segunda-feira, 23 fevereiro, 2026
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Representantes da Segurança Pública do Acre são escolhidos para compor Comitê Estratégico Estadual do Plano Amazônia: Segurança e Soberania

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública designou nesta terça-feira, 6, para compor o Comitê Estratégico Estadual do Plano Amazônia: Segurança e Soberania – Plano Amas, o secretário adjunto de Segurança Pública do Estado do Acre, coronel Evandro Bezerra da Silva, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre, Marcos Frank Costa e Silva e a diretora de Gestão Administrativa e Financeira, Marilda Moreira Brasileiro Rios. Os nomes foram indicados pelo secretário de segurança pública do Acre, coronel José Américo Gaia ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

“O plano Amas é muito importante para o nosso Estado, é por meio dele que são desenvolvidas ações de segurança pública levando em consideração as necessidades e as especificidades dos Estados que compõem a Amazônia Legal com o objetivo de reduzir de crimes ambientais e conexos. Por isso é tão importante termos representantes que atuem de maneira assertiva”, disse o secretário José Américo Gaia.

Representantes do Acre são escolhidos para compor comitê do Plano Amas. Foto: Ascom/Sejusp

O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), participou de uma reunião técnica na Sede do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília visando a efetivação para o estado do Acre de projetos estratégicos do governo federal, com proposições de programas operacionais. Serão investidos R$ 318 milhões para todo o Brasil, orçamento advindo de contrato do BNDES. Nesta primeira fase, o recurso previsto do Amas a ser destinado para o Acre é de R$ 45. 534.219,70.

Programa visa combater os diferentes crimes que acontecem na Amazônia Legal, destaca o coronel Evandro Bezerra. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

O secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Evandro Bezerra, reforça que o programa visa combater os diferentes crimes que acontecem na Amazônia Legal. “Compor o plano Amas será de grande importância para que nosso trabalho na segurança pública do Estado seja cada vez melhor”, disse.

O Plano Amas, foi instituído em julho de 2023, por meio do decreto presidencial nº 11.614, de 21 de julho. O delegado Marcos Frank fala sobre a importância do programa para o Acre. “O programa Amas é importante para a Amazônia e em especial para o estado do Acre. Nos sentimos honrados pela designação feita pelo ministro para composição do comitê estadual. A missão exige dedicação e vamos potencializar ainda mais a segurança e soberania a que se destina o plano”, disse.

Marcos Frank, destaca que programa Amas é importante para a Amazônia e em especial para o estado do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

A diretora de Gestão Administrativa e Financeira, Marilda Moreira Brasileiro Rios, destaca que o foco será direcionado à prevenção, repressão e atuação estratégica em segurança pública, de forma organizada e coordenada em todas as frentes de atuação. “Compor o Amas é um grande desafio e honra, recebemos com muita responsabilidade essa missão. É muito importante que estejamos juntos a todos os estados que compõem a Amazônia Legal, para que possamos desenvolver ações de segurança dentro da realidade de cada local”, concluiu.

Diretora Marilda Rios destaca que o foco será direcionado à prevenção, repressão e atuação estratégica em segurança pública. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Perfil dos profissionais

Evandro Bezerra da Sila é coronel R1 da Polícia Militar do Estado do Acre, pós-graduado em Administração e Gestão Pública pela Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC, pós-graduado em Segurança Pública e Complexidade pela Universidade Federal do Acre – UFAC, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Acre – UFAC. Formado em Operações Especiais no 8° Curso de Operações Policias Especiais – COPE no BOPE/PMPE; Atuou no Corpo de Bombeiros Militar do Acre – CBMAC; Batalhão de Operações Especiais – BOPE/PMAC; no comando do 2º e 6º Batalhões de Polícia Militar; Coordenador-Geral do Grupo Especial de Operações em Fronteira do Acre – Gefron/AC e atualmente exerce o cargo de secretário ajunto de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre.

