domingo, 15 fevereiro, 2026
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Prefeitura de Rio Branco seleciona alunos e professores para intercâmbio de Educação na Disney e na Nasa

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Prefeitura de Rio Branco seleciona alunos e professores para intercâmbio de Educação na Disney e na Nasa

Em um cenário global cada vez mais conectado, proporcionar aos estudantes a oportunidade de vivenciar novas culturas e ter contato direto com centros de inovação científica tem se mostrado uma das formas mais eficazes de ampliar horizontes, incentivar o protagonismo juvenil e fortalecer o aprendizado. A valorização de alunos e professores, aliada a experiências internacionais, contribui para despertar vocações, estimular o pensamento crítico e mostrar que o futuro pode ir muito além da sala de aula. É com essa visão de educação transformadora que a Prefeitura de Rio Branco tem investido em programas que levam conhecimento, tecnologia e inspiração à vida de crianças e educadores da rede municipal.

Seguindo essa proposta, a Prefeitura anunciou, nesta segunda-feira (24), os seis alunos selecionados para participar do intercâmbio Alunos Rumo à Nasa e à Disney . A viagem está prevista para fevereiro do próximo ano e busca proporcionar aos estudantes vivências educacionais, científicas, culturais e linguísticas em dois dos principais polos de inovação do mundo.

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O prefeito se emocionou ao destacar que a iniciativa é a continuidade de um trabalho sólido de modernização da educação municipal. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Durante o evento de apresentação, o prefeito Tião Bocalom se emocionou ao destacar que a iniciativa é a continuidade de um trabalho sólido de modernização da educação municipal.

“A prefeitura de Rio Branco não tem medido esforços, nem tem medido o dinheiro que ela investiu para poder implantar tecnologias de qualidade na nossa educação. Vieram os tablets, os notebooks, os quadros interativos, o MenteInovadora, a robótica da Alemanha. Agora a gente quer premiar nossas crianças, que também têm sonhos de um dia trabalhar na NASA”, afirmou o gestor municipal. Ele reforçou ainda que: “Estamos muito felizes de poder premiar essas cabeças mais avançadas, que desenvolvem um pouco mais e também sonham mais alto”, completou.

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“Isso é um reconhecimento de toda uma dedicação, e esse trabalho não é só meu, é de toda a escola, de toda a equipe. Estou muito feliz mesmo”, celebrou Jocilda. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Além dos estudantes, três professores da rede municipal também foram contemplados, como reconhecimento ao desempenho pedagógico e à dedicação demonstrada em sala de aula. Para a professora Jocilda da Silva Lima Melo, selecionada em primeiro lugar, o momento representa uma conquista coletiva.

“Nossa, que maravilha, eu não estou acreditando. Isso é um reconhecimento de toda uma dedicação, e esse trabalho não é só meu, é de toda a escola, de toda a equipe. Estou muito feliz mesmo. E eu vou, com certeza. Meu sonho é conhecer a Disney”, celebrou Melo.

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“Esse grande programa permitirá que nossas crianças conheçam outras culturas e entendam como se desenvolvem países do primeiro mundo. Isso incentiva nossos alunos a ter um futuro melhor”, asseverou Bestene. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

O vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Alysson Bestene, destacou que apostar em intercâmbios é investir diretamente no futuro das crianças.

“Sou muito grato e tenho me apaixonado todos os dias pela educação. A Prefeitura de Rio Branco não tem medido esforços, feito vários investimentos. Esse grande programa permitirá que nossas crianças conheçam outras culturas e entendam como se desenvolvem países do primeiro mundo. Isso incentiva nossos alunos a ter um futuro melhor”, asseverou Bestene.

Alunos selecionados

  • Yasmim Silva Matos — Escola Mariana Silva Oliveira (Adalberto Sena)
  • Carlos Davi da Silva de Mendonça — Escola Luiz de Carvalho Fontenelle (Bosque)
  • José Pedro Rebouças Feliz — Escola Chico Mendes (Santa Inês)
  • Ana Luiza da Silva Montalvão — Escola Ismael Gomes (Tancredo Neves)
  • Kauã Victor Souza — Escola Ilson Ribeiro (Ilson Ribeiro)
  • Miguel Lima da Costa — Escola Maria Lúcia (Morada do Sol)

Professores selecionados

  • Jocilda da Silva Lima Melo — Escola Maria Lúcia Moura Marin
  • Eldelice Castro Araújo — Escola Chico Mendes
  • Jane Maria de Oliveira Menezes — Escola Chico Mendes
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Valorização de alunos e professores, contribui para despertar vocações, estimular o pensamento crítico e mostrar que o futuro pode ir muito além da sala de aula. (Foto: Marcos Araújo/Secom)

Com a viagem marcada para fevereiro de 2026, a expectativa é que alunos e professores retornem não apenas com novas experiências, mas também com uma visão ampliada sobre educação, ciência, tecnologia e possibilidades de futuro. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Rio Branco com uma educação pública inovadora, humanizada e capaz de transformar vidas.

