terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Emenda de Eduardo Velloso para mestrado da UFAC fortalece formação de professores e transforma Educação em Xapuri

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Assessoria
Foto: Assessoria

Mestrado muda rotinas, amplia horizontes e traz impacto direto na educação do Acre

A chegada de um mestrado profissional a Xapuri começou como uma demanda antiga e, para muitos educadores, parecia distante. No fim de 2024, a Universidade Federal do Acre abriu 25 vagas do mestrado em Educação com foco nos professores das redes municipal, estadual e federal no município. O que transformou o cenário foi a emenda de R$ 1 milhão destinada pelo deputado federal Eduardo Velloso, garantindo a execução do curso, sua continuidade e a logística necessária para que o programa de pós-graduação funcionasse de fato no interior.

A iniciativa deixou de ser apenas uma oferta acadêmica. Tornou-se uma possibilidade real de ascensão profissional, de qualificação aplicada ao cotidiano das escolas e de fortalecimento das políticas educacionais em uma cidade com forte identidade histórica, mas ainda marcada por desigualdades no acesso à formação.

O mestrado, dividido em duas linhas de pesquisa, une educação, legislação, direitos e práticas pedagógicas. E pela primeira vez permite que educadores de Xapuri estudem em nível de pós-graduação stricto sensu sem precisar se deslocar semanalmente para a capital.

É essa mudança concreta que aparece no depoimento de Fernanda Abreu, professora e ex-secretária municipal de Educação. “Eu me lembro que eu estava à frente da Secretaria Municipal de Educação quando a professora Elisângela nos encaminhou um link para votação da disponibilidade de um curso de mestrado em educação no município de Xapuri. Poucos acreditaram. As pessoas ficaram até com dúvida de votar. Hoje nós somos 25 alunos mestrandos. É impactante, é importantíssimo para o nosso município”, relata.

Para ela, o impacto vai além da formação individual. “Nós vamos ter muitas pesquisas que vão contribuir com o nosso município, com as redes como um todo. Vão sair dados e pesquisas maravilhosas que vão contribuir no contexto do estado do Acre, do Alto Acre e do município de Xapuri”, afirma.

Paula Souza, professora da rede estadual, reforça a dimensão da oportunidade. “Primeiro que é uma oportunidade única, ímpar, porque nós que somos do interior é um pouco mais difícil para nós nos localizarmos na capital. Essa forma de interiorização foi muito ímpar para a gente, porque é uma oportunidade sem igual. Impactou muito tanto na nossa vida profissional individual como na educação como um todo para o município”, destaca.

A turma é formada por profissionais de diferentes áreas e níveis de ensino. São educadores que atuam do ensino infantil ao ensino médio, passando pela formação de outros professores, todos buscando aperfeiçoar o trabalho em sala de aula e compreender de maneira mais profunda temas como políticas públicas, avaliação, práticas inclusivas e desenvolvimento de projetos pedagógicos.

Para muitos, o mestrado representa também uma virada pessoal. Foi o que relatou Antônio Maria, professor da rede estadual com mais de duas décadas na educação e atual coordenador de ensino na Escola Rural Esperança do Povo. “Eu fui aluno da UFAC, concluindo em 2005. No ano seguinte eu fiz uma inscrição para o mestrado, só que era em Rio Branco. Acabei não passando. O tempo passou, eu também não me inscrevi mais em outro momento. Foi muito impactante, a gente tem a possibilidade e, estando dentro do mestrado, a gente sabe da dimensão que é, o impacto que esse programa vai causar nas nossas vidas enquanto profissionais. A gente passa a ter uma outra leitura de como tudo acontece”, reflete.

Ele destaca ainda o ganho prático da interiorização. “Não tem comparação. A gente fazer um curso aqui ou ter que se deslocar para Rio Branco. A gente só quer agradecer a oportunidade de poder estar fazendo aqui em Xapuri, na nossa cidade, sem ter que se deslocar com a nossa família”, completa.

Josires Ângelo, professor de matemática e servidor à disposição da Secretaria Municipal de Educação na área de planejamento, programas e projetos, avalia o impacto em duas dimensões. “A gente tem duas análises bem distintas a serem feitas, uma análise macro e uma análise mais micro. Na análise macro, nós temos que imaginar quais serão os benefícios que como profissional com o título de mestre vai impactar na minha docência cotidiana. É claro que uma habilitação com o título de mestrado vai trazer uma importância para o cotidiano pedagógico, porque você tem uma habilidade maior, você tem um conhecimento maior, você tem um empoderamento para pesquisar os fatos que podem elevar a qualidade educacional”, analisa.

