5ª Conferência Municipal de Meio Ambiente encerra com eleição de delegados e 10 propostas para etapa estadual
Após 11 anos sem ser realizada, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), promoveu nessa terça-feira (3) a 5ª Conferência Municipal de Meio Ambiente. O evento ocorreu no Teatro Universitário da Universidade Federal do Acre (Ufac) e reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade para debater questões ambientais críticas enfrentadas pela capital acreana, como queimadas, altas temperaturas, desequilíbrio ecológico e enchentes.
A conferência teve como principal objetivo a discussão de soluções sustentáveis para debater os impactos das mudanças climáticas, além de preparar a cidade para eventos climáticos extremos. No final do evento, também foram eleitos 18 delegados com suplentes que representarão Rio Branco nas próximas etapas estadual e nacional da conferência, previstas para 2025.
Leonardo: “Temos algumas campanhas” (Foto: Val Fernandes/Assecom
“Daqui pra frente a gente vai poder levar essas propostas aí ao nível estadual, ao federal, pra gente poder dialogar melhor essas políticas públicas em relação ao meio ambiente, a valorização da floresta. Eu trabalho também em parceria com turismo, com algumas entidades. Temos algumas campanhas pelo direito de acesso à água potável, a campanha contra as queimadas, pelo direito de respirar o ar puro e tem uma série de parceiros, que a gente conta também pra gente poder levar essas propostas a nível estadual e nacional”, destacou o ativista ambiental, Leonardo Dantas.
“A gente está defendendo umas propostas que foram feitas na conferência, para a gente estar levando a conferência nacional e a gente está levando também algumas contribuições para o meio ambiente”, disse Denarte Nonato Huni Kuin, representante dos Povos da Floresta.
A composição da delegação de Rio Branco foi definida da seguinte forma:
Setor Privado, Sociedade Civil, Setor Público, Federal, Estadual e Municipal.
Os participantes aprovaram dez propostas em cinco eixos temáticos, com foco na adaptação e mitigação dos impactos climáticos que são eles: resiliência climática, recuperação em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e nascentes, implementação do Plano Municipal e Adaptação às Mudanças Climáticas, adaptação e preparação para desastres, cursos de primeiros socorros e apoio psicológico para lideranças comunitárias durante enchente, criação de um plano Municipal de adaptação e respostas a desastres climáticos, com soluções baseadas na natureza, entre outros.
Nasserala: “Foi fundamental para melhorias de políticas públicas na área ambiental.” (Foto: Marcos Araújo/Assecom)
A conferência foi considerada um marco na agenda ambiental da capital acreana, funcionando como etapa preparatória para os encontros estaduais e nacionais convocados pelo Ministério do Meio Ambiente. Essas etapas abordarão emergências climáticas e os desafios das transformações ecológicas em nível nacional.
“Foi satisfatório. A população abraçou esse tema que realmente precisava ser discutido. Todas as propostas foram inovadoras com base na realidade local, ou seja, são propostas que o município de Rio Branco poderá também introduzir na gestão municipal”, expressou a coordenadora da conferência, Aline Martins.
O evento contou com todo apoio da Prefeitura de Rio Branco. O prefeito Tião Bocalom, que se encontrava em agenda, em Brasília, gravou um vídeo destacando a relevância da iniciativa da conferência.
O secretário Municipal de Meio Ambiente, Carlos Nasserala, informou que o evento foi fundamental para melhorias de políticas públicas na área ambiental.
” Depois de 11 anos, está acontecendo de novo, em Rio Branco, um evento tão importante pra poder buscar a melhoria pra nossa sociedade. Nós estamos muito felizes. Então a conferência foi um sucesso? Um sucesso total. Nós estamos com 18 delegados, com 10 propostas que estão sendo passadas agora, para poder ser levada para a estadual e aí defender essas propostas.”
Pioneiro na Região Norte, Acre vai ofertar DIU Mirena e implante subdérmico para adolescentes entre 14 e 18 anos
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), deu um passo histórico nesta quarta-feira, 4, ao lançar o projeto “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”, marcando uma nova era para a saúde pública. Com isso, o Acre se tornou o primeiro estado da Região Norte a oferecer, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), os métodos contraceptivos de longa duração DIU Mirena e implante subdérmico para adolescentes.
Com um investimento de R$ 2 milhões, a iniciativa visa reduzir os índices de gravidez na adolescência, promovendo o direito à saúde sexual e reprodutiva de jovens entre 14 e 18 anos, nos municípios de Jordão, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Manoel Urbano.