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Votação no STF para referendar decisão de Moraes começa às 18h

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Votação no STF para referendar decisão de Moraes começa às 18h


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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para às 18h desta terça-feira (25) uma sessão virtual para referendar as decisões do ministro Alexandre de Moraes que determinaram as execuções das condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais seis réus da trama golpista.Votação no STF para referendar decisão de Moraes começa às 18h | Cidade AC News – Notícias do AcreVotação no STF para referendar decisão de Moraes começa às 18h | Cidade AC News – Notícias do Acre

A votação vai começar com o voto de Moraes, que é relator do caso. Em seguida, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia vão votar. 

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A maioria de votos pela manutenção da decisão será formada com três votos favoráveis às execuções das condenações.

Somente os quatro ministros vão votar. No mês passado, o ministro Luiz Fux deixou o colegiado apos votar pela absolvição de Bolsonaro e foi para a Segunda Turma da Corte.

Mais cedo, o trânsito em julgado do processo foi reconhecido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após o fim do prazo para apresentação de novos recursos, que terminou ontem (24).

No dia 14 deste mês, por unanimidade, a Primeira Turma da Corte rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro e de mais seis réus.

Saiba os crimes cometidos por Bolsonaro e 6 aliados na trama golpista

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Saiba os crimes cometidos por Bolsonaro e 6 aliados na trama golpista


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O ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis aliados começaram a cumprir pena nesta terça-feira (25) após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do processo para os réus do Núcleo 1 da trama golpista, ocorrida durante o governo de Bolsonaro.Saiba os crimes cometidos por Bolsonaro e 6 aliados na trama golpista | Cidade AC News – Notícias do AcreSaiba os crimes cometidos por Bolsonaro e 6 aliados na trama golpista | Cidade AC News – Notícias do Acre

A condenação ocorreu no dia 11 de setembro. Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os sete réus pelos crimes de: 

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e 
  • Deterioração de patrimônio tombado.

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A Primeira Turma do STF também decidiu condenar os réus à pena de inelegibilidade pelo prazo de oito anos.

Confira as penas e o local de prisão dos condenados: 

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;
Local de prisão: Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;
Local de prisão: Vila Militar, no Rio de Janeiro.

– Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos; 
Local de prisão: Instalações da Estação Rádio da Marinha,  em Brasília.

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
Local de prisão: 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos; 
Local de prisão:  Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos; 
Local de prisão: Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília.

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.
Está foragido em Miami, nos Estados Unidos. O mandado de prisão será incluído no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP).

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Os ex-ministro Augusto Heleno e  Paulo Sérgio Nogueira foram levados nesta terça-feira (25) para as instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília. 

Mauro Cid

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, também foi condenado pelo STF pelos mesmos crimes. No entanto, por ter assinado acordo de delação premiada, a pena dele foi estabelecida em 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada.

No início do mês, Cid passou uma audiência no STF e retirou a tornozeleira eletrônica.

Prisão preventiva

O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso preventivamente desde a manhã de sábado (22) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) . 

A prisão preventiva ainda não é o cumprimento da pena pela trama golpista, e foi determinada por Moraes por causa de uma violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Em audiência de custódia, o ex-presidente confessou o ato e alegou “paranoia” causada por medicamentos. 

Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança

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Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança


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Estudo qualitativo “Inteligência Artificial na Educação: usos, oportunidades e riscos no cenário brasileiro”, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com alunos e professores do ensino médio de escolas públicas e privadas das capitais de São Paulo e Pernambuco, encontrou um universo de uso indiscriminado dessa nova tecnologia. Pesquisa anterior (TIC Educação), divulgada em setembro pelo Cetic.br, já havia apontado ampla adoção da IA no ambiente escolar brasileiro, com 70% dos alunos do ensino médio, cerca de 5,2 milhões de estudantes, e 58% dos professores utilizando ferramentas de IA generativa em atividades escolares.Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança | Cidade AC News – Notícias do AcreUso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança | Cidade AC News – Notícias do Acre

“Um uso quase selvagem, porque eles usam para tudo, desde pesquisar uma palavra, até entender uma dor que estão sentindo, receita, lembrete, para várias atividades escolares, anotações, para fazer resumo, para realizar tarefas inteiras, até para suporte emocional. Eles falam bastante disso também, que usam como terapeuta, como conselheiro. Enfim, um uso bastante diverso e amplo do ponto de vista dos alunos”, disse à Agência Brasil a coordenadora da pesquisa, Graziela Castello. O trabalho de campo do estudo foi efetuado entre os meses de junho e agosto de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (25), no seminário INOVA IA 2025, realizado no Rio de Janeiro.

