Boletim da seca – nível dos rios, qualidade do ar e previsão do tempo – 21 de setembro
O governo do Acre, baseado em dados qualificados e quantificados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), divulga diariamente, no site Agência de Notícias, os boletins do nível dos rios, qualidade do ar e previsão do tempo. Veja os dados deste sábado, 21.
O Rio Acre atingiu, neste sábado, 21, a menor cota de sua história em Rio Branco, marcando 1,23 metro. O nível representa a maior seca já registrada no manancial, superando a marca anterior de 1,25 metro, registrada em 2 de outubro de 2022.
OBS: Os dados podem sofrer alteração dependendo do horário em que são analisados.
Nível dos rios
Monitoramento Hidrometeorológico dos principais rios e afluentes do Acre.
2,45 2,43 – Manoel Urbano 🟠
1,05 1,04 – Santa Rosa do Purus 🟠
0,35 0,34 – Sena Madureira 🔴
Bacia do Rio Tarauacá-Envira
Nível Nível
(20/09) (21/09)
3,59 3,57 – Feijó
Bacia do Rio Juruá
Nível Nível
(20/09) (21/09)
4,57 4,58 – Cruzeiro do Sul
1,28 1,26 – Ponte do Liberdade 🟠
0,84 0,81 – Porto Walter 🔴
1,58 SD – Marechal Thaumaturgo 🔴
Legenda: Cota de Observação AZUL; cota de atenção AMARELO; cota de alerta LARANJA; cota de alerta máximo VERMELHO.
Fonte: Gestor Plataforma de Coleta de Dados (PCD) – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec) junto às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec).
Qualidade do ar
Média diária Raw PM2.5 (LRAPA) μg/m³
Média Recomendada por dia Organização Mundial da Saúde (OMS): 15μg/m³
Município – Média do Dia – Status da Qualidade
Porto Acre – 199,26 μg/m³ – 🟣
Rio Branco (Ufac) – 180,99 μg/m³ – 🟣
Rio Branco (Centro) – 161,20 μg/m³ – 🟣
Cruzeiro do Sul – 109,25 μg/m³ – 🔴
Santa Rosa do Purus – 90,31 μg/m³ – 🔴
Assis Brasil – 72,94 μg/m³ – 🟠
Sena Madureira – 72,17 μg/m³ – 🟠
Brasiléia – 68,44 μg/m³ – 🟠
Manoel Urbano – 65,12 μg/m³ – 🟠
Xapuri – 63,24 μg/m³ – 🟠
Feijó – 54,23 μg/m³ – 🟠
Tarauacá – 52,44 μg/m³ – 🟠
Legenda – Concentração de Material Particulado (μg/m³):
BOA (0 – 25 μg/m³) VERDE;
MODERADA (25 – 50 μg/m³) AMARELO;
RUIM (50 – 75 μg/m³) LARANJA;
MUITO RUIM (75 – 125 μg/m³) VERMELHO;
PÉSSIMA (> 125 μg/m³) ROXO.
Baseado no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama/Brasil) Nº506/2024.
Previsão do tempo
Sábado, 21
A Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia informa que, neste sábado, as condições de instabilidade, devido ao fluxo de umidade vindo do norte da Amazônia, continuam a contribuir para o aumento da nebulosidade e ocorrências de chuva. Em todo o estado o céu deve permanecer parcialmente nublado, com pancadas de chuvas e trovoadas em área isoladas durante a tarde, no oeste. Além da possibilidade de chuvas em áreas isoladas durante a tarde na porção leste. A umidade do ar ficará próxima de 100% no início da manhã e em torno de 35% durante a tarde. Em Rio Branco, a temperatura mínima deve ser de 24 °C, com máxima de 34 °C.
Fonte: Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Cencipam).
Em alusão ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, governo e conselho específico da causa realizam evento de combate ao capacitismo
Em alusão ao Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no sábado, 21, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou na sexta-feira, 20, junto ao Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Conede), um evento de combate ao capacitismo e suas implicações jurídicas, no auditório do Palácio da Justiça.
Evento busca discutir os avanços e desafios no combate ao capacitismo. Foto: Carolina Torres/Secom
A ação foi direcionada para servidores, associações e instituições públicas e teve como tema o Combate ao Capacitismo, que é o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência, manifestado de diversas formas, como: atitudes, práticas, tratamentos, formas de comunicação, e barreiras físicas e arquitetônicas.
Gestores, servidores e instituições estiveram presentes. Foto: Carolina Torres/Secom
A chefe da Divisão de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SEASDH, Joana D’Arc Silva, destaca que o evento promoveu rodas de conversa sobre o capacitismo, considerado um crime estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão (LBI).
“Apesar de termos alcançado muitas conquistas, ainda há muito a ser feito, e a sociedade como um todo pode contribuir. O capacitismo impede que pessoas com deficiência alcancem seus objetivos. Pessoas com deficiência podem trabalhar, estudar e estar onde quiserem, inclusive em espaços esportivos. Vimos na última Paraolimpíada como essas pessoas conquistaram várias medalhas”, lembrou.
E assegurou: “Estamos aqui com representantes da sociedade, da Educação, do empresariado e da Polícia Rodoviária Federal, todos engajados para que nossa sociedade seja mais inclusiva, humana e igualitária, garantindo que os direitos de todos sejam respeitados”.
De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão n° 13.146/2015, art. 4º, o capacitismo resulta em discriminação contra uma pessoa em função da deficiência. Essa discriminação pode ser definida como: toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, incluindo a recusa de adaptações razoáveis ou o fornecimento de tecnologias assistivas.
Presidente do Conede palestra sobre aspectos importantes para combater, no dia a dia, o preconceito e a discriminação. Foto: Carolina Torres/Secom
Segundo a presidente do Conede, Ana Lúcia Cunha, é um preconceito que, apesar de ser uma denominação relativamente recente, vinda junto com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), o capacitismo ainda é pouco discutido na sociedade.
Ana Lúcia também reconhece os avanços conquistados, mas entende que ainda há muito a ser feito e muitas limitações e barreiras a serem superadas.