A secretária adjunta de assistência da Sesacre, Ana Cristina Moraes, destacou o impacto positivo do projeto: “É um marco transformador para a saúde pública do Acre e para as adolescentes de nossa região. Investir em métodos contraceptivos de longa duração significa não apenas prevenir a gravidez precoce, mas também oferecer às jovens a oportunidade de estudar, crescer e se desenvolver com autonomia e dignidade. Estamos comprometidos em garantir que essa política alcance todas as adolescentes acreanas que mais precisam”, declarou.
Inovação no combate à gravidez precoce
A distribuição desses métodos, recomendados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), representa um marco no atendimento às adolescentes. Por serem reversíveis e de longa duração, o DIU Mirena e o implante subdérmico oferecem às jovens maior autonomia para planejar sua vida reprodutiva.
A coordenadora do Núcleo de Saúde do Adolescente e Jovens da Sesacre, Luciana Freire, ressaltou a importância da ação: “Nosso objetivo é ampliar o acesso aos métodos contraceptivos e reorganizar os fluxos assistenciais para facilitar que os adolescentes cheguem às unidades de saúde. Com essas medidas, conseguimos prevenir a mortalidade materno-infantil e otimizar os gastos públicos, além de garantir os direitos sexuais e reprodutivos dos jovens”, disse.
Perspectivas nacionais e regionais
Presente no evento, a delegada da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia da Infância e Adolescência, Ida Peréa, destacou a relevância da iniciativa não apenas para o Acre, mas para toda a Amazônia Ocidental:
Delegada da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia da Infância e Adolescência, Ida Peréa, parabenizou o Estado pela iniciativa. Foto: Odair Leal/Sesacre
“Ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração é a maneira mais custo-efetiva de reduzir a mortalidade materna e prevenir ciclos de baixa escolaridade. O Acre está mostrando que é possível mudar a história com ações concretas”, enfatizou.
O projeto “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois” integra a estratégia do governo do Acre para o quadriênio 2024-2027, reforçando a atenção primária e promovendo ações intersetoriais voltadas à juventude.
Curso teórico-prático para capacitação médica
Como parte do lançamento do projeto, médicos dos cinco municípios beneficiados participaram de um curso teórico-prático sobre inserção, retirada e substituição do implante subdérmico. A capacitação abordou aspectos como:
Características do implante e seu mecanismo de ação;
Indicações e contraindicações;
Técnicas de inserção e remoção do dispositivo;
Cuidados pós-procedimento.
O treinamento visa assegurar que os profissionais estejam preparados para oferecer atendimento seguro e eficaz, consolidando o Acre como referência em saúde reprodutiva adolescente no país.
Educação divulga calendário de matrículas para a rede estadual
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), anuncia o calendário das matrículas e rematrículas para o ano letivo de 2025 nas escolas da rede estadual. A Instrução Normativa n.º 07/2024 contém todas as orientações, bem como o cronograma completo com as etapas para a Educação Básica (ensino Fundamental e Médio) – Zona Urbana, Educação de Jovens e Adultos, Educação Indígena e Educação do Campo.
Instrução normativa contém todas as orientações e cronograma completo. Foto: Neto Lucena/Arquivo Secom
Na primeira etapa serão disponibilizadas as vagas para Ensino Fundamental e Médio (Zona Urbana) para novos alunos, ou seja, para estudantes que não possuem matrícula ativa em uma escola estadual. Esse processo será realizado de forma online no site da SEE (www.see.ac.gov.br), a partir do próximo dia 9, para os municípios de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Nos demais municípios, as matrículas serão presenciais, em cada escola.
O chefe do Departamento de Gestão de Redes, professor José Rêgo, explica que esse será o momento também para as solicitações de transferência interna. “Aqueles alunos que já estudam em uma de nossas escolas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, mas desejam mudar para uma outra unidade de ensino, também irão fazer essa solicitação online. Isso facilita o acesso e a gestão das vagas nesses locais, onde temos um maior número de escolas”.
As rematrículas para aqueles que já são estudantes da rede estadual, assim como para alunos que concluíram os anos iniciais do Ensino Fundamental na rede municipal e agora passarão para uma escola do Estado para dar continuidade aos estudos, o processo será conduzido internamente, em conjunto com as próprias escolas, a partir de janeiro de 2025. Também em janeiro, acontecerão as matrículas e rematrículas da Educação de Jovens e Adultos, Educação Indígena e Educação do Campo.
“Este é um momento crucial para organizarmos nossas escolas e garantirmos que nenhum estudante fique fora da sala de aula. Estamos preparados para atender as famílias e assegurar o direito à educação para todos,” afirmou o secretário de Educação, Aberson Carvalho.