Marcos Frank é bacharel em Direito pela Ufac em 2009, tem pós-graduação em Medicina Legal e Psicologia Forense, Ciências Forenses e Perícia Criminal, ambos pela Unyleya, e Ciências Penais pela Anhanguera. Fez curso de Multiplicador em Unidades Especializadas de Fronteiras em 2019 e concluiu a 13ª Instrução de Nivelamento de Conhecimento, Polícia Judiciária, da Força Nacional em 2022.

Marilda Moreira Brasileiro Rios é Graduada em Administração de Cooperativas e Pós Graduada em Administração Pública. Consultora certificada pela GigaMedia em Captação de Recursos de Bancos Públicos, Privados e de Agências de Desenvolvimento. Consultora em Elaboração de Projetos e Mobilização de Recursos voltados para a Gestão Pública e para Instituições do Terceiro Setor. Atuou no governo do Estado do Acre na Coordenação de Projetos Estratégicos voltados para geração de oportunidades de trabalho e renda; Assessora Técnica em Projetos Especiais por seis anos, e nove anos com Comunidades e Políticas Públicas Florestais (Organizações Sociais, Certificação Florestal em Cadeia de Custódia e Grupo, Residência Florestal). Consultora do Sebrae/AC em temas ligados à Gestão Administrativa Comercial e Financeira, Elaboração de Planos de Negócios e Estudos de Viabilidade Econômica, Cooperativismo e Artesanato. Consultora de diversas associações e cooperativas (lácteas e florestais), no assessoramento à elaboração e execução de projetos de desenvolvimento socioeconômico e profissionalização dos respectivos conselhos diretivos, e prestações de contas a investidores.

Representantes da Segurança Pública do Acre são escolhidos para compor Comitê Estratégico Estadual do Plano Amazônia: Segurança e Soberania

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública designou nesta terça-feira, 6, para compor o Comitê Estratégico Estadual do Plano Amazônia: Segurança e Soberania – Plano Amas, o secretário adjunto de Segurança Pública do Estado do Acre, coronel Evandro Bezerra da Silva, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Estado do Acre, Marcos Frank Costa e Silva e a diretora de Gestão Administrativa e Financeira, Marilda Moreira Brasileiro Rios. Os nomes foram indicados pelo secretário de segurança pública do Acre, coronel José Américo Gaia ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

“O plano Amas é muito importante para o nosso Estado, é por meio dele que são desenvolvidas ações de segurança pública levando em consideração as necessidades e as especificidades dos Estados que compõem a Amazônia Legal com o objetivo de reduzir de crimes ambientais e conexos. Por isso é tão importante termos representantes que atuem de maneira assertiva”, disse o secretário José Américo Gaia.

Representantes do Acre são escolhidos para compor comitê do Plano Amas. Foto: Ascom/Sejusp

O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), participou de uma reunião técnica na Sede do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília visando a efetivação para o estado do Acre de projetos estratégicos do governo federal, com proposições de programas operacionais. Serão investidos R$ 318 milhões para todo o Brasil, orçamento advindo de contrato do BNDES. Nesta primeira fase, o recurso previsto do Amas a ser destinado para o Acre é de R$ 45. 534.219,70.

Programa visa combater os diferentes crimes que acontecem na Amazônia Legal, destaca o coronel Evandro Bezerra. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

O secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Evandro Bezerra, reforça que o programa visa combater os diferentes crimes que acontecem na Amazônia Legal. “Compor o plano Amas será de grande importância para que nosso trabalho na segurança pública do Estado seja cada vez melhor”, disse.

O Plano Amas, foi instituído em julho de 2023, por meio do decreto presidencial nº 11.614, de 21 de julho. O delegado Marcos Frank fala sobre a importância do programa para o Acre. “O programa Amas é importante para a Amazônia e em especial para o estado do Acre. Nos sentimos honrados pela designação feita pelo ministro para composição do comitê estadual. A missão exige dedicação e vamos potencializar ainda mais a segurança e soberania a que se destina o plano”, disse.

