quinta-feira, 29 janeiro, 2026
Início Site Página 2565

Cores e formatos do artesanato acreano realçam riqueza cultural do Acre no Salão do Turismo

0

Diferentes cores e formatos do artesanato realçam a riqueza cultura de nove artesãos acreanos que participam do Salão do Turismo, no Rio de Janeiro (RJ). A comitiva acreana apresenta variedade de produtos como a cestaria, marchetaria, artigos de látex, de sementes e o artesanato indígena, com apoio do governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), Programa REM (REDD+ Early Movers) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AC).

Artesãos acreanos expõem produtos no espaço Vitrine do Salão do Turismo, no Rio de Janeiro (RJ). Foto: Marcos Vicentti/Secom

Visitante no Salão do Turismo, Leana Bernardi aproveitou para fazer uma parada no estande do artesanato do Acre para apreciar os produtos e rever o artesão José Rodrigues de Araújo, a quem conheceu em uma edição do Green Destinations, em Santa Catarina, no ano passado: “Eu trabalho com o projeto de certificação de atrativos turísticos e aí eu visito alguns eventos e foi coincidência encontrá-lo, fiquei muito feliz de revê-lo. É muito bacana, e ainda quero conhecer o Acre”, disse.

Artesão José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Dr. da Borracha, apresenta novos modelos de sapatos de borracha à Leana Bernardi, visitante do Salão do Turismo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Eu estava contando para ele que eu comprei uma sandália de borracha e tive que dar para minha sobrinha porque ela não parou de me incomodar, agora vou ter que levar mais uma para mim”, acrescentou Leana.

Para a visitante, todo o estande do Acre tem itens de agradar a vista: “Aqui tem muita coisa bonita para olhar, todo o estande está muito lindo, tem muita coisa bacana. Eu sempre levo um presentinho quando eu saio do país e com certeza vou levar um pedacinho do Acre quando eu for para a minha próxima viagem”, revelou.

Visitante Leana Bernardi costuma visitar o estande do Acre nas feiras que participa. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Com produção a partir do látex extraído da árvore seringueira, sapatos, bolsas, colares e até copos para bebidas ganham forma nas mãos do artesão José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Dr. da Borracha: “Aqui tem de tudo, até uma bolinha para as crianças brincar e você fazer exercício e massagem nas mãos, tudo tem de borracha”, diz.

José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como Dr. da Borracha, apresenta produtos feitos do látex em feiras e eventos, desde 2008. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Presente em feiras e eventos desde 2008, José explica que aproveita todas as oportunidades para apresentar os produtos do látex e fazer uma renda extra: “É um orgulho estar aqui participando do evento porque vir expor no Rio de Janeiro, para mim, é um privilégio. Então a expectativa é que a gente possa divulgar mais os produtos e vender. Cada momento que a gente está aqui mostrando, é muito bom para o reconhecimento, tanto nacional como internacional”, disse o Dr. da Borracha.

Representatividade

O trabalho manual está na vida de dona Erlândia Páscoa desde muito nova: “Comecei a trabalhar com esse artesanato em Manaus, trabalhei um tempo lá, depois eu vim pra Cruzeiro do Sul e continuei. Mas aprendi muita coisa mesmo com a minha mãe e minha irmã. Desde cedo que eu estou no artesanato”, disse dona.

Erlândia Páscoa representa a Associação de Artesãos do Vale do Juruá (Assavaj). Foto: Marcos Vicentti/Secom

A artesã trabalha com materiais de fibra há cerca de 49 anos e, no Salão do Turismo, ela apresenta diversidade de materiais como almofadas e bolsas produzidas por ela e, ainda, marchetaria, bisacos e outros materiais produzidos por colegas da Associação de Artesãos do Vale do Juruá (Assavaj): “É a primeira vez que eu venho à feira no Rio e até agora está bom. Participo de quase todas as feiras levando nosso artesanato”, ressaltou Erlândia.

Produtos da Criare Biojoias são expostos no Salão do Turismo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Márcia Lima está com exposição de biojoias cheias de cores e formatos, no Salão do Turismo. A artesã trabalha com o artesanato desde 1989 e, com orgulho, ela explica como produz as peças e repassa o conhecimento a outras pessoas: “Esse trabalho que a gente tem aqui, eu não compro a semente, eu mesmo beneficio, tinjo, faço as lapidações, os cortes e também ministro curso de beneficiamento de sementes”, destaca.