De forma participativa, ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares e povos indígenas definem metodologia para realização das consultas públicas no Acre
De forma participativa, ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares e povos indígenas das cinco regionais do Acre dialogaram e definiram a metodologia para a realização das consultas públicas para atualização da repartição de benefícios do Programa Isa Carbono, do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa).
O evento, sob a coordenação técnica do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), encerrou na noite desta terça-feira, 3, no auditório do Centro Universitário Uninorte, com a criação de Grupos de Trabalho (GTs) onde foram debatidas as particularidades de cada território e comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Ribeirinhos, extrativistas, agricultores familiares e povos indígenas definem metodologia para realização das consultas públicas no Acre. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi
“Foram dois dias de muito diálogo e construção participativa, onde os representantes das comunidades tradicionais, agricultores familiares e povos indígenas puderam defender suas particularidades e contribuir no processo de realização das consultas públicas. É um marco importante para o governo Gladson Cameli, que nos delegou essa honrosa missão de fortalecer e ampliar as políticas públicas ambientais do Acre respeitando as salvaguardas socioambientais e os direitos das populações tradicionais e povos indígenas”, destacou a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), Jaksilande Araújo.
Encaminhamentos do Fórum Participativo
Após o mapeamento, os participantes definiram que serão realizadas seis consultas públicas nas cinco regionais acreanas. Antes da realização das consultas, ficou acordado que serão realizadas reuniões preparatórias, a fim de capacitar os participantes sobre a temática da repartição de benefícios do Sisa, REDD+, Salvaguardas Socioambientais, mercado de crédito de carbono, financiamentos climáticos e outros relacionados.
Outro importante encaminhamento foi voltado para a comunicação e capacitação com a produção de material didático com linguagem simplificada para melhor compreensão das temáticas que serão tratadas ao longo das consultas públicas.
Grupo de Trabalho das comunidades tradicionais e agricultura familiar realizaram contribuições. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi
Foi acordado, ainda, que após a conclusão das seis consultas públicas será realizado um fórum deliberativo, na capital acreana, onde serão dados os encaminhamentos finais para a definição da pactuação da nova repartição de benefícios do Sisa.
Todo o processo foi acompanhado pelos membros que integram a Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Ceva), câmaras temáticas Indígena e de Mulheres (CTI e CTM), ambas instâncias de governança do Sisa, de onde partiu a deliberação para realização do fórum participativo.
Grupo de Trabalho com povos indígenas apresentou suas contribuições para a realização das consultas públicas. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi
Para dar transparência, o fórum foi transmitido ao vivo pelo YouTube, e pode ser acessado por meio do canal oficial do governo do Acre.
Uma equipe especializada foi designada para realizar a relatoria completa dos dois dias do evento, com detalhamento de toda a programação, bem como as contribuições e encaminhamentos finais. O documento final será disponibilizado na página eletrônica do IMC, em até 30 dias.
Esforços e parcerias
A realização do evento mobilizou esforços das secretarias de Estado de Povos Indígenas (Sepi); de Meio Ambiente (Sema), de Fazenda (Sefaz); Planejamento (Seplan) e Coordenação do Programa REM e da Companhia de Desenvolvimento em Serviços Ambientais (CDSA).
Evento contou com esforços de várias secretarias estaduais e com a parceria de organismos internacionais. Foto: Diego Gurgel/Secom
O governo do Acre contou com a importante parceria dos organismos internacionais, representados pela conselheira sênior da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad), Borghild Tønnessen-Krokan; o conselheiro do Clima e Floresta da Embaixada da Noruega, Ole Bergum; a conselheira do Clima e Floresta da Embaixada da Noruega, Inês Marques; o oficial de Programas de Clima e Meio Ambiente do PNUD, Gustavo Matsubara; diretor sênior de políticas para florestas tropicais do Environmental Defense Fund – EDF (Fundo de Defesa Ambiental), Steve Schwartzman; presidente do Earth Innovation Institute (EII), Daniel Nepstad; e a diretora de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Gabriela Savian.
O que eles disseram
“Estamos prontos para debater, preparados para fazer uma grande mudança, sair de uma agricultura tradicional para trazer algo novo. Então, precisamos do REDD+ e do governo do Estado junto conosco. Temos uma causa em comum, que é defender o meio ambiente. Nosso maior exemplo de humanidade foi o Raimundão [Raimundo Mendes, primo de Chico Mendes], que veio de uma luta de muito tempo e criou todos os movimentos e trata todos com muito respeito. Então, precisamos estar juntos, debatendo e pensando em uma causa só”, representante do GT de Povos e Comunidades Tradicionais e da Agricultura Familiar no fórum, representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Acre (Fetacre), em Cruzeiro do Sul, Lisiane de Araújo Pedrosa.