Marcos Frank, destaca que programa Amas é importante para a Amazônia e em especial para o estado do Acre. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

A diretora de Gestão Administrativa e Financeira, Marilda Moreira Brasileiro Rios, destaca que o foco será direcionado à prevenção, repressão e atuação estratégica em segurança pública, de forma organizada e coordenada em todas as frentes de atuação. “Compor o Amas é um grande desafio e honra, recebemos com muita responsabilidade essa missão. É muito importante que estejamos juntos a todos os estados que compõem a Amazônia Legal, para que possamos desenvolver ações de segurança dentro da realidade de cada local”, concluiu.

Diretora Marilda Rios destaca que o foco será direcionado à prevenção, repressão e atuação estratégica em segurança pública. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

Perfil dos profissionais

Evandro Bezerra da Sila é coronel R1 da Polícia Militar do Estado do Acre, pós-graduado em Administração e Gestão Pública pela Universidade Estadual de Santa Catarina – UDESC, pós-graduado em Segurança Pública e Complexidade pela Universidade Federal do Acre – UFAC, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Acre – UFAC. Formado em Operações Especiais no 8° Curso de Operações Policias Especiais – COPE no BOPE/PMPE; Atuou no Corpo de Bombeiros Militar do Acre – CBMAC; Batalhão de Operações Especiais – BOPE/PMAC; no comando do 2º e 6º Batalhões de Polícia Militar; Coordenador-Geral do Grupo Especial de Operações em Fronteira do Acre – Gefron/AC e atualmente exerce o cargo de secretário ajunto de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre.

Marcos Frank é bacharel em Direito pela Ufac em 2009, tem pós-graduação em Medicina Legal e Psicologia Forense, Ciências Forenses e Perícia Criminal, ambos pela Unyleya, e Ciências Penais pela Anhanguera. Fez curso de Multiplicador em Unidades Especializadas de Fronteiras em 2019 e concluiu a 13ª Instrução de Nivelamento de Conhecimento, Polícia Judiciária, da Força Nacional em 2022.

Marilda Moreira Brasileiro Rios é Graduada em Administração de Cooperativas e Pós Graduada em Administração Pública. Consultora certificada pela GigaMedia em Captação de Recursos de Bancos Públicos, Privados e de Agências de Desenvolvimento. Consultora em Elaboração de Projetos e Mobilização de Recursos voltados para a Gestão Pública e para Instituições do Terceiro Setor. Atuou no governo do Estado do Acre na Coordenação de Projetos Estratégicos voltados para geração de oportunidades de trabalho e renda; Assessora Técnica em Projetos Especiais por seis anos, e nove anos com Comunidades e Políticas Públicas Florestais (Organizações Sociais, Certificação Florestal em Cadeia de Custódia e Grupo, Residência Florestal). Consultora do Sebrae/AC em temas ligados à Gestão Administrativa Comercial e Financeira, Elaboração de Planos de Negócios e Estudos de Viabilidade Econômica, Cooperativismo e Artesanato. Consultora de diversas associações e cooperativas (lácteas e florestais), no assessoramento à elaboração e execução de projetos de desenvolvimento socioeconômico e profissionalização dos respectivos conselhos diretivos, e prestações de contas a investidores.

Prio: lucro líquido soma US$ 272 milhões no 2º trimestre

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A Prio (PRIO3) reportou lucro líquido de US$ 272 milhões no segundo trimestre de 2024, um aumento de 48% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou US$ 584,78 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 76% na base anual. Já o Ebitda ajustado, que desconsidera os efeitos não recorrentes, subiu 64% no segundo trimestre em comparação ao mesmo intervalo do ano passado, para US$ 546,08 milhões. A margem Ebtida ajustada, por sua vez, subiu 4 pontos porcentuais (p.p.), alcançando 78%.

A receita líquida foi de US$ 727,56 milhões no trimestre, valor 37% superior a igual período de 2023, reflexo do aumento de 19% das vendas da companhia, assim como do petróleo tipo Brent, que apresentou alta anual de 9%. Ainda segundo a Prio, em release de resultados, o campo de Frade foi responsável por 47% da receita total, enquanto Albacora Leste contribuiu com 35% e o cluster Polvo e TBMT com 18%.