Márcia Lima faz o beneficiamento, lapidação e coloração de sementes. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Márcia explica que participava de uma associação chamada Buriti da Amazônia, que posteriormente deu lugar ao grupo Criare Biojoias. O grupo é composto por oito pessoas que trabalham diariamente nessa atividade, um trabalho essencial para sustentar as famílias dos artesãos. “Participamos das feiras nacionais e já saí do país também, já fui para outros locais vender nossos produtos e sempre é desse tipo de trabalho que nós, sobretudo, temos sustentado nossas famílias”, explicou.

Apoio ao artesanato e empreendedorismo

No Salão do Turismo, a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), coordena a exposição dos doces tropicais, e, ainda, o artesanato. Ao todo, nove pessoas compõem o time de artesãos de Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco, que estão expondo produtos no espaço Empório do Artesanato.

Estande do artesanato acreano é sucesso no Salão do Turismo. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“O intuito da coordenação do estado do Acre aqui no evento é para divulgar o artesanato acreano, tanto o segmento de cestaria, de látex, de sementes, o artesanato indígena, uma variedade de produtos únicos que temos no nosso estado”, destacou a diretora de Empreendedorismo da Sete, Bianca Muniz.

Secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, e a assessora técnica da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Liliane Puyanawa, no estande do artesanato acreano. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“O artesanato acreano tem uma beleza única e é reconhecido, inclusive com grandes premiações. E no estande mostramos um pouco de tudo o que nós produzimos de melhor no nosso estado, valorizando a nossa cultura e o trabalho dos artesãos que entregam os melhores produtos”, destacou o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias.

Conheça lista de doenças com potencial epidêmico divulgada pela OMS

0

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou este mês sua lista de patógenos com potencial de desencadear uma epidemia. Mais de 30 patógenos integram o levantamento, incluindo desde velhos conhecidos, como a dengue e o vírus influenza, até ameaças mais recentes, como o vírus Nipah.

O vírus causador da mpox, que desencadeou um surto em 2022 e pode voltar a ser decretado como emergência internacional em saúde pública, também faz parte da lista.

“Essa não é uma lista exaustiva nem indica as causas mais prováveis da próxima epidemia. A OMS revisa e atualiza essa lista à medida em que há necessidade e à medida em que as metodologias mudam”, destacou a entidade, ao citar que o levantamento tem como base doenças classificadas como prioritárias entidade. São elas:

Covid-19

Infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global. O SARS-CoV-2 é um betacoronavírus descoberto em amostras obtidas de pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Pertence ao subgênero Sarbecovírus da família Coronaviridae e é o sétimo coronavírus conhecido a infectar seres humanos.

A infecção acontece por meio da exposição a fluídos respiratórios de três maneiras: inalação de gotículas muito finas ou partículas de aerossol; deposição de gotículas respiratórias e partículas nas membranas mucosas expostas na boca, no nariz ou nos olhos, seja por respingos diretos e sprays; e tocar diretamente membranas mucosas com as mãos sujas por fluídos respiratórios contendo o vírus.

Febre hemorrágica da Crimeia-Congo

A CCHF, na sigla em inglês, é uma doença viral geralmente transmitida por carrapatos. Também pode ser contraída por meio do contato com tecidos animais onde o vírus entrou na corrente sanguínea, o que acontece durante e imediatamente após o abate dos animais. Os surtos de CCHF, segundo a OMS, constituem uma ameaça aos serviços de saúde pública, uma vez que o vírus pode levar a epidemias, apresenta taxa de letalidade elevada (entre 10 e 40% dos casos), pode resultar em surtos em hospitais e unidades de saúde e é difícil de ser prevenido e tratado.

A doença é considerada endêmica em todo o continente africano, nos Balcãs, no Oriente Médio e na Ásia. Descrita pela primeira vez na Península da Crimeia em 1944, ela recebeu o nome de febre hemorrágica da Crimeia. Já em 1969, foi comprovado que o agente patogênico era o mesmo responsável por uma doença identificada em 1956 na Bacia do Congo, resultando na nomenclatura atual.