“Este evento é fundamental para lembrar que pessoas com deficiência precisam ser incluídas em todos os aspectos da sociedade: elas têm o direito de sair de casa, de acessar o mercado de trabalho, de ter momentos de lazer e de exercer seus direitos, como qualquer outro ser humano. Esses direitos podem exigir algumas adequações, mas isso não os torna nem maiores nem menores que os de qualquer outra pessoa”, relata.
O evento também contou com a participação do Ministério Público (MPAC), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Tribunal de Justiça (TJAC), de servidores da SEASDH, entre outros.
Semulher promove encontro de conscientização para mulheres transexuais e travestis de Rio Branco
A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) promoveu um encontro de conscientização para mulheres transexuais e travestis de Rio Branco nesta sexta-feira, 20, na sede da pasta. Na oportunidade, foram abordadas questões como bem-estar, cuidados e saúde. Além dos métodos de prevenção, também foi realizada a entrega de kits de saúde da mulher e materiais informativos.
Roda de conversa e palestra promovida pela Semulher com mulheres travestis e transexuais. Foto: Franklin Lima/Semulher
O evento contou com a palestra “Você sabe a diferença entre PREP E PEP?”, ministrada pelo coordenador do Núcleo Estadual de Infecção Sexualmente Transmissível e Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Hepatites Virais e Sífilis da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Jozadaque da Silva Beserra.
Coordenador do Núcleo Estadual de Infecção Sexualmente Transmissível e Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Hepatites Virais e Sífilis da Sesacre, Jozadaque da Silva Beserra. Foto: Franklin Lima/Semulher
O diálogo com as mulheres foi promovido para oportunizar o conhecimento de ferramentas e mecanismos que promovem a prevenção às ISTs, gerando o autocuidado e preservando a saúde física e o bem-estar emocional, além da oportunidade de tirar dúvidas sobre os fluxos de atendimento municipais e estaduais específicos desse público e sobre serviços e atendimentos.
Participantes do evento de promoção da saúde das mulheres travestis e transsexuais. Foto: Franklin Lima/ Semulher
“É importante ter empatia, respeito e cuidar de todas as pessoas. Também é preciso se cuidar, estar aberta para cuidar da sua saúde física e mental. Hoje, as mulheres trans têm apoio e podem procurar os métodos contraceptivos, informações, realizar testes rápidos, enfim, buscar sua segurança”, destacou o palestrante.
“Nessa conversa, nós tentamos passar a diferença entre PREP [Profilaxia Pré-Exposição] e PEP [Profilaxia Pós-Exposição]. A Semulher tem esse compromisso em promover espaços de acolhimento e informação, onde cada mulher possa se sentir cuidada e informada. Esse momento fortalece a luta por uma sociedade mais inclusiva e equitativa”, disse a chefe do Departamento de Fortalecimento Institucional, Ações Temáticas e Participação Política da Semulher, Alicia Rosemaire Flores.
A principal diferença entre a PrEP e a PEP é o momento em que os medicamentos são tomados: a PrEP é tomada antes da exposição ao HIV, enquanto a PEP é tomada após.
Luar Maria Fernandes, responsável pela Divisão de Diversidade de Orientação Sexual e Identidade de Gênero da Semulher. Foto: Franklin Lima/Semulher
Luar Maria Fernandes, responsável pela Divisão de Diversidade de Orientação Sexual e Identidade de Gênero da Semulher, explicou como a iniciativa foi fomentada.
“Identificamos por meio dos pit stops noturnos, que é uma ação da Secretaria da Mulher em que levamos informações e kits de saúde para mulheres cis e trans em situação de prostituição, que elas, por estarem em vulnerabilidade social, não tinham conhecimento e informações sobre a prevenção combinada e os métodos de autocuidado. Então, no primeiro momento nós fomos e levamos os kits e os materiais informativos. A partir desse movimento, passamos a identificar essas questões, entramos em contato com a Secretaria de Saúde e fizemos essa parceria para promover essa palestra. Isso ajuda tanto no dia a dia dessa mulher, como também a diminuir os riscos de saúde, por meio da prevenção”, salientou.
“A importância de rodas de conversa e palestras como essas é fazer um trabalho de educação”, disse Aisha Padilha. Foto: Franklin Lima/Semulher
“A importância de rodas de conversa e palestras como essas é fazer um trabalho de educação para que as pessoas saibam e tomem conhecimento dos seus direitos e das políticas e de como conseguir ter acesso. É um trabalho muito importante para prevenção e promoção da saúde das mulheres”, disse a conselheira de políticas públicas do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos das Pessoas LGBT+, Aisha Padilha.
Rio Acre atinge a menor marca da história em Rio Branco com 1,23 metro
O Rio Acre, em Rio Branco, atingiu 1,23 metro na manhã deste sábado, 21, a menor cota já registrada na história da capital acreana desde o início do monitoramento pelos órgãos de controle, em 1971. O recorde anterior era de 1,25 metro, registrada em 2 de outubro de 2022.
A nova marca histórica reflete o agravamento da crise hídrica no estado, causada pela falta de chuvas e pelo prolongamento do período seco. Segundo a Defesa Civil Estadual, a situação é preocupante, especialmente porque, nos últimos dias, o rio tem apresentado variações mínimas, com baixas, estabilidade e pequenas subidas no nível das águas.
Rio Acre atingiu 1,23 metros neste sábado, 21, a menor cota já registrada na história de Rio Branco. Foto: Pedro Devani/Secom
O coordenador da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, destacou que a ausência de chuvas significativas nas últimas semanas agrava o cenário no estado, que tem enfrentado os impactos de eventos climáticos extremos. “Este ano, temos lidado com eventos extremos em um curto intervalo de tempo. No início do ano, tivemos inundações em 19 dos 22 municípios, com cotas históricas máximas em alguns deles, superando todos os registros da série histórica de 53 anos. Agora, estamos vivenciando um período de seca prolongada. Nos últimos três dias, as cotas em alguns rios atingiram níveis mínimos”, informou o coordenador.