No encerramento de junho, a dívida líquida da petrolífera era de US$ 740 milhões, resultado menor em US$ 235 milhões quando comparado ao primeiro trimestre deste ano. A alavancagem, medida pela dívida líquida por Ebitda ajustado, encerrou o período em 0,4 vez, 0,2 p.p. menor que no trimestre imediatamente anterior, quando ficou em 0,6 vez.

Operacional

A produção total da Prio entre abril de junho foi de 89.886 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd), queda de 1,3% ante o mesmo trimestre de 2023. Do total, a maior produção foi no Campo de Frade, onde a companhia possui 100%, com 47.222 mil boepd, recuo de 7,1% na mesma base de comparação.

O custo de produção, conhecido como lifting cost, encerrou junho em US$ 7,6 por barril, uma alta de 3,4% quando comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.

No segundo trimestre, a Prio vendeu 8,5 milhões de barris, sendo 4,027 milhões de Frade, 2,948 milhões de Albacora Leste, além de 1,575 milhão do cluster Polvo e Tubarão Martelo. O preço médio do Brent de referência no período foi de US$ 85,03, 9,4% acima do registrado um ano antes.

Projeto dá isenção de IR sobre premiação para medalhistas olímpicos

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Na reta final das Olimpíadas de Paris, o senador senador Nelsinho Trad (PSD-MS) apresentou um projeto de lei que prevê, para os atletas brasileiros medalhistas olímpicos, isenção de Imposto de Renda sobre os valores recebidos como premiação.

O projeto (PL 3.047/2024) altera o artigo 6º da Lei 7.713, de 1988, para criar essa isenção fiscal. De acordo com a proposta, os valores pagos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), pelo governo federal ou por qualquer de seus órgãos aos atletas brasileiros medalhistas em Jogos Olímpicos serão isentos do Imposto de Renda.

Nelsinho argumenta que a isenção seria uma forma de reconhecer e valorizar o esforço desses atletas, além de motivá-los a buscar a excelência em suas modalidades. Também seria, acrescenta ele, uma forma de atrair jovens talentos e estimular maior participação em competições de alto nível.

“Atletas que conquistam medalhas em Jogos Olímpicos realizam um esforço excepcional ao longo de anos de treinamento intensivo e dedicação. A conquista de uma medalha olímpica é um reflexo não apenas do talento, mas também da perseverança e do compromisso com o esporte. A isenção do Imposto de Renda sobre as premiações se configura como uma forma de reconhecimento e valorização desse esforço singular”, afirma ele.

O senador destaca que sua proposta está alinhada com práticas comuns em diversos países, “onde há reconhecimento fiscal para conquistas esportivas significativas”. Ele ressalta que muitos atletas enfrentam altos custos pessoais relacionados ao treinamento e à preparação.

Nelsinho também lembra que o sucesso em eventos internacionais como os Jogos Olímpicos promove a imagem do Brasil no cenário global. Por isso, argumente ele, ao apoiar e valorizar os atletas, o governo reforça seu compromisso com o esporte e com a promoção da imagem do país.

Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Patrícia Oliveira

Sena Madureira conquista o Campeonato Estadual de Futsal Sub-17 com vitória em todos os jogos

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O time sub-17 de Sena Madureira sagrou-se campeão estadual ao vencer três jogos decisivos no Ginásio Álvaro Dantas, em Rio Branco, na tarde desta terça-feira (6). A equipe mostrou um…

Festival Katxá Nawá Hô Hô Ika fortalece tradições e intercâmbio de culturas na Aldeia Boa União, em Feijó

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Descendo alguns quilômetros pelas águas do rio Envira, a partir de Feijó, na margem esquerda, algumas embarcações de madeira indicam que há grupos de visitantes chegando para o Festival Katxá Nawá Hô Hô Ika, do povo Huni Kuî, na Aldeia Boa União. Antes de ancorar, praias de areia branca, barrancos e galhos de árvores revelam que o Envira está mais seco que o costume neste verão amazônico. Mas isto não foi impedimento para a chegada de grupos que somaram entre 500 e mil pessoas, segundo estimativa das lideranças locais, no festival que aconteceu neste último final de semana.