Ebola

A doença causada pelo vírus Ebola é descrita como uma zoonose cujo morcego é considerado o hospedeiro mais provável. Quatro dos cinco subtipos foram registrados em animais nativos da África. De acordo com o Ministério da Saúde, acredita-se que o vírus foi transmitido para seres humanos a partir de contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinho. A doença é considerada uma das mais importantes na região da África subsaariana, ocasionando surtos esporádicos em diversos países.

O agente da doença é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus, descoberto em 1976 a partir de surtos ocorridos ao sul do Sudão e ao norte da República Democrática do Congo, próximo ao Rio Ebola, mesmo nome dado ao vírus. A enfermidade, conhecida anteriormente como febre hemorrágica ebola, é classificada como grave, com taxa de letalidade que pode chegar a até 90%.

Doença de Marburg

De acordo com a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF), durante a primeira epidemia da doença – que ocorreu em 1999 e no anos 2000 na República Democrática do Congo –, a taxa de mortalidade chegou a 70% dos casos. Um surto grave envolvendo dois grandes centros, Marburg (Alemanha) e Belgrado (Sérvia), levou ao reconhecimento inicial da doença.

Os surtos foram associados a laboratórios que realizavam pesquisas com macacos verdes (Cercopithecus aethiops) oriundos de Uganda. Posteriormente, surtos e casos esporádicos foram identificados em Angola, na República Democrática do Congo, no Quênia, na África do Sul e em Uganda. A taxa média de mortalidade é de cerca de 50%, mas já variou de 24% a 88%, dependendo da cepa e do gerenciamento de casos.

Febre de Lassa

Doença hemorrágica que causa sérios danos a diversos órgãos, reduzindo a capacidade de funcionamento do corpo. De acordo com o MSF, a enfermidade afeta de 100 mil a 300 mil pessoas todos os anos em toda a África Ocidental e causa cerca de 5 mil mortes. Em 2023, na Nigéria, foram identificados 8.978 casos suspeitos e 1.227 casos confirmados, conforme dados do Centro Nigeriano de Controle de Doenças.

É transmitida por uma espécie de rato. Na Nigéria, o animal é encontrado principalmente em três estados no leste e sul do país: Edo, Ondo e Ebonyi. Quando roedores infectados se alimentam, deixam vestígios do vírus através de sua saliva e fezes.

O vírus é contagioso e pode se espalhar de pessoa para pessoa por meio de fluidos corporais, incluindo saliva, urina, sangue e vômito. A doença geralmente atinge o pico do número de casos na estação de seca, quando os ratos procuram comida nas casas das pessoas.

Síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS)

O tipo de coronavírus responsável pela doença é transmitido para humanos a partir de dromedários infectados. O vírus foi identificado em animais de diversos países do Médio Oriente, da África e do sul da Ásia. Ao todo, 27 países notificaram casos de MERS desde 2012. Até o momento, 858 mortes foram notificadas como tendo sido associadas à infecção ou complicações relacionadas

As origens do vírus, segundo a OMS, não são totalmente compreendidas, mas a análise de diferentes genomas virais indica que ele pode ter se originado em morcegos e, posteriormente, foi transmitido a dromedários. A transmissão entre humanos, de acordo com a entidade, é possível, mas apenas alguns casos foram notificados, entre membros de família que vivem na mesma casa. Em unidades de saúde, entretanto, a transmissão entre humanos é mais frequente.

Síndrome respiratória aguda grave (SARS)

Para ser considerado caso suspeito de infecção por covid-19, o paciente deve apresentar a chamada síndrome gripal, caracterizada por sintomas como febre ou sensação febril, calafrios, dor de garganta, tosse, coriza e alterações no olfato ou no paladar. Alguns sinais, entretanto, indicam que o paciente pode apresentar uma forma mais grave da doença e precisa ser internado para tratamento hospitalar.

O quadro, conhecido como SRAG, é caracterizado, portanto, pelos sintomas da síndrome gripal associados a pelo menos um dos seguintes sinais: falta de ar ou desconforto para respirar; sensação de pressão no peito; saturação de oxigênio abaixo de 95%; coloração azulada de lábios ou rosto (cianose). Crianças, idosos e população de risco devem ser avaliados com mais cautela.

Nipah

O vírus é transmitido para humanos por animais, alimentos contaminados ou mesmo diretamente, de pessoa para pessoa. Em pessoas infectadas, causa quadros diversos, desde infecção assintomática até doença respiratória aguda e encefalite fatal. A OMS alerta que, embora tenha causado apenas alguns surtos conhecidos na Ásia, o vírus infecta uma grande variedade de animais e causa doenças graves e mortes entre pessoas.