A previsão de um período seco prolongado mantém a população e as autoridades em alerta. “Estamos monitorando a situação de perto, não só do Rio Acre, mas de todos os outros mananciais nos 22 municípios, realizando ações de mitigação dos impactos deste período crítico e preparando medidas emergenciais caso a situação se agrave”, afirmou Carlos Batista.
Diante desse cenário, o governo do Acre, por meio do Gabinete de Crise, criado para lidar com a redução das chuvas e o aumento do risco de incêndios ambientais, tem intensificado medidas emergenciais para enfrentar a seca.
Entre as ações estão a declaração de emergência ambiental em todos os 22 municípios do estado, a ampliação do monitoramento dos níveis dos rios e qualidade do ar, o envio de caminhões pipa para as áreas mais críticas e o reforço nas campanhas de sensibilização sobre o uso racional da água, realizadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).
“Estamos passando por períodos de cheias e secas históricas e temos atuado de forma integrada para superar esses desafios. Por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), conseguimos monitorar e analisar dados ambientais em tempo real, utilizando tecnologias de geoprocessamento e sensoriamento remoto para auxiliar na gestão ambiental do estado. Sabemos que estamos enfrentando uma seca extrema e que, além da sensibilização, precisamos mobilizar toda a sociedade para enfrentar esta crise”, destacou a secretária do Meio Ambiente, Julie Messias.
Estado intensificou ações de fiscalização e combate a crimes ambientais. Foto: Pedro Devani/Secom
Além disso, o Estado intensificou a fiscalização de atividades que possam comprometer ainda mais os recursos hídricos, como queimadas, desmatamento ilegal e exploração de madeira. As ações do governo do Acre no combate a crimes ambientais já resultaram na aplicação de mais de R$ 15,8 milhões em multas por infrações ambientais em 2024, com foco principalmente no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal em todo o estado.
Na quinta-feira, 19, o governador do Acre, Gladson Cameli, esteve em Brasília reunido com outros governadores da Amazônia e ministros para defender a união de esforços no combate às queimadas no estado. “Além de um problema ambiental, é uma questão de saúde pública para a população”, explicou o gestor.
Entre as iniciativas de combate às queimadas em 2024 está a operação Sine Ignis (Sem Fogo), realizada entre os dias 29 de agosto e 8 de setembro. Somente na primeira fase, a operação resultou na aplicação de mais de R$ 1,5 milhão em multas. As ações se concentraram nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó e Tarauacá, regiões que apresentaram os maiores índices de queimadas e desmatamento.
Outras medidas de enfrentamento à seca incluem melhorias na rede de captação e distribuição de água nos municípios, realizadas pelo Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre), com o objetivo de reduzir os impactos da escassez hídrica. A instalação de filtros de água potável nas Unidades de Gestão Integrada (Ugais), que atendem comunidades próximas a áreas protegidas, é outra ação implementada pelo Estado.
Qualidade do ar é considerada péssima em algumas cidades acreanas. Foto: Pedro Devani/Secom
Além de combater os crimes ambientais, as ações do governo visam reduzir problemas de saúde pública associados à má qualidade do ar. Algumas cidades acreanas têm atingido níveis péssimo de poluição, com índices acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) orienta a população a aumentar a ingestão de água e líquidos para manter as vias respiratórias úmidas e protegidas.
Também recomenda-se reduzir o tempo de exposição em ambientes abertos e permanecer em locais ventilados, com ar-condicionado ou purificador de ar, para aumentar a umidade do ambiente. É aconselhável, ainda, colocar bacias com água ou toalhas molhadas em locais estratégicos e que a população, especialmente crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias, esteja em alerta.
Com o agravamento da seca, o governo federal criou novas sanções para os responsáveis por queimadas ilegais. O Decreto N° 12.189, de 20 de setembro de 2024, estabelece penalidades para infrações ambientais como compra, venda, transporte ou armazenamento de espécies animais ou vegetais sem autorização, além de atualizar o valor das multas por descumprimento de embargos impostos pelas autoridades ambientais.
As penalidades por outras infrações ambientais serão aplicadas em dobro se envolverem o uso de fogo ou provocação de incêndio, especialmente em áreas de terras indígenas.
Deracre realiza operação tapa-buraco no bairro Montanhês, em Rio Branco
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), realizou, na sexta-feira, 20, a aplicação de 244 toneladas de massa asfáltica na rua 25 de Dezembro, no bairro Montanhês, em Rio Branco.
Trabalhadores do Deracre seguem determinação do governador Gladson Cameli de garantir melhorias nas vias de Rio Branco. Foto: Eudes Goes/Deracre
“Estamos comprometidos em transformar nossa cidade, e cada ação conta. A recuperação das nossas vias é essencial para garantir a segurança e o bem-estar da população. Juntos, estamos construindo uma Rio Branco melhor para todos”, afirmou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.
Via principal do bairro Montanhês tem trabalho executado pelo Deracre. Foto: Eudes Goes/Deracre
A operação tapa-buraco avança a todo vapor na via principal do bairro. Quinze trabalhadores estão envolvidos na manutenção, utilizando sete máquinas. As atividades incluem o reparo dos pontos danificados, a remoção e limpeza do pavimento quebrado, além da impermeabilização e aplicação da nova massa asfáltica, seguida de compactação.
Intervenções do Estado garantem segurança e fluidez nas vias urbanas. Foto: Eudes Goes/Deracre
Essas intervenções têm como objetivo garantir a segurança da via. A manutenção das ruas é essencial para proteger motoristas e pedestres, proporcionando uma condução mais segura e confortável. Vias bem conservadas também melhoram o fluxo do tráfego, reduzindo congestionamentos e aumentando a eficiência do transporte.
Secretaria da Mulher finaliza primeira etapa de cursos livres ofertados para as mulheres do interior em prol da autonomia econômica
A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) realizou a certificação do curso de crochê de fio de malha reciclado e customização de camisetas para as mulheres do município de Feijó na sexta-feira, 20. A ação faz parte de um itinerante preparado pela Semulher para ofertar serviços em prol da autonomia econômica das mulheres também dos municípios do interior.
