Nova presidente do Sincon fala sobre planos de sua gestão no Papo Indústria
O 15º episódio do Papo Indústria, podcast produzido pela Assessoria de Comunicação do Sistema FIEAC, já está no ar. A convidada desta edição é a nova presidente do Sindicato da Indústria de Confecções e Correlatas do Estado do Acre (Sincon/AC), Elâynne Thaís Guimarães.
Formada em Administração e pós-graduada em Gestão Empresarial, Elâynne é sócia-proprietária da empresa Stágio Confecções. No bate-papo, ela conta o que a motivou a assumir a liderança de um sindicato patronal tão relevante, além de comentar a responsabilidade de suceder a empresária Raimundinha Holanda, referência histórica no setor.
“O Sincon existe por conta da Raimundinha, que foi uma das pioneiras do setor aqui no estado. A Ray agrega muito com sua sabedoria e aprendi muito com ela a lidar com os embates. Ela continua com a gente dentro do Sincon, sempre nos ajudando”, destacou.
Elâynne também falou sobre a expectativa de fortalecer ainda mais as parcerias com a FIEAC, SENAI/AC, Governo do Estado, Prefeitura de Rio Branco e demais instituições. “Temos um diálogo aberto e sem entraves com o presidente da FIEAC e deputado federal, Zé Adriano, que tem um carinho grande pelo nosso setor. Também contamos com um trabalho de parceria com o governo e com a prefeitura”, ressaltou.
O 15º episódio do Papo Indústria está disponível na íntegra no YouTube da FIEAC e também nas principais plataformas de áudio.
As inscrições para a 9ª edição do Prêmio Nacional de Inovação (PNI) foram prorrogadas! Empresas de diferentes portes do setor industrial, pequenos negócios de todos os setores, empresas incentivadas pela Lei do Bem e ecossistemas de inovação do país, além de pesquisadores com projetos de inovação realizados com indústrias ou pequenas empresas podem se inscrever até 5 de dezembro no site do PNI.
A iniciativa é da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e do Juntos pela Indústria, movimento que reúne a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em correalização com o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o e o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI).
O PNI tem como propósito reconhecer soluções inovadoras de instituições e de pesquisadores que atuam no país e reforçar a mensagem do papel fundamental da inovação não só na produtividade e competitividade dos negócios, como também na sociedade e no desenvolvimento do Brasil. A edição 2025 acontece de forma integrada à Jornada Nacional da Inovação da Indústria – caravana que está percorrendo as 27 Unidades da Federação – e ao 11º Congresso de Inovação da Indústria, que acontece em março do ano que vem.
Prêmio terá votação popular
A metodologia de avaliação do prêmio mudou nesta edição. Os projetos de inovação serão avaliados pela efetividade no mercado, com base em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.
Na primeira etapa, os candidatos passarão por análise de um comitê de especialistas, responsável pela seleção de finalistas do prêmio. A fase final será decidida por voto popular dos participantes credenciados durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, que ocorrerá em São Paulo, entre 25 e 26 de março de 2026.
“O Prêmio Nacional de Inovação já tem tradição no nosso ecossistema. Nesta edição, queremos valorizar as soluções ligadas à transformação digital dos negócios e ao desenvolvimento sustentável. Vamos mostrar o impacto real das soluções e abrir voto popular para definir os vencedores”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, Jefferson Gomes.
O diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick, destaca que ciência é o melhor investimento. “Quem tem uma ideia inovadora ou disposição de empreender com inovação tem o nosso apoio, por meio de ações como o Prêmio Nacional de Inovação. O Brasil tem esse ativo muito importante que é o conhecimento. A premiação é uma excelente oportunidade de canalizar esse conhecimento para acelerar o desenvolvimento de empresas e de todo o país”, destacou Bruno Quick.
Conheça os eixos temáticos para o reconhecimento das empresas no PNI
A segunda novidade são os eixos temáticos, no reconhecimento a transição energética as empresas serão agraciadas nas categorias descarbonização e recursos renováveis. E no eixo da transformação digital as categorias são Inteligência Artificial para produtividade e digitalização de negócios.
O PNI também terá uma nova categoria, de soluções inovadoras alavancadas por recursos originados do incentivo federal da Lei do Bem.
Conheça as categorias
Empresas: pequenos negócios, médias e grandes empresas
Pesquisadores: de pequenos negócios, média empresa e grande empresa
Ecossistemas: de pequeno porte, médio porte ou grande porte
Lei do Bem: pequenas, médias e grandes empresas beneficiadas pela lei
Prêmio já teve mais de 16 mil inscritos em oito edições
]Em oito edições, o PNI teve 16,5 mil inscritos e 113 vencedores, das cinco regiões do país. A inscrição é gratuita e todos os inscritos recebem um relatório de feedback da avaliação. Além de certificados e do troféu da premiação, os finalistas vão receber ampla divulgação em mídia e participar do 11º Congresso de Inovação da Indústria, que vai acontecer em março de 2026, em São Paulo. Os ganhadores também participarão de uma imersão em ecossistemas de inovação internacional a ser personalizada para o grupo.
Racismo religioso: 76% dos terreiros no Brasil sofreram violências
Em Aracaju, há quase dois meses, a comunidade do terreiro de candomblé Ìlé Àṣé Ìyá Ọṣún precisou se reunir às pressas para socorrer a casa religiosa. O templo foi invadido, depredado e teve objetos, como geladeira, fogão e máquina de costura, furtados, além de itens sagrados destruídos e profanados.
Há menos tempo, em novembro, um singelo desenho infantil representando a orixá Iansã levou policiais armados a intimidar a direção de uma escola pública, na cidade de São Paulo, depois que o pai de uma aluna ficou incomodado com a atividade.
Situações como essas podem ser descritas como casos de racismo religioso. O conceito é recente e busca evidenciar o racismo como componente da violência contra religiões afro e que vai além da intolerância religiosa. Para obter dados atualizados sobre a prática no país, foi realizada a pesquisa Respeite o meu terreiro, em 2025.
A partir das respostas de religiosos de 511 terreiros, a pesquisa constatou que 80% deles sofreram racismo religioso. Os relatos mais comuns incluem agressão verbal, xingamentos, ataques diretos e abordagem policial discriminatória. Essas situações ocorreram pelo menos uma vez em dois anos.
Do total das casas religiosas, a pesquisa mostra que 76% foram alvo de diversas formas de violência, sendo que 74% foram ameaçadas, depredadas ou destruídas por racismo religioso, como ocorreu com o terreiro Ìlé Àṣé Ìyá Ọṣún, em Aracaju.
Essa violência também ocorre no ambiente digital. As lideranças religiosas informaram que 52% dos terreiros sofreram assédio ou racismo religioso na internet. A maioria das casas tem perfis nas redes sociais mais populares, como Facebook e Instagram, para divulgar suas atividades do dia a dia.
Apesar da gravidade e recorrência dos ataques, somente uma parcela pequena conseguiu buscar apoio policial. Menos de três em dez registrou um boletim de ocorrência em delegacia.
O levantamento foi idealizado pela Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro) e o terreiro Ilê Omolu Oxum, em parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e os resultados foram apresentados em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), na quinta-feira (4), na Suíça.
Na publicação, Mãe Nilce, responsável pela pesquisa, afirma que nas últimas décadas, os terreiros continuaram sendo invadidos, destruídos, pais e mães de santo assassinados e fieis perseguidos “apenas por fazer parte de uma religião não cristã”.
Mãe Nilce diz que terreiros contiuam sendo invadidos, destruídos, pais e mães de santo assassinados. Foto: Mãe Nilce de Iansã/Arquivo Pessoal – Mãe Nilce de Iansã/Arquivo Pes
“Se no passado, nossos algozes eram as autoridades policiais, atualmente temos sido vítimas de uma campanha orquestrada por grupos religiosos, muitas vezes de origem pentecostal, que em alguns casos são associados ao narcotráfico e milícia”, destacou.