Durante o primeiro surto reconhecido na Malásia, que também afetou Singapura, a maioria das infecções humanas resultou do contato direto com porcos doentes ou carne contaminada. Em surtos subsequentes em Bangladesh e na Índia, o consumo de frutas e derivados, como suco de tamareira cru, contaminados com urina ou saliva de morcegos frugívoros infectados foi a fonte mais provável de infecção.

A transmissão entre humanos do vírus Nipah também foi relatada entre familiares e cuidadores de pacientes infectados.

Febre do Vale Rift

Zoonose viral que afeta principalmente animais, mas também tem a capacidade de infectar humanos. O vírus é transmitido por mosquitos e moscas que se alimentam de sangue. Em seres humanos, a doença se manifesta desde um quadro leve, semelhante à gripe, até febre hemorrágica grave, que pode ser letal.

Embora alguns casos humanos tenham resultado da picada de mosquitos infectados, a maioria das infecções resulta do contato com sangue ou órgãos de animais infectados. Pastores, agricultores, funcionários de matadouros e veterinários correm maior risco de infecção. Humanos também podem contrair o vírus por meio da ingestão de leite não pasteurizado ou cru de animais infectados. Nenhuma transmissão entre humanos foi documentada.

Zika

Arbovirose causada pelo vírus Zika, transmitido por meio da picada de mosquitos, principalmente fêmeas. O vírus foi isolado pela primeira vez em macacos na floresta Zika de Kampala, na Uganda, em 1947. O primeiro isolamento humano foi relatado na Nigéria em 1953. Desde então, o vírus expandiu sua abrangência geográfica para vários países da África, Ásia, Oceania e das Américas.

A maioria das infecções é assintomática ou se manifesta como uma doença febril autolimitada, semelhante às infecções pelo vírus Chikungunya e s dengue. Entretanto, a associação da infecção por Zika com complicações neurológicas, como microcefalia congênita em fetos e recém-nascidos e síndrome de Guillain-Barré, foi demonstrada em diversos estudos realizados durante surtos da doença no Brasil e na Polinésia Francesa.

De acordo com o Ministério da Saúde, todos os sexos e faixas etárias são igualmente suscetíveis ao vírus, porém, mulheres grávidas e pessoas acima de 60 anos apresentam maiores riscos de desenvolver complicações da doença. Os riscos podem aumentar quando a pessoa tem alguma comorbidade.

Doença X

A OMS destaca que não há nenhum vírus ou bactéria circulando neste momento que tenha sido denominado doença X. A proposta de incluir o nome na lista de patógenos com potencial de desencadear uma epidemia, segundo a entidade, é se preparar para o futuro. “Estamos falando de uma doença hipotética e, para dar um nome, os cientistas a chamam de doença X, no intuito de se preparar para um vírus ou bactéria que, no futuro, pode causar grandes surtos, epidemias ou pandemias”, explicou uma das responsáveis pela lista, Ana Maria Henao-Restrepo.

“Existem muitos vírus e bactérias que podem infectar animais, incluindo humanos. Para alguns, já temos vacinas, diagnósticos e tratamento. Sabemos quais são os vírus aos quais precisamos estar alertas, sabemos quais são as bactérias às quais precisamos estar alertas, mas existem milhares deles. Portanto, precisamos de uma forma simplificada de nos referirmos a eles sem saber qual deles causará a próxima pandemia. E nós o chamamos de patógeno X.”

Lulu Santos acalma fãs depois de ter sido internado com dengue

0

O cantor Lulu Santos, de 71 anos, informou que está se recuperando bem depois ter sido hospitalizado há cerca de uma semana, no Rio de Janeiro. O intérprete da música “Toda Forma de Amor”, já está em casa e pretende voltar aos palcos logo. A suspeita é que o músico tenha apresentado um quadro de dengue, entretanto, ele ainda espera o resultado dos exames. Nas redes sociais, um comunicado avisando sobre o reagendamento de alguns shows foi divulgado, sendo apresentações na Paraíba neste final de semana, com a turnê “Barítono”. “Contamos com a compreensão de vocês e agradecemos o carinho dos fãs”, disse publicação nas redes sociais. Ainda de acordo com o comunicado, Lulu manterá o show do dia 17, em Salvador, na Bahia.