Mulheres do município de Feijó, certificadas pelo curso livre ofertado pela Secretaria de Estado da Mulher. Foto: cedida
O município de Feijó foi o primeiro contemplado com as atividades. As aulas também serão ofertadas às mulheres dos municípios de Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. A profissionalização é ofertada pela Semulher, por intermédio da equipe multiprofissional, com o objetivo de viabilizar a liberdade financeira das mulheres e incentivar a inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
Aulas dos cursos livres da Semulher conduzidas pelas técnicas da equipe multidisciplinar. Foto: cedida
A chefe do Departamento de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidados, Vanessa Rosella, disse ser muito importante executar e trabalhar com ações que conversem diretamente com a comunidade, para dar a oportunidade de mudança.
“Uma coisa que sempre falamos é que o ciclo da violência acontece por diversos fatores, mas que um deles é a dependência financeira. Por meio dessa qualificação que a Semulher oferece, nós queremos romper com essa realidade”, ressaltou.
Mulheres do município de Feijó em aulas práticas. Foto: cedida
“Nós conseguimos produzir muitas peças, que as alunas já podem começar a vender, conseguir sua renda. Esse é um passo para conquistar a liberdade. Ajudar dentro de casa, complementar a renda, tudo isso. Foi por isso que viemos até aqui em Feijó e também atenderemos outras mulheres, de outros municípios”, ressaltou a técnica profissional, também professora do curso livre da Semulher, Kelly Lima.
Cerimônia de certificação do curso livre de crochê de fio de malha reciclado e customização de camisetas. Foto: cedida
“A Secretaria da Mulher foi muito importante, trazendo esse curso de crochê pra gente. Aqui nós temos pouca condição [financeira] e aprender trabalho manual próprio, que podemos fazer em casa, não dependendo de ninguém, um trabalho nosso mesmo, é muito importante e lucrativo. É uma maneira de a gente produzir aquilo que vai servir pra nossa vida, nossa renda no fim do mês, sempre trabalhando pra gente, em busca do nosso melhor”, disse uma das participantes do curso, Dhéssica Araújo, de 21 anos.
Representação em Brasília articula a liberação de R$ 9,5 milhões para o Acre, junto ao governo federal, para enfrentar a seca no estado
Dos R$ 514 milhões para combate às queimadas na Amazônia, que constam de Medida Provisória (MP) publicada recentemente pelo governo federal, R$ 9,5 milhões são para o Acre e atendem a solicitação do governador Gladson Cameli e municípios para o enfrentamento ao problema.
A liberação dos recursos foi articulada pela Representação do governo do Acre em Brasília (Repac), juntamente com os órgãos integrantes do Gabinete de Crise instalado pelo governo para o enfrentamento à seca e estiagem – como a Secretaria do Meio Ambiente –, reforçando pedido de urgência do governador sobre esses recursos.
O trabalho, conforme explicou o representante do governo em Brasília, secretário Fábio Rueda, abrange todo o Acre.
Representante do governo do Acre em Brasília, secretário de Estado Fábio Rueda, explicou a distribuição dos recursos destinados para Estado e municípios. Foto: Wesley Moraes/Repac
“Conseguimos alocar, desses R$ 514 milhões destinados a esses enfrentamentos, R$ 4,5 milhões para serem geridos pelo governo do Estado, e mais R$ 5 milhões para serem utilizados diretamente pelos municípios selecionados, contemplando as regiões do Juruá, Taraucá-Envira e do Alto Acre”, explicou Rueda.
Conforme o plano de contingência para combate à seca enviado pelo governo do Estado para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, os R$ 4,5 milhões se destinam a medidas que abrangem desde sacolões para famílias atingidas, ao aluguel de caminhões-pipa, para levar água potável para a população, além de perfuração de poços e aquisição de motobombas para captação de água.
O governo ainda aguarda a liberação de R$ 6,4 milhões para enfrentamento às queimadas e incêndios no estado. Em agosto, o representante Fábio Rueda, juntamente com a secretária de Estado do meio Ambiente, Julie Messias, reforçou essa urgência para a Defesa Civil Nacional, e recebeu a garantia de que esses recursos também estão aprovados por aquele órgão e que em breve deverão ser liberados.
“Os planos de contingência já foram enviados por parte da Defesa Civil no Acre para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, e estamos intercedendo para que esses recursos também sejam liberados logo, para ajudar o governador a enfrentar o problema e socorrer a população”, afirmou Fábio Rueda, ressaltando o papel da Representação na articulação dos apoios que o governo precisa, a partir de Brasília, para desenvolver as iniciativas necessárias ao estado.
“A Repac, em conjunto com o Gabinete de Crise do governo do Acre, está trabalhando de forma diligente para que esses recursos sejam liberados e possam atender os nossos acreanos, que estão passando por essa situação muito difícil”, reforçou.
Municípios
Os R$ 5 milhões constantes da Medida Provisória direcionados para os municípios estão assim distribuídos: Assis Brasil, R$ 261 mil; Brasileia, R$ 605,9 mil; Cruzeiro do Sul, R$ 819,9 mil; Epitaciolândia, R$ 386,8 mil; Feijó, R$ 540 mil; Jordão, R$ 342 mil; Mâncio Lima, R$ 508,4 mil; Manoel Urbano, R$ 145,8 mil; Plácido de Castro, R$ 508,7 mil; Porto Walter, R$ 293,1 mil; e Tarauacá, R$ 665,2 mil.
Política de trabalho e renda, incentivos fiscais e fortalecimento do setor privado impactam a geração de emprego no Acre
Fortalecer iniciativas e criar incentivos fiscais têm sido algumas das principais vertentes ao longo da gestão do governador Gladson Cameli, se tornando o ponto focal para o desenvolvimento da economia do estado, não pela gestão pública de maneira isolada, mas elaborada por diversos atores que caminham alinhados em prol da saúde econômica do estado e da qualidade de vida de quem vive nele. Entre as ações que estão sendo desenvolvidas, estão: capacitação, criação de uma política de trabalho e renda, ascensão de tecnologia e consolidação do empreendedorismo até mesmo no ambiente escolar.