Líder indígena, Tashka Peshaho Yawanawa, ao lado da presidente do IMC, no encerramento do Fórum Participativo. Foto: Ângela Rodrigues/Sema
“Esse é o momento histórico entre povos indígenas, seringueiros e comunidades tradicionais, juntos num só objetivo. Nós, povos indígenas, estamos num momento de construção e diálogo com o governo e com as populações tradicionais. Temos esse entendimento de união entre povos indígenas na luta pelos nossos direitos. Sempre estaremos unidos na defesa de nossos interesses, como estamos aqui neste fórum. Esse tema é muito importante e vamos seguir na defesa e interesse de nosso povo”, destacou o líder indígena, Tashka Peshaho Yawanawa.
Francisca Arara destaca união e respeito em fala de encerramento do Fórum Participativo. Foto: Pedro Henrique Alves/Sepi
“Saímos deste fórum muito felizes de ver o tamanho do respeito do governador às populações tradicionais e povos indígenas. Ele tem priorizado o diálogo, a transparência e construído um planejamento, de forma participativa, para continuidade das políticas públicas de curto, médio e longo prazo, que irão gerar benefícios a milhares de pessoas que vivem da agricultura familiar, extrativista e territorial, que tanto contribuem para a conservação do meio ambiente”, destacou a gestora da Sepi, Francisca Arara.
Leonardo Carvalho, titular da Sema, destaca empenho do governador Gladson Cameli na realização do fórum. Foto: Felipe Freire/Secom
“O governador reconhece a importância que é envolver as comunidades para que a gente tenha aí um processo muito bem feito, robusto, de alta integridade para que a gente possa responder essas demandas e acessar recursos gerados a partir desses ativos ambientais, os quais vão possibilitar a continuidade das políticas públicas no enfrentamento ao desmatamento ilegal e execução de projetos que gerem benefícios àqueles que conservam nossas florestas”, disse o gestor da Sema, Leonardo Carvalho.
Defesa Civil do Acre reforça trabalho de alerta de riscos e monitoramento no município de Jordão
Por Katiussi Melo
A Manutençãoe o
acompanhamento compartilhado entre a Defesa Civil Estadual e a Secretaria de
Estado do Meio Ambiente (Sema), permite a previsão de eventos com potencial
para causar desastres que envolvem grandes volumes de água com até três dias de
antecedência. Dependendo do local e da intensidade da situação, são feitos os
primeiros alertas e acionadas as autoridades municipais e estaduais.
A equipe coordenada pelo Cel-Bm Carlos Batista, direcionada
pelo o cel James Gomes,se deslocou na
última terça-feira, 03, até o município de Jordão, para a realização da
manutenção do posto de réguas e da Plataforma de Coletas de Dados.
De acordo com o coronel James Gomes,esta é uma atividade
complexa que envolve tanto equipamentos de coleta de informações quanto profissionais
que realizam os trabalhos e a análise dos dados.
“Buscamos a excelência dos processos da Defesa Civil, o fluxo
da informação será cada vez mais importante diante dos eventos extremos”,
reforça James Gomes.
A Defesa Civil busca todos os anos melhorar o desempenho com
a compra de equipamentos mais modernos e treinamento das equipes para refinar a
informação, aumentando os acertos.
Na ocasião a equipe participou da sessão solene na Câmara
Municipal do município para expor as ações realizadas pelo o órgão.
Com transmissão ao vivo, governo sorteia moradores de mais de 380 unidades habitacionais
Durante uma live nesta quarta-feira, 4, foram sorteados os moradores que vão ocupar as 383 unidades habitacionais construídas na Cidade do Povo, em Rio Branco. A ordem de serviço dessas casas foi assinada em abril deste ano, quando o governador do Acre, Gladson Cameli, deu o pontapé no fomento da habitação, entregando 19 casas no conjunto habitacional Jequitibá.
Sorteio foi transmitido ao vivo pelo canal do governo do Acre. Foto: Alisson Oliveira/Secom
O edital para que os interessados pudessem se inscrever foi publicado no dia 31 de outubro deste ano, listando o regramento e os requisitos necessários para poder concorrer a uma das casas. Ao todo, foram 19.870 inscritos.