 

Governo implanta serviço de telessaúde para atender yanomami

0

O Ministério da Saúde informou ter implantado infraestrutura de telessaúde para atender ao território yanomami em Roraima. A medida vai permitir que os indígenas tenham acesso a especialistas como oftalmologista, nutricionista, dermatologista e cardiologista sem que precisem sair de suas comunidades.

Em nota, a pasta destacou que 98 pontos de internet foram instalados na área indígena de Roraima e do Amazonas. O ministério enviou ainda 106 computadores especificamente para o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei). A proposta é alterar o fluxo de atendimento na região e oferecer mais possibilidades de tratamento.

O comunicado destaca que os yanomami, por questões culturais, têm mais dificuldade para deixar o território por causa da alimentação e de rituais, por exemplo. A infraestrutura de telessaúde, segundo a pasta, permite ainda ampliar a oferta de especialidades que normalmente são impactadas pela dificuldade de contratação de médicos para território de difícil acesso.

“O investimento na infraestrutura digital, com mais computadores e ampliação dos pontos de internet, reforça a captação e consolidação de dados sobre vacinação, adoecimentos, tratamentos realizados, óbitos e outros indicadores de saúde, o que garante uma maior geração de dados e informações sobre o povo yanomami”, ressaltou o ministério.

Números

Dados do Comitê de Operações Emergenciais Yanomami apontam que, no primeiro trimestre deste ano, foram notificados 74 óbitos no território. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 33%. Nos três primeiros meses de 2023, foram registradas 111 mortes.

Os números mostram ainda que os principais agravos que apresentaram queda foram óbitos por malária, desnutrição e infecções respiratórias agudas graves.

“O povo yanomami tem a maior terra indígena do Brasil, com 10 milhões de hectares, mais de 380 comunidades e 30 mil indígenas. Desde janeiro de 2023, o Ministério da Saúde investe para mitigar a grave crise causada na região pelo garimpo ilegal”, disse a pasta.

Saúde orienta farmácias sobre testes para HIV, sífilis e hepatites

0

O Ministério da Saúde publicou nota técnica orientando farmácias autorizadas sobre a realização de testes rápidos para diagnóstico de HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

De acordo com a pasta, o documento tem como base recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que prevê a inclusão de farmácias no grupo que oferta esse tipo de testagem.

“Somente as farmácias habilitadas poderão realizar os testes. Diferentemente dos estabelecimentos comuns, tais farmácias devem estar integradas à rede de diagnóstico, assistência à saúde e vigilância”.

Ainda segundo a nota, o profissional responsável pela testagem na farmácia deve orientar o usuário sobre possíveis resultados e o que eles representam. “As dúvidas das pessoas devem ser acolhidas e respondidas”, destacou o ministério.

Crianças e adolescentes

De acordo com a normativa da Anvisa, em crianças de até 11 anos, a testagem e a entrega dos resultados dos exames devem ser realizadas com a presença dos pais ou responsáveis.

Já para adolescentes de 12 a 18 anos, após uma avaliação das condições de discernimento, o teste será realizado segundo a vontade do usuário, assim como a entrega do resultado a outras pessoas.

“Se desejar, e se for constatado que está em condições físicas, psíquicas e emocionais de receber o resultado da triagem, a testagem poderá ser realizada mesmo sem a presença dos responsáveis”, destacou o ministério.

“Realizada anteriormente somente em laboratórios, a ampliação da testagem em farmácias também vai ao encontro dos esforços para a eliminação de infecções e doenças determinadas socialmente como problemas de saúde pública até 2030”, concluiu a pasta.

‘É Assim que Acaba’: filme com Blake Lively é proibido no Catar

0

O filme “É assim que acaba”, que se baseia na obra de Colleen Hoover e conta com a atuação de Blake Lively, não será exibido no Catar. A produção inclui cenas de beijo e relação sexual, onde os personagens permanecem com a roupa íntima. A informação foi divulgada pela revista Variety, que destacou a crescente lista de filmes que enfrentaram restrições no país. Essa não é a primeira vez que um grande lançamento cinematográfico é barrado no Catar. Títulos como “Barbie”, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e “Eternos” também foram impedidos de estrear nos cinemas locais.