Na avaliação dela, são necessárias políticas públicas mais eficazes e mais conscientização social sobre o problema, uma solução apontada pelos próprios líderes na pesquisa. “Somente a partir do respeito dos modos destas comunidades, haverá garantia de direitos”, concluíram os pesquisadores, no texto.
Esta é a segunda edição da Respeite o meu terreiro, prevista para ser feita a cada dois anos, com o objetivo de mapear a violência baseada no racismo religioso contra comunidades afro-religiosas, assim como revelar as formas de resistência.
O racismo religioso é crime no Brasil, punido com pena de prisão de dois a cinco anos ou multa, em alguns casos. No momento do crime, a Polícia Militar pode ser acionada discando 190.
Para registrar um boletim de ocorrência, procure uma delegacia de polícia. Também é possível registrar o caso pelo Disque 100, serviço telefônico do governo federal para denunciar violação de direitos humanos, de forma anônima e gratuita.
Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.
Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.
Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.
“Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde”, pergunta Betty Mae Agi.
Da distribuição da chinelos nasceu a ONG Compaixão Internacional, que já calçou 60 mil crianças em 24 países.
“O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não”.
Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não-brancas.
“É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços”, reflete a ativista.
Palestrante e autista
Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola – Betty Mae Agi/Arquivo pessoal
Além de biomédica, Betty é gestora de projetos, palestrante e autista.
O diagnóstico de autismo veio quando ainda era criança. Em casa, sempre teve o incentivo dos pais, que falavam de missão, de propósito e da importância de ter uma carreira que fosse relevante.
Os pais também sempre acompanharam a vida escolar das filhas de perto. E Betty conta que foi um choque chegar na faculdade, aos 15 anos e em outra cidade, quando mudou-se de Brasília para Anápolis. Ao lado dela, somente a irmã, também autista.
Lidando com a neurodivergência, ela conta que passou por muitas dificuldades, como as crises sensoriais e toda ansiedade social próprias da condição. E o que a segurou na faculdade era saber que havia um propósito ali.
“Sempre fomos intencionais no que estávamos fazendo, porque tem um custo muito alto”, afirma.
Ela conta ainda que cresceu ouvindo que o problema dela era não olhar nos olhos dos outros. E foram anos de terapia para conseguir olhar nos olhos das pessoas sem se sentir muito invadida.
“Mas, o nosso maior ganho foi olhar para os pés das pessoas. Hoje eu continuo não olhando propriamente a cara das pessoas, mas eu olho para os pés e é isso que está me fazendo caminhar”, se orgulha.
Caminhando, ela chegou à vencedora do reality shows de palestras “The Best Speaker Brasil”, no último dia 29. Enfrentando a ansiedade, luzes, barulho, cores e desregulação sensorial, conseguiu superar quase 36 mil inscritos. No palco, pode ser ela mesma, falou abertamente do seu diagnóstico e foi acolhida.
“O que me aterra nessa terra é um propósito. Talvez se fosse outra coisa, sem propósito, eu não conseguiria”, finaliza Betty.
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta sexta-feira (5) o julgamento virtual que vai decidir se mulheres vítimas de violência doméstica podem receber benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) durante o período de afastamento do trabalho.
O julgamento do caso começou no dia 8 de agosto, mas foi suspenso por um pedido de vista feito pelo ministro Nunes Marques.
Ao votar hoje sobre a questão, o ministro formou placar de 9 votos a 0 para confirmar o voto do relator, ministro Flávio Dino, a favor do pagamento dos benefícios.
Além de Dino, votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça.
A votação eletrônica vai até sexta-feira (15). Falta o voto do ministro Gilmar Mendes.
Entenda
A Lei Maria da Penha definiu que a Justiça deve assegurar à mulher em situação de violência doméstica a manutenção do vínculo empregatício por seis meses. A medida vale para casos em que é necessário o afastamento do local de trabalho.
No entendimento de Flávio Dino, a manutenção do vínculo trabalhista envolve a proteção das mulheres, incluindo a manutenção da renda.
Dessa forma, segundo o ministro, a mulher tem direito a um benefício previdenciário ou assistencial, conforme o vínculo com a seguridade social.
Segurada do INSS
No caso de mulheres que são seguradas do Regime Geral de Previdência Social, como empregada, contribuinte individual, facultativa ou segurada especial, Dino entendeu que os primeiros 15 dias de remuneração pelo afastamento será de responsabilidade do empregador. O período restante fica sob a responsabilidade do INSS.
Para quem não tem relação de emprego, mas contribui para o INSS, o benefício deverá ser pago integralmente pelo órgão.
Não segurada – Dino entendeu que as mulheres que não são seguradas do INSS deverão receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Nesse caso, a Justiça deverá comprovar que a mulher não tem outros meios para manter a renda.
TSE encerra teste público de segurança das urnas eletrônicas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou nesta sexta-feira (5) o teste público de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições presidenciais de 2026. O procedimento, realizado desde 2009, tem o objetivo de dar transparência ao processo eleitoral.
Os testes começaram na última segunda-feira (1°) e foram realizados por especialistas em tecnologia da informação que se inscreveram para participar do evento.
Os participantes realizaram testes de segurança nos equipamentos da urna eletrônica, incluindo os componentes que fazem o registro do voto do eleitor, a transmissão dos votos e o código-fonte do sistema.
De acordo com o TSE, os especialistas não encontraram inconsistências relevantes e garantiram que a segurança do sistema de votação continua íntegra.
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Polícia Civil do Acre promove 1º Workshop de Identificação Neonatal e apresenta tecnologia inédita para biometria infantil
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, realizou na tarde da última quinta-feira, 4, o 1º Workshop de Identificação Neonatal do Acre, um marco para o avanço da cidadania e da proteção infantil no estado. O evento reuniu especialistas, autoridades e representantes de instituições brasileiras e internacionais para apresentar e discutir soluções inovadoras na identificação civil desde os primeiros dias de vida.
Tecnologia a serviço da infância: PCAC promove 1º Workshop de Identificação Neonatal. Foto: assessoria/ PCAC
O encontro teve como foco a apresentação da tecnologia de identificação biométrica infantil, desenvolvida para garantir identidade civil e digital a crianças desde o nascimento. A solução fortalece políticas públicas de segurança, saúde e cidadania, ampliando a proteção contra sub-registro e auxiliando na prevenção ao tráfico de crianças e outras violações de direitos.
Ministrado pela empresa INFANT.ID, o workshop detalhou os diferenciais da tecnologia e suas aplicações em maternidades, hospitais e institutos de identificação. Durante a apresentação, os especialistas demonstraram o funcionamento do sistema e realizaram, ao vivo, uma coleta biométrica infantil, permitindo que os participantes acompanhassem todas as etapas do processo.
Demonstração prática de coleta biométrica infantil foi destaque do evento. Foto: assessoria/ PCAC
O evento reuniu representantes da Polícia Civil do Acre, Institutos de Identificação de outros estados, órgãos públicos e parceiros estratégicos. Estiveram presentes também representantes do Tribunal de Justiça do Acre, Secretaria Estadual de Saúde, Instituto de Identificação de Rondônia, Consulado Peruano e Polícia Federal, reforçando a importância da integração institucional para a modernização dos serviços de identificação no país.
O diretor do Instituto de Identificação do Acre, Júnior César da Silva, destacou a relevância do workshop. “Hoje damos um passo decisivo para o futuro da identificação civil no nosso estado. Essa tecnologia representa mais segurança, mais proteção e mais cidadania para nossas crianças. Estamos trabalhando para que o Acre esteja entre as referências nacionais quando o assunto é modernização e inclusão digital desde o nascimento,” afirmou.