Na visão do governador Gladson Cameli, poder público e privado precisam unir esforços para que os resultados sejam sentidos na população. “O que costumo dizer é que um setor privado forte é sinônimo de um ambiente propício para os negócios e geração de emprego e renda, consequentemente. E quando a gente fala isso, estamos falando de criação de vagas, redução do desemprego e desenvolvimento econômico do estado”, destaca.
Governo tem estreitado relação com a iniciativa privada. Foto: Neto Lucena/Secom
Para isso, a Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) tem dado continuidade a uma série de ações, junto com as demais secretarias envolvidas, para que cada vez mais esse setor seja impulsionado, criando oportunidades em todo o estado.
O último balanço do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no dia 28 de agosto, mostra que o Acre acumulou, em sete meses, 5.784 postos formais de trabalho. Só em julho, segundo o levantamento, foram 544 novas vagas no mercado formal do estado. Nos últimos 12 meses, esses postos sobem para 6.560.
Mensalmente, o Caged divulga o levantamento da geração de emprego, pontuando os segmentos que mais empregaram. Em julho, os setores de serviço e comércio foram os que mais contrataram, 235 e 163 pessoas, respectivamente. Construção civil e indústria também finalizaram com saldo positivo.
Secretário fala de planejamento para incentivo do setor privado. Foto: Neto Lucena/Secom
Planejamento
O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, fala que todas as ações foram pensadas de maneira que o resultado seja sentido a curto, médio e longo prazo. O direcionador dessas condutas foi um plano decenal desenvolvido pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), que traçou eixos prioritários.
“O governo tem um plano, no qual olhou dez anos à frente e estabeleceu eixos de ações prioritárias, entre eles: fomento à indústria; inovação, que é um campo que estamos trabalhando para geração de emprego e renda, novas empresas, novos produtos, geração de empresas e geração de novos empregos e empreendedorismo. São eixos prioritários que estão dentro desse plano decenal que estamos desenvolvendo por meio de ações com diversas secretarias, cada uma cumprindo seu papel”, pontua.
Um guarda-chuva de medidas está sendo tomado, e abrange desde a gastronomia, serviços, pequenos negócios até a produção rural. Para que novas empresas surjam, é necessário também manter as que já existem. Para isso, Mesquita destaca o programa de incentivos fiscais destinado à indústria.
“Hoje o governo tem um programa claro de incentivos à indústria, do qual podemos fazer concessão de terrenos, e temos em torno de 95% a 85% de redução da carga tributária do ICMS. Essas propostas vêm fomentando as indústrias e gerando empregos. Lembrando também que governador lançou o programa de compras governamentais voltado para a indústria. Aqueles produtos que o governo precisa comprar e que tem indústria local, estamos comprando direto desses locais”, disse.
O secretário destaca que, atualmente, em todo o estado, o governo compra os uniformes escolares de pelo menos 40 malharias, que confeccionam a vestimenta. As compras diretas de empresas locais também têm ocorrido nos segmentos de movelaria, produtos gráficos e alimentícios. “Há dois meses, o governador criou um marco legal, fortalecendo ainda mais o programa, o tornando prioritário no sentido de fomentar a economia local, e assim as secretarias incentivam a indústria no estado”, frisa.
Na Casa do Trabalhador há um setor para captação de vagas. Foto: Neto Lucena/Secom
Segmentos fortalecidos
A bioeconomia também tem sido o foco desse desenvolvimento. Por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), com o programa Inova Amazônia, e a parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), startups estão surgindo seguindo os preceitos do desenvolvimento sustentável, garantindo a preservação do meio ambiente, aliada à sustentabilidade dos novos negócios.
Entre os protótipos que estão sendo desenvolvidos nesse sentido estão um spray que cria uma película com nanotecnologia que protege alimentos, frutas e legumes e dá uma sobrevida a eles, e um pequeno robô que trabalha com radiação para fazer desintoxicação de açudes para a produção de piscicultura.
Para o titular da pasta, incentivar essas pesquisas é impulsionar o crescimento desse setor no estado. Inclusive, destaca que aliar desenvolvimento e preservação tem sido prioridade na gestão.
“Temos trabalhado também o apoio na organização e regularização empresarial, principalmente nos polos e parques industriais. Hoje, aproximadamente 90 marcenarias, movelarias, em todo o estado, estão regularizadas empresarialmente e ambientalmente, com suas licenças ambientais, ou seja, estão aptas a produzir com mais segurança jurídica, com produtos de maior qualidade e valor agregado”, reforça.
Feiras são oportunidades para os pequenos empreedendores. Foto: José Caminha/Secom
O apoio ao cooperativismo também é uma soma nessa equação de investimentos. Na organização e inovação de métodos usados na produção de farinha, mecanizando esses espaços, que se tornam agroindústrias, gerando mais vagas e também colocando no mercado um produto de qualidade.
“Destaco aqui uma iniciativa muito legal do Juruá, que é a Cooperfarinha, onde trabalhamos cinco arranjos familiares de produção que usavam aquelas antigas casas de farinha e hoje transformaram aquilo em uma agroindústria, se tornando um modelo de agroindústria de pequeno porte que mantém a qualidade de uma casa artesanal, mas o diferencial é que agora temos um produto que chamo de produto negociável, que entra no mundo dos negócios, aprovado pela Vigilância Sanitária, que pode ser vendido em qualquer lugar do Brasil. Não precisa ser classificado ou vendido apenas ali no município de Cruzeiro do Sul”, esclarece.
Desta forma, o governo não estabelece uma visão apenas para o emprego formal, mas também de incentivo ao empreendedorismo, dando espaço para novas empresas, que geram trabalho e renda para a população.
“O boletim demonstra bons números em relação ao saldo de empregos gerados e isso destaca a grande importância das MPE [micro e pequenas empresas] para a geração de novos postos de trabalho. Esses dados reforçam o comprometimento do Sebrae em fortalecer o empreendedorismo, auxiliando os empreendedores em diversos âmbitos e, assim, desenvolver o ambiente de negócios e a economia local”, explica o gerente.