O sorteio foi transmitido ao vivo pelo canal do governo do Acre no Youtube, e iniciou com o sorteio das prioridades, sendo a primeira de pessoas com deficiência (PCD) e idosos. Em seguida, seguindo os requisitos, o sorteio continuou. Mais de 730 pessoas acompanharam em tempo real.
No último ano, com a implantação da Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), o governo do Acre busca reduzir o déficit habitacional de mais de 23,9 mil unidades – um desafio que está sendo enfrentado em parceria com o governo federal.
O secretário de Estado de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, iniciou destacando que, após o sorteio, há ainda uma segunda fase, que é a investigação social, onde a equipe da Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb) vai confirmar todos os dados e informações contidos no ato da inscrição.
“Hoje é um dia muito importante para muitas pessoas porque vão ter acesso à moradia. Nesse primeiro momento, faremos o sorteio e haverá a segunda fase, que é a investigação social para saber se as informações estão corretas, se são verídicas. Em janeiro do ano que vem já estaremos entregando as 60 primeiras casas”, explicou.
Secretário de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago, explicou todo o processo de sorteio. Foto: Alisson Oliveira/Secom
O titular da pasta também ressaltou que todo o procedimento foi acompanhado e aprovado pelo Conselho de Habitação, formado por sete entidades governamentais e outras sete representantes de movimentos sociais. O Ministério Público do Acre (MP-AC) também foi informado e convidado a acompanhar o processo.
Foi feito o sorteio de titulares e suplentes, pois cria-se um cadastro de reserva, caso os primeiros sorteados não comprovem os requisitos e precisem ser substituídos. As casas são destinadas a famílias que cumpram os requisitos necessários para a inclusão nos programas sociais de habitação.
A construção dessas casas foi dividida em três lotes:
A previsão é de que a entrega do primeiro e segundo lotes ocorra ainda em março do ano que vem e o terceiro em abril de 2025. A obra está estimada em R$ 34.929.260,46. Já o valor investido em infraestrutura é de R$ 32 milhões, com mais R$ 9.575,000 de terrenos, totalizando, assim, um investimento de R$ 76.504.260,46, fonte de recurso próprio do Estado.
Foram sorteados em três grupos de prioridade e toda a lista deve ser publicada no Diário Oficial e no portal da Sehurb. Foto: Alisson Oliveira/Secom
O valor de cada unidade habitacional é de R$ 91.119,11. Pessoas que já tenham sido beneficiadas em anos anteriores com casa popular também não poderão mais receber uma unidade.
Os sorteados devem procurar a Sehurb, na Rua das Acácias, no Distrito Industrial, para procedimentos protocolares no prazo de 72 horas. O secretário finalizou agradecendo ao governador Gladson Cameli e também destacando que em breve as unidades devem contemplar o interior do estado:
“Quero agradecer ao governador Gladson Cameli por proporcionar às famílias dignidade, casa própria. Em breve estaremos também no interior do Acre. Você que não foi sorteado não perca as esperanças, porque teremos outros sorteios”.
A lista completa com todos os nomes vai constar no Diário Oficial do Estado e portal da Sehurb.
Em seu escritório, o governador acompanhou o sorteio e pontuou que esta é a prova de uma gestão transparente. “Isso mostra a transparência do nosso governo em tentar diminuir o deficit habitacional dando moradia para quem realmente precisa, mostrando os critérios e também a transparência do governo Eu agradeço a todos os servidores em nome da Sehurb, do secretário Egleuson, e toda a sua equipe. Nós estamos proporcionando melhorias para as famílias brasileiras acreanas.”
Primeiros pacientes renais transplantados no Acre em 2024 recebem alta médica e planejam futuro: ‘Quero viajar o mundo’
Para as pessoas que enfrentam doenças renais graves, a hemodiálise se torna não apenas um tratamento médico, mas uma necessidade vital, que muitas vezes toma conta da rotina e altera profundamente a qualidade de vida do paciente. Por muito tempo, essa foi a realidade de quatro acreanos que, em novembro deste ano, finalmente puderam dar adeus às máquinas e começaram uma nova vida por meio de transplante renal.
Os quatro pacientes receberam alta médica nesta quarta-feira, 4. Eles foram os primeiros a passar pelo transplante renal, que havia sido interrompido durante a pandemia de covid. No entanto, em razão do empenho do governo do Estado em levar adiante essa política pública e continuar salvando vidas, os pacientes renais crônicos têm, a partir de agora, a oportunidade de passar pela cirurgia em sua terra natal, próximo aos seus amigos e familiares, o que proporciona uma recuperação mais adequada.
