Rio Branco reforça prevenção à gravidez na adolescência com capacitação para métodos contraceptivos de longa duração
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com o governo do Estado, segue avançando em suas ações de prevenção à gravidez na adolescência e ampliando as opções de cuidados para as jovens da capital. Nesta terça-feira (18), profissionais da rede municipal de saúde participaram de uma capacitação voltada para a inserção do implante subdérmico (Implanon), um dos métodos contraceptivos de longa duração oferecidos às adolescentes.
O treinamento foi realizado na Urap Maria Barroso e promovido pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), com a finalidade de qualificar ainda mais os profissionais da saúde para garantir o acesso a esse importante serviço.
Profissionais da rede municipal de saúde participaram de uma capacitação voltada para a inserção do implante subdérmico (Implanon). (Foto: Val Fernandes/Secom)
Essa ação faz parte do programa “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”, que visa combater a gravidez não intencional entre adolescentes de 14 a 19 anos, priorizando métodos contraceptivos modernos e de longa duração, como o DIU Mirena e o Implanon.
Criado pelo Núcleo de Saúde de Adolescentes do Estado, com o financiamento do Comitê do Orçamento da Criança e do Adolescente (OCAD), o programa já está em operação há um ano, com a participação ativa da Prefeitura de Rio Branco, que é uma das cinco cidades acreanas contempladas.
O secretário de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths, destacou a importância do programa com a adesão do Implanon ao Sistema Único de Saúde (SUS). (Foto: Val Fernandes/Secom)
O secretário de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths, destacou a importância do programa com a adesão do Implanon ao Sistema Único de Saúde (SUS), as adolescentes da capital podem contar com mais uma opção para o planejamento familiar.
“Nesta primeira etapa, estamos oferecendo a capacitação para a equipe da rede municipal e implementando a inserção do Implanon em 44 adolescentes”, asseverou Biths. (Foto: Val Fernandes/Secom)
“Essa ação é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), e as Secretarias Municipais de Saúde. Nesta primeira etapa, estamos oferecendo a capacitação para a equipe da rede municipal e implementando a inserção do Implanon em 44 adolescentes, com o objetivo de ampliar as alternativas contraceptivas para a população e reduzir a gravidez na adolescência”, asseverou Biths.
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Saúde dos Adolescentes e Jovens, Luciana Freire, o objetivo do projeto é reduzir a alta taxa de gravidez na adolescência. (Foto: Val Fernandes/Secom)
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Saúde dos Adolescentes e Jovens, Luciana Freire, o objetivo do projeto é reduzir a alta taxa de gravidez na adolescência, um dos maiores índices do Brasil. Ela destaca que, em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, o programa oferece não apenas o DIU Mirena, mas também o Implanon, atendendo a demanda das adolescentes interessadas em métodos contraceptivos eficazes.
“Estamos qualificando médicos e enfermeiros para garantir que esses métodos sejam inseridos adequadamente nas unidades de saúde, oferecendo mais uma opção para as adolescentes que desejam controlar sua saúde reprodutiva de forma segura e eficaz”, afirmou Luciana Freire.
O programa também se alinha à Política Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva, com o apoio do Ministério da Saúde. (Foto: Val Fernandes/Secom)
O programa também se alinha à Política Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva, com o apoio do Ministério da Saúde, que ampliou o acesso aos métodos contraceptivos para mulheres de 10 a 49 anos em todo o Brasil.
A jovem Anna Katlen Soares, de 19 anos, praticante de kickboxing e boxe, compartilhou sua experiência com o método contraceptivo. (Foto: val Fernandes/Secom)
A jovem Anna Katlen Soares, de 19 anos, praticante de kickboxing e boxe, compartilhou sua experiência com o método contraceptivo: “O pessoal me explicou tudo direitinho. O Implanon será fácil de ser aplicado, com anestesia para garantir o conforto das adolescentes. Além de ser um ótimo método contraceptivo, também ajuda a amenizar as cólicas menstruais, o que é um benefício para quem, como eu, pratica esportes de alto rendimento.” Anna recomenda o método para àquelas que desejam focar na carreira ou nos estudos, sem os desconfortos da menstruação e também a prevenção de gravidez precoce.
Avanço na Cobertura de Saúde Reprodutiva
O município de Rio Branco já oferece outros métodos contraceptivos, como pílulas, injetáveis, preservativos femininos e masculinos, DIU de cobre, e também realiza a montagem do processo para a realização de laqueadura e vasectomia. Com a chegada do Implanon ao SUS, a Prefeitura amplia ainda mais o acesso a tecnologias modernas e de longa duração, fundamentais para a saúde sexual e reprodutiva das adolescentes.
Com a chegada do Implanon ao SUS, a Prefeitura amplia ainda mais o acesso a tecnologias modernas e de longa duração. (Foto: Val Fernandes/Secom)
Com o apoio de profissionais qualificados e a parceria entre o Estado e o município, o programa “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois” representa um avanço importante no cuidado e no empoderamento das adolescentes de Rio Branco, promovendo saúde, educação e planejamento familiar como pilares para um futuro mais saudável e igualitário.
Onde Procurar Atendimento
As adolescentes interessadas em receber o Implanon ou outros métodos contraceptivos devem procurar as unidades de saúde mais próximas de sua residência, como as Uraps, para agendar uma consulta com médicos e enfermeiros da rede municipal. A oferta de métodos contraceptivos é gratuita e voltada para garantir a saúde e o bem-estar da juventude rio-branquense.
Polícia Civil do Acre participou da 7ª edição do Curso de Investigação Financeira e Análise Patrimonial em Manaus
A Polícia Civil do Acre (PCAC) participou da 7ª edição do Curso de Investigação Financeira e Análise Patrimonial, promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realizada entre os dias 3 a 14 de novembro de 2025, em Manaus (AM). O evento reuniu profissionais de segurança pública de todo o país com o objetivo de aprofundar técnicas e ferramentas aplicadas ao combate ao crime organizado por meio da descapitalização de organizações criminosas.
Da esquerda para a direita, os Oficiais Investigadores de Polícia Davis, Damileyde e Thiago, representantes da Polícia Civil do Acre no curso. Foto: cedida
Representando a instituição acreana, três oficiais investigadores de polícia estiveram presentes, cada um atuante em unidades estratégicas da corporação: Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DENARC).
Com carga horária de 80 horas-aula, o curso abordou métodos, tecnologias e modelos de investigação voltados ao rastreamento e à análise de fluxos financeiros ilícitos, reforçando a importância desse tipo de qualificação para o enfraquecimento das estruturas econômicas de grupos criminosos.
“A participação da Polícia Civil do Acre nesse curso foi extremamente estratégica. Nossos investigadores representaram muito bem a instituição e retornaram ao estado mais preparados para enfrentar organizações criminosas por meio do rastreamento e da descapitalização de recursos ilícitos. Esse tipo de capacitação fortalece o trabalho investigativo e amplia nossa capacidade de combate ao crime organizado, ao narcotráfico e às fraudes financeiras”, enfatizou o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel.
A presença dos policiais civis acreanos no evento reafirmou o compromisso da instituição com a qualificação contínua e com o aprimoramento das técnicas modernas de investigação patrimonial e financeira, essenciais para o enfrentamento das organizações criminosas no estado.
AGU entra com ações contra descontos irregulares em benefícios do INSS
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (18) que entrou com o segundo lote de ações judiciais contra associações e empresas investigadas pelo esquema de descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O órgão protocolou na Justiça Federal em Brasília 14 ações contra 12 entidades associativas e três empresas de tecnologia.
Para garantir o ressarcimento pelos descontos irregulares, a AGU pediu o bloqueio de R$ 3,9 bilhões dos bens das associações e demais envolvidos.
As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que apura um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas, entre 2019 e 2024.
As ações judiciais fazem parte do trabalho do grupo especial montado pela AGU para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados.
Justiça suspende novos licenciamentos no antigo Comperj
A Justiça Federal do Rio decidiu, em caráter liminar, pela suspensão da concessão de novos licenciamentos ambientais para a área do antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, atualmente denominado Complexo de Energias Boaventura. A medida liminar foi obtida pelo Ministério Púbico Federal do Rio (MPF-RJ).
A decisão determina que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) implementem medidas para reduzir os impactos das obras em unidades de conservação federais. A área onde fica o complexo tem manguezais e estuários com rica biodiversidade.
A suspensão vale para novos empreendimentos, unidades, polos, linhas de transmissão e demais estruturas do complexo.
Em caso de descumprimento da medida, será aplicada multa de R$ 1 milhão.
Irregularidades
O MPF ajuizou a ação após constatar que o Inea teria desconsiderado ou modificado condicionantes ambientais previstas pelas instituições federais, o que impacta na preservação da Área de Proteção Ambiental (APA Guapimirim) e da Estação Ecológica Guanabara e suas zonas de amortecimento.
Ainda na ação, o MPF cita que o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) confirmou que duas condicionantes não haviam sido completamente cumpridas e que o Inea havia alterado uma delas, sem manifestação prévia do ICMBio. Segundo o órgão federal, dos 4.322 hectares que deveriam ter sido restaurados, apenas cerca de 80 hectares (1,85% do total previsto) foram restaurados.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer contra a extinção da pena do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
Cid foi condenado pela trama golpista a dois anos de prisão em regime aberto e teve assegurado o direito à liberdade em função do acordo de delação premiada.
De acordo com sua defesa, ele já cumpriu a pena enquanto ficou preso preventivamente durante as investigações e deve ter a pena extinta.
No parecer enviado ao STF, Gonet disse que a pena deve ser mantida regulamente porque o militar ainda não cumpriu o tempo de condenação.
“No caso sob análise, Mauro Cesar Barbosa Cid permaneceu preso preventivamente em duas oportunidades: entre 3.5.2023 e 9.9.2023 e entre 22.3.2024 e 3.5.2024, períodos que não alcançam os dois anos fixados em sua condenação. Não se verifica, portanto, hipótese de extinção da punibilidade do réu”, disse o procurador.
“No que concerne à inclusão de Mauro Cesar Barbosa Cid e seus familiares no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, a Procuradoria-Geral da República opina pela intimação da defesa, para eventual manifestação de interesse”, completou Gonet.
No início deste mês, ao determinar a execução da pena do militar, que assinou acordo de delação premiada com a PF, o ministro Alexandre de Moraes definiu diversas medidas, como recolhimento noturno, proibição de portar armas, de utilizar as redes sociais e de se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.
Além disso, o ministro autorizou a PF a realizar ações para manter a segurança de Mauro Cid e seus familiares.
O ministro da Educação, Camilo Santana, disse, em entrevista à TV Educativa do Ceará, nesta terça (18), que a anulação de três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorreu por precaução e para manter a lisura no concurso. O possível vazamento das perguntas vai ser investigado pela Polícia Federal.
Segundo o ministro, o Enem dispõe de um banco de perguntas e os itens são utilizados em um pré-teste com diferentes grupos de estudantes. “Segundo as informações que eu tenho, uma pessoa que participou desse pré-teste, divulgou e fez essa fala em uma live”.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais cedo, informou que teve relatos de uma possível antecipação de questões similares às do Enem.
Camilo Santana expressou, ainda na entrevista à TVE do Ceará, que o Enem foi um sucesso e que candidatos e familiares devem ficar tranquilos com o exame.
“O que ocorreu foi que houve ruídos em rede social. E eu determinei ao Inep, de imediato, quando tomei o conhecimento, que apurasse e tomasse as medidas cabíveis”, disse o ministro.
Santana ressaltou que a anulação leva em conta garantir que nenhum candidato fosse prejudicado. “O Inep anulou, mas continuam valendo todos os outros 87 itens e também a redação”.
As investigações de possíveis fraudes no Enem são de competência da Polícia Federal, porque as provas são serviço federal, de interesse público. O Enem é coordenado pelo Inep, autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
Pré-teste
Para a elaboração e correção do Enem, o Inep adota um modelo estatístico chamado de Teoria da Resposta ao Item (TRI). A metodologia usa um conjunto de modelos matemáticos e considera a particularidade de cada questão. Por isso, conforme salienta o MEC, os itens são pré-testados com grupos de estudantes antes de fazerem parte da prova. Isso seria necessário para “calibrar” o nível de dificuldade de cada questão que compõem o exame.
Por isso, quem participa de pré-testes tem contato com questões de múltipla escolha que podem vir a compor as provas do Enem em alguma de suas edições. Todos os itens aprovados nos pré-testes passam a compor o Banco Nacional de Itens, que reúne as questões a serem utilizadas para elaborar as edições do exame.
O Inep informa que promove diversas estratégias para calibrar as questões que compõem o Banco Nacional de Itens e podem ser usadas na elaboração das provas do Enem.
