quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Quase 50% das mulheres brasileiras denunciam desrespeito

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Quase 50% das mulheres brasileiras denunciam desrespeito


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Quase metade das mulheres brasileiras (46%) não é tratada com respeito no país. A sensação se repete em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, onde 49% delas dizem que não são respeitadas. É o que mostra a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o maior levantamento do país sobre o tema, realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado.Quase 50% das mulheres brasileiras denunciam desrespeito | Cidade AC News – Notícias do AcreQuase 50% das mulheres brasileiras denunciam desrespeito | Cidade AC News – Notícias do Acre

A pesquisa ouviu mais de 20 mil mulheres em todas as regiões do país e revela que o machismo continua sendo regra e não exceção: 94% das entrevistadas classificam o Brasil como um país machista.

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“Esse acompanhamento e atualização bienal dos dados permite que a gente mensure como está e o que tem mudado no país em relação à violência contra mulheres e a percepção sobre o tema. Ou seja, é essencial para apoiar senadores e governo na hora de criar e medir o sucesso de leis e políticas públicas de proteção às mulheres”, diz Marcos Ruben de Oliveira, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.

Machismo

A percepção de que o Brasil é um país machista continua praticamente unânime entre as mulheres. Em 2025, 94% delas afirmam viver em um país machista, mesmo índice de 2023. O que mudou foi a intensidade: o grupo que considera o Brasil muito machista subiu de 62% para 70% em dois anos, o que representa 8 milhões de mulheres a mais com avaliação mais crítica sobre a desigualdade de gênero.

Desde 2017, o percentual nunca ficou abaixo de 90%, e apenas 2% das brasileiras dizem não ver machismo no país. O aumento da percepção de machismo caminha junto com a sensação de que a violência doméstica cresceu: 79% das mulheres acreditam que esse tipo de violência aumentou nos últimos 12 meses, retomando o maior patamar da série histórica.

Desrespeito

Desde 2011, a rua é o ambiente mais mencionado como de maior desrespeito. Apesar de ter caído o número de mulheres com essa percepção entre 2023 e 2025, quase metade (49%) das entrevistadas ainda afirma que é nas vias públicas que elas ficam mais vulneráveis. Já a percepção de que o desrespeito é maior dentro de casa aumentou 4 pontos, o que corresponde a cerca de 3,3 milhões de mulheres a mais que passaram a ver o ambiente familiar como o lugar mais inseguro. No ambiente de trabalho, não houve alteração significativa, mas permanece como o segundo ambiente em que percebem que há menos respeito.

“Embora seja preocupante a percepção de que as mulheres não são respeitadas no círculo social mais íntimo, aquele que, em tese, deveria ser um espaço de proteção e acolhimento, isso vai ao encontro dos números altos de violência doméstica no país. Infelizmente, não é só a rua que apresenta perigo e desrespeito, conforme demonstram nossos altos índices de feminicídio”, afirma a antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres do Instituto Natura, Beatriz Accioly.

Diferenças regionais

As diferenças na percepção de respeito também variam de acordo com a região do país. A pesquisa do DataSenado e da Nexus aponta que no Sul, por exemplo, 53% das mulheres afirmam que “às vezes” as mulheres não são tratadas com respeito, o maior índice entre todas as regiões. No Nordeste, metade das entrevistadas (50%) diz que as mulheres não são respeitadas. Embora sem diferença estatisticamente significativa em relação ao Nordeste, o Sudeste aparece logo em seguida, com 48% afirmando que as mulheres não são respeitadas, seguido do Centro-Oeste (44%) e do Norte (41%).

Apesar das variações, em todas as regiões, há uma presença significativa de mulheres que oscilam entre o respeito ocasional e o completo desrespeito, o que demonstra que o sentimento de instabilidade na forma como a sociedade trata as mulheres é generalizado. “Os dados ajudam a dimensionar como a violência contra a mulher deixa de ser um assunto restrito à esfera doméstica e passa a ser estrutural, com efeitos sociais e econômicos de longo prazo”, diz a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência no Senado Federal, Maria Teresa Prado.

Escolaridade

Quando os dados são analisados a partir do nível de escolaridade, o cenário revela desigualdades ainda mais profundas. Entre as mulheres não alfabetizadas, 62% afirmam que as mulheres não são tratadas com respeito, índice muito superior ao registrado entre as que concluíram o ensino superior (41%). A percepção de respeito aumenta conforme cresce o nível de instrução, mas não desaparece completamente: mesmo entre mulheres com diploma universitário, apenas 8% dizem que as mulheres são plenamente respeitadas. As maiores variações se concentram nas faixas com ensino médio e superior incompleto, em que mais da metade das entrevistadas afirmam que as mulheres são tratadas com respeito apenas às vezes, revelando que a escolaridade pode reduzir, mas não elimina, a percepção de desrespeito e machismo estrutural.

“O cruzamento entre escolaridade e percepção de respeito também mostra como as desigualdades educacionais se convertem em vulnerabilidade social. Mulheres com menor acesso à educação formal não apenas percebem mais situações de desrespeito, como também enfrentam maior dificuldade para denunciar ou acessar serviços de proteção”, analisa a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva.

Acesso à IA no Brasil é marcado pela desigualdade social dos usuários

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Acesso à IA no Brasil é marcado pela desigualdade social dos usuários


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Cinquenta milhões de brasileiros já usam a inteligência artificial (IA) generativa no Brasil, o montante equivale a 32% das pessoas com acesso à internet no país. No entanto, apesar da alta adesão pelos brasileiros, a ferramenta ainda é empregada principalmente pelas classes mais ricas e com ensino superior.Acesso à IA no Brasil é marcado pela desigualdade social dos usuários | Cidade AC News – Notícias do AcreAcesso à IA no Brasil é marcado pela desigualdade social dos usuários | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os dados constam da Pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada nesta terça-feira (9), e revela a grande desigualdade social na utilização da IA no país.

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Conforme o levantamento, a proporção daqueles que utilizam a IA chega a 69% na classe A, caindo para 16% nas classes D e E. No mesmo sentido, 59% dos usuários com ensino superior utilizam a ferramenta, em contraste com 17% daqueles com apenas o ensino fundamental.

“A expansão da IA generativa evidência os desafios da inclusão digital no Brasil. O acesso à tecnologia não basta se a conectividade for limitada, ou faltarem habilidades digitais. Esse cenário indica que os benefícios da IA, como ganhos de produtividade e novas formas de aprendizado, podem continuar concentrados nos grupos que, historicamente, já possuem mais oportunidades”, destacou o coordenador da pesquisa TIC Domicílios, Fabio Storino.

Acesso à internet

A pesquisa revelou ainda desigualdade no acesso à internet móvel: aproximadamente 64 milhões de brasileiros (39% das pessoas que têm telefone celular) afirmaram que seu pacote de dados acabou, ao menos uma vez, nos últimos três meses.

O problema afetou principalmente os usuários de planos pré-pagos (52%), modalidade mais comum entre a população de baixa renda (61% das pessoas nas classes D e E que têm telefone celular têm essa modalidade de plano).

“Os novos indicadores da TIC Domicílios sobre o pacote de dados da rede móvel trazem uma contribuição importante para o debate sobre conectividade significativa, reforçando que não basta simplesmente ter acesso, é preciso que a qualidade desse acesso permita às pessoas se apropriarem dos benefícios oferecidos pelo ambiente online”, pontuou Storino.

Em relação à internet fixa, os resultados mostraram avanço da conectividade nos domicílios brasileiros: 86% deles têm acesso à rede (um aumento de três pontos percentuais em relação a 2024), com crescimento da proporção de domicílios com banda larga fixa (76%, ante 71% em 2024).

Pix

O levantamento apontou que 75% das pessoas com Internet utilizam o Pix, consolidando-o como a principal ferramenta de transação financeira digital do país. Apesar da ampla adoção ao equipamento, a pesquisa revelou que a apropriação da ferramenta também é marcada pela desigualdade socioeconômica: o uso do sistema é praticamente universal na classe A (98%), mas cai para 60% entre os usuários das classes D e E.

Governo digital

A pesquisa mostrou ainda que, em 2025, 71% dos usuários de Internet, com 16 anos ou mais, utilizaram serviços de governo eletrônico. Segundo o levantamento, a plataforma Gov.br, foi acessada por 56% dos usuários nessa faixa etária, seja para realizar um serviço próprio (49%), para terceiros (18%) ou com a ajuda de outra pessoa (12%).

Apostas online

A TIC Domicílios 2025 mostrou também que 19% dos clientes de Internet (o equivalente a 30 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais) realizaram algum tipo de aposta online. A prática é mais comum entre homens (25%) do que entre mulheres (14%), especialmente em apostas esportivas (12% e 2%, respectivamente).

 


Brasília (DF), 25/04/2023 -  A coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli, fala sobre o seminário para lançamento de  consulta pública sobre regulação de plataformas digitais  Foto Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF), 25/04/2023 – A coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Renata Mielli. Foto-arquivo: Valter Campanato/Agência Brasil – Valter Campanato/Agência Brasil

“Vemos revelado um número que considero bastante alarmante: temos cerca de 30 milhões de pessoas acima dos 10 anos que já realizaram algum tipo de aposta online”, destacou a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli.

“Esse dado geral, e outros mais específicos que foram coletados, reforçam a urgência em se estabelecer mecanismos regulatórios e de literacia digital mais robustos sobre os riscos que envolvem a prática de jogos e apostas no meio digital”, acrescentou.

A pesquisa, lançada pelo CGI.br, contou com apoio o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Realizada anualmente desde 2005, a TIC Domicílios coletou dados entre março e agosto de 2025, e incluiu 27.177 domicílios e 24.535 indivíduos.

Luciana Barreto está em lista de mais influentes dos países lusófonos

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Luciana Barreto está em lista de mais influentes dos países lusófonos


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A apresentadora da TV Brasil e editora-chefe Luciana Barreto é uma das integrantes da quinta edição da Powerlist BANTUMEN 100, iniciativa que reconhece 100 personalidades negras mais influentes dos países de língua portuguesa. A cerimônia de anúncio ocorreu no sábado (6), no Pátio da Galé, em Lisboa.Luciana Barreto está em lista de mais influentes dos países lusófonos | Cidade AC News – Notícias do AcreLuciana Barreto está em lista de mais influentes dos países lusófonos | Cidade AC News – Notícias do Acre

A lista celebra profissionais e artistas cujas trajetórias têm influenciado de maneira significativa o panorama contemporâneo. São reconhecidos nomes de diversas áreas, da ciência à cultura, da comunicação ao empreendedorismo, reforçando a centralidade da afrodescendência no espaço lusófono.

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“Acho que esse prêmio serve para visibilizar nosso trabalho com pautas que, muitas vezes, passam longe da mídia hegemônica, mas que têm interesse além das nossas fronteiras. Falo bastante com comunicadores de países de língua portuguesa, não só de Portugal como também de Moçambique, Cabo Verde, Angola… estamos conectados por nossa cultura, demandas, visões de mundo. Imagino que esse prêmio representa também parte do nosso trabalho aqui no jornalismo público. Fico muito feliz!”, afirma a jornalista Luciana Barreto.

“O nome da Luciana nessa lista é motivo de orgulho para todos nós e reconhece o trabalho sério que ela realiza. Além disso, reforça a importância de ver mulheres negras ocupando espaços de destaque”, destacou a diretora de Jornalismo da EBC, Cidinha Matos. 

“É uma honra para a TV Brasil e mostra que estamos no caminho certo de garantir representatividade e jornalismo de qualidade na comunicação pública”, afirma o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Andre Basbaum.

A lista é resultado de um processo colaborativo entre vários meios de comunicação como Balai CV, Bantumen, Cultne TV, Notícia Preta, RSTP, Jornal Expansão e Xonguila. A iniciativa conta ainda com a contribuição de curadores homenageados em edições anteriores. Com 52% de homens e 48% de mulheres, a lista destaca talentos de Angola, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Moçambique.

A relação completa dos selecionados está disponível em powerlist100.bantumen.com.

Justiça da Itália pede a Moraes informações sobre prisão de Zambelli

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Justiça da Itália pede a Moraes informações sobre prisão de Zambelli


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A Justiça da Itália enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma lista de questionamentos sobre o sistema prisional brasileiro. Os esclarecimentos fazem parte do processo de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP).Justiça da Itália pede a Moraes informações sobre prisão de Zambelli | Cidade AC News – Notícias do AcreJustiça da Itália pede a Moraes informações sobre prisão de Zambelli | Cidade AC News – Notícias do Acre

Na semana passada, a Justiça italiana suspendeu o julgamento da extradição solicitada pelo governo brasileiro para esperar a resposta do STF. O julgamento será retomado no dia 18 deste mês.

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A Justiça italiana quer saber para qual prisão Zambelli deve ser levada se a extradição for aceita. Também foram feitos questionamentos sobre a condição dos presídios femininos, se há atos de violência e de intimidação praticados contra detentas e se a polícia penal tem capacidade para manter a ordem nas penitenciárias.

Moraes tem até o dia 14 de dezembro para responder aos questionamentos. A comunicação oficial foi feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF.  Em seguida, o pedido foi enviado pelo Itamaraty ao governo italiano. 

Na Câmara dos Deputados, Zambelli é alvo de um processo de cassação do mandato

Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix

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Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix


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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (8) que a Polícia Federal (PF) investigue novas irregularidades no repasse de emendas individuais de parlamentares, conhecidas como “emendas Pix”.Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix | Cidade AC News – Notícias do AcreDino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix | Cidade AC News – Notícias do Acre

A medida foi determinada após a Controladoria-Geral da União (CGU) enviar ao Supremo um relatório de auditoria solicitado pelo ministro, que é relator da ação que trata da transparência na aplicação de recursos oriundos de emendas.

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De acordo com a CGU, foram encontradas novas irregularidades nas emendas enviadas para 20 municípios que mais receberam repasses em 2024. O valor total das emendas é de R$ 72,3 milhões.

Para o ministro, permanecem irregularidades graves no acompanhamento dos recursos, na prestação de contas e na compra de bens e serviços com o dinheiro das emendas.

“Tais auditorias por amostragem parecem indicar a permanência de um quadro generalizado de ilegalidades, com grave afronta às decisões do STF em tema tão relevante quanto o uso de dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União”, disse Dino.

Na mesma decisão, Flávio Dino também determinou que a CGU deverá apresentar um plano de auditoria de emendas para o ano de 2026. O plano deverá conter o mapeamento das cinco regiões do país e identificar despesas em áreas críticas na ocorrência de desvios, como saúde e asfaltamento.

Após a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original do caso, Flávio Dino assumiu a condução do caso.

Em fevereiro deste ano, Dino homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses.

A decisão do ministro também liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Corte. 

Dino manda divulgar CPF de quem ganha salário via emendas para saúde

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Dino manda divulgar CPF de quem ganha salário via emendas para saúde


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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira que as emendas coletivas para pagamento de pessoal na área da saúde devem seguir as mesmas regras de transparência e rastreabilidade que emendas individuaisDino manda divulgar CPF de quem ganha salário via emendas para saúde | Cidade AC News – Notícias do AcreDino manda divulgar CPF de quem ganha salário via emendas para saúde | Cidade AC News – Notícias do Acre

Uma das principais ordens foi para que quem tiver o salário pago via emendas parlamentares tenha o nome e o Cadastro de Pessoa Física (CPF) publicados no Portal da Transparência, com a indicação dos valores que recebeu, desde que “observadas as balizas definidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)”, escreveu o ministro. 

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Dino é relator de uma ação que trata especificamente de critérios de rastreabilidade e transparência para emendas. Além da lista de beneficiados, ele frisou que as emendas coletivas para pessoal de saúde precisam seguir regras já estabelecidas pelo Supremo, como a utilização de conta única e específica para cada modalidade de emenda. 

A decisão foi tomada após o Congresso ter aprovado, em novembro, uma nova resolução para disciplinar as emendas parlamentares ao Orçamento da União, substituindo a regra anterior, de 2006. A norma passou a autorizar a destinação de emendas de comissão e bancada para o pagamento de pessoal de saúde. 

Dino destacou ainda que a Constituição veda expressamente o uso de emendas individuais para pagamento de despesas com pessoal, havendo assim “forte plausibilidade de que o mesmo regime jurídico deva ser aplicado às emendas coletivas”. 

O ministro disse, porém, que sua atuação no momento se restringe aos critérios de rastreabilidade e transparência dessas emendas coletivas, cuja própria constitucionalidade deve ser analisada em ação própria

STF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira

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STF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira


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O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima quarta-feira (10) um novo julgamento sobre a constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.STF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira | Cidade AC News – Notícias do AcreSTF volta a julgar marco temporal na próxima quarta-feira | Cidade AC News – Notícias do Acre

Durante a sessão, não haverá votação dos ministros sobre a questão. A Corte vai ouvir as sustentações orais das partes envolvidas, e a data da votação será marcada posteriormente.

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Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o projeto de lei aprovado no Congresso que validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Conciliação

Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audiências de uma comissão de conciliação entre as partes envolvidas na questão. A conciliação foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações.

Além de levar o caso para conciliação, Mendes negou pedido para suspender a deliberação do Congresso que validou o marco, decisão que desagradou aos indígenas.

Em agosto do ano passado, no início dos trabalhos da comissão, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, decidiu se retirar da conciliação.

A associação entendeu que não havia paridade no debate.

As audiências foram mantidas sem a presença dos representantes dos indígenas. Os trabalhos continuaram com representantes do Senado, Câmara dos Deputados, Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de estados e municípios.

Em junho desde ano, a comissão finalizou os trabalhos e aprovou a minuta de um anteprojeto que poderá ser enviado ao Congresso Nacional após o julgamento para sugerir alterações na Lei 14.701 de 2023, norma que, apesar de tratar direitos dos povos indígenas, inseriu o marco temporal para as demarcações.

A questão do marco temporal não foi alterada porque é uma das questões em que não houve consenso.

A minuta trata de pontos consensuais que, em alguns casos, já constam na Lei 14.701/2323 e foram explicitados, como permissão para turismo em áreas indígenas, desde que seja autorizado pelos indígenas, além da obrigatoriedade de participação de estados e municípios no processo de demarcação.

A minuta também prevê que o processo demarcatório, que é realizado pela Funai, deverá ser público, e os atos deverão ser amplamente divulgados.

Ação integrada da PCAC resulta na prisão de suspeitos de tortura e na apreensão de adolescente

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Ação integrada da PCAC resulta na prisão de suspeitos de tortura e na apreensão de adolescente

A Polícia Civil do Acre (PCAC), em ação conjunta com a Polícia Militar, prendeu nesta sexta-feira, 5, três homens e apreendeu um adolescente suspeitos de envolvimento em crimes de tortura em Marechal Thaumaturgo, violação de domicílio, ameaça e associação criminosa. A operação ocorreu logo após a vítima conseguir escapar e pedir socorro.

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Polícias Civil e Militar prendem três homens e apreendem adolescente por tortura e associação criminosa no interior do Acre. Foto: cedida

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, que coordenou a ação juntamente com o tenente João Oliveira, o grupo teria invadido a residência de um usuário de drogas, onde passou a espancá-lo enquanto proferia ameaças de morte. “Eles afirmaram que iriam matar a vítima. Ele conseguiu se desvencilhar e procurar ajuda da irmã, que veio até a delegacia pedir apoio”, explicou o delegado.

A partir do pedido de socorro, as equipes policiais iniciaram diligências imediatas e localizaram todos os envolvidos. Entre os detidos está um indivíduo apontado como “frente” de uma facção criminosa que atua no município. Segundo o delegado Marcílio, durante a condução ao cárcere, o suspeito chegou a ameaçá-lo de morte: “Ele disse que, ao sair da cadeia, iria me matar caso eu o prendesse”, relatou.

Os três adultos detidos passarão por audiência de custódia, enquanto o adolescente permanecerá apreendido à disposição da Justiça, aguardando decisão judicial posterior.

Polícia Civil prende integrante de organização criminosa em Rio Branco

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Polícia Civil prende integrante de organização criminosa em Rio Branco
Polícia Civil prende integrante de organização criminosa em Rio Branco | Cidade AC News – Notícias do Acre
Ação integrada da DRACO e DHPP resulta na prisão de investigado por organização criminosa. Foto: cedida

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), em ação conjunta com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), realizou na manhã desta sexta-feira, 5, a prisão de um homem identificado pelas iniciais P.H.O.B., de 22 anos. O detido foi capturado no bairro Joafra, em Rio Branco, durante o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Vara Estadual das Garantias.

P.H.O.B. responde pelo crime de integrar organização criminosa e era considerado alvo prioritário das forças de segurança. A operação que resultou na captura do investigado integra as ações contínuas de combate ao crime organizado no estado, reforçando o compromisso da instituição com a redução da violência e a responsabilização de indivíduos envolvidos em atividades ilícitas.

A DRACO e a DHPP destacam que o trabalho conjunto entre as delegacias especializadas tem sido essencial para o avanço das investigações e para a efetivação de prisões de alta relevância. A Polícia Civil reforça que continuará empreendendo ações estratégicas em toda a capital e no interior, visando desarticular organizações criminosas e garantir maior segurança à população acreana.

P.H.O.B. foi encaminhado à delegacia para os procedimentos de praxe e permanecerá à disposição da Justiça.

Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Cruzeiro do Sul

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Polícia Civil prende condenado por estupro de vulnerável em Cruzeiro do Sul

A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Proteção da Criança e do Adolescente (DEMPCA), em Cruzeiro do Sul, prendeu nesta sexta-feira, 5, o homem com as iniciais R.C.R., de 24 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão definitiva, expedido pela Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul, após o trânsito em julgado da sentença.

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Polícia Civil realiza prisão de condenado por estupro de vulnerável e o conduz à unidade prisional. Foto: cedida

A equipe da DEMPCA realizou a captura do sentenciado de forma rápida e eficiente, garantindo o cumprimento da ordem judicial e reforçando o compromisso da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes praticados contra crianças e adolescentes.

A Polícia Civil destaca que continuará atuando de maneira rigorosa para assegurar a proteção de vítimas vulneráveis e para que autores de crimes dessa natureza sejam responsabilizados conforme a lei.

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