Nos Estados Unidos, “É assim que acaba” teve um início promissor, arrecadando US$ 7 milhões em seu primeiro dia de exibição. As projeções para o fim de semana indicam que o filme pode alcançar entre US$ 23 milhões e US$ 40 milhões, o que demonstra um bom interesse do público. Entretanto, o filme enfrentará uma forte concorrência nas bilheteiras, especialmente de “Deadpool & Wolverine”, que é esperado para arrecadar entre US$ 48 milhões e US$ 52 milhões. A disputa entre os lançamentos promete movimentar as salas de cinema, atraindo a atenção dos espectadores.

Publicado por Luisa Cardoso

*Reportagem produzida com auxílio de IA

Autor de ‘É Assim Que Acaba’ revela reação ao saber qual atriz interpreta Allysa na adaptação

0

A melhor amiga desempenha um papel importante na vida de qualquer pessoa. E quando ela é irmã do seu namorado, essa relação ganha contornos ainda mais complexos e inesperados. Em “É Assim Que Acaba”, adaptação do sucesso literário de Colleen Hoover, Jenny Slate interpreta Allysa, fiel companheira da jornada de altos e baixos da protagonista Lily Bloom (Blake Lively). No filme, Lily se muda para Boston para realizar seu sonho de abrir uma floricultura e fugir de traumas no passado. Logo após conhecer o sedutor Ryle (Justin Baldoni), ela encontra a excêntrica e extrovertida Allysa, que entra em sua loja um dia pedindo um emprego. “Allysa não pede desculpas por ser quem é,” comenta Slate. “Ela está vestida com roupas de grife. Ela vai atrás do que quer. Mas assim que faz essa conexão com Lily, revela um enorme coração amoroso. Ela mostra o que significa estar presente para alguém que você ama, não importa o que aconteça”.

Allysa não é só uma excêntrica fashionista: logo Lily descobre que sua nova funcionária e amiga é irmã de Ryle, que vê nessa incrível coincidência a oportunidade de se conectar à mulher que o encantou. “À medida que se aproximam, Allysa e Lily descobrem que têm ainda mais em comum do que pensavam inicialmente. Foi tão empolgante explorar essa dinâmica com Blake. O vínculo entre essas duas personagens parecia mais profundo e real a cada dia que passávamos no set”, comenta a atriz. Quando a relação do casal se aprofunda e se complica, Allysa assume um papel fundamental na turbulência que se aproxima.

“Quando Justin me disse que Jenny Slate iria interpretar Allysa, eu gritei,” diz Colleen Hoover. “Não consigo expressar o quanto sou fã dela. Ela traz tanta energia e compaixão para cada papel. E ela e Blake parece que elas foram melhores amigas a vida toda”, chancela a autora. Jenny Slate é comediante, atriz e autora. Protagonizou “Entre Risos e Lágrimas”(Obvious Child), que lhe rendeu o Critics Choice Award de melhor atriz. Ela também dublou a animação indicada ao Oscar “Marcel e a Conha de Sapatos”, e já fez papéis em “Venom” e “Parks and Recreation”.

Os decoloniais são colonizadores que chegaram atrasado

0

Um dos modismos do momento no mundo acadêmico é a decolonialidade. Para quem tem a felicidade de desconhecer esse conceito, permita-me incomodá-lo: decolonialidade é um termo que foi cunhado por um grupo de intelectuais da América Latina e foi rapidamente capturado por intelectuais do chamado “Norte Global”. 

O pensamento decolonial estabelece que o colonialismo não terminou com a independência política das nações colonizadas. Afirma que as estruturas de poder atuais foram impostas pelo colonialismo Todo esse processo passou a ser chamado de “colonialidade”. Entende-se que a decolonialidade é uma forma de desconstruir a colonialidade. Em suma, a decolonialidade é entendida como um projeto contínuo de libertação intelectual, cultural, política e epistemológica das “amarras” coloniais, valorizando epistemologias dos povos entendidos como marginalizados, especialmente da África e América Latina. Trata-se, claro, de mais um desdobramento do identitarismo.