Brasil fecha torneio internacional de para tênis de mesa com 17 pódios
Após conquistar oito medalhas nas disputas de simples (individual), a delegação brasileira de tênis de mesa paralímpico voltou ao brilhar no ITTF World Para Challenger Giza (Egito). Nesta terça-feira (18), último dia de competições, os brasileiros subiram ao pódio outras nove vezes no torneio de duplas. Foram três medalhas de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
A mesatenista goiana Lethícia Lacerda, que já faturara ouro no torneio de simples, voltou a garantir o topo do pódio hoje ao lado do catarinense Gabriel Antunes. Na final da classe XD17 mista (para atletas andantes), os brasileiros derrotaram os japoneses Yuri Tomono e Koyo Iwabhuchi por 3 sets a 1 (11/7, 11/7, 4/11 e 11/4). Letícia também assegurou prata na classe WD10 feminina (cadeirantes) ao lado da paulista Aline Ferreira. Elas ficaram em segundo lugar no grupo, com três vitórias e apenas uma derrota.
A segunda medalha dourada desta terça (18) para a dupla do paulista Fábio Silva com a goiana Thaís Fraga na classe XD7-10 (cadeirantes) que superaram na final os indianos Bhavina Patel e Shubham Wadhwa por 3 sets a 0 (11/5, 11/9 e 11/9). Depois Thais Fraga arrematou outro ouro nas duplas da classe WD10 feminina (cadeirantes), em parceria com a sul-coreana Oejeong Kang. Elas tiveram 100% de aproveitamento, com quatro vitórias nas quatro partidas do grupo.
Também subiram ao pódio com medalha de bronze as duplas de Iranildo Espíndola e Nicole Santos (classe XD4); Carlos Eduardo Moraes e Fábio Silva (MD8); Lucas Arabian e Welder Knaf (MD8); Jean Mashki e Gabirel Antunes (MD18); e Guilherme Costa e Iranildo Espíndola (MD4).
A delegação brasileira contou com 14 mesatenistas no Para Challenger Giza, que começou no último domingo (15) com as disputas individuais.
Brasil desperdiça pênalti e não passa de empate com Tunísia
A seleção brasileira jogou mal e empatou com a Tunísia por 1 a 1, no final da tarde desta terça-feira (18) na Decathlon Arena, em Lille (França), em seu último compromisso no ano de 2025. O resultado ficou marcado pelo pênalti desperdiçado pelo meio-campista Lucas Paquetá, aos 32 minutos do segundo tempo.
Desta forma o técnico Carlo Ancelotti somou o seu segundo empate no comando do Brasil. Em oito partidas, o italiano tem também quatro vitórias e duas derrotas no comando da equipe verde-amarela.
Após a boa atuação diante de Senegal, havia a expectativa de que o time brasileiro voltasse a apresentar um bom futebol. Além disso, Ancelotti optou por fazer poucas mudanças no time titular, o que criou a impressão de que a equipe manteria o alto nível de atuação.
Porém, o que se viu foi a baixa produtividade do quarteto ofensivo formado por Matheus Cunha, Estêvão, Rodrygo e Vinicius Júnior, que encontraram muitas dificuldades para achar espaços numa defesa tunisiana muito fechada.
Na defesa, a opção por laterais mais ofensivos (Wesley e Caio Henrique) acabou oferecendo espaços para o contra-ataque da Tunísia. E foi justamente desta forma que a seleção africana abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo. Wesley errou domínio de bola e Abdi aproveitou para avançar pela esquerda e levantar a bola na área, onde Mastouri, com muita liberdade, teve tempo para dominar e bater para superar o goleiro Bento.
A desvantagem deu um novo ímpeto ofensivo ao Brasil, que continuava com dificuldades de encontrar oportunidades de finalizar. Até que, aos 39 minutos, Estêvão cruzou na área, onde a bola bateu no braço de Bronn. Com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), o juiz confirmou a penalidade máxima e Estêvão cobrou com muita qualidade para igualar o marcador.
Após o intervalo, Ancelotti realizou algumas mudanças em sua equipe, entre elas a entrada em campo de Lucas Paquetá. E o jogador do West Ham (Inglaterra) teve participação direta no resultado final da partida. Isto porque, aos 32 minutos da etapa final, desperdiçou uma cobrança de pênalti que poderia garantir a vitória do Brasil.
Agora, a seleção brasileira volta a entrar em ação apenas na Data Fifa de março, quando enfrentará duas equipes europeias, provavelmente a França e a Croácia.
O Banco de Brasília (BRB) negou ser alvo de bloqueio de bens na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
A instituição informou em nota divulgada na noite desta terça-feira (18) que Justiça Federal esclareceu que a decisão que determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões não abrange as finanças do banco, apenas pessoas físicas e outras empresas investigadas.
De acordo com o BRB, a 10ª Vara Federal de Brasília retificou decisão anterior e excluiu a instituição financeira das medidas de constrição patrimonial relacionadas à operação. A nova decisão, segundo o banco, deixa claro que o bloqueio não se aplica ao BRB.
“Retifico a decisão (…) para excluir o Banco Regional de Brasília (…) das medidas de constrição patrimonial referentes ao bloqueio do montante total de R$ 12,2 bilhões de suas contas, uma vez que a eventual responsabilidade de seus dirigentes (pessoas físicas) não se confunde com a da pessoa jurídica, a qual figura como instituição financeira”, destacou o BRB, atribuindo a autoria à 10ª Vara Federal de Brasília.
O BRB reforçou que nenhum bem ou valor da instituição foi alvo de bloqueio. Segundo o banco, as medidas determinadas pela Justiça atingem apenas pessoas físicas investigadas e outras instituições mencionadas nos autos.
A instituição afirmou ainda manter compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento das normas do sistema financeiro nacional.
A Justiça decretou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.
O Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro) informou, em nota, que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, mesmo com a liquidação do Banco Master. A autarquia investiu cerca de R$ 960 milhões no banco, alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (18).
A autarquia é responsável pela gestão dos pagamentos de aposentados e pensionistas, enquanto o pagamento dos servidores ativos é de responsabilidade da Secretaria de Fazenda. A folha de pagamento do governo do estado do Rio tem 421,793 servidores, sendo 177.925 funcionários ativos e 84.385 pensionistas, incluindo policiais militares, civis, do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que soma R$ 3,2 bilhões mensalmente.
No mesmo comunicado, o Rioprevidência informou ter aplicado cerca de R$ 960 milhões no Banco Master, entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. A instituição nega que o valor de investimento seja superior a R$ 2,6 bilhões, como foi veiculado mais cedo.
“O montante relativo ao investimento que vem sendo equivocadamente veiculado se deve a um cálculo feito pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), que inclusive já foi esclarecido pelo Rioprevidência em recurso apresentado à Corte de Contas”, diz a nota.
O Rioprevidência informou que “está em negociação para substituir as letras por precatórios federais”.
Conforme a autarquia, à época dos investimento, o Banco Master tinha autorização para funcionar e apresentava indicador de “grau de investimento” — rating nacional de longo prazo “A-”, atribuído pela Fitch Ratings, o que lhe atestava solidez financeira e a credibilidade institucional.
“As aplicações foram realizadas em conformidade com todos os regramentos vigentes à época e de acordo com o Plano Anual de Investimentos que foi aprovado pelo Conselho de Administração da autarquia”, informa.
Em nota, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado (Sepe) manifestou preocupação com “a má administração e gestão temerária, vive envolvido em denúncias e escândalos a respeito da malversação das suas verbas” do fundo responsável pelas aposentadorias e pensões. O sindicato cita ainda CPI do Rioprevidência, que investigou operações de crédito realizadas pelo fundo, que teriam causado prejuízo de R$ 17 bilhões.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional.
De acordo com as investigações, iniciadas em 2024, o Banco Master emitiu falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber, além de negociar carteiras de crédito fraudulentas com outros bancos, principalmente o Banco Regional de Brasília (BRB).
O Banco Central oficializou, por meio de comunicado, a liquidação extrajudicial do Master.
O Master tornou-se conhecido por adotar uma política agressiva para captar recursos, oferecendo rendimentos de até 140% do Certificado de Depósito Bancário (CDI) a quem comprava papéis da instituição financeira – uma promessa de ganhos superiores às taxas médias para bancos pequenos – em torno de 110% a 120% do CDI.
Operações do banco com precatórios (títulos de dívidas de governos com sentença judicial definitiva) também aumentaram as dúvidas sobre a situação financeira do Master, que ao emitir títulos em dólares, não conseguiu captar recursos.
Ontem (17), o grupo Fictor, de investimentos e gestão de empresas, chegou a anunciar a compra do banco.