“Os jovens fazem a festa acontecer”, conta o cacique Josimar Matos Kupi Huni Kuî sobre o fortalecimento da cultura do povo, durante a décima edição do Festival Katxá Nawá Hô Hô Ika. A festividade que entrou em janeiro, pela primeira vez, no calendário oficial de eventos do Estado, tem um significado único para os Huni Kuî da Aldeia Boa União. O evento recebeu apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) e Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) para sua realização.

Festival Katxá Nawá Hô Hô Ika compôs, pela primeira vez, o calendário de eventos oficiais do Estado. Foto: Karolini Oliveira/Sete

“No cenário geral, o festival é o chamamento do espírito dos legumes, para fortalecer a agricultura familiar dentro da própria aldeia. E não deixa de ser uma forma de concentrar todo o povo, onde você vai ver seu amigo, seu parente, ter uma relação de intercâmbio”, apontou um dos líderes locais, Décio Biná Huni Kuî.

Festival celebra o chamamento de espírito para fortalecer a agricultura familiar. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Para quem chega, o portal de entrada da festa com palhas ainda verdes mostra o cuidado de quem pensou em cada detalhe. Atravessando o pórtico, o caminho de terra em meio à grama verde leva ao terreirão, no centro da aldeia, onde os principais pontos da programação do festival acontecem, dia, noite e madrugada à dentro até o próximo nascer do sol.

Festividades e cerimônias de ayahuasca acontecem até o raiar do sol. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Na chegada, cada visitante recebe o entrelaçamento de braços de dois membros da comunidade, levando-o ao centro, onde a dança tradicional acontece embalada pelo entoamento de Hô Hô, a canção dos músicos que comandam a festa. Os brincantes vão dançando ao redor da canoa e montagem de frutas e palhas de bananeira no centro da aldeia, até que os entrelaçados começam a oferecer banana prata e da terra aos visitantes, seguido da famosa matxú – ou caiçuma, bebida fermentada da macaxeira. E segue o baile.

Comunidade celebra com danças tradicionais noite à dentro, na Aldeia Boa União, em Feijó. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Das celebrações que acontecem para cada novo grupo que chega, o cacique Josimar Matos Kupi Huni Kuî destaca a importância de fortalecer os costumes e tradições: “Na época do meu pai, não tinha a aldeia da forma que a gente vive hoje. Agora, através de pesquisa, nós temos livros construídos, da música, dos kenês, [como estudos] do professor Joaquim Maná. E as escolas estão dando incentivo para que as cantorias e as histórias não sejam extintas”.

Cacique Josimar Matos Kupi Huni Kuî destaca a importância de fortalecer os costumes e tradições do povo. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Perguntado sobre como os anciãos contribuem para o fortalecimento das tradições, o cacique revela: “Aqui fazemos o contrário: ao invés de os velhos fazerem, são os jovens que fazem a festa acontecer”, pontua.

No centro da aldeia, o Katxá – a canoa onde foram colocados alimentos, tem uma representatividade única para o povo que compartilha diversas tradições e brincadeiras. “E aí tem várias competições de jogos tradicionais, do arco e flecha, da lança, do artesanato”, conta Décio Huni Kuî. Entre elas, também estão a do mamão e da macaxeira.

Brincadeira tradicional da macaxeira em que as mulheres precisam arrancar as macaxeiras (homens) da terra. FotoFoto: Karolini Oliveira/Sete

Na brincadeira da macaxeira, as mulheres precisam arrancar as macaxeiras (homens) plantadas na terra. Na do mamão, homens e mulheres disputam qual grupo está no comando com a posse do fruto, enquanto o outro tenta tomá-lo.