Há atendimento do Sine na OCA em Rio Branco. Foto: cedida
Política de trabalho e renda
Para que todas as medidas funcionem efetivamente, o governo tem trabalhado na elaboração de uma lei que vai padronizar o comportamento das secretarias com relação aos programas já em vigor, que focam no crescimento do setor privado. Mesquita destaca que o projeto ainda está em discussão na Casa Civil para, posteriormente, ser enviado à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
“Estamos dando esse salto agora dentro do governo, porque esse processo de geração de trabalho e renda não vai estar apenas dentro de uma secretaria, mas do governo. Então, estamos aprendendo a nos olhar como sistema e estamos trabalhando uma lei, que em breve deve ser aprovada na Aleac, criando uma política de trabalho e renda do governo do Estado do Acre, que vai conciliar exatamente todos os atores que geram oportunidade de trabalho e renda, em todos os campos de segmentos e negócios que podem gerar vagas”, explica.
“É sempre necessário a gente nivelar as mudanças que ocorreram do ponto de vista do desenvolvimento. O Estado tem um programa de compras que é estratégico e que planeja essas aquisições. Então, a gente vai poder orientar o nosso setor industriário a se adiantar na produção desses insumos e, com isso, alavancar esse programa, buscando exatamente internalizar o máximo dos recursos para a manutenção dos empregos que a indústria proporciona”, destacou o presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), José Adriano, durante a alteração do decreto que beneficiou ainda mais o setor.
Para Mesquita, essa nova lei criando esse ecossistema vai reforçar esses programas, integrando a conduta de todas as pastas, resultando em um olhar de monitoramento desses programas. “Precisamos potencializar algumas iniciativas que podem avançar dentro da estrutura de governo e esse olhar que vai ser dado agora com o envolvimento de todas as secretarias”, esclarece.
Governador reforçou parceria entre poder público e setor privado. Foto: José Caminha/Secom
Incentivar novos empreendedores
O governo também pretende incluir no ambiente escolar a iniciação ao empreendedorismo. O titular da Seict revela que as oficinas de inovação nas escolas devem se tornar mais constantes.
“Queremos trabalhar essa ideia de negócios na cabeça dos jovens, estimulá-los a terem uma ideia, fazer eles pensarem que isso pode virar um negócio, um produto, uma empresa, fazer eles desenharem isso e sonharem com isso. Depois a gente apoia com bolsas de aceleração para fazer com que eles tenham um suporte financeiro e possam se dedicar àquele negócio. Muitos podem dar errado, mas os que derem certo vão gerar emprego e renda e compensar os que deram errado. Então, este é o olhar que nós temos”, destaca.
O impulso dessas ações deve ocorrer, segundo ele, a partir do ano que vem. Outro segmento que o governo tem olhado com atenção é o de construção civil, um dos que mais empregam no estado acreano.
“O governo reabilitou o Programa de Estímulo à Construção Civil e Geração de Emprego e Renda (PEC-GER), que era da Seict, mas agora passou a ser coordenado pela Secretaria de Estado de Obras Públicas [Seop] e vai estimular, principalmente, as pequenas empresas de construção civil, porque estão acontecendo grandes obras para grandes empresas. Então, o governo viu que esta é uma maneira de fomentar pequenas obras e as pequenas empresas, que têm uma capitalidade muito grande e precisam desenvolver obras e geram emprego rápido também”, analisa.
Jaqueline Castro, chefe do Departamento Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (DTRE), revela que deve ser montado um observatório do mercado de trabalho. Foto: Neto Lucena/Secom
Casa do Trabalhador
Para que essas vagas cheguem até a população, há também o braço do estado por meio do Departamento Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (DTRE), ligado à Seict, e conhecido também como Sistema Nacional de Emprego (Sine). Este é o canal que faz o intermédio entre empregado e empregador.
De janeiro a setembro, segundo a chefe do setor, o Estado ajudou em mais de 300 contratações por meio desse departamento. Mas, não se trata apenas de oferecer as datas. O Sine é responsável por, além da intermediação de mão de obra, dar entrada em seguro-desemprego, qualificação profissional, orientação profissional, emissão de carteira de trabalho e previdência social (CTPs) e cadastro e consulta diária de vagas de emprego.
O ponto mais recente amplia o serviço do Sine e já conta com atendimento diferenciado, com suporte psicológico e capacitação. Em parceria com o Instituto Êxito e pelo Polo Digital, o governo oferece cursos de capacitação para qualificar a mão de obra. São mais de 600 opções que o candidato a uma vaga pode ter acesso.
O espaço da Casa do Trabalhador ainda está sendo reestruturado, porque vai ganhar um laboratório para atender àqueles que não têm acesso com facilidade à informática. Além disso, a Seict está com o programa da Microsoft, que é a Escola do Trabalhador 4.0, sendo uma trilha de capacitação que vai dar um upgrade nos trabalhadores.
O resultado de apostar nessas habilitações é contar com profissionais mais qualificados e modernos no mercado de trabalho.
Casa do Trabalhador é um ponto de acolhimento. Foto: Neto Lucena/Secom
Acolhimento e proposta de observatório
A reestruturação dessa porta de entrada ao mercado de trabalho teve o objetivo de tornar esse primeiro atendimento acolhedor, com espaço para escuta e orientação.
“Nós conversamos, orientamos, porque, muitas vezes, as pessoas, principalmente os jovens, não têm orientação de como fazer uma entrevista. Quer um emprego, quer trabalhar, mas precisa ter aptidão para o que está se propondo a fazer, e aí entramos com a orientação, indicação de qualificação e todo o suporte que podemos oferecer”, explica Jaqueline Castro, chefe do Departamento Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (DTRE).
Para entender o comportamento do trabalhador e do candidato a uma vaga é preciso traçar um perfil e entender a oferta/demanda. Para isso, o Sine está pensando em novos projetos, que devem melhorar o sistema e entender esse mecanismo e suas características.