Raymond Aron, em O ópio dos intelectuais, mostra como o marxismo virou o ópio dos intelectuais a partir dos anos 1950 (o autor parafraseia uma conhecida citação de Karl Marx que diz que “a religião é o ópio do povo”). Nos anos 2020, temos um novo ópio entre a intelligentsia: a decolonialidade.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Acadêmicos de diversas áreas do conhecimento desejam “descolonizar” currículos escolares, livros etc. Clamando um “olhar” decolonial, intelectuais e ativistas estão “revisitando” a história, o idioma, a literatura, a arquitetura e tudo mais! Você encontrará vertentes decoloniais de ideologias conhecidas como “marxismo decolonial” e “feminismo decolonial”. A decolonialidade virou um nicho de mercado tão potente no velho e bom capitalismo que você encontrará até “banheiro decolonial” (estou falando sério!).

Intuitivamente, você pode achar que “descolonizar” currículos universitários, por exemplo, seja uma boa ideia. Que mal faria aos estudantes conhecerem os clássicos da literatura e novos pensadores da América Latina e da África? Nenhum! Mas, na prática, a decolonialidade não funciona por princípio de “inclusão” de novos saberes, mas por “substituição” de saberes considerados clássicos.

Ação contra o Ocidente

Estudantes da Escola de Estudos Orientais e Africanos, instituição de ensino superior da Inglaterra, exigiram que Platão, Descartes e Kant fossem eliminados do currículo de filosofia pois são homens brancos. Em A guerra contra o Ocidente, o jornalista Douglas Murray afirma que casos como o da instituição britânica deixam óbvia a intenção dos decoloniais: eles não querem fazer uma reinterpretação dos clássicos. Querem torná-los inadmissíveis. Para Murray, a decolonialidade faz parte de uma agenda anti-Ocidente.

Patrícia Silva é escritora e crítica do movimento decolonialismo | Foto: Divulgação/Patrícia Silva

Segundo os decoloniais, as misérias do Ocidente são produto do colonialismo. Se num passado recente, o grande vilão nos textos acadêmicos era o “neoliberalismo”, para a vanguarda intelectual de hoje, o vilão é o colonialismo. Numa reportagem do jornal Folha de S.Paulo, a filósofa Djamila Ribeiro afirmou que a exploração sexual de crianças e jovens é consequência da ação colonizadora. Aparentemente, para os pensadores decoloniais, países sem colonização, como Portugal e Espanha, não têm a exploração sexual no quadro de suas tragédias sociais (o que eu considero difícil de acreditar!).

A aclamada pensadora portuguesa Grada Kilomba declarou, em outra reportagem da Folha, que a “a arquitetura no Brasil perpetua a violência colonial”. Ela justifica: “Entradas diferentes para corpos diferentes: a entrada da frente, para os corpos normativos, e uma porta de serviço, com um elevador de serviço, para os corpos periféricos, marginais e secundários”.

Como de costume, pensadores identitários, em suas análises, ignoram a classe social. Se não ignorasse, Kilomba rapidamente perceberia que essa divisão de entradas é pautada na lógica “entrada de serviço/entrada social”. É uma organização predial feita em dois grandes grupos: trabalhadores e não trabalhadores. Você pode pensar, a partir disso, que em países sem passado colonial, não há entradas de serviço e a arquitetura não é violenta. Kilomba esclarece que o tipo de arquitetura vista no Brasil já foi abandonado na Europa:

“Toda gente entra na mesma porta, toda gente sobe no mesmo elevador e senta na mesma cadeira.” É quase irônico ver que, ao que tudo indica, os colonizadores se descolonizaram antes do que suas colônias… E para acontecer o mesmo por aqui, no mundo periférico, precisamos importar categorias epistêmicas desenvolvidas por pensadores de países colonizadores como Michel Foucault e até mesmo de países imperialistas como bell hooks.

Sobre os decoloniais

Os decoloniais têm uma dificuldade que merece ser demarcada: eles veem colonialismo até embaixo da cama, mas não conseguem reconhecer um governo autoritário e um colonizador de verdade. Em um passo muito parecido com o dos marxistas que procuram justificar as falhas do “comunismo real”, os decoloniais eximem organizações claramente antidemocráticas apenas por sinalizarem algum nível de rivalidade com valores ocidentais.

Nos campi dos EUA, estudantes misturam a reivindicação pela interrupção da guerra contra Israel com lemas clássicos do Hamas. Para eles, é moralmente imperativo ser contra Israel e a favor da Palestina, nem que para isso passe a proteger uma organização sabidamente terrorista.

Leia também: “Por que a esquerda problematiza memes?”