Já o diretor da INFANT.ID, José Ricardo Tobias, ressaltou o compromisso da empresa em colaborar com os avanços tecnológicos na área da identificação infantil. “É uma grande satisfação contribuir com o Acre nesse processo inovador. A biometria neonatal é uma ferramenta essencial para garantir identidade e proteção desde os primeiros dias de vida. Nossa missão é levar tecnologia confiável aos estados brasileiros, fortalecendo políticas públicas e assegurando mais qualidade e precisão na identificação,” destacou.
O Workshop de Identificação Neonatal marca o início de uma nova etapa na evolução dos serviços de identificação civil no Acre, ampliando horizontes para o futuro da cidadania infantil e consolidando o estado entre os pioneiros do país na adoção da biometria neonatal.
Polícia Civil deflagra Operação “Desmonte 4” e prende 12 integrantes de organização criminosa no Acre e em Mato Grosso
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deflagrou nesta quinta-feira, 4, a Operação “Desmonte 4”, ação que reforça o combate ao avanço e à estruturação de organizações criminosas no estado. A ofensiva contou com apoio estratégico da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diop) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), além da parceria da Draco da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJCMT).
Polícia Civil prende 12 integrantes de organização criminosa no Acre e em Mato Grosso. A ação integra a Renorcrim e reforça o enfrentamento ao crime organizado no país. Foto: assessoria/ PCAC
Ao todo, 12 pessoas foram presas preventivamente, sendo 11 em Rio Branco-AC e uma em Várzea Grande-MT, esta última localizada com apoio das equipes especializadas mato-grossenses. As prisões atingem diretamente uma célula criminosa ligada à expansão territorial da facção criminosa.
Segundo as investigações, o grupo atuava na ampliação do domínio territorial, na realização de cadastros de novos integrantes, além de coordenar invasões em áreas da cidade e organizar a venda de drogas em pontos estratégicos de Rio Branco. As ações tinham como objetivo fortalecer a presença da facção e ampliar sua capacidade de atuação criminosa.
O delegado titular da Draco, Gustavo Henrique da Silva Neves, destacou que as prisões representam mais um importante passo na contenção do avanço da organização criminosa no estado. Segundo ele, o trabalho integrado entre as forças de segurança tem sido determinante para enfraquecer a atuação das facções.
Em coletiva de imprensa, o delegado Gustavo Neves destaca que a Operação Desmonte 4 representa mais um duro golpe contra o crime organizado no Acre. Foto: assessoria/ PCAC
“A Operação Desmonte 4 reflete o esforço contínuo das instituições de segurança pública em desarticular o crime organizado. O compartilhamento de informações e a atuação conjunta são fundamentais para impedir o avanço dessas organizações, que tentam expandir seu território e suas práticas ilícitas”, afirmou o delegado.
A Operação “Desmonte 4” integra as ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A rede reúne delegados titulares de unidades especializadas em combate ao crime organizado em todo o país, promovendo o trabalho conjunto, a troca de informações e o desenvolvimento de estratégias de inteligência.
A atuação da Renorcrim, por meio da Diop/Senasp, tem como principal objetivo fortalecer o enfrentamento nacional e duradouro ao crime organizado, garantindo respostas rápidas e integradas às ações das facções criminosas, que têm atuação interestadual.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os gabaritos preliminares das questões objetivas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2025.
Para consultá-los, o candidato deve acessar o portal do Inep, na área de Provas e Gabaritos.
Realizado anualmente, o Enade é uma prova que avalia a qualidade dos cursos da educação superior, por intermédio do desempenho dos estudantes da graduação (bacharelados e cursos superiores de tecnologia).
O exame é obrigatório para todos os alunos de cursos de bacharelado e superiores de tecnologia habilitados à avaliação teórica ou à avaliação prática, vinculados às áreas avaliadas.
Nesta edição, participaram estudantes habilitados vinculados às áreas relativas ao grau de bacharel listadas no edital, entre elas administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda e relações internacionais.
Para os cursos superiores de tecnologia, o exame avaliou estudantes das áreas de design gráfico, tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, marketing e processos gerenciais.
Enade
O Enade também mede o desenvolvimento de competências e habilidades importantes para a formação geral e profissional. Além disso, verifica o nível de atualização dos estudantes em relação à realidade brasileira e mundial.
O exame integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e contribui para o monitoramento da qualidade da graduação no país.
Os resultados de desempenho individuais nas avaliações teóricas do Enade 2025 serão disponibilizados ao estudante no Sistema Enade, por meio do boletim de desempenho do estudante em 18 de setembro de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (3), a autorização para a terceira etapa de obras do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará. Com investimento de R$ 181,3 milhões, o ato marca um novo avanço no projeto de implantação da instituição na Base Aérea de Fortaleza.
Considerada uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil, cerca de 40% dos alunos do ITA no interior paulista são oriundos do Ceará. De acordo com o governo, a iniciativa de instalar um campus no estado reforça, então, o papel do Ceará na formação de engenheiros e no desenvolvimento tecnológico do país.
A instituição, ligada à Força Aérea Brasileira (FAB), é uma referência em cursos de graduação e pós-graduação nas áreas da engenharia e tecnologia, especialmente no setor aeroespacial.
Em discurso sobre a importância da educação, o presidente Lula afirmou que seu objetivo é dar oportunidade iguais a todos os brasileiros.
“Pelo fato de eu não ter tido oportunidade de estudar, eu quero que todas as pessoas iguais a mim e mais pobres do que eu tenham o direito de fazer a universidade. Todo mundo tem que ter oportunidade de ter um diploma, de ter uma profissão, porque eu sei o valor de uma profissão; eu sei o que é um trabalhador sem profissão procurar um emprego”, afirmou.
O convênio, que foi firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e o governo do Ceará, inclui construções como um segundo alojamento estudantil, prédio administrativo, complexo esportivo, além de obras de urbanização, pavimentação, drenagem e reformas de estruturas já existentes.
O investimento total previsto para as três etapas das obras soma R$ 330,4 milhões. Em novembro, a obra do novo campus alcançou 54,46% de execução, com os blocos das engenharias próximos da finalização.
Atualmente, o ITA oferece seis cursos tradicionais de engenharia: aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial. No ITA Ceará, foram acrescentados dois novos cursos de engenharia: de sistemas e de energias renováveis, com perspectiva de cursos de pós-graduação e de uma outra oferta de graduação em bioengenharia.
O primeiro processo seletivo de acesso ao ITA Ceará aconteceu em 2024, com a primeira turma sendo acolhida em 2025 e 2026 ainda no campus do interior paulista. Após a conclusão das obras, as turmas serão transferidas à nova unidade para dar prosseguimento às atividades.
Carteira docente
Durante o evento, o presidente Lula também entregou carteiras nacionais de docente para professores do Ceará. O novo documento de identidade funcional concede aos professores benefícios exclusivos, como meia-entrada em eventos culturais, ferramentas de trabalho, cartões de crédito com condições diferenciadas, descontos em hotéis e outros serviços.
A lei que institui a Carteira Nacional de Docente no Brasil (CNDB) foi sancionada em setembro e o documento começou a ser emitido em 15 de outubro, Dia do Professor. A ação integra a estratégia de valorização do programa Mais Professores para o Brasil, lançado em janeiro deste ano e prevê atender os 2,7 milhões de docentes da rede pública e privada de todo o país, de todos os níveis e etapas da educação.
O documento oficial tem validade de dez anos e pode ser emitido no sistema Mais Professores, do MEC. Após a validação do cadastro, usando o login da conta Gov.br, a CNDB já é disponibilizada em formato digital.