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Também os professores já fazem uso bastante intenso da IA generativa para preparar aula, para ter como apoio a atividades pedagógicas. Segundo Graziela, o que há de convergente entre os dois grupos é que ambos estão fazendo esse uso sem nenhuma mediação, sem orientação, sem supervisão ou regramento dado pelas escolas ou por outras instituições.

“E eles querem informação, querem saber como usar de maneira ética, segura, sem riscos”. Ou seja, o uso é muito intenso, mas ainda nada orientado e muito por conta própria.

De acordo com o estudo, a solução passa pela necessidade de acelerar o processo em termos de regimento, protocolos e políticas que estabeleçam, minimamente, uma baliza para uma visão mais segura, acompanhada de ações com escala que capacitem professores e alunos. Daí a necessidade de investir em formação, mas também em regulação, como uma maneira de dar normas e orientações para que as pessoas, nesse primeiro momento, saibam como fazer e o que não fazer e ter um pouco mais clareza para começar a navegar nesse universo, indicou a coordenadora.

Riscos

Graziela Castello explicou que, ao contrário do que aconteceu com a internet, que já entrou na vida das pessoas de uma maneira muito acelerada, “a IA entrou chutando a porta. Entrou e eles (alunos e professores) usam, e usam mesmo, mas também reconhecem os riscos desse uso”.

O estudo revela que apesar de utilizarem muito a IA, os alunos têm medo de desaprender, de “emburrecer” com o uso dessas tecnologias. Têm medo de ficarem dependentes, de não conseguirem criar ou de exercer a criatividade, de perderem a identidade.

“(Medo) de que, agora, o processo fique tão pasteurizado que eles percam a nuance daquilo que são”. Eles são entusiastas da IA, mas têm consciência, têm receio e pedem informação. Graziela destacou que essas são notícias importantes para os gestores públicos sobre a urgência em estabelecer políticas e ações que ajudem a orientar esse uso de um jeito proveitoso e oportuno. “E tentando minimizar os riscos, que não são poucos”.

Do mesmo modo, os professores também já fazem uso da IA generativa, principalmente como suporte para atividades cotidianas.

“Eles reconhecem que tem um potencial forte para redução de tarefas repetitivas, como suporte para conseguir ter outros recursos, atividades mais alternativas, inclusive para gradações de tarefas. Tem um potencial de tentar customizar atividades para os perfis dos alunos”.

Estudantes com diferentes níveis de aprendizado podem ter acesso a diferentes atividades propostas. Alunos com deficiência, por exemplo, poderiam ter acesso a materiais mais elaborados para aquilo que for conveniente para eles. A pesquisa evidencia que os professores também fazem isso de maneira experimental e por conta própria, sem muita orientação, e também querem informação sobre como usar e em que momento da escola.

Os educadores sabem que os alunos estão usando a IA, mas não sabem como mediar esse uso e, portanto, ficam sem ação. Os professores se mostraram muito preocupados porque sabem que os alunos fazem uso da IA de maneira autônoma, não conseguiram relatar benefícios neste momento e se preocupam muito com o uso que estão vendo. Para os educadores, essa utilização da IA pelos estudantes tem limitado sua capacidade de aprendizado, eles têm piorado na capacidade de fazer redação e na linguagem inclusive, além do uso como suporte emocional, que eles têm visto no dia a dia, de maneira frequente.

“Eles querem informação. Acham que a escola é lugar para formação de alunos e professores, mas também se sentem sobrecarregados. Eles também problematizam isso: quem deveria dar essa informação e em que condições”, explicou.

Desigualdades

A pesquisa apurou diferenças também entre alunos de escolas públicas e privadas no uso da IA. O que existe de diferença mais fundamental são as desigualdades de acesso à infraestrutura, que já são anteriores à vinda da IA. Alunos de escolas privadas têm acesso a outros equipamentos, como computador em casa, o que torna o uso da IA mais proveitoso. Já se o aluno está restrito ao celular, tem muito mais dificuldade de operar essas ferramentas. Com o conteúdo sendo pago ou gratuito, isso já representa mais uma camada adicional de desigualdade, disse a coordenadora da pesquisa. Com o serviço pago, há possibilidade de se fazer usos mais oportunos.

“Fundamentalmente, você tem ainda a reprodução de desigualdades em infraestrutura digital que vão ampliar, se não forem contornadas, ainda mais essa desigualdade de oportunidades entre escolas públicas e privadas”.

A adoção segura dessa tecnologia e a construção de políticas públicas para orientar o uso da IA têm de ter como precedente o letramento, ou seja, orientação para alunos e professores sobre como funciona essas ferramentas.