Brincadeira do mamão disputa qual grupo está no comando com a posse do fruto, enquanto o outro tenta tomá-lo. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Nesta edição do festival, o governo do Acre, por meio da Sete e Secom, apoiou o evento com artes gráficas, impressão de banner e camisetas, além de divulgação e envio da representante da Sete, Adalgisa Bandeira e dos jornalistas Carlos Minuano e Ana Paula Nogueira, de São Paulo, para cobertura e conhecimento da cultura e medicinas tradicionais da comunidade, com foco principal na ayahuasca.

“A inclusão dos festivais indígenas no calendário oficial do Estado e o apoio do governo, por meio da Sete, vem exatamente com esse propósito de fortalecer as festividades tradicionais que já acontecem. No que pudermos ajudar, a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo vai contribuir”, destacou o titular da Sete, Marcelo Messias.

Pela primeira vez no calendário oficial de eventos do Estado, o Festival Katxá Nawá Hô Hô IKA recebeu apoio do governo, por meio da Sete e Secom, para sua realização com materiais gráficos e divulgação. Foto: Karolini Oliveira/Sete

“Eu estou me sentindo ótimo, agora ainda mais incorporado na força indígena Huni Kuî”, relata Carlos Minuano durante experiência com as pinturas tradicionais. O jornalista estuda a ayahuasca há mais de duas décadas, desde quando teve a primeira experiência com o chá há 25 anos. Desde então, tem como missão escrever sobre o tema desmistificando tabus.

Minuano escreve sobre o tema há mais de dez anos no portal UOL e em outras publicações nacionais e estrangeiras e é autor do blog Psicodelicamente da revista CartaCapital, que recentemente publicou uma reportagem sobre os festivais indígenas do Acre.

Fotógrafa Ana Paula Nogueira e jornalista Carlos Minuano participaram das festividades na Aldeia Boa União. Foto: Karolini Oliveira/Sete

“A ayahuasca, para nós, é uma internet viva, porque através da internet você pesquisa tudo o que você quiser e a ayahuasca ensina o que você pretende aprender”, explica o cacique Josimar Kupi.

Na Aldeia Boa União há pajés especialistas para cada tradição. Na foto acima, representação do pajé que retorna objetos perdidos. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Nascida em Rio Branco, Samira Silva conta que os avós são da etnia Huni Kuî. Para manter a proximidade com a família, a jovem faz questão de visitar os parentes sempre que pode na aldeia Paroá, além de apreciar as festividades e aprender mais da cultura, como as pinturas. “Eu sou de Rio Branco, mas tenho parente na última aldeia e sempre a gente vem visitar aqui”, disse.

À esquerda, Txaná Shã Kuan retrata as voltas da dança indígena nos braços de Samira Silva. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Ao lado de Samira, a pajé da medicina Aldenira Lima – Txaná Shã Kuan, na língua indígena – costuma fazer as curas e rezas, mas naquele momento, o seu trabalho principal era fazer os traços das voltas da dança indígena nos braços de Samira, revelando uma tradição passada de geração em geração: “A minha mãe fazia também. Eu aprendi com ela”, lembrou.

Amiga de Parã (filha do cacique Josimar Kupi), a carioca Luana Medeiros também foi uma das visitantes do festival Katxá Nawá Hô Hô Iká. Ela explica que participa e estuda trabalhos com a ayahuasca na cidade de Alto Paraíso, em Goiás, e que está no Acre desenvolvendo projetos de audiovisual, fotografia e estudo das medicinas da floresta.

Luana Medeiros participou do Festival Katxá Nawá Hô Hô Ika à convite de amiga da comunidade. Foto: Karolini Oliveira/Sete

“Nesses últimos quatro anos tenho trabalhado bastante com os povos daqui das etnias Huni Kui, Shanenawa e Yawanawá. Ano passado eu vim a primeira vez aqui para o Acre, fiquei dois meses com o povo Yawanawá, fiz dieta com eles e estudo um pouco maior das medicinas e aí estou retornando este ano. Semana passada eu vim conhecer a aldeia, fiquei hospedada na casa da família da Parã e ajudei um pouquinho nos preparativos do festival. E eles me convidaram para estar aqui junto, no festejo. Nesse meio tempo fui para outras aldeias, e retornei hoje para estar aqui celebrando”, explicou.