Sobre o aspecto pessoal, Josires é direto. “Quanto a uma questão mais micro, que é a questão pessoal, é claro que isso traz benefícios significativos. Primeiro porque não é toda pessoa que consegue, que tem essa oportunidade de cursar um mestrado de uma universidade federal sem ter custos adicionais e dentro do seu próprio município, onde você não tem custo sequer com transporte, você não tem custos com material. Seria totalmente inviável para muitos dos 25 colegas ter que se deslocar de Xapuri para Rio Branco”, pontua.

Ronete Pavão, técnica de ensino educacional do IFAC Campus Xapuri, reforçou o impacto institucional. “A vinda desse mestrado para o município, a partir dessa emenda do Dr. Eduardo Velloso, é de fundamental importância. Primeiro por qualificar os profissionais da área de educação da rede municipal, da rede estadual e da rede federal. Ao longo dos próximos dez anos, podemos ter uma ampliação nesse campo educacional”, projeta.

Ela segue: “São 25 mestrandos contemplados com essa emenda parlamentar, a partir dessa parceria com a Universidade Federal do Acre, que é uma instituição de grande importância pro estado do Acre. São 25 pesquisas diferentes no campo da educação. O programa se divide em duas linhas: a linha 1, que é Estado e Educação em Políticas Educacionais, e a linha 2, que é Formação de Professores, Educação e Linguagens”, detalha.

Para Velloso, o resultado é exatamente o que motiva o mandato. “Investir em formação é investir na base de tudo. Quando você fortalece o professor, fortalece toda a comunidade escolar. Esses profissionais conhecem a realidade de Xapuri e vão aplicar no dia a dia o que estão aprendendo. Esse é o tipo de política pública que transforma vidas”.

O deputado afirma que direcionou a emenda com o objetivo de descentralizar oportunidades. “A universidade precisa chegar onde as pessoas estão. Trazer um mestrado para o interior é fortalecer o Acre como um todo”, destaca.

O programa também deve gerar impacto institucional. As pesquisas desenvolvidas pelos alunos vão subsidiar diagnósticos educacionais, análises de políticas públicas e propostas de intervenção, contribuindo para a gestão municipal e para o debate sobre ensino na região.

Paula Souza detalha sua linha de pesquisa. “Eu sou participante da linha 1, que é de políticas públicas, e eu particularmente vou falar sobre a falta de oferta de vagas na educação infantil que corresponde a creches e pré-escolas. Nosso município tem essa deficiência de vagas em creche. Nós temos 18 a 19 mil habitantes e nós temos só uma creche para essa demanda tão enorme. Eu vou com foco para saber onde estão essas verbas, para onde foram, por que não tem, o que é que precisa mais para que façamos mais creches no nosso município”, explica.

Ela prossegue: “O meu trabalho vai para a secretaria de educação municipal e depois o prefeito, para que venham essas verbas e aumente mais essa oferta de vagas. Particularmente, o meu trabalho vai impactar nessa área da educação infantil. E assim como meus outros colegas vão impactar na formação de professores, em outras áreas de política de financiamento. São 25 áreas diferentes que nós vamos focar dentro do município de Xapuri, da região do Alto Acre e consequentemente do estado como todo”, resume.

Antônio Maria traz a perspectiva de quem atua no campo. “Eu sou egresso da rede pública, sempre estudei na rede pública, sou filho de seringueiro, de seringueira, e eu tive a oportunidade de vencer na vida. É muito ligado à questão da educação. A educação realmente transforma”, declara.

Ele segue: “Nós temos escolas aqui já na divisa, quase na divisa de Sena Madureira. Tem colegas que sai daqui da cidade e passa um mês na sua comunidade, lá na escola, para poder retornar. Nós temos alguns mestrandos que inclusive têm origem dentro das reservas extrativistas. São seringueiros, seringueiras que saíram dos seus seringais, que saíram da zona rural e estão hoje fazendo mestrado, um nível que são pouquíssimas pessoas no Brasil que conseguem chegar a essa etapa”, destaca.