“Acho que a primeira fase é dar letramento, conhecimento para a população como um todo sobre o que significa essa tecnologia, como ela é construída, quem detém esses dados hoje em dia, quem são os donos das informações”.

Outra preocupação importante é saber se esses dados, as ferramentas de IA, são adaptáveis ao contexto brasileiro. Algumas perguntas são: Será que ao trabalhar com os estudantes não estamos dando dados do contexto de outros países? Será que a gente tem tecnologia própria que garanta que estamos sendo fidedignos aos problemas internos do Brasil?

“Tem uma série de enfrentamentos que têm de ser feitos simultaneamente. A questão é que a coisa (IA) entrou com uma velocidade e a gente vai ter que trocar a roda do carro com ele andando”, apontou Graziela Castello.

Outras questões de destaque visam a criação de um pensamento crítico, como os estudantes podem checar as informações que recebem. Eles entendem que há erros factuais, expressões preconceituosas e negativas, que não conseguem gerenciar. Esse é um outro ponto de atenção: saber como desenvolver essa habilidade técnica, as possibilidades dessa ferramenta sem redução da capacidade criativa dos alunos, Mas é o enfrentamento que permite se avançar na discussão de construção de um pensamento crítico, a fim de que não se reproduzam possíveis erros e vieses que vêm dessas tecnologias, analisou a coordenadora da pesquisa. 

 

Analfabetismo entre pessoas idosas negras cai em 11 anos

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Analfabetismo entre pessoas idosas negras cai em 11 anos


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Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), a partir dos dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de 2012 a 2023, com recorte racial quanto à escolaridade, mostra que a taxa de analfabetismo entre pessoas idosas negras (60+) foi de 36,0% e, entre as brancas, ficou em 15,4%, em 2012.Analfabetismo entre pessoas idosas negras cai em 11 anos | Cidade AC News – Notícias do AcreAnalfabetismo entre pessoas idosas negras cai em 11 anos | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em 2023, foi de 22,1% para idosos negros e 8,7% para brancos. Embora o analfabetismo tenha sido reduzido nos dois grupos, de 20,6 pontos percentuais (p.p.) para 13,4 p.p., a diferença permanece expressiva.

Impacto

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Para o membro do conselho deliberativo do Cedra, Marcelo Tragtenberg, o analfabetismo entre pessoas negras idosas é algo que choca pelo impacto na vida delas.

“Houve melhora, mas não sabemos se é por motivo geracional, se os novos idosos estão mais escolarizados ou pelo processo de urbanização. Para isso, seria importante uma busca ativa para matrículas em Educação de Jovens e Adultos (EJA) e até uma política de incentivos, como o programa Pé de Meia, mas voltada para a população mais velha que não chegou aos níveis básicos de escolaridade”, disse Tragtenberg.

A análise mostrou também que a taxa de analfabetismo dos jovens negros era de 2,4% e dos jovens brancos de 1,1% em 2012. Em 2023, a taxa dos jovens negros passou para 0,9% e dos jovens brancos, 0,6%.

O analfabetismo diminuiu nos dois grupos, assim como a diferença entre eles, que foi de 1,3 ponto percentual (p.p.) em 2012 para 0,3 p.p. em 2023, com melhora mais expressiva entre negros.

Também houve queda nas taxas de analfabetismo na população jovem (25 a 29 anos) que, entre 2012 e 2023, foi de 1,3% para homens brancos, 2,8% para homens negros, 0,7% para mulheres brancas e 1,3% para mulheres negras.

Em queda

Segundo o estudo do Cedra, entre as pessoas negras de 30 a 39 anos, a taxa de analfabetismo era de 7,0% e a de pessoas brancas, 2,5% em 2012. Em 2023, a taxa de pessoas negras caiu para 2,2% e a de pessoas brancas foi para 1,1%. Apesar da queda significativa entre os grupos, pessoas negras estavam, em 2023, em situação parecida com a das brancas em 2012.

A taxa de analfabetismo entre mulheres negras acima de 15 anos era 10,8% e, entre mulheres brancas, de 5,1% em 2012. Em 2023, a taxa de analfabetismo caiu nos dois grupos, ficando em 6,6% para mulheres negras e 3,3% para as brancas. Apesar da redução de 5,7 pontos percentuais em 2012 para 3,3 p.p. em 2023, a diferença entre elas permanece expressiva.

Ainda segundo o estudo, o analfabetismo entre homens negros acima de 15 anos era de 11,5%, e, entre homens brancos, atingia 4,8% em 2012.

Em 2023, a taxa de analfabetismo caiu nos dois grupos, ficando em 7,4% para os negros e 3,4% para os brancos. Apesar da redução de 6,7 pontos percentuais  em 2012 para 4,0 p.p. em 2023, a diferença entre eles permanece significativa.

Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995

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Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995


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O Brasil registrou, em 2024, os melhores resultados de renda, desigualdade e pobreza de toda a série histórica iniciada em 1995, segundo nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo foi divulgado nesta terça-feira (25) a partir de dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Brasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995 | Cidade AC News – Notícias do AcreBrasil tem melhor renda, menor pobreza e desigualdade desde 1995 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Ao longo de 30 anos, a renda domiciliar per capita cresceu cerca de 70%, o coeficiente de Gini (índice que mede concentração de renda) caiu quase 18% e a taxa de extrema pobreza recuou de 25% para menos de 5%.

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O progresso foi irregular, concentrado entre 2003 e 2014, e retomado com força entre 2021 e 2024. Após um ciclo prolongado de crises entre 2014 e 2021 — marcado por recessão, lenta recuperação e forte impacto da pandemia — a renda per capita atingiu seu menor patamar em uma década. A trajetória mudou a partir de 2021: em três anos seguidos, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, maior avanço desde o Plano Real, acompanhado de queda expressiva na desigualdade.

“Os resultados mostram que é possível reduzir intensamente a pobreza e a desigualdade, mas que esses movimentos também podem ser interrompidos ou mesmo revertidos por vários fatores. E que é importante combinar diferentes meios para alcançar esses objetivos fundamentais do país”, destacou Marcos Dantas Hecksher, autor do estudo ao lado de Pedro Herculano Souza.

Os pesquisadores atribuem a melhora recente ao aquecimento do mercado de trabalho e à expansão das transferências de renda, ambos responsáveis por quase metade da redução da desigualdade e da queda da extrema pobreza entre 2021 e 2024. Programas como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial se mostraram mais efetivos após 2020.

No entanto, o efeito das transferências perdeu força em 2023 e 2024 com o fim do ciclo de expansão, enquanto o mercado de trabalho manteve forte influência sobre os indicadores sociais.

“As desigualdades precisam ser combatidas por meio de todas as políticas públicas. Não apenas por melhor direcionamento de gastos sociais aos mais pobres, mas também por uma distribuição mais justa dos impostos. É importante promover a produtividade do trabalho dos mais pobres e, ao mesmo tempo, reduzir a fatia dos recursos públicos que precisa ser destinada ao pagamento de juros da dívida pública aos mais ricos”, diz Hecksher.

Em 2024, o país registrou os menores níveis de pobreza da série. Ainda assim, 4,8% da população vivia abaixo da linha de extrema pobreza (US$ 3 por dia) e 26,8% abaixo da linha de pobreza (US$ 8,30 por dia). Mais de 60% da redução da extrema pobreza entre 2021 e 2024 decorreu da melhora distributiva, segundo a decomposição apresentada pelo estudo.

A nota técnica aponta que o avanço observado no pós-pandemia tende a perder ritmo com o encerramento da expansão das políticas assistenciais, tornando o mercado de trabalho ainda mais determinante nos próximos anos. Os autores alertam que pesquisas domiciliares tendem a subestimar rendimentos muito altos e parte das transferências sociais, o que exige cautela na leitura dos resultados.

O documento conclui que o período recente marca uma mudança estrutural importante: depois de anos de estagnação ou retrocesso, os indicadores de renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar ao mesmo tempo e de forma acelerada.

Contas externas têm saldo negativo de US$ 5,1 bilhões em outubro

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Contas externas têm saldo negativo de US$ 5,1 bilhões em outubro


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As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 5,121 bilhões em outubro, informou nesta terça-feira (24) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o déficit foi de US$ 7,387 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.Contas externas têm saldo negativo de US$ 5,1 bilhões em outubro | Cidade AC News – Notícias do AcreContas externas têm saldo negativo de US$ 5,1 bilhões em outubro | Cidade AC News – Notícias do Acre

A melhora na comparação interanual é resultado da alta de US$ 3 bilhões no superávit comercial. Em contrapartida, houve aumento de US$ 838 milhões no déficit em renda primária, que contabiliza o pagamento de juros e lucros, além de dividendos de empresas. Já os resultados em renda secundária e em serviços permaneceram estáveis.

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Nos 12 meses encerrados em outubro, o déficit em transações correntes somou US$ 76,727 bilhões, o que corresponde a 3,48% do Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos no país). Em relação ao período equivalente terminado em outubro de 2024, houve aumento no déficit; naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 57,341 bilhões, ou 2,57% do PIB.

De acordo com o BC, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução nos déficits em 12 meses, o que se inverteu a partir de março de 2024. Ainda assim, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 32,111 bilhões em outubro, com aumento de 8,9% em relação a igual mês de 2024. Enquanto isso, as importações chegaram a US$ 25,941 bilhões, com redução de 1,3% na comparação com outubro do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 6,170 bilhões no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 3,189 bilhões em outubro de 2024.

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – atingiu US$ 4,372 bilhões no mês passado, ante os US$ 4,416 bilhões em igual período de 2024.

Houve alta de 142% nas despesas líquidas com serviços de telecomunicação, computação e informações, totalizando US$ 591 milhões, e de 35,6% em serviços de propriedade intelectual, ligados a plataformas de streaming, para US$ 995 milhões. As despesas líquidas de transportes diminuíram 18,5%, somando US$ 1,3 bilhão, refletindo a queda nas importações.

No caso das viagens internacionais, o déficit na conta fechou em US$ 1,343 bilhão, 14,5% acima do registrado em outubro de 2024. Isso é resultado da redução de 3,8% (total de US$ 573 milhões) nas receitas – que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil – e de aumento de 8,3% nas despesas de brasileiros no exterior, para US$ 1,916 bilhão.

Rendas

Em outubro de 2025, o déficit em renda primária – lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 7,429 bilhões, 12,7% acima do registrado em outubro do ano passado, de US$ 6,590 bilhões. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 510 milhões no mês passado, contra superávit US$ 430 milhões em outubro de 2024.

Financiamento

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,937 bilhões em outubro deste ano, ante US$ 6,698 bilhões em igual mês de 2024. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 80,081 bilhões (3,63% do PIB) em outubro, ante US$ 75,843 bilhões (3,46% do PIB) no mês anterior e US$ 72,943 bilhões (3,27% do PIB) no período encerrado em outubro de 2024.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve entrada líquida de US$ 3,213 bilhões em outubro, composta por entradas líquidas de US$ 2,452 bilhões em títulos da dívida e de US$ 761 milhões em ações e fundos de investimento. Nos 12 meses encerrados em outubro, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidas de US$ 6,3 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 357,103 bilhões em outubro, aumento de US$ 521 milhões em comparação ao mês anterior.

Falta integrar polícias contra facções, diz promotor que investiga PCC

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Falta integrar polícias contra facções, diz promotor que investiga PCC


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A falta de integração entre as diferentes forças de segurança do Brasil é um dos principais problemas para enfrentar o narcotráfico organizado em facções, avalia um dos principais promotores do estado de São Paulo (SP) que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC), Lincoln Gakiya.Falta integrar polícias contra facções, diz promotor que investiga PCC | Cidade AC News – Notícias do AcreFalta integrar polícias contra facções, diz promotor que investiga PCC | Cidade AC News – Notícias do Acre

“A gente precisa, de alguma maneira, coisa que eu não vi nesses últimos 34 anos [trabalhando como promotor], encontrar uma forma de que essas forças de segurança atuem de maneira coordenada, integrada, cooperativa e com sinergia. O que eu vejo hoje são, infelizmente, disputas institucionais entre as polícias e o Ministério Público [MP]”, disse.

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Lincol Gakiya falou nesta terça-feira (25) em sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Crime Organizado do Senado, criada após repercussão da operação do Rio de Janeiro (RJ) com 122 pessoas assassinadas, sendo cinco policiais.

O promotor, jurado de morte pelo PCC, avaliou ainda que o Brasil pode se tornar um narcoestado se nada for feito, que as facções estão infiltradas na economia formal e têm usado as fintechs, as bets e as criptomoedas do sistema financeiro digital, ainda com pouca regulação, para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Gakiya destacou que a mera mudança na lei, com endurecimento das penas, não é suficiente. Ele criticou parte do projeto de lei (PL) Antifacção, aprovado na Câmara, dizendo que ele não permite diferenciar, com precisão, as lideranças dos “soldados” do crime organizado.  

“Talvez, senadores, não haja um problema crucial de falta de legislação no país. É claro que a legislação precisa ser aperfeiçoada”, afirmou o promotor, acrescentando que o mais grave “é uma absoluta falta de coordenação, integração e cooperação interna” entre os órgãos do Estado.  

Polarização política

O promotor Lincoln Gakiya acrescentou que a polarização política entre diferentes governos tem prejudicado a integração das forças de segurança. “A polarização política que tomou conta deste país, infelizmente, acaba prejudicando ainda mais essa integração”, destacou.

Para Gakiya, operações como a Carbono Oculto, liderada pela Polícia Federal (PF) e que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo, ocorreu mais por iniciativas de servidores do estado do que de uma integração estruturada entre as instituições no nível de chefias.

“Dificilmente teríamos a Operação Carbono Oculto hoje: as forças federais teriam cooperação – e eu estou falando em nível de instituição, de chefia de instituição – com forças estaduais se são governos opostos politicamente? [Isso] é algo que me preocupa bastante”, disse.

Gakiya propôs a criação de uma Autoridade Nacional para combater o crime organizado, com a presença de representantes de todas as polícias e órgãos do Estado como uma maneira de dar continuidade à política de segurança.