Um dos projetos é fazer o Observatório do Trabalho, um painel de informações que ficaria disponível para consultas, tanto por parte das empresas, como também de quem estiver em busca de uma vaga. “Nós vamos iniciar esse projeto que vai trabalhar com jovens aprendizes e vai ter uma qualificação em forma de bolsa. Neste local vamos captar informações do mercado de trabalho local, como a área mais procurada e também o tipo de perfil que as empresas mais procuram. Isso serve de suporte para ambas as partes”, explica Jaqueline.
Vanessa conseguiu entrar no mercado de trabalho pelo Sine. Foto: cedida
Apoio à população
Para quem tem esse acesso disponível pelo poder público, o sentimento é de gratidão pelo trabalho desenvolvido. É o caso da Daiane Cardoso, de 28 anos. Ela chegou a estudar Administração por dois meses, mas não se identificou.
Ao ver uma vaga para auxiliar na venda de joias, ela foi ao Sine fazer seu cadastro e já saiu de lá encaminhada para a empresa. “Passei muito tempo cuidando do meu avô e, enquanto isso, fazia alguns bicos. Mas, como ele morreu, veio a necessidade de um emprego formal que me dê mais segurança no futuro. Por isso, vejo esse espaço como muito importante, porque creio que existem muitos jovens que estão na mesma condição que a minha e podem recorrer ao Sine como ajuda”, avalia.
O mesmo aconteceu com a Vanessa Duarte Matos, de 31 anos, que hoje trabalha como auxiliar administrativo em uma empresa de comunicação. “Na época, eu estava desempregada há três meses, era a última parcela do meu seguro-desemprego quando fiz meu cadastro e logo depois surgiu a oportunidade”, relembra.
O cadastro no Sine foi feito após orientação da mãe. Logo após entrar no banco de dados, surgiu a vaga. Ela fez a entrevista e hoje está há mais de um ano empregada. “Sou muito grata pela oportunidade, porque eu não sabia que existia o Sine e quando consegui fazer meu cadastro, tudo aconteceu muito rápido”, conta.
Rossivaldo Santiago busca vaga de emprego no Sine. Foto: Neto Lucena/Secom
Suporte para quem está entrando no mercado de trabalho, mas também para quem está saindo. Uenderson Lima de Oliveira é entregador e desta vez estava no Sine para dar entrada ao seguro-desemprego, mas disse que já esteve naqueles bancos outras vezes, onde conseguiu também vaga para trabalhar. Para ele, essa orientação é fundamental e agiliza os processos burocráticos.
“Acho importante porque o Sine ajuda o trabalhador. Quando estamos com dúvidas, aqui é o grande apoio da gente. Já procurei várias vezes por emprego, mas hoje eu vim dar entrada no meu seguro-desemprego.
Esperança e determinação eram os sentimentos que acompanhavam Rossivaldo Santiago. Ele saiu de Senador Guiomard para ir até o Sine fazer seu cadastro motivado pelas mais de 100 vagas ofertadas naquele dia. Uma empresa de Mato Grosso está com 100 vagas para a linha de produção da indústria e escolheu fazer a seleção pelo Sine no estado acreano.
Operador de máquinas pesadas, ele disse que recentemente pediu para sair do frigorífico onde trabalha e se viu atraído pelas condições ofertadas pela empresa. As entrevistas já começam na semana que vem.
“Eu vim porque o Sine sempre nos ajuda a encontrar uma solução e aí essas vagas em Mato Grosso me interessaram e estou disposto a ir com a esposa e minha filha. Eu trabalho operando máquinas pesadas, de pedreiro, carpinteiro, eletricista, encanador, sou 10 em 1. Acabei de sair de um agora e o salário não tava bom, pedi as contas e surgiu essa oportunidade para ir para fora e vou tentar. Semana que vem já faço a entrevista.
Os interessados em uma das vagas devem se dirigir à Casa do Trabalhador, que funciona no antigo Hotel Pinheiro, das 7h30 às 14h, e no Sine que fica na Organização em Centros de Atendimento (OCA), das 7h às 13h30. Há também os telefones (68) 3224 1519, (68) 3223 6502 e (68) 3215 4500, que são Whatsapp, onde as vagas podem ser consultadas, já que mudam diariamente.
Boletim da seca – nível dos rios, qualidade do ar e previsão do tempo – 22 de setembro
O governo do Acre, baseado em dados qualificados e quantificados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), divulga diariamente, no site Agência de Notícias, os boletins do nível dos rios, qualidade do ar e previsão do tempo. Veja os dados deste domingo, 22.
O Rio Acre atingiu, no sábado, 21, a menor cota de sua história em Rio Branco, marcando 1,23 metro. O nível representa a maior seca já registrada no manancial, superando a marca anterior de 1,25 metro, registrada em 2 de outubro de 2022. Neste domingo, houve um aumento de 2 centímetros, passando à cota de 1,25 metro.
OBS: Os dados podem sofrer alteração dependendo do horário em que são analisados.
Nível dos rios
Monitoramento Hidrometeorológico dos principais rios e afluentes do Acre.
2,43 2,41 – Manoel Urbano 🟠
1,04 SD – Santa Rosa do Purus 🟠
0,34 0,32 – Sena Madureira 🔴
Bacia do Rio Tarauacá-Envira
Nível Nível
(21/09) (22/09)
3,57 3,58 – Feijó ⬆️
Bacia do Rio Juruá
Nível Nível
(21/09) (22/09)
4,58 4,51 – Cruzeiro do Sul
1,26 1,25 – Ponte do Liberdade 🟠
0,81 0,82 – Porto Walter 🔴
1,56 1,56 – Marechal Thaumaturgo 🔴
Legenda: Cota de Observação AZUL; cota de atenção AMARELO; cota de alerta LARANJA; cota de alerta máximo VERMELHO.
Fonte: Gestor Plataforma de Coleta de Dados (PCD) – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec) junto às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec).