“Em fevereiro de 2021, fiz um exame sem pretensão nenhuma, porque um amigo médico pediu para eu fazer um hemograma e um exame de creatinina, e esse último deu muito alterado. Ele ficou bem assustado e pediu para eu refazer, e mais uma vez deu muito alterado. Me desesperei, porque a gente começa a pesquisar na internet e já vê o fim da vida; aí começamos a ir atrás de um nefrologista. Foi então que descobri que meus rins estavam parando. Meu rim direito é atrofiado e o esquerdo só funciona com 10% de sua capacidade. Quando soube que faria a hemodiálise, para mim era o fim da vida. Comecei o tratamento conservador, com alimentação superlimpa e medicação. Os médicos acham que meu caso pode ter sido causado por pressão alta não tratada”, relata Mayara de Souza, natural de Rio Branco.
Tailine Alves e Mayara Souza receberam novos rins e estão prontas para começar uma nova fase de suas vidas. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
Agora, a jovem planeja um novo futuro, longe das máquinas que a mantinham viva. “Estou feliz demais. Transplantei, agora vem uma nova vida sem depender de máquina e eu tô muito empolgada. Os três primeiros dias foram bem sofridos, porque tinha que beber água, e eu não era habituada. Agora estou me forçando a beber mais água, mas está bem melhor. É um órgão novo aqui e foi bem difícil, mas, a partir de agora, espero mais momentos com meus filhos, porque segunda, quarta e sexta eram meus dias de hemodiálise e eu quase não os via. Espero poder viajar o mundo, ter uma qualidade de vida melhor e espero que as pessoas se conscientizem, porque a doação de órgãos salva muitas vidas. Só tenho gratidão a todos os profissionais que me acolheram, do técnico à médica, todos me trataram muito bem e só desejo [à equipe que me acolheu] muita saúde”, frisa Mayara.
Ducival Arcanjo: “Essa é a mensagem que quero deixar: que nós, como acreanos, possamos ser doadores de órgãos”. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
Assim como Mayara, Ducival Arcanjo, de 51 anos, morador de Epitaciolândia, também fez hemodiálise pelo período de três anos. “Eu tinha policistos nos rins e um dia desmaiei; minha esposa me levou para fazer exames e eles apontaram que eu estava com um problema renal. Assim começou a minha luta com o tratamento. Foram oito meses antes de iniciar a hemodiálise e, assim, passaram-se três anos, até chegar o dia do meu milagre, quando fui transplantado e hoje estou muito grato a Deus, ao governo, que me deu condições de fazer meu transplante aqui no estado”, comemora.
Agora iniciando uma nova fase, com mais saúde, graças à generosidade da família doadora, que, mesmo em meio à dor da perda de um ente querido, aceitou doar o órgão e pôde ressignificar o momento de luto, Ducival faz um apelo: “Vocês não têm noção [do que é] mudar a história e a qualidade de vida de uma pessoa. Isso não tem preço que pague. Quando nós passarmos a ser doadores de órgãos aqui no estado, muitas pessoas terão oportunidade de ter uma vida longa, sem estar três dias [por semana] na máquina, no sofrimento. Essa é a mensagem que quero deixar: que nós, como acreanos, possamos ser doadores de órgãos”.
William Ferreira é natural de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. Foto: Luanna Lins/Fundhacre
Quem também comemora a nova vida é William Ferreira, 33 anos, natural de Cruzeiro do Sul. “Quando eu fazia hemodiálise era ruim, porque o tempo era cronometrado. Eu não podia sair, porque tinha que fazer hemodiálise três vezes por semana, e a vida era muito limitada. Mas agora, graças a Deus, o Senhor nos deu essa oportunidade de receber um novo rim e ter uma vida mais adequada. Só tenho a agradecer toda a equipe, e agora é vida nova”, celebra William.
Outra paciente que também comemora uma nova etapa é a jovem Tailine Alves, de 30 anos, moradora de Assis Brasil, no interior do Acre. “Estou muito grata por ter passado por tudo isso e poder retornar para a minha família bem de saúde, é inexplicável. O mais desafiador foi ficar longe da minha família, mas eu entendo que é um processo necessário para eu ficar 100% curada e voltar bem de saúde. Só gratidão a Deus pela vida de cada técnico, cada enfermeiro, os médicos, fomos bem atendidas e acompanhadas. Agora eu tenho uma ‘irmã de rim’ [visto que Mayara e Tailine receberam rins de uma mesma doação] e sou muito feliz e grata a Deus pela vida dela, que possamos continuar a amizade que a gente construiu aqui”, conta.
Após acompanhamento pós-operatório pela equipe multiprofissional da Fundhacre, os quatro pacientes já receberam alta médica e se recuperam bem, aos cuidados de familiares.
Transplante renal chega para somar ao trabalho já realizado nos transplantes de fígado e córnea na Fundhacre. Foto: Neto Lucena/Secom
De acordo com o secretário de Saúde Pedro Pascoal, os transplantes são uma grande conquista para a saúde pública do Acre. “Era um desejo de todos nós o retorno dos transplantes renais, que não ocorriam desde a pandemia de covid-19, mas também um compromisso do governo do Estado em retomar essas cirurgias. Sabemos que a vida dos pacientes renais crônicos não é fácil, e os transplantes se tornam uma saída para muitos deles, que precisam dialisar com frequência. Com este marco na saúde pública do Acre, o governo sela, mais uma vez, seu compromisso em melhorar a saúde, não apenas para a nossa população, mas para qualquer cidadão que necessite. Desejamos uma longa e plena vida aos pacientes transplantados”, afirma.
Já a presidente da Fundhacre, Soron Steiner, reforça que o complexo hospitalar está preparado para lidar com a demanda, que agora aumenta, diante da nova modalidade de transplante. “A Fundhacre está preparada e bem estruturada para executar cirurgias complexas, bem como múltiplas cirurgias simultâneas. A prova disso está no fato de terem ocorrido, nas duas ocasiões, três transplantes quase ao mesmo tempo, envolvendo cerca de dez profissionais diretamente nas cirurgias. Nos alegra muito que cada paciente tenha uma nova oportunidade de vida, e agradeço não só aos profissionais envolvidos, como também aos familiares que, mesmo diante da dor da perda, fizeram este gesto de tamanha generosidade e optaram pela doação”, frisa.
Pacientes já receberam alta médica. Na foto, parte da equipe mutiprofissional que os acompanhou, ao lado do secretário de Saúde Pedro Pascoal e da presidente da Fundhacre, Soron Steiner. Foto: Agnes Cavalcante/Fundhacre
Ao todo, foram 30 profissionais envolvidos no processo para realização dos transplantes, que começa na abordagem à família doadora, até os cuidados pós-operatórios. A médica nefrologista Jarinne Nasserala, responsável técnica pelos transplantes de rim na Fundhacre, destacou a importância da atuação conjunta dos profissionais. “A gente está muito feliz com a concretização do nosso trabalho, que é um trabalho de equipe. Graças a Deus, com o apoio do governo do Estado, da Fundhacre e da Sesacre, estamos conseguindo realizar esse sonho”, disse.
A Fundhacre é o único hospital transplantador do Acre e realiza atualmente três tipos de transplantes: órgãos sólidos (fígado e rim), tecido (córnea) e, em processo de habilitação, a realização de transplantes de tecido ósseo. Devido ao número de procedimentos realizados e à sobrevida geral dos pacientes transplantados no estado, a unidade se tornou referência nacional em transplantes. Além disso, conquistou, em 2024, o recorde de transplantes de córnea nos últimos 15 anos.
São 528 transplantes realizados ao longo do programa, sendo cem renais, dos quais quatro este ano, além de 332 de córnea, sendo 42 apenas em 2024, e 96 hepáticos. Desses, 16 foram realizados também em 2024, representando melhor qualidade de vida aos pacientes do estado e também de outros estados e países vizinhos.
“Também estamos pleiteando junto ao Ministério da Saúde a habilitação para o transplante de tecido ósseo, que será muito importante em diversos casos, como, por exemplo, quando há fraturas graves, deformidades congênitas ou em casos de doenças que afetam o osso, como alguns tipos de câncer. O objetivo é ajudar na recuperação da estrutura óssea, promovendo a cura e permitindo que o osso cicatrize ou se regenere corretamente. É um grande ganho para o nosso estado, um sonho que se tornará real em breve”, ressaltou a coordenadora do Serviço de Transplantes da Fundhacre, Valéria Monteiro.
Deracre trabalha em obras de recuperação estrutural da Passarela Joaquim Macedo em Rio Branco
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), trabalha nesta quarta-feira, 4, nas obras de recuperação estrutural da Passarela Joaquim Macedo, localizada no centro de Rio Branco. A intervenção tem como objetivo garantir a segurança dos pedestres que utilizam a passarela diariamente e prolongar a vida útil da estrutura.
Estrutura da Passarela Joaquim Macedo recebe manutenção essencial para garantir a segurança dos pedestres. Foto: Luy Andriel/Deracre
A presidente do Deracre, Sula Ximenes, vistoriou os serviços e destacou a importância das obras, que fazem parte de um esforço contínuo para melhorar a mobilidade no local. “A passarela é um ponto da cidade essencial para a mobilidade dos cidadãos, e essas intervenções são necessárias para garantir tanto a segurança quanto a durabilidade da estrutura”, afirmou Sula.
Recuperação da passarela inclui medidas preventivas para aumentar a estabilidade e a resistência da estrutura. Foto: Luy Andriel/Deracre
A equipe da empresa contratada atua na execução de serviços técnicos para a recuperação da passarela, com destaque para: o encamisamento do pilar de concreto, que envolve o aumento da seção do pilar e a redução da sua área de compressão, contribuindo para reforçar a resistência da estrutura; o tensionamento de cabos de aço, ancorados em perfis metálicos cravados no solo, um processo essencial para aumentar a estabilidade da passarela; a preparação da superfície do bloco do lado do Primeiro Distrito, que está sendo preparada para o macaqueamento da passarela, uma medida preventiva para melhorar a resistência estrutural; e o cercamento do canteiro de obras, que visa garantir a segurança tanto dos trabalhadores quanto dos pedestres.
Com a recuperação, a Passarela Joaquim Macedo ganha mais segurança, visando a proteção dos pedestres. Foto: Luy Andriel/Deracre
Além dos serviços em andamento, o Deracre já se prepara para a execução de outras etapas importantes da recuperação estrutural. Entre as próximas ações, destacam-se: a instalação de consoles de reforço no bloco do pilar do lado do Primeiro Distrito, que proporcionarão maior sustentação à passarela; a mobilização de equipamentos especializados para acelerar os trabalhos de recuperação; e o chumbamento de barras de alta resistência no encamisamento do pilar, o que aumentará a tração e a estabilidade da estrutura.
Passarela Joaquim Macedo recebe encamisamento de pilar e tensionamento de cabos para maior estabilidade. Foto: Luy Andriel/Deracre
Com essas intervenções, o governo do Acre busca garantir que a passarela Joaquim Macedo continue sendo um ponto seguro de circulação para os pedestres, além de aumentar sua durabilidade ao longo do tempo.
Acre reforça parceria para combater crimes transnacionais na fronteira
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp/AC), por meio do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), da Polícia Militar do Acre (PMAC) e da Polícia Civil do Estado (PCAC), participou de uma reunião com representantes policiais do Departamento de Pando, na Bolívia, nesta segunda-feira, 2, com objetivo de estabelecer novos alinhamentos para o combate aos crimes transnacionais.
Reunião coordenou trabalhos operativos de Segurança Pública na região de Pando-Bolívia e Alto Acre-Brasil. Foto: Foto: Ascom/Sejusp
Por parte do Gefron, o capitão Edson Queiroz. O encontro também contou com a presença do diretor operacional da PMAC, coronel Kleison Albuquerque; do comandante do 5° Batalhão de Polícia Militar, capitão Tales Rafael; do delegado-geral da PCAC, Henrique Maciel; e do comandante da Polícia Nacional no Departamento de Pando, coronel David Ruiz Arana, que liderou as discussões.
O coordenador do Gefron, coronel Assis dos Santos, afirmou a importância da reunião: “A integração e cooperação internacional, por meio de representantes locais das polícias brasileiras e bolivianas, possibilita a troca de informações sobre a produção de conhecimentos sobre a segurança pública na região de fronteira entre os dois países, com isso temos as condições favoráveis para planejar ações de combate ao tráfico de drogas e a proteção das pessoas que vivem na região de fronteira”.
Entre os principais pontos abordados, está a intensificação de operações integradas, o fortalecimento dos canais de comunicação e a implementação de estratégias conjuntas para desarticular redes criminosas.
Principal objetivo da reunião foi o alinhamento de futuras ações integradas entre países para combater crimes transnacionais de maneira eficiente. Foto: Ascom/Sejusp
O coronel Ruiz Arana reafirmou o compromisso da Bolívia em trabalhar lado a lado com as forças de segurança brasileiras. “Reconhecemos que essa união de esforços é essencial para o enfrentamento aos desafios comuns de segurança pública”, destacou.
As lideranças presentes classificaram a reunião como um marco na consolidação da parceria entre Brasil e Bolívia, ressaltando o empenho em garantir a tranquilidade das comunidades fronteiriças e oferecer uma resposta rápida às ameaças representadas pelos crimes transnacionais.