quinta-feira, 29 janeiro, 2026
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A Clínica Mais Saúde oferece descontos em consultas médicas, exames laboratoriais e diagnóstico por imagem.

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A Policlínica Mais Saúde, em Rio Branco – Acre, está oferecendo a todos os seus clientes descontos no atendimento para o público em geral. Há 6 anos no mercado, a Mais Saúde oferece atendimento em saúde e é composta por uma equipe multidisciplinar, qualificada e especializada para realizar abordagens clínicas, especialidades, diagnósticos em imagem (raio-x, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia etc.), laboratório de análises clínicas, exames eletromédicos (mapa 24 horas, holter 24 horas, eletrocardiograma, eletroencefalograma, ecocardiograma etc.), espirometria, risco cirúrgico e tratamentos de forma humanizada, prezando o conforto e bem-estar dos pacientes.

“Além da qualidade e preço justo, outro diferencial da Policlínica está justamente na viabilidade e disponibilidade que fazem toda a diferença na vida dos nossos pacientes. Saúde nao é apenas preço, é disponibilidade no momento que nosso cliente mais precisa”. Afirma o Dir. Comercial Eliton Muniz. 

Com uma estrutura aconchegante e ambientes planejados para proporcionar a melhor experiência, a Mais Saúde possui duas unidades com diversas especialidades e serviços de atendimento de saúde.

Os descontos se aplicam no atendimento das seguintes especialidades:

* Clínico Geral.
* Pediatria.
* Ortopedia e Traumatologia.
* Dermatologia.
* Médico da Família.
* Nutricionista.
* Ginecologia e Obstetrícia.
* Psicólogo.
* Urologia.
* Cardiologia.
* Oncologista.
* Aparelho Digestivo.
* Odontologia.
* Infectologista.
* Cirurgia Geral.
* Massoterapia.

Todas as tardes de segunda a sábado, clínico geral a R$ 89,90 e sábado no período da manhã.

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Policlínica Mais Saúde
Serviço de qualidade com preço Justo.
Avenida Ceara 1546 – Bairro: Centro / Próximo a Drogasil
Contatos: (68) 9 9986 – 3090 – Central de Atendimentos.

‘A Liga’: Comédia de AÇÃO com Mark Wahlberg e Halle Berry ganha mais um clipe INÉDITO; Confira!

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Mark Wahlberg e Halle Berry estrelam como super espiões na comédia de ação da  Netflix ‘A Liga’, que chega este mês ao catálogo da plataforma de streaming. Agora, foi divulgado mais um clipe inédito da produção. Confira:

YouTube video player

O longa-metragem será lançado no próximo dia 16 de agosto.

YouTube video player“Mike (Mark Wahlberg), um trabalhador da construção civil de Nova Jersey, é rapidamente lançado no mundo dos super espiões e agentes secretos quando sua antiga namorada do ensino médio, Roxanne (Halle Berry), volta repentinamente para sua vida e o recruta em uma missão de inteligência dos EUA de alto risco”.

Dirigido por Julian Farino e escrito por Joe Barton e David Guggenheim‘The Union’ também conta com Mike ColterAdewale Akinnuoye-AgbajeJessica De GouwAlice Lee e Jackie Earle Haley no elenco.

Canadá pede para população se preparar para uma nova pandemia após alertar sobre novo vírus

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O governo do Canadá pediu que os próprios cidadãos se preparassem para uma nova pandemia, e também alertou sobre um vírus hipotético que poderá causar consequências mais drásticas que a Covid-19.

O alerta foi realizado por meio da segunda edição do Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, lançado em junho. A publicação, que orienta empregadores sobre como se preparar diante de outra pandemia, aponta que “com base nas tendências da gripe pandêmica passada, pode haver um número médio mais elevado de infecções e mortes em grupos etários diferentes dos que normalmente vemos durante as épocas anuais de gripe”.

O guia possui também a finalidade de preparar os empregadores para mudanças como na procura do consumidor e problemas na cadeia de abastecimento, em decorrência deste cenário.

Países do hemisfério Norte, onde está o Canadá, registram um aumento no número de casos da Covid durante o atual período. Mesmo com número inferior ao registrado durante a pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que novas mutações do vírus, bem como infecções graves, podem surgir.

Com informações do O Globo

Concurso público: veja 6 editais Cebraspe abertos e previstos em agosto!

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Diante disso, realizamos um levantamento com os editais da banca Cebraspe abertos e previstos

Excelentes editais de concurso público estão abertos e previstos neste mês de agosto e a banca Cebraspe é responsável por organizar certames com excelentes oportunidades para quem deseja conquistar um cargo público.

Concurso público: veja 6 editais Cebraspe abertos e previstos em agosto! | Cidade AC News – Notícias do Acre

Concurso — Foto: Freepik

Diante disso, realizamos um levantamento com os editais da banca Cebraspe abertos e previstos, para que você fique por dentro das melhores chances de conquistar seu cargo público

Acompanhe!

Mariri Yawanawa: a celebração da vida na floresta

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A Aldeia Mutum do povo Yawanawa, no Alto Rio Gregório, em Tarauacá, recebeu por seis dias (10 a 15 de agosto) indígenas de todas as suas comunidades para uma grande festa de celebração cultural. O Mariri Yawanawa é um encontro ancestral que tem como objetivo unir as famílias da etnia para fazer planos de vida, comer juntos, dançar, cantar, participar de cerimônias espirituais e brincadeiras.

Mariri Yawanawa é um encontro ancestral que tem como objetivo unir as famílias da etnia. Foto: Altino Machado/FEM

Durante esse período as lideranças das aldeias da Terra Indígena Yawanawa se encontram para fortalecer a união entre eles. Apesar da seca do verão amazônico, que dificulta a navegação nas águas do Rio Gregório, cerca de mil pessoas participam do Mariri, entre indígenas e visitantes.

O Mariri era praticado pelos ancestrais Yawanawa desde tempos imemoriais, mas foi perdendo a sua força a partir do contato com os brancos e o aculturamento religioso, que quase aniquilou a cultura tradicional Yawanawa. No entanto, há 24 anos, por meio da luta de jovens lideranças e, principalmente, da atuação de dois pajés, Tatá e Yawa, o Mariri voltou a ser celebrado unindo toda a Nação Yawanawa e atraindo visitantes de várias partes do Brasil e do mundo.

Festival atrai visitantes de várias partes do Brasil e do mundo. Foto: Altino Machado/FEM

O professor indígena Nani Yawanawa, morador da Aldeia Yawarani, um dos guardiões da cultura do seu povo, explica o sentido do Mariri.

“Esse encontro, que tem o nome tradicional de Molutê, acontece uma vez por ano, no verão, para juntar todas as pessoas para falarem sobre os projetos de cada uma das famílias Yawanawa. A liderança principal faz essa conversa. Então, é um momento de celebração que envolve dança, brincadeiras e comida”, diz ele.

Nani, que além de ensinar os mais jovens está elaborando um dicionário do idioma Yawanawa, afirma que a questão da produção de alimentos é um dos pontos dos debates entre os indígenas.

Nani está elaborando um dicionário do idioma Yawanawa. Foto: Altino Machado/FEM

“Falamos sobre plantações e criação de animais. Pra nós termos saúde é preciso se ter algo para comer. Quem não tem o que comer da terra onde mora é um homem doente, miserável e perdido. O nosso povo sempre teve muita fartura e o que não se tirava da agricultura era buscado na floresta, na caça e na pesca”, afirmou.

Segundo Nani, no Mariri se via quem era o melhor caçador, aquele que sabia fazer caiçuma mais rápida, o melhor contador de histórias e quem mais cuidava do povo. Mas o sentido espiritual da vida é marcante na celebração do Molutê ou Mariri.

“A espiritualidade é dada pelo Espírito por meio de uma escolha que depende de uma vida inteira de práticas. É preciso fazer a doação de um tempo da nossa vida a Deus, que chamamos de dieta. Nos sonhos durante a dieta vem toda a orientação de como evoluir na espiritualidade, assim como a manifestação do poder de cura e da sabedoria”, conta Nani.

Tashka Yawanawa, à direita, esclarece que Mariri é uma manifestação cultural e espiritual. Foto: Altino Machado/FEM

Um dos principais organizadores do Mariri é Tashka Yawanawa. Ele viabiliza apoios internos e externos para a realização da celebração na floresta e explica o propósito da Festa.

“O nosso Mariri é uma festa para o nosso próprio povo. A gente está vivendo um bom momento e estamos agradecendo aos espíritos e ao Criador, que protege e cuida da nossa gente. É um ato de gratidão a todos os seres divinos da floresta e à nossa ancestralidade, um culto à cultura Yawanawa,” explica.

Tashka faz questão de esclarecer que a vinda de visitantes de várias partes do mundo é importante, mas o objetivo principal do Mariri é o fortalecimento cultural.

“O Mariri é uma manifestação cultural e espiritual para fortalecer o nosso povo. Durante esses dias pegamos inspiração para irradiarmos para o mundo essa luz de alegria. Cada canto e reza que é cantado no Mariri corta o silêncio da floresta e ecoa para o planeta trazendo mais força para a afirmação da cultura Yawanawa”, poetiza Tashka.

O renascimento cultural do povo Yawanawa

O jovem cacique da aldeia Mutum Rasu Yawanawa, filho do pajé Tatá, entende o Mariri como um fator de libertação.

“O Mariri representa a existência do nosso povo porque há muito tempo fomos proibidos de ser quem somos. Não podíamos falar a nossa língua, rezar os nossos rezos e nem cantar os nossos cantos. Passamos um tempo sem a nossa identidade e depois que conseguimos virar essa página os velhos pajés trouxeram de volta a nossa cultura. E há mais de 20 anos realizamos o primeiro Festival Cultural e conseguimos inspirar outros povos indígenas. Então, o Mariri significa que o nosso povo está de pé com as nossas raízes ancestrais vivas”, salienta o cacique.

Júlia Yawanawa é uma das produtoras do Mariri. Foto: Altino Machado/FEM

Júlia Yawanawa é uma das produtoras do Mariri mais dedicadas e com muitas responsabilidades para que a festa possa acontecer.

“O Mariri envolve muita confiança e entrega para Deus. Já trabalhamos essa celebração desde o ano 2000. Somos inspirados nas orientações do meu pai Raimundo Luis, Tuiukuru, que buscou nas suas memórias e nas histórias dos mais antigos como os Yawanawa cantavam, se vestiam e como eram as brincadeiras. Assim, aprendemos a melhorar e aperfeiçoar cada vez mais a realização do Mariri”, conta Júlia.

Mariri recebeu o apoio do governo do Acre

Nedina Yawanawa, diretora da Secretaria de Povos Indígenas, participa do Mariri como representante do governo do Acre.

Nedina Yawanawa é diretora da Secretaria de Povos Indígenas. Foto: Altino Machado/FEM

“É muito clara a visão do governador Gladson Cameli sobre a importância dos povos indígenas que cuidam das nossas florestas. Nós temos os festivais indígenas no calendário oficial do governo. Isso é uma manifestação de respeito com os povos originários do Acre, além dos vários programas sociais que realizamos para as comunidades indígenas por intermédio da Sepi [Secretaria de Povos Indígenas]”, explica Nedina.

O investimento do governo, segundo Nedina, fortalece cada vez mais as culturas das diversas etnias do Acre e gera renda para muitas famílias. Foto: Altino Machado/FEM

Esse investimento do governo, segundo Nedina, fortalece cada vez mais as culturas das diversas etnias do Acre e gera renda para muitas famílias.

“O etnoturismo é um cartão postal do nosso estado. Então, esse apoio que o governo tem dado para vários festivais é uma forma de impulsionar a economia dos povos indígenas, por meio do artesanato e outros produtos ofertados aos visitantes. Também é importante acolher os turistas que vêm participar dessas festas e que movimentam a economia dos municípios acreanos nas hospedagens, em hotéis, transportes, alimentação, entre outros itens de consumo”, destaca Nedina.

Etnoturismo cada vez mais forte no estado

Renata Reluz é uma operadora de turismo com uma agência em Rio Branco especializada em grupos de viagens para as aldeias indígenas. Nascida no Maranhão, mudou-se para o Acre para fortalecer cada vez mais as atividades de turismo sustentável.

Renata Reluz trabalha em atividades de turismo sustentável. Foto: Altino Machado/FEM.

No Mariri de 2024, Renata trabalhou também na produção interna do evento por intermédio da Associação do Povo Yawanawa. Houve uma divulgação de 45 dias no Instagram e a sua agência reuniu um grupo de 13 pessoas para participar das festividades.

“Essa é uma festa do povo Yawanawa e a gente veio com esse grupo para entender a sua cultura e a espiritualidade. É uma oportunidade para conviver com indígenas de diversas aldeias, um momento único e muito especial”, salienta.

Renata também faz uma reflexão sobre o aspecto econômico que é movimentado no estado durante o Mariri.

Festival Mariri Yawanawa tem a duração de 6 dias, de 10 a 15 de agosto. Foto: Altino Machado/FEM

“O etnoturismo traz não só sustentabilidade para os povos originários, mas também a bandeira da preservação ambiental. O etnoturismo precisa da floresta em pé para poder acontecer. Esse é um aspecto diferenciado de qualquer outro tipo de turismo. Mas existe um movimento financeiro gerado com a logística do movimento dos visitantes que pode chegar próximo a um milhão de reais. No meu trabalho sempre favoreço os hotéis da região e a prestação de serviços com pessoas que vivem no Acre”, conclui.

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Mariri Yawanawa: a celebração da vida na floresta

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A Aldeia Mutum do povo Yawanawa, no Alto Rio Gregório, em Tarauacá, recebeu por seis dias (10 a 15 de agosto) indígenas de todas as suas comunidades para uma grande festa de celebração cultural. O Mariri Yawanawa é um encontro ancestral que tem como objetivo unir as famílias da etnia para fazer planos de vida, comer juntos, dançar, cantar, participar de cerimônias espirituais e brincadeiras.

Mariri Yawanawa é um encontro ancestral que tem como objetivo unir as famílias da etnia. Foto: Altino Machado/FEM

Durante esse período as lideranças das aldeias da Terra Indígena Yawanawa se encontram para fortalecer a união entre eles. Apesar da seca do verão amazônico, que dificulta a navegação nas águas do Rio Gregório, cerca de mil pessoas participam do Mariri, entre indígenas e visitantes.

O Mariri era praticado pelos ancestrais Yawanawa desde tempos imemoriais, mas foi perdendo a sua força a partir do contato com os brancos e o aculturamento religioso, que quase aniquilou a cultura tradicional Yawanawa. No entanto, há 24 anos, por meio da luta de jovens lideranças e, principalmente, da atuação de dois pajés, Tatá e Yawa, o Mariri voltou a ser celebrado unindo toda a Nação Yawanawa e atraindo visitantes de várias partes do Brasil e do mundo.

Festival atrai visitantes de várias partes do Brasil e do mundo. Foto: Altino Machado/FEM

O professor indígena Nani Yawanawa, morador da Aldeia Yawarani, um dos guardiões da cultura do seu povo, explica o sentido do Mariri.

“Esse encontro, que tem o nome tradicional de Molutê, acontece uma vez por ano, no verão, para juntar todas as pessoas para falarem sobre os projetos de cada uma das famílias Yawanawa. A liderança principal faz essa conversa. Então, é um momento de celebração que envolve dança, brincadeiras e comida”, diz ele.

Nani, que além de ensinar os mais jovens está elaborando um dicionário do idioma Yawanawa, afirma que a questão da produção de alimentos é um dos pontos dos debates entre os indígenas.

Nani está elaborando um dicionário do idioma Yawanawa. Foto: Altino Machado/FEM

“Falamos sobre plantações e criação de animais. Pra nós termos saúde é preciso se ter algo para comer. Quem não tem o que comer da terra onde mora é um homem doente, miserável e perdido. O nosso povo sempre teve muita fartura e o que não se tirava da agricultura era buscado na floresta, na caça e na pesca”, afirmou.

Segundo Nani, no Mariri se via quem era o melhor caçador, aquele que sabia fazer caiçuma mais rápida, o melhor contador de histórias e quem mais cuidava do povo. Mas o sentido espiritual da vida é marcante na celebração do Molutê ou Mariri.

“A espiritualidade é dada pelo Espírito por meio de uma escolha que depende de uma vida inteira de práticas. É preciso fazer a doação de um tempo da nossa vida a Deus, que chamamos de dieta. Nos sonhos durante a dieta vem toda a orientação de como evoluir na espiritualidade, assim como a manifestação do poder de cura e da sabedoria”, conta Nani.

Tashka Yawanawa, à direita, esclarece que Mariri é uma manifestação cultural e espiritual. Foto: Altino Machado/FEM

Um dos principais organizadores do Mariri é Tashka Yawanawa. Ele viabiliza apoios internos e externos para a realização da celebração na floresta e explica o propósito da Festa.

“O nosso Mariri é uma festa para o nosso próprio povo. A gente está vivendo um bom momento e estamos agradecendo aos espíritos e ao Criador, que protege e cuida da nossa gente. É um ato de gratidão a todos os seres divinos da floresta e à nossa ancestralidade, um culto à cultura Yawanawa,” explica.

Tashka faz questão de esclarecer que a vinda de visitantes de várias partes do mundo é importante, mas o objetivo principal do Mariri é o fortalecimento cultural.

“O Mariri é uma manifestação cultural e espiritual para fortalecer o nosso povo. Durante esses dias pegamos inspiração para irradiarmos para o mundo essa luz de alegria. Cada canto e reza que é cantado no Mariri corta o silêncio da floresta e ecoa para o planeta trazendo mais força para a afirmação da cultura Yawanawa”, poetiza Tashka.

O renascimento cultural do povo Yawanawa

O jovem cacique da aldeia Mutum Rasu Yawanawa, filho do pajé Tatá, entende o Mariri como um fator de libertação.

“O Mariri representa a existência do nosso povo porque há muito tempo fomos proibidos de ser quem somos. Não podíamos falar a nossa língua, rezar os nossos rezos e nem cantar os nossos cantos. Passamos um tempo sem a nossa identidade e depois que conseguimos virar essa página os velhos pajés trouxeram de volta a nossa cultura. E há mais de 20 anos realizamos o primeiro Festival Cultural e conseguimos inspirar outros povos indígenas. Então, o Mariri significa que o nosso povo está de pé com as nossas raízes ancestrais vivas”, salienta o cacique.

Júlia Yawanawa é uma das produtoras do Mariri. Foto: Altino Machado/FEM

Júlia Yawanawa é uma das produtoras do Mariri mais dedicadas e com muitas responsabilidades para que a festa possa acontecer.

“O Mariri envolve muita confiança e entrega para Deus. Já trabalhamos essa celebração desde o ano 2000. Somos inspirados nas orientações do meu pai Raimundo Luis, Tuiukuru, que buscou nas suas memórias e nas histórias dos mais antigos como os Yawanawa cantavam, se vestiam e como eram as brincadeiras. Assim, aprendemos a melhorar e aperfeiçoar cada vez mais a realização do Mariri”, conta Júlia.

Mariri recebeu o apoio do governo do Acre

Nedina Yawanawa, diretora da Secretaria de Povos Indígenas, participa do Mariri como representante do governo do Acre.

Nedina Yawanawa é diretora da Secretaria de Povos Indígenas. Foto: Altino Machado/FEM

“É muito clara a visão do governador Gladson Cameli sobre a importância dos povos indígenas que cuidam das nossas florestas. Nós temos os festivais indígenas no calendário oficial do governo. Isso é uma manifestação de respeito com os povos originários do Acre, além dos vários programas sociais que realizamos para as comunidades indígenas por intermédio da Sepi [Secretaria de Povos Indígenas]”, explica Nedina.

O investimento do governo, segundo Nedina, fortalece cada vez mais as culturas das diversas etnias do Acre e gera renda para muitas famílias. Foto: Altino Machado/FEM

Esse investimento do governo, segundo Nedina, fortalece cada vez mais as culturas das diversas etnias do Acre e gera renda para muitas famílias.

“O etnoturismo é um cartão postal do nosso estado. Então, esse apoio que o governo tem dado para vários festivais é uma forma de impulsionar a economia dos povos indígenas, por meio do artesanato e outros produtos ofertados aos visitantes. Também é importante acolher os turistas que vêm participar dessas festas e que movimentam a economia dos municípios acreanos nas hospedagens, em hotéis, transportes, alimentação, entre outros itens de consumo”, destaca Nedina.

Etnoturismo cada vez mais forte no estado

Renata Reluz é uma operadora de turismo com uma agência em Rio Branco especializada em grupos de viagens para as aldeias indígenas. Nascida no Maranhão, mudou-se para o Acre para fortalecer cada vez mais as atividades de turismo sustentável.

Renata Reluz trabalha em atividades de turismo sustentável. Foto: Altino Machado/FEM.

No Mariri de 2024, Renata trabalhou também na produção interna do evento por intermédio da Associação do Povo Yawanawa. Houve uma divulgação de 45 dias no Instagram e a sua agência reuniu um grupo de 13 pessoas para participar das festividades.

“Essa é uma festa do povo Yawanawa e a gente veio com esse grupo para entender a sua cultura e a espiritualidade. É uma oportunidade para conviver com indígenas de diversas aldeias, um momento único e muito especial”, salienta.

Renata também faz uma reflexão sobre o aspecto econômico que é movimentado no estado durante o Mariri.

Festival Mariri Yawanawa tem a duração de 6 dias, de 10 a 15 de agosto. Foto: Altino Machado/FEM

“O etnoturismo traz não só sustentabilidade para os povos originários, mas também a bandeira da preservação ambiental. O etnoturismo precisa da floresta em pé para poder acontecer. Esse é um aspecto diferenciado de qualquer outro tipo de turismo. Mas existe um movimento financeiro gerado com a logística do movimento dos visitantes que pode chegar próximo a um milhão de reais. No meu trabalho sempre favoreço os hotéis da região e a prestação de serviços com pessoas que vivem no Acre”, conclui.

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