“[Essa seria] a maneira de superar essas diferenças institucionais e essas disputas entre polícias e Ministério Público. A PF não poderia, na minha opinião, coordenar essas forças-tarefas porque haveria um embate com os estados”, acrescentou.

O governo federal enviou ao Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública alegando que o texto aprofunda essa integração. A proposta sofre resistências na Câmara

Narcoestado

O especialista afirmou, durante a CPI, que o Brasil caminha “a passos largos” para se tornar um narcoestado devido ao crescimento de grupos como o PCC, que atua na economia formal. Para ele, um narcoestado é aquele que passa a depender do tráfico de drogas.

“Se nada for feito, nós nos tornaremos sim um narcoestado. Porém, temos instituições capazes de fazer frente a isso. Mas as disputas institucionais, internas, corporativas e as disputas políticas têm atrapalhado isso”, reforçou.

Lincoln Gakiya lembrou que o PCC está em todas as unidades da federação do país e tem presença em, pelo menos, 28 países. O grupo viu sua receita passar de cerca de R$ 10 milhões anuais, em 2010, para cerca de R$ 10 bilhões anuais, segundo as investigações.

O promotor de SP citou o caso das empresas de ônibus que atuavam na cidade de São Paulo e eram controladas pelo PCC. As companhias transportavam mais de 25 milhões de pessoas por mês com integrantes do grupo entre os acionistas e diretores da empresa.

“Era só digitar o nome desses diretores em fonte aberta que iria verificar que são procurados, inclusive, em lista de difusão vermelha da Interpol. Então, é um escárnio. Esses contratos foram prorrogados aí emergencialmente, etc., com aditivos. Essas empresas faturavam mais de R$1 bilhão por ano da prefeitura só em subvenção”, disse Gakiya.

O promotor acrescentou o crime organizado se infiltra no Estado por meio de contratos, principalmente em prefeituras após financiamento de campanhas.

“Em vários municípios, a gente percebeu que tinha ali influência no financiamento de campanha pelo crime organizado, pelo PCC. Por que? O PCC quer ter negócios com o poder público e, para isso, precisa dominar uma parte desse poder público”, completou.

Sistema financeiro

O ingresso das facções na economia formal é uma das principais preocupações do promotor Lincoln, em especial a infiltração no sistema financeiro por meio de fintechs, compra de criptomoedas e também por meio de jogos de apostas online, as bets.

“Muitas dessas empresas [as bets] estão sendo utilizadas pelo crime organizado para lavar dinheiro, principalmente por meio de contratos com influenciadores digitais, que conseguem fazer fortuna em poucos anos e têm contratos com essas bets, mas que estão intimamente ligadas à lavagem de dinheiro do crime organizado e isso logo vai vir à tona”, afirmou.

A CPI das Bets no Senado teve, em junho deste ano, seu relatório rejeitado pela maioria dos membros da comissão. O texto pedia o indiciamento de 16 pessoas, entre influenciadores digitais. Foi o primeiro relatório de CPI rejeitada em dez anos no Senado.  

Segundo o promotor, a pouca regulação das fintechs no Brasil, que são empresas que atuam no sistema financeiro, tem contribuído com a lavagem de dinheiro das facções.  

“Percebemos que havia, e ainda há, deficiência de regulamentação e deficiência de fiscalização. Veja que até a Operação Carbo-Ocupo, o Banco Central (BC) não fiscalizava as fintechs, o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] não tinha informação das fintechs”, disse Lincoln.

PL Antifacção

Em relação ao PL Antifacção aprovada na Câmara dos Deputados, o promotor Lincoln Gakiya destacou que o texto não diferencia de forma precisa os líderes dos demais membros das facções, os simples “soldados”.

“A gente precisa classificar isso melhor. Da maneira como está no PL, a gente não tem essa diferenciação”, comentou durante a CPI.

Gakiya ponderou que o PL Antifacção deveria diferenciar as organizações criminosas menores das mais estruturadas que, segundo ele, têm característica de “máfia”.

“Essas organizações [mafiosas] precisam ser tratadas de maneiras diferentes, com ferramentas processuais que são realmente mais intrusivas do ponto de vista das liberdades individuais, mas elas são necessárias em casos extremamente graves. Isso ocorre na Itália”, argumentou.

O promotor também criticou a mudança realizada pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), que retirou os homicídios realizados por membros de facção do Tribunal Popular do Júri, alegando que esses jurados podem sofrer pressão das organizações criminosas.

“Entendo a justificativa de que o jurado pode sofrer uma pressão maior, mas saibam que os juízes sofrem também”, comentou.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Hemonúcleo do Juruá inicia Semana do Doador com reconhecimento e ações especiais

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Foto: Edson Fernandes/Secom
Foto: Edson Fernandes/Secom

No Juruá, a Semana do Doador começou com celebração e reconhecimento no Hemonúcleo de Cruzeiro do Sul. A abertura ocorreu na manhã desta terça-feira, 25, marcando o Dia Nacional do Doador de Sangue e reforçando a importância de cada voluntário que ajuda a manter os estoques da região e salva vidas com um simples gesto de solidariedade.

