 2 anos e 71% das crianças de 3 a 5 anos. Acesso à internet na primeira infância mais do que dobrou desde 2015 | Cidade AC News – Notícias do AcreAcesso à internet na primeira infância mais do que dobrou desde 2015 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os dados fazem parte do estudo Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais, publicado pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) e divulgado nesta terça-feira (17).

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A publicação lembra que a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de telas para menores de 2 anos. 

Já a orientação para crianças entre 2 e 5 anos é que o tempo seja limitado a até uma hora por dia, sempre com supervisão de um adulto responsável.

Desigualdade social

A pesquisa mostra que desigualdades sociais têm impacto direto nos números. Segundo o levantamento, 69% das crianças de famílias de baixa renda são expostas a tempo excessivo de tela.

Quanto menor a renda, maiores as chances de as telas substituírem o convívio e o brincar, elementos considerados essenciais para o desenvolvimento infantil.

Uma das coordenadoras da publicação, a professora associada sênior da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, Maria Beatriz Linhares afirma que “o tempo excessivo de tela na primeira infância, especialmente entre crianças de famílias de baixa renda, revela um contexto de sobrecarga e falta de apoio às famílias”.

“A ciência é clara: sem interação humana, sem brincar e sem presença, as crianças perdem oportunidades essenciais para desenvolver linguagem, vínculos afetivos, regulação emocional e habilidades sociais”, complementa.

Os resultados dialogam com a pesquisa Panorama da Primeira Infância: O que o Brasil sabe, vive e pensa sobre os primeiros seis anos de vida, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

O estudo ouviu 822 cuidadores de crianças de 0 a 6 anos e revelou que 78% das crianças de 0 a 3 anos estão expostas às telas diariamente, apesar de os responsáveis reconhecerem a importância de impor limites.

 


Brasília (DF) 14/02/2025 - Proibição do uso de celulares nas escolas. Alunos brincam no recreio sem o uso de celulares. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Alunos brincam no recreio em escola no DF sem o uso de celulares. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Impactos no cérebro

De acordo com o material divulgado nesta terça-feira pelo NCPI, o uso intenso de mídias digitais está associado a alterações na anatomia do cérebro, com possíveis prejuízos ao processamento visual e a funções cognitivas como atenção voluntária, reconhecimento de letras e cognição social.

A professora Maria Thereza Souza, do departamento de Psicologia da Aprendizagem, do Desenvolvimento e da Personalidade da Universidade de São Paulo (USP), diz que a qualidade do conteúdo e o uso passivo e excessivo das telas afetam áreas cerebrais relacionadas à linguagem, à regulação das emoções e ao controle de impulsos.

“A exposição a conteúdos inapropriados, assim como o uso passivo de telas sem linguagem adequada, podem acarretar prejuízos ao desenvolvimento. Até mesmo desenhos animados podem estar associados a problemas de atenção em crianças entre 3 e 6 anos”, diz a professora.

Há também um alerta para riscos associados à exposição a conteúdos violentos. Esse tipo de material pode reduzir a atividade de estruturas cerebrais responsáveis pela regulação do comportamento hostil e aumentar a ativação de áreas envolvidas na execução de planos agressivos.

Videogames violentos e outros conteúdos desse tipo estão associados a maior risco de comportamentos hostis, dessensibilização à violência, ansiedade, depressão, pesadelos e maior aceitação da violência como forma de resolução de conflitos.

Diante desse cenário, o NCPI destaca a necessidade de políticas públicas intersetoriais que integrem saúde, educação, assistência social e proteção de direitos. Entre as recomendações estão campanhas de sensibilização sobre o uso responsável das tecnologias, formação qualificada de profissionais, fiscalização da classificação indicativa e proteção contra conteúdos inadequados e publicidade abusiva.

O estudo também reforça a importância de fortalecer redes de apoio às famílias, garantir espaços públicos para o brincar e promover a educação digital desde os primeiros anos de vida, de modo que as crianças cresçam em ambientes equilibrados, com vínculos reais e experiências fundamentais para o desenvolvimento.

As pesquisadoras ressaltam o papel central de pais e cuidadores na mediação ativa do uso de dispositivos digitais. Entre as práticas recomendadas, estão:

  • estabelecer limites de tempo adequados à idade;
  • evitar telas antes de dormir ou durante refeições;
  • priorizar brincadeiras e interação presencial;
  • acompanhar o conteúdo consumido e optar por materiais educativos apropriados à faixa etária;
  • manter zonas livres de tela em casa;
  • pais e cuidadores devem ser também um exemplo de uso consciente da tecnologia.

O estudo reúne evidências de fontes nacionais e internacionais, como a pesquisa TIC Kids Online Brasil, diretrizes da Organização Mundial da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria, além de estudos revisados por pares sobre os efeitos da exposição às telas no desenvolvimento infantil.

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