Qualidade do ar
Média diária Raw PM2.5 (LRAPA) μg/m³
Média Recomendada por dia Organização Mundial da Saúde (OMS): 15μg/m³
Município – Média do Dia – Status da Qualidade
Porto Acre – 79,90 μg/m³ – 🔴
Rio Branco – 69,27 μg/m³ – 🟠
Brasiléoa – 49,22 μg/m³ – 🟡
Assis Brasil – 44,71 μg/m³ – 🟡
Sena Madureira – 42,72 μg/m³ – 🟡
Manoel Urbano – 40,67 μg/m³ – 🟡
Xapuri – 38,26 μg/m³ – 🟡
Santa Rosa do Purus – 37,84 μg/m³ – 🟡
Tarauacá – 25,52 μg/m³ – 🟡
Cruzeiro do Sul – 25,09 μg/m³ – 🟡
Feijó – 20,35 μg/m³ – 🟢
Legenda – Concentração de Material Particulado (μg/m³):
BOA (0 – 25 μg/m³) VERDE;
MODERADA (25 – 50 μg/m³) AMARELO;
RUIM (50 – 75 μg/m³) LARANJA;
MUITO RUIM (75 – 125 μg/m³) VERMELHO;
PÉSSIMA (> 125 μg/m³) ROXO.
Baseado no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama/Brasil) Nº506/2024.
Previsão do tempo
Domingo, 22
A Divisão de Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia informa que no domingo, 22, as condições de instabilidade, devido ao fluxo de umidade vindo do norte da Amazônia permanecerão provocando aumento de nebulosidade e eventos de chuvas na região. Desta forma, o tempo no estado será de céu claro a parcialmente nublado, com possibilidade de chuvas em áreas isoladas, pela tarde e início da noite. A umidade do ar em grande parte do estado ficará próxima de 100% no início da manhã e em torno de 35% durante a tarde. Em Rio Branco, a temperatura mínima deve ficar em torno de 24 °C, com máxima de 34 °C.
Rio Iaco atinge 32 centímetros e chega à maior seca história em Sena Madureira
O Rio Iaco, em Sena Madureira, alcançou o nível de 32 centímetros neste domingo, 22, chegando, assim, à menor cota histórica. Os dados são do governo do Acre, por meio do boletim diário da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com informações do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma).
A escassez de chuvas reflete o agravamento da crise hídrica no estado com o prolongamento do período de estiagem. De acordo com a Defesa Civil Estadual, responsável por coordenar o Gabinete de Crise, criado para lidar com a redução das chuvas e o aumento do risco de incêndios ambientais, junto à Casa Civil, a ausência de chuvas tem agravado o cenário no estado.
“Na verdade, o cenário em Sena Madureira não é diferente do que estamos presenciando nos demais municípios acreanos. Neste sábado, 21, o Rio Acre, na capital, chegou também à menor cota histórica. Estamos atuando de forma integrada a fim de minimizar os impactos na população e ao meio ambiente, trabalhando junto aos municípios. É um trabalho árduo, que não para, e que estamos com todos os nossos esforços, com todos os entes do estado para mitigar os impactos da seca extrema no nosso estado”, disse o coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista.
A previsão de um período de seca prolongada mantém a população e as autoridades em alerta. Diante desse cenário, o governo do Acre, por meio do Gabinete de Crise, tem intensificado medidas emergenciais para enfrentar a estiagem, que implica não apenas na crise hídrica, mas também em relação às queimadas e o desmatamento.
Entre as ações estão a declaração de emergência ambiental em todos os 22 municípios do estado, a ampliação do monitoramento dos níveis dos rios e qualidade do ar, o envio de caminhões pipa para as áreas mais críticas e o reforço nas campanhas de sensibilização sobre o uso racional da água, realizadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), e a proibição de queimadas em todo o estado até 31 de dezembro.
A Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) articula a liberação de R$ 9,5 milhões para o Acre, junto ao governo federal, para enfrentar a seca no estado. Dos R$ 514 milhões para combate às queimadas na Amazônia, que constam de Medida Provisória (MP) publicada recentemente pelo governo federal, R$ 9,5 milhões são para o Acre e atendem a solicitação do governador Gladson Cameli e municípios para o enfrentamento ao problema.
Além disso, o Estado intensificou a fiscalização de atividades que possam comprometer ainda mais os recursos hídricos, como queimadas, desmatamento ilegal e exploração de madeira. As ações do governo do Acre no combate a crimes ambientais já resultaram na aplicação de mais de R$ 15,8 milhões em multas por infrações ambientais em 2024, com foco principalmente no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal em todo o estado.
Na quinta-feira, 19, o governador do Acre, Gladson Cameli, esteve em Brasília reunido com outros governadores da Amazônia e ministros para defender a união de esforços no combate às queimadas no estado. “Além de um problema ambiental, é uma questão de saúde pública para a população”, explicou o gestor.
Entre as iniciativas de combate às queimadas em 2024 está a operação Sine Ignis (Sem Fogo), realizada entre os dias 29 de agosto e 8 de setembro. Somente na primeira fase, a operação resultou na aplicação de mais de R$ 1,5 milhão em multas. As ações se concentraram nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Manoel Urbano, Feijó e Tarauacá, regiões que apresentaram os maiores índices de queimadas e desmatamento.
Outras medidas de enfrentamento à seca incluem melhorias na rede de captação e distribuição de água nos municípios, realizadas pelo Serviço de Água e Esgoto do Acre (Saneacre), com o objetivo de reduzir os impactos da escassez hídrica. A instalação de filtros de água potável nas Unidades de Gestão Integrada (Ugais), que atendem comunidades próximas a áreas protegidas, é outra ação implementada pelo Estado, por meio da Sema.
Além disso, o governo, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) suspendeu as aulas presenciais em toda a rede estadual de ensino devido ao agravamento dos índices de concentração de partículas no ar. A Sema tem monitorado, por meio do Cigma, os índices de qualidade do ar, focos de queimadas, alertas de desmatamento, previsão do tempo, entre outros produtos, para subsidiar o estado nas tomadas de decisões.