Josires reforça a dimensão transformadora das pesquisas. “Se nós imaginarmos que são 25 mestrandos e esses 25 mestrandos, nós temos uma diversidade significativa de origens e de atuações profissionais. Nós temos mestrandos que trabalham na rede federal de educação, nós temos mestrandos que trabalham na rede estadual, na rede municipal. Se nós imaginarmos que eles estão se qualificando para a pesquisa, isso significa que a atuação vai ser diretamente na educação. E aí é claro que alcançaremos índices maiores de qualidade na educação”, projeta.

Ele detalha as duas linhas de pesquisa. “O primeiro é justamente na área de legislação educacional, onde teremos profissionais aptos a pesquisar os instrumentos legais, a pesquisar quais são as temáticas que sistematizam os sistemas de ensino. São pessoas que estarão preparadas para discutir a legislação educacional e a proposição de novas legislações, seja no âmbito do município, do estado, a nível federal. A segunda linha de formação é justamente na formação de professores, onde os profissionais habilitados vão estar aptos a discutir a formação base do professor, seja a formação inicial quanto a formação continuada”, explica.

Ronete Pavão ressalta a possibilidade de expansão do modelo. “Esse projeto é uma porta que pode abrir essa oportunidade certamente para outros municípios, a partir dessas emendas parlamentares, a partir de pessoas como o Dr. Eduardo Velloso, que pensa a educação, que valoriza a educação. A gente costuma dizer que uma população bem formada e qualificada vai minimizar uma série de outros problemas, os problemas ambientais, os problemas sociais, tudo isso pode ser ao longo do tempo melhorado”, avalia.

Sobre a perspectiva pessoal, ela complementa: “Eu, que vim de uma formação, fui professora de zona rural, hoje estou numa instituição como essa, de uma grandiosidade imensa, fazer o mestrado pela Universidade Federal do Acre no meu município. Eu não tive, não tenho dificuldade de ter que me deslocar. Enquanto mulher, a gente é mãe, a gente é profissional. Isso é uma grande oportunidade de poder levar para as outras educadoras dos outros municípios do nosso grande estado do Acre”, reflete.

Já Paula reforça o apelo pela continuidade. “O deputado Eduardo Velloso teve uma sensibilidade muito grande enquanto questão de educação, porque isso impacta positivamente não só o município de Xapuri, mas como todo o estado. Foi de um benefício muito grande para nós que não podemos ter essa locomoção. Ele levou essa pós-graduação até a nossa porta. Nós temos essa vontade de que ele pegue e invista não só no município de Xapuri, mas em todos os outros municípios. Tem essa sensibilidade de levar o programa de mestrado para outros municípios, fazer essa interiorização”, defende.

Em Xapuri, a sensação é de que a cidade passa a ocupar outro lugar no mapa educacional do Acre. Um passo simbólico e concreto que dialoga com a trajetória histórica do município e com o desejo de modernização defendido pelas redes de ensino.

O mestrado, que caminha para seu segundo ano em pleno funcionamento, segue com aulas presenciais, atividades orientadas e produção de trabalhos que serão, ao final, aplicados na prática pedagógica. Para os alunos, o curso já provoca mudanças perceptíveis na sala de aula, na postura profissional e até na motivação dos colegas que não conseguiram vaga nesta primeira turma.

Como reconhece Fernanda Abreu: “Fazer parte desse projeto, de ter sido contemplada, estar hoje aqui, para mim é gratificante, é muito bom. Estou muito feliz. Já temos feito muitas discussões, já temos elaborado vários artigos, documentos que já estão em fase de publicação. Vai contribuir muito com o ensino no estado e de fato no nosso município de Xapuri”.

A emenda de R$ 1 milhão destinada por Velloso permitiu que a UFAC estruturasse um projeto robusto, com corpo docente especializado e acompanhamento direto aos estudantes. A previsão é que a experiência de Xapuri sirva de modelo para levar formações semelhantes a outros municípios acreanos.

Para grande parte dos 25 mestrandos, é a primeira vez que um curso de pós-graduação stricto sensu chega tão perto e transforma a rotina de trabalho. Para o município, é um investimento mais do que estratégico, é fundamental. Para o Acre, uma política que pode redefinir a formação de professores no interior.