Em março de 2024, o presidente da França, Emmanuel Macron, esteve no Brasil assinando acordos com a Presidência da República. A França é a maior colonizadora do século 21 até o momento: como se estivesse ainda no século 18, tem bases militares em Dijibuti, Costa do Marfim, Senegal, Chade, Gabão e Níger. E emite a moeda conhecida como franco CFA para 14 de suas ex-colônias, o que garante que os países africanos permaneçam sob uma tutela complicada com a antiga metrópole.

O presidente da França, Emmanuel Macron (à esq), o presidente Lula (centro), e a primeira-dama Janja (à dir), durante cerimônia no Palácio do Planalto — 28/3/2024 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Entre os ativistas “progressistas” da África Ocidental, é comum ouvir apelos pela abolição do franco CFA. Os críticos dizem que a moeda permite que a França controle as economias dos países que o utilizam. Afirmam, ainda, que as ex-colônias de outras potências europeias são mais desenvolvidas economicamente e mais avançadas em termos democráticos.

Até 2019, por exemplo, a França exigia que os africanos que usavam o franco CFA depositassem 50% de suas reservas cambiais no Tesouro francês, em troca de uma taxa de câmbio garantida com o euro. A permanência da França nos territórios africanos é fruto de interesses econômicos, estratégicos e políticos. Eles precisam do petróleo do Gabão, do urânio do Níger e do cacau da Costa do Marfim.

Os noticiários dão conta que esses países africanos estão em alta tensão com o Estado francês. Considerando isso, espera-se que o movimento decolonial produzisse notas de repúdio ou algo do tipo à presença de Macron em territórios como a Amazônia brasileira. Não foi o que aconteceu. Macron ofereceu um jantar e convidou a elite brasileira e, entre os presentes, estava a filósofa Djamila Ribeiro, que não hesitou em tirar foto sorridente com o maior colonizador da África Ocidental hoje (mas ela disse que não há diálogo com o bolsonarismo porque o governo Bolsonaro teria representado o retrocesso para “mulheres, negros etc”).

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Djamila Ribeiro (@djamilaribeiro1)

Ou seja, a decolonialidade é mais uma teoria que morre na prática e serve, apenas, para legitimar os interesses epistemológicos, políticos e ideológicos de uma nova elite intelectual. Os decoloniais são, basicamente, colonizadores que chegaram atrasado.

Por Patrícia Silva. Escritora, comunicadora e pedagoga.

Caixa-preta de avião que caiu em Vinhedo é recuperada; como ela funciona?

0

A caixa-preta do avião da Voepass que caiu nesta sexta-feira (9) em Vinhedo (SP) foi recuperada em bom estado, informou o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O acidente matou 61 pessoas.

Avião passou por manutenção e não tinha restrição técnica, diz Voepass

0

O diretor de operações da companhia aérea Voepass, Marcel Moura, afirmou na sexta-feira (9) que a aeronave da empresa que caiu passou por manutenção de rotina na noite de ontem e não apresentou nenhum problema técnico.

Às 11h58 de ontem, a aeronave ATR, prefixo PS-VPB, saiu de Cascavel (PR) e caiu em Vinhedo (SP), por volta das 13h30. O destino final era o aeroporto de Guarulhos (SP).

Segundo Moura, a inspeção realizada pela equipe de manutenção da companhia não encontrou problemas técnicos. 

“A aeronave fez manutenção na noite de ontem e saiu sem nenhum tipo de problema técnico que impedisse sua navegabilidade”, afirmou.

Acúmulo de gelo

O diretor não descartou que o acúmulo de gelo nas asas do avião possa ter causado a queda. Segundo Moura, o ATR possui “sensibilidade” ao acúmulo de gelo por operar em altitudes mais baixas.  

Contudo, o diretor afirmou que o sistema de degelo estava em pleno funcionamento quando foi realizada a checagem da aeronave. “Nenhuma hipótese é descartada”, concluiu.

Acidente aéreo 

Na tarde de ontem, uma aeronave turboélice, da marca francesa ATR, da empresa Voepass, caiu em Vinhedo, município vizinho de Campinas. O voo saiu de Cascavel, no Paraná, e seguia para o aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O voo 2283 transportava 58 passageiros e quatro tripulantes.

A Voepass Linhas Aéreas divulgou à imprensa a lista contendo os nomes dos passageiros. A companhia informou que está prestando informações às famílias pelo número 0800 94197.

  • https://wms5.webradios.com.br:18904/8904
  • - ao vivo