segunda-feira, 2 março, 2026
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Foragido da Justiça acreana é capturado pela Polícia Civil no Segundo Distrito de Rio Branco

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Foragido da Justiça acreana é capturado pela Polícia Civil no Segundo Distrito de Rio Branco

A Polícia Civil do Acre (PCAC) prendeu, na última terça-feira, 23, o foragido da Justiça L.G.F.V., condenado a 18 anos e 7 meses de reclusão por diversos crimes. A ação foi realizada de forma coordenada pelo Departamento de Inteligência da instituição e pela Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), em uma residência localizada em um ramal da área do Segundo Distrito de Rio Branco.

Foragido da Justiça acreana é capturado pela Polícia Civil no Segundo Distrito de Rio Branco | Cidade AC News – Notícias do Acre
Foragido ligado a facção criminosa é preso pela Polícia Civil do Acre: imagem cedida

O indivíduo já havia sido preso em 2019, após investigações que apontaram seu envolvimento em um crime que chocou a sociedade acreana. Em agosto de 2018, os jovens Vitor Vieira de Lima, de 18 anos, Amanda Gomes de Souza, de 14, e Isabele Silva Lima, de 13 anos, foram brutalmente assassinados após saírem de casa, em Rio Branco, com destino à ExpoAcre.

L.G.F.V. respondeu ao processo na Vara do Júri da Comarca de Rio Branco e acabou sendo absolvido quanto à participação no triplo homicídio. No entanto, durante o andamento das investigações, a Polícia Civil reuniu novas provas que revelaram o envolvimento do acusado com uma facção criminosa atuante no estado.

As evidências comprovaram a participação do condenado em outros crimes graves, como tortura, roubo, ameaça, organização criminosa e vias de fato. Esses delitos resultaram na condenação definitiva a uma pena superior a 18 anos de prisão.

Após a prisão, L.G.F.V. foi colocado à disposição da Justiça para o cumprimento da pena. A Polícia Civil do Acre reforça que ações integradas de inteligência e operações especializadas seguem sendo fundamentais no combate ao crime organizado e na captura de foragidos, garantindo maior segurança à população.

Líder católico visita Gaza e ressalta esperança de palestinos

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Líder católico visita Gaza e ressalta esperança de palestinos


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Ao final de uma visita de três dias à Faixa de Gaza, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, afirmou que, apesar da destruição provocada por anos de guerra, a população local mantém o desejo de reconstruir a própria vida. O patriarca é a principal autoridade que representa a Igreja Católica em Israel, Palestina, Jordânia e Chipre.Líder católico visita Gaza e ressalta esperança de palestinos | Cidade AC News – Notícias do AcreLíder católico visita Gaza e ressalta esperança de palestinos | Cidade AC News – Notícias do Acre

Em entrevista a veículos de mídia do Vaticano nesta terça-feira (23), o religioso relatou ter encontrado uma sociedade extenuada, marcada pela pobreza extrema e pela falta de infraestrutura básica, mas ainda movida por sinais de esperança.

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Segundo Pizzaballa, os problemas estruturais seguem evidentes. Casas, escolas e hospitais precisam ser reconstruídos, enquanto grande parte da população vive cercada por esgoto e lixo.

Ainda assim, o cardeal destacou ter percebido, durante encontros com homens, mulheres e crianças, uma forte vontade de retomar a normalidade e de reconstruir o futuro.

Durante a visita, iniciada em 19 de dezembro, o patriarca também presenciou momentos de alegria, especialmente entre as crianças. Ele recordou a serenidade encontrada nos olhares dos pequenos durante a encenação de um presépio vivo, que emocionou os presentes.

De acordo com o cardeal, o Natal em Gaza é celebrado sem grandes festividades, com exceção da liturgia, mas é marcado por um sentimento genuíno de alegria.

Pizzaballa ressaltou ainda que, apesar das dificuldades, os moradores de Gaza não se sentem abandonados pelo mundo. Para ele, é importante diferenciar a atuação da comunidade política da presença da sociedade civil, que, segundo afirmou, esteve ao lado da população.

Ao falar sobre a paz, o cardeal destacou que se trata de um conceito exigente em um território marcado pela guerra. Segundo ele, mais do que discursos, é necessário criar condições reais, sólidas e estáveis para que a paz possa se afirmar.

Em mensagem dirigida aos cristãos, o patriarca afirmou que não se deve fugir da realidade atual. Para ele, Jesus entrou na história em um contexto imperfeito, assim como o vivido hoje em Gaza, e cabe às pessoas assumir esse momento histórico e trabalhar para transformá-lo.

Em coletiva de imprensa realizada em Jerusalém após a visita, Pizzaballa alertou para a gravidade da situação econômica. Embora a escassez de alimentos tenha sido parcialmente superada, poucos moradores têm condições financeiras de comprar comida.

O cardeal disse ter se impressionado com o grande número de crianças vivendo nas ruas e afirmou haver preocupação com o futuro delas.

*Com informações da Agência Vaticano News

 

Orçamento 2026 traz corte de quase R$ 500 milhões para universidades

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Orçamento 2026 traz corte de quase R$ 500 milhões para universidades


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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) publicou uma nota manifestando “profunda preocupação” com os cortes no orçamento das Universidades Federais feitos pelo Congresso Nacional durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A entidade pede a recomposição imediata dos valores, “sob pena de comprometer o funcionamento regular das universidades e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.”Orçamento 2026 traz corte de quase R$ 500 milhões para universidades | Cidade AC News – Notícias do AcreOrçamento 2026 traz corte de quase R$ 500 milhões para universidades | Cidade AC News – Notícias do Acre

De acordo com cálculos feitos pela própria Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais acabou sendo cortado em 7,05%, o que significa uma redução de R$ 488 milhões. 

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“Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”, diz a nota publicada pela associação.

A Andifes argumenta ainda que os cortes, de aproximadamente R$ 100 milhões, na área de assistência estudantil, comprometem diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, “colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público”.

“Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra”, complementa o texto.

De acordo com a Andifes, cortes semelhantes também vão impactar o orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). 

“Estamos em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica”, diz a entidade. 

Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde

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Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde


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O consumo de bebidas alcoólicas tende a aumentar no período de festas de fim de ano, impulsionado por confraternizações e celebrações familiares. Para a psiquiatra Alessandra Diehl, membro do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abad), esse consumo potencializa os riscos à saúde física e mental e traz prejuízos para as relações sociais.Consumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde | Cidade AC News – Notícias do AcreConsumo de álcool nas festas de fim de ano aumenta riscos à saúde | Cidade AC News – Notícias do Acre

A especialista destaca que não existe consumo seguro de álcool. Ela lembra que documentos recentes, ratificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçam que qualquer quantidade ingerida pode trazer prejuízos.

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“Entre os principais problemas observados nesse período estão quedas, intoxicações e a redução da supervisão de crianças em ambientes com adultos alcoolizados”, diz.

“É muito comum que nessa época os pronto-atendimentos pediátricos recebam casos de crianças que ingerem bebida alcoólica porque os adultos não supervisionam adequadamente”, complementa.

A psiquiatra destaca ainda o aumento de episódios de agressividade e o risco da mistura com medicamentos.

“A pessoa vai perdendo o juízo crítico e acaba se colocando em situações de risco, como dirigir intoxicado, além do aumento da agressividade e de conflitos familiares”, diz Alessandra.

Para quem já enfrenta problemas com álcool, o fim de ano representa um período especialmente delicado, com maior risco de recaídas.

“É um período em que a bebida é ofertada grandemente, e a nossa cultura faz uma glamourização muito forte do álcool, o que aumenta a vulnerabilidade de quem está em recuperação”, alerta.

“A bebida não pode ser a protagonista das festas. Quando a gente glamouriza o álcool, isso pode ser um gatilho para pessoas emocionalmente vulneráveis”, complementa.

A psiquiatra também chama atenção para os impactos na saúde mental. Segundo ela, muitas pessoas recorrem ao álcool como forma de lidar com tristeza, ansiedade e frustrações comuns nessa época do ano.

“O álcool acaba sendo usado como uma anestesia para lidar com esse mal-estar, mas isso pode piorar sintomas de ansiedade e depressão já existentes”, diz Alessandra.

Álcool e juventude

Outro ponto de preocupação é o aumento do consumo entre adolescentes. Em setembro de 2025, foi divulgado o 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), feito em parceria pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Enquanto a proporção de adultos que bebem diminuiu em relação aos dados anteriores, o consumo entre adolescentes cresceu.

Na população adulta, a proporção de pessoas que bebem regularmente caiu de 47,7% em 2012 para 42,5% em 2023. O consumo pesado de álcool (60g ou mais em uma ocasião) aumentou entre os menores de idade, passando de 28,8% em 2012 para 34,4% em 2023.  

“Não existe ‘beber com moderação’ para adolescentes. Eles não podem beber, por lei, e têm um cérebro ainda em desenvolvimento, o que pode ser impactado pelo consumo de álcool”, diz Alessandra Diehl.

A psiquiatra critica a postura de famílias que permitem ou incentivam o consumo dentro de casa.

“Dizer que é melhor o adolescente beber sob supervisão é uma fala extremamente permissiva e equivocada. A prevenção passa por uma presença familiar mais ativa e por mensagens claras de que o álcool não deve ocupar o centro das celebrações”, diz Alessandra. “É possível dizer: aqui em casa a bebida não é o principal, e você, como adolescente, não vai beber”.

Anvisa proíbe venda de remédios da Needs e da Bwell

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Anvisa proíbe venda de remédios da Needs e da Bwell


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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta terça-feira (23) o comércio e a propaganda de todos os medicamentos das marcas Bwell e Needs, controladas pelo grupo RD Saúde, mesma controladora das drograrias Raia e Drogasil.Anvisa proíbe venda de remédios da Needs e da Bwell | Cidade AC News – Notícias do AcreAnvisa proíbe venda de remédios da Needs e da Bwell | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os produtos não podem ser vendidos nas lojas, nos sites e nem por terceiros. 

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De acordo com a agência reguladora, a empresa não tem autorização para produzir medicamentos.

A determinação da Anvisa vale apenas para remédios. As marcas produzem outros itens, como de higiene e beleza. Estes continuam sendo comercializados normalmente.

Em nota enviada ao site Poder360, a RD Saúde informou que “não é indústria e não produz medicamentos”, e vai recorrer da decisão.

“Os medicamentos das marcas Bwell e Needs são produzidos por indústrias farmacêuticas devidamente licenciadas e autorizadas pela Anvisa, seguindo rigorosamente as normas regulatórias aplicáveis. Os produtos das duas marcas estão devidamente registrados na agência reguladora. A empresa vai detalhar seus procedimentos em recurso administrativo a ser apresentado à Anvisa”, afirma….

 

Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026

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Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026


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Os jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram a vacina contra o HPV ganharam mais 6 meses para se imunizarem. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal (retomada da cobertura vacinal) para essa faixa etária.Jovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreJovens de 15 a 19 anos podem se vacinar contra HPV até junho de 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

O prazo para a imunização acabaria agora em dezembro. Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem como objetivo reforçar a proteção desse público em todo o país.

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A estratégia seguirá vigente até a próxima Campanha de Vacinação nas Escolas, permitindo que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de vacinar-se dos 9 aos 14 anos ainda possam garantir a imunização.

Meta 

Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é alcançar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV).

Até dezembro deste ano, a estratégia de resgate aplicou 208,7 mil doses da vacina, dos quais 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. De acordo com o ministério, a ampliação do prazo possibilita que adolescentes e jovens garantam a proteção individual e contribuam para reduzir a circulação do vírus na população.

Onde se vacinar

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser encontrada:

  •      nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  •      em ações externas, como vacinação em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings

As ações têm o apoio de estados e municípios para ampliar o alcance e facilitar o acesso do público-alvo.

A vacina é considerada segura e é fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer associados ao HPV, como:

  •      câncer do colo do útero;
  •      câncer de vulva;
  •      câncer de pênis;
  •      câncer de garganta e pescoço.

A estratégia de resgate vale para todos os 5.569 municípios brasileiros e busca reduzir os impactos do vírus a longo prazo.

Esquema vacinal

A vacinação contra o HPV faz parte do calendário nacional de imunização para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única, substituindo o modelo anterior de duas doses e facilitando o acesso à vacina.

Atenção a exceções

Para alguns grupos, o esquema continua sendo de três doses, como:

  •      pessoas imunocomprometidas (vivendo com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados);
  •      usuários de PrEP de 15 a 45 anos;
  •      vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Em caso de dúvida, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e atualização da carteira de vacinação.

Um em cada cinco brasileiros já usou drogas ilícitas, aponta estudo

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Um em cada cinco brasileiros já usou drogas ilícitas, aponta estudo


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Cerca de um em cada cinco brasileiros (18,7%) já experimentou substâncias psicoativas ilícitas ao menos uma vez na vida, segundo a atualização do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Entre os homens, 23,9% já usaram drogas e entre as mulheres, 13,9%. Um em cada cinco brasileiros já usou drogas ilícitas, aponta estudo | Cidade AC News – Notícias do AcreUm em cada cinco brasileiros já usou drogas ilícitas, aponta estudo | Cidade AC News – Notícias do Acre

Entre as mulheres jovens (menores de idade), a quantidade de meninas que experimentou drogas foi superior à de meninos. 

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Segundo a pesquisa, 8,1% ou mais de 13 milhões de pessoas fizeram uso de drogas até um ano antes da pesquisa. Entre adultos, o consumo foi de 6,3% em 2012 para 15,8% em 2023, triplicando entre mulheres, grupo para o qual a evolução foi de 3% para 10,6%. 

Essa terceira versão do estudo segue a mesma metodologia das edições de 2006 e 2012, investigando o consumo de substâncias psicoativas ilícitas pela população, através de 16.608 questionários respondidos por maiores de 16 anos, em 2022 e 2023.

“Os achados do Lenad apontam os grupos em maior risco quanto ao consumo problemático de drogas no país, ficando clara a necessidade de priorizarmos as meninas, em especial as mais jovens”, comentou, em nota, a pesquisadora Clarice Madruga, uma das responsáveis pelo estudo.

O material revela ainda um cenário de expansão do consumo, mudanças no perfil dos usuários, em especial entre adolescentes e mulheres, e a presença crescente de substâncias sintéticas no país. As regiões Sul e Sudeste são as que mais consomem e há também uma forte concentração do consumo em jovens, sobretudo adultos entre 18 e 34 anos.

Os dados revelam um padrão de relativa estabilidade do consumo de cocaína e crack, ao lado de sinais de expansão de estimulantes sintéticos e alucinógenos em contextos recreativos urbanos. 

Situando o Brasil no cenário internacional, os achados do Lenad III indicam que o país ocupa posição intermediária em prevalências de uso, mas combina esse nível com uma elevada carga de transtornos entre usuários, o que produz impacto substantivo sobre a rede de atenção psicossocial, serviços de urgência/emergência e políticas setoriais”, descreve a pesquisa. 

Cannabis

Segundo o estudo a cannabis (maconha, skank ou haxixe) permanece como a substância ilícita mais consumida no país, com mais de 10 milhões de brasileiros tendo consumido em menos de um ano antes da resposta (6%). 

Cerca de 28 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais já usaram cannabis na vida (15,8%), o dobro do índice auferido em 2012. O aumento foi maior para as mulheres.

Entre os jovens com idades entre 14 e 17 anos, ao menos 1 milhão são usuários esporádicos, metade dos quais um ano antes de responderem à pesquisa. Diferente das duas primeiras edições, o consumo caiu entre meninos, de 7,3% para 4,6%,  e aumentou de forma expressiva entre meninas, com índice evoluindo de 2,1% para 7,9%. 

Entre os usuários de cannabis, mais da metade (54%) relataram usar diariamente por pelo menos duas semanas consecutivas, equivalente a 3,3% da população ou mais de 3,9 milhões de brasileiros. Cerca de 2 milhões de brasileiros preenchem os critérios para dependência de cannabis, equivalente a 1,2% da população ou 1 de cada 3 usuários. 

Cerca de 3% dos usuários já procuraram emergência devido ao consumo, mas entre adolescentes, esse número sobe para 7,4%, o que para o estudo é um indicador de maior vulnerabilidade a intoxicações e crises agudas.

O levantamento indicou também crescimento da experimentação de substâncias sintéticas e psicodélicas na última década. O consumo de Ecstasy foi de 0,76% para  2,20% das pessoas. O uso de alucinógenos foi de 1,0% para 2,1% e o de Estimulantes sintéticos (ATS) ampliou de 2,7% para 4,6%.

Pesquisa 

A pesquisa foi realizada em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senad/MJSP) e com a Ipsos Public Affairs.

Segundo o estudo, o aumento da presença de drogas sintéticas mostram um mercado de drogas mais complexo, com aumento dos riscos para os consumidores. Isso agrava a situação para os adolescentes, enquanto uma “maior vulnerabilidade de adolescentes – especialmente meninas – a eventos adversos, sofrimento psíquico, poliuso e necessidade de atendimento de emergência” leva a pensar a mudança das estratégias preventivas, que devem ser mais sensíveis a gênero, integradas à promoção de saúde mental e à redução de violência e discriminação. 

Para os pesquisadores, os resultados reforçam a centralidade da vigilância epidemiológica em álcool e outras drogas como função permanente do sistema de saúde e de proteção social, e mostram a importância desse tipo de pesquisa como maneira de manter a sociedade e os gestores informados, orientando às políticas de atendimento.

Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

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Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026


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O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518.Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026 | Cidade AC News – Notícias do AcreNovo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026 | Cidade AC News – Notícias do Acre

Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos.

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Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário  mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação.

“Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres.

O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal.

Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026.

De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.

Congonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena

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Congonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena


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A concessionária Aena, que administra o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, informou nesta terça-feira (23) que a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, deu parecer favorável ao pedido para que o aeroporto volte a operar voos internacionaisCongonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena | Cidade AC News – Notícias do AcreCongonhas recebe aval para ter voos internacionais, diz Aena | Cidade AC News – Notícias do Acre

A proposta da Aena prevê a operação de voos regulares de passageiros, com foco em rotas de curta e média distância na América do Sul.

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De acordo com a concessionária, a solicitação está integrada ao projeto de ampliação e modernização do aeroporto, que conta com investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. As obras, segundo a Aena, estão em andamento e dentro do cronograma previsto.

“A manifestação da SAC reconhece que a proposta da Aena está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Aviação Civil (PNAC) e ao Plano Aeroviário Nacional (PAN), após a análise técnica dos estudos de demanda, utilização da infraestrutura e do plano de ampliação do aeroporto”, disse a Aena, em nota.

A concessionária trabalha com a expectativa de que a operação internacional tenha início a partir de 2028, concomitante com a entrega do novo terminal do aeroporto.

“Diante da conveniência de termos um aeroporto internacional central, eficiente, rápido e altamente pontual, com um novo terminal moderno, confortável e com serviços de primeira linha dentro da principal metrópole do Hemisfério Sul, abre-se uma enorme oportunidade de dar um novo salto em conectividade, desenvolvimento econômico e integração regional”, destacou o diretor-executivo do Aeroporto de Congonhas, Kleber Meira.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que emitiu parecer favorável para o aeroporto receber voos internacionais, segundo a agência Reuters.

“O parecer, no entanto, não representa a autorização final para a operação de voos internacionais” no aeroporto, afirmou o ministério.

A concessionária terá ainda de “obter autorizações dos demais órgãos de controle de fronteira (Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e Receita Federal) e, em seguida, protocolar processo formal junto à Anac, órgão responsável pela análise final e pela eventual designação do aeroporto como internacional”.

Conforme a Reuters, o ministério informou que a Aena cumpriu requisitos regulados pela pasta para que o aeroporto opere voos internacionais e citou “potencial da iniciativa para fortalecer a aviação nacional, ampliar a conectividade aérea e impulsionar o desenvolvimento econômico”.

Nesta segunda-feira (22), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, realizou uma visita técnica ao aeroporto e ressaltou o avanço das obras. “Isso será fundamental para fortalecer a aviação do Brasil e proporcionar mais conforto e eficiência aos passageiros”, afirmou o ministro.

* Com informações da Reuters

Após sete altas seguidas, dólar cai 0,95% e fecha em R$ 5,53

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Após sete altas seguidas, dólar cai 0,95% e fecha em R$ 5,53


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Após vários dias de turbulência, o mercado financeiro teve um dia de trégua. O dólar caiu quase 1% depois de sete altas consecutivas. A bolsa de valores recuperou os 160 mil pontos e fechou no nível mais alto em oito dias.Após sete altas seguidas, dólar cai 0,95% e fecha em R$ 5,53 | Cidade AC News – Notícias do AcreApós sete altas seguidas, dólar cai 0,95% e fecha em R$ 5,53 | Cidade AC News – Notícias do Acre

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (23) vendido a R$ 5,531, com queda de R$ 0,053 (-0,95%). A cotação iniciou o dia estável, mas despencou a partir das 11h30, quando o Banco Central (BC) interveio no câmbio, e o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou o cancelamento de uma entrevista que concederia a um portal de notícias.

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Nesta terça, o BC vendeu US$ 500 milhões dos US$ 2 bilhões oferecidos em leilão de linha, quando a autoridade monetária vende dólares das reservas internacionais com o compromisso de comprar o dinheiro mais tarde. Apesar da queda desta terça, a moeda estadunidense sobe 3,69% em dezembro. A divisa cai 10,5% em 2025.

O mercado de ações teve um dia de recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 160.486 pontos, com alta de 1,46%. O indicador atingiu o melhor nível desde o último dia 15.

Tanto fatores políticos como econômicos interferiram no mercado. Além do cancelamento da entrevista de Bolsonaro, a divulgação da prévia da inflação oficial em dezembro ajudou a bolsa de valores. O IPCA-15 ficou abaixo das expectativas para o mês e fechou 2025 em 4,41%, dentro da meta de inflação.

No caso do dólar, além dos fatores políticos, a atuação do Banco Central pressionou o câmbio para baixo. O leilão de linha fornece liquidez para o mercado, ajudando a atender à demanda de empresas que remetem lucros e dividendos para o exterior no fim de ano.

* com informações da Reuters

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