E como resume Eduardo Velloso, “um ensino forte se constrói fortalecendo quem ensina”.

Após terceira queda consecutiva, faturamento industrial cai 2,7% em outubro, diz CNI

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Após terceira queda consecutiva, faturamento industrial cai 2,7% em outubro, diz CNI

Saldo positivo acumulado no ano em relação a 2024 passou de 4,6%, em julho, para 1,2%, em outubro; mercado de trabalho da indústria também teve desempenho ruim

O faturamento da indústria encolheu 2,7% em outubro, chegando ao terceiro mês consecutivo de queda, mostram os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (9). A sequência negativa do indicador nos últimos meses prejudicou o saldo positivo em relação ao ano passado. Até julho, o faturamento acumulava alta de 4,6% em relação a 2024. Agora, nos dez primeiros meses de 2025, o crescimento acumulado é de apenas 1,2% frente ao mesmo período do ano passado.

Indicadores Industriais – Outubro 2025.pdf(508,3 KB)

“Nos últimos meses, a indústria vem sentindo queda mais intensa na demanda por seus produtos. Naturalmente, esse recuo se reflete no faturamento do setor”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Confira o comentário completo do economista:

Emprego, massa salarial e rendimento médio dos trabalhadores caem

O desempenho do mercado de trabalho industrial também foi negativo em outubro. O emprego caiu 0,3%. Ainda assim, no acumulado de janeiro a outubro de 2025, os postos de trabalho cresceram 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Pela quarta vez consecutiva, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores caíram. A massa salarial caiu 0,5% em outubro. Com isso, o indicador acumula queda de 2,4% nos dez primeiros meses de 2025 ante o mesmo período do ano passado. Já o rendimento médio dos trabalhadores recuou 0,3%, fazendo o saldo negativo em relação a 2024 subir para 4,2%.

Horas trabalhadas e UCI sobem

Por outro lado, o número de horas trabalhadas na produção mostrou leve aumento de 0,4% em outubro. Trata-se da segunda alta seguida do indicador, que acumula crescimento de 1,1% nos dez primeiros meses do ano em relação aos dez primeiros meses de 2024.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu de 78,3% para 78,4%. Apesar disso, a UCI média até outubro deste ano é 0,9 ponto percentual menor do que a observada em igual período de 2024.

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COP30: CNI convoca indústria a contribuir com consulta pública sobre descarbonização

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COP30: CNI convoca indústria a contribuir com consulta pública sobre descarbonização

Confederação Nacional da Indústria representa o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores que utilizam muita energia em seus processos

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) participa, nesta segunda-feira (17), do evento de lançamento da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial (ENDI). A iniciativa é conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante a COP30, em Belém (PA).

Parceira técnica na elaboração da estratégia, a CNI representará o setor produtivo na assinatura da carta de engajamento com o MDIC e os setores energointensivos (que utilizam muita energia em seus processos), convocando a indústria a contribuir para a consolidação de uma política industrial moderna, competitiva e alinhada às metas climáticas do país.

A consulta pública ficará disponível na Plataforma Brasil Participativo de 17 de novembro de 2025 a 17 de janeiro de 2026.

Compromisso conjunto na COP30: assinatura da Carta de Engajamento

O evento de apresentação da ENDI (Elementos para uma Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial) será realizado, às 11h15, no Pavilhão Brasil, na Zona Verde, auditório Jandaíra, e contará com a presença do vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Um dos momentos centrais será a assinatura da carta de engajamento pela CNI, pelo MDIC e pelos setores energointensivos da indústria. O documento reafirma o compromisso com o desenvolvimento sustentável, o avanço da inovação tecnológica e a construção de uma economia industrial de baixo carbono. A CNI será representada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e vice-presidente da CNI, Alex Carvalho, que destaca a importância da iniciativa.

“A CNI tem trabalhado para que a transição energética avance com competitividade. A consulta pública sobre a ENDI é uma oportunidade de alinhar os esforços dos setores energointensivos às metas industriais de longo prazo e com rotas tecnológicas que já estão em curso”, afirma.

Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, reforça que o engajamento dos setores intensivos em energia é decisivo para o sucesso da agenda. “Setores energointensivos têm um papel fundamental na descarbonização. A carta de engajamento reforça que indústria e governo estão construindo juntos soluções que unem inovação, segurança energética e criação de empregos”, avalia.