Ao longo da semana, a unidade preparou uma programação especial que vai além da coleta de sangue. Os doadores, tanto os habituais quanto os que estão chegando agora, terão acesso a serviços como orientações nutricionais, atendimento psicológico e odontológico, cuidados estéticos, maquiagem e oferta de lanches saudáveis — tudo pensado para acolher e valorizar quem dedica parte do tempo para ajudar o próximo.

Durante a abertura, a coordenadora Regional de Saúde no Juruá, Diani Carvalho, reforçou o papel essencial dos doadores. Ela destacou que cada pessoa que colabora garante esperança a quem precisa de transfusão e lembrou o reconhecimento do secretário de Saúde, Pedro Pascoal, à coragem e à empatia de quem mantém o fluxo de sangue ativo na região.

A gerente-geral do Hemonúcleo, Samia Thaumaturgo, também ressaltou o sentido especial da iniciativa. Segundo ela, o momento é dedicado a agradecer e fazer com que cada doador se sinta valorizado. A Semana do Doador, organizada com cuidado e afeto, reforça o compromisso do governo do Acre em estimular a solidariedade e fortalecer o engajamento da comunidade em torno desse ato que faz diferença real na vida das pessoas.

André Vale destaca parceria para levar internet ao Hospital Regional de Brasileia e celebra inauguração da Ponte da Sibéria

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André Vale destaca parceria para levar internet ao Hospital Regional de Brasileia e celebra inauguração da Ponte da Sibéria

Durante a sessão desta terça-feira (25), o deputado André Vale (Podemos), utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para abordar dois temas: a melhoria dos serviços no Hospital Regional de Brasileia e a inauguração da Ponte da Sibéria, em Xapuri, obra considerada um marco histórico para a região.

Internet gratuita no Hospital Regional de Brasileia

O parlamentar relatou a visita realizada na semana passada ao hospital, após solicitações de servidores, usuários e lideranças locais. Segundo ele, a unidade hospitalar enfrentava um problema básico e grave: não havia internet disponível para pacientes, acompanhantes e profissionais.

André Vale destacou que, a partir de um pedido do vereador Almir Andrade, foi possível articular uma parceria com a empresa DS Telecom, que se dispôs a instalar o serviço de forma totalmente gratuita.

“Foi uma alegria enorme. Era um pedido do vereador Almir Andrade, da comunidade e dos trabalhadores. A DS Telecom se prontificou a fornecer internet de qualidade, sem custo para o hospital, garantindo mais dignidade aos usuários”, afirmou.

O deputado explicou que a empresa já apresentou requerimento formal, e que o tema foi tratado diretamente com o diretor do hospital, Dr. Pedro Pascoal, que acatou a proposta prontamente. “Quem ganha é a população. É uma parceria público-privada importante, simples, mas que faz diferença na vida de quem está ali, muitas vezes enfrentando momentos difíceis”, completou.

Inauguração da Ponte da Sibéria: ‘um marco histórico esperado há mais de 30 anos’

No segundo ponto de sua fala, André Vale celebrou a inauguração da Ponte da Sibéria, em Xapuri, evento que contou com a presença de diversos parlamentares, entre eles Manoel Moraes e Tadeu Hassem.

O deputado lembrou que acompanhou a obra desde a assinatura da ordem de serviço e ressaltou a importância estratégica da ponte para o desenvolvimento regional. “A população esperava por mais de 30 anos por essa integração. Ponte significa desenvolvimento, acesso, dignidade. Setenta por cento de tudo o que se produz ali, na região da Sibéria, chega a Xapuri por aquela travessia. É uma obra histórica para o Acre”, pontuou.

Ele agradeceu ao governador Gladson Cameli pela sensibilidade com a região e ao senador Márcio Bittar, responsável pela destinação de mais de R$ 27 milhões em emendas parlamentares para a ponte e para a estrada da Variante.

O parlamentar também prestou reconhecimento à diretora-presidente do Deracre, Sula Ximenes, a quem chamou de “mulher de fibra”, e à vice-governadora Mailza Assis, destacando o esforço conjunto do governo estadual na execução das obras de infraestrutura. “Acompanho de perto as obras como presidente da Comissão de Obras e Transportes. É nosso papel fiscalizar, apoiar e cobrar. Quem ganha é o povo acreano”, disse.

André Vale encerrou agradecendo aos gestores e parlamentares envolvidos nas obras, afirmando que o compromisso com o desenvolvimento do Acre deve ser coletivo e contínuo.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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