As medicinas da floresta foram essenciais para Vicente Alves Ferreira tomar a decisão de vir morar no Acre, há cinco anos. Natural de Riberão Preto, no interior de São Paulo, Vicente teve uma experiência profunda com a ayahuasca. A intenção era ajudar uma pessoa importante para ele e que estava precisando de ajuda. “Eu tomei pensando [em ajudar outra pessoa] e o recado foi para mim. Tomei a medicina […] e depois que passou tudo aquilo [as mirações e sensações], você vê que se aquilo ali não curasse, nada mais ia curar, e realmente curou”, relatou.

Vicente Alves e a amiga Luana Medeiros na Aldeia Boa União, em Feijó. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Depois da experiência inicial, Vicente procurou outras orientações para o uso da medicina da ayahuasca, até chegar um momento decisivo nos rumos da sua vida. “Chegou um ponto que eu falei: ‘eu quero aprender mais, eu tenho que ir para a fonte’. E eu sempre que senti que São Paulo não tinha nada para mim. Aí eu comprei as passagens e vim recomeçar no Acre”, contou.

Da Aldeia Nova Olinda, o cacique Carlos Robeni Shanê Huni Kuin e mais de trinta parentes foram os primeiros da comunidade a chegarem na Aldeia Boa União, após três dias de viagem. “Somos parentes de sangue, somos primos, eles vão para a nossa aldeia quando a gente convida e quando eles convidam, a gente faz o mesmo intercâmbio. Mais parentes vêm para a festa”, explicou.

Cacique Carlos Robeni Shanê Huni Kuin, da Aldeia Nova Olinda, levou parentes e amigos para o festival na Aldeia Boa União. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Na Aldeia Nova Olinda o Festival da Troca de Sementes e Comidas Típicas é uma das festividades tradicionais da comunidade, principalmente em momentos de recuperação pós alagação. “É muito importante esse festival de troca de sementes principalmente depois que perdemos parte da nossa produção na alagação e a gente faz essa festividade para colher todas as novas sementes que cada um traz da sua aldeia e coloca ali e a gente faz a troca”.

Parentes e amigos chegam à Aldeia Boa União, em Feijó, no interior do Acre, pelo rio Envira. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Ainda fora do calendário oficial do Estado, o cacique explica que é de interesse do seu povo ter o apoio do governo estadual: “A gente tem a pretensão de poder encaixar a nossa festividade que a gente sempre faz com nosso próprio esforço da comunidade. E a gente pretende ter apoio do Estado e da Secretaria de Turismo, para nós é muito importante”, conclui Shanê.

Com o apoio do governo do Estado, Décio Huni Kuî acredita que o festival Katxá Nawá Hô Hô Ika deve crescer e receber cada vez mais turistas de fora. “É a primeira vez que recebemos apoio do Estado, mas precisamos de mais para estruturar nosso espaço. Queremos transformar o nosso lago em espaço de passeio, temos uma trilha no meio da floresta, para conhecer e ouvir o que a natureza oferece para quem participa do festival”, explica.

Décio Huni Kuî é uma das lideranças da Aldeia Boa União e vereador do município de Feijó. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Festival fomenta economia da aldeia

Para os membros da Aldeia Boa União, o festival fomenta a economia e fortalece a cultura local, a exemplo do artesanato que representa diversos significados da força e do espírito e dos seres da floresta em colares, brincos, pulseiras, anéis, além de cestarias e vestimentas.

“A gente trabalha com vários artesanatos, usando semente, miçanga e palha. O olho da curica, que é das mulheres, traz a visão, explica a artesã Djane Txima Inani Huni Kuî. Segundo ela, é o primeiro ‘kenê’ [desenhos indígenas] que as mulheres têm que aprender a fazer, o formato do desenho da folha expressa bom pensamento e traz sabedoria.

Artesã Djane Txima Inani Huni Kuî produz diversos artesanatos com significados especiais para o seu povo. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Segundo a artesã, o artesanato é feito para presentear os amigos, vender para os visitantes e, ainda, comercializar fora da aldeia. É uma atividade que ainda pode ser explorada mais, diz ela. “A gente manda para uma pessoa vender fora da aldeia, mas fazemos mais para aqui mesmo”.

 

Itamaraty recomenda precaução a brasileiros no Reino Unido após protestos violentos

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O Ministério das Relações Exteriores recomendou que os brasileiros que estejam no Reino Unido devem tomar precauções por causa da onda de protestos ocorridos no país nos últimos dias.

O Itamaraty pede que os brasileiros sigam as recomendações de segurança das autoridades locais, evitem multidões e protestos e monitorem a mídia local.

Os protestos começaram após o assassinato de três crianças no dia 29 de julho. Elas foram vítimas de um ataque com faca durante uma aula de dança. Oito crianças e dois adultos também ficaram feridos no ato.

Axel Rudakubana, um inglês de 17 anos, foi apontado como o autor do ataque pelas autoridades britânicas. Mas antes de a identidade do suspeito ser confirmada, notícias falsas apontaram incorretamente que um muçulmano foi o autor do ataque.

Grupos de extrema-direita iniciaram protestos anti-imigração, muitas vezes seguidos por vandalismo e violência. Cerca de 400 pessoas já foram presas desde o início dos protestos.

Nesta segunda-feira (5), o premiê Keir Starmer anunciou a criação de um exército permanente para combater os protestos.

Onda de frio promete temperaturas abaixo de 9 °C no Acre

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Preparem-se, pois uma intensa onda de frio está a caminho! O pesquisador Davi Friale, em sua conta no Instagram, alertou que o Acre enfrentará a mais forte e abrangente queda de temperatura do ano neste final de semana. As previsões indicam que várias noites poderão ter sensação térmica inferior a 9 °C, devido aos ventos […]

Em conciliação sobre o Marco Temporal organizada pelo STF, indígenas são minorias

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Determinada pelo ministro Gilmar Mendes, relator de ações sobre o tema, Comissão Especial tenta “mediação”, mas acordo não depende de concordância dos indígenas

Boeing e agência dos EUA não identificam quem removeu plugue de porta do 737 MAX 9

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O Conselho Nacional de Segurança de Transportes (NTSB, na sigla em inglês) e a Boeing não conseguiram determinar quem removeu o plugue de uma porta em um novo avião 737 MAX 9, da Alaska Airlines, que passou por emergência durante voo em janeiro, disse a entidade nesta terça-feira (6).

A presidente do Conselho, Jennifer Homendy, disse a repórteres que a Boeing precisa fazer melhorias significativas em suas práticas de segurança.

“A cultura de segurança precisa de muito trabalho (na Boeing)”, disse. “Ela não está lá pelas evidências, pelo que se vê nas entrevistas. Não há muita confiança, há muita desconfiança dentro da força de trabalho.”

A Administração Federal de Aviação também disse que a Boeing deve melhorar sua cultura e práticas de segurança e orientou a companhia a tratar de questões de qualidade, antes que a agência permita o aumento da produção do 737 MAX.

A Boeing não fez comentários em um primeiro momento.

O Conselho disse que o 737 MAX 9 estava sem quatro parafusos importantes. A Boeing disse que os documentos necessários para detalhar a remoção do plugue da porta durante a produção do 737 MAX 9 nunca foram criados.

A Boeing forneceu uma lista de 52 casos anteriores de remoção do plugue da porta desde 2019.

A vice-presidente sênior de qualidade da Boeing, Elizabeth Lund, disse que a fabricante de aviões agora colocou um sinal azul e amarelo brilhante no plugue da porta quando ele chega à fábrica, que diz em letras grandes, “Não abra”. O objetivo é garantir que “o plugue não seja aberto inadvertidamente”.

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