O ato consolida a cooperação entre governo federal e setor produtivo, reforçando a disposição da indústria em contribuir para a redução da intensidade de carbono na produção e para o fortalecimento de uma base industrial inovadora, competitiva e socialmente responsável, condição essencial para que o Brasil alcance as metas climáticas até 2050.

ENDI e os quatro pilares

A Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial propõe transformar a descarbonização em motor de competitividade e desenvolvimento econômico sustentável. A ENDI contempla setores estratégicos, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro, e articula ações voltadas à inovação, eficiência e criação de mercados de produtos de baixo carbono.

A estratégia está estruturada em quatro pilares interligados:

  1. Pesquisa, desenvolvimento, inovação (PD&I) e capacitação profissional

Incentivo à criação de soluções tecnológicas nacionais e à formação de mão de obra qualificada.

  1. Insumos descarbonizantes

Substituição progressiva de insumos e energéticos fósseis por alternativas mais sustentáveis, como biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, biomassa e materiais reciclados.

  1. Estímulo à demanda por produtos de baixo carbono

Consolidação de mercados por meio de certificações, rotulagens e políticas de compras públicas sustentáveis, ampliando a competitividade da indústria brasileira.

  1. Financiamento e incentivos

Estruturação de instrumentos de crédito, incentivos fiscais e mecanismos de defesa comercial para garantir as condições necessárias à transição industrial.

CNI na COP30

A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).

Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).

A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

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CNI elenca 24 ações para destravar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático

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CNI elenca 24 ações para destravar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático

Estudo aponta avanços, desafios e oportunidades na arquitetura financeira global, no papel dos bancos multilaterais, na atração de capital privado e em políticas públicas nacionais

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançado nesta quinta-feira (13), elenca 24 ações para viabilizar a nova meta global de financiamento climático (NCQG). O compromisso, aprovado na COP29 em Baku (Azerbaijão), prevê mobilizar US$ 300 bilhões por ano até 2035, com possibilidade de chegar a US$ 1,3 trilhão por ano a partir de fontes públicas, privadas, bilaterais e multilaterais.

O levantamento Nova arquitetura do financiamento climático: mobilização de recursos para a mitigação e adaptação defende a reforma da arquitetura financeira internacional, com instrumentos mais atrativos, acessíveis e de menor custo de capital. Também recomenda o fortalecimento de políticas públicas e mecanismos nacionais, como a Política Nacional sobre Mudança do Clima, o Plano Clima e o programa Eco Invest Brasil.

“Para alcançar escala e impacto no financiamento climático, é preciso repensar o sistema financeiro internacional e fortalecer mecanismos que atraiam o setor privado. A CNI acredita que o fortalecimento do financiamento climático é condição essencial para a implementação efetiva das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), para a transição em direção a uma economia de baixo carbono e para a promoção de um desenvolvimento resiliente e inclusivo”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Embora os aportes globais venham crescendo, o estudo mostra desigualdades no acesso aos recursos. Em 2021-2022, o financiamento climático global atingiu uma média anual de US$ 1,3 trilhão – aumento de 63% em relação ao biênio anterior. No entanto, a maioria dos fluxos (89%) foi destinada à mitigação, com apenas 11% voltados à adaptação. Além disso, países menos desenvolvidos e pequenos estados insulares receberam, respectivamente, apenas 2,6% e 1% do total mobilizado.

Entre os principais entraves estão o alto custo do capital, a volatilidade cambial, o espaço fiscal limitado e a ausência de incentivos concretos para projetos climáticos, especialmente nos países em desenvolvimento.

Para enfrentar esses desafios e promover maior equidade na distribuição dos recursos, a CNI estruturou 24 ações, organizadas em 11 temas prioritários. As medidas vão desde o aprimoramento de políticas climáticas nacionais até a criação de arranjos inovadores de garantia e incentivo à participação privada.

Veja documento completo:

Estudo de financiamento.pdf(7,4 MB)

Construindo caminhos

O estudo foi apresentado no painel “Construindo caminhos: a indústria e a nova arquitetura do financiamento climático”, realizado pela CNI no Pavilhão do Governo do Brasil.

Moderado por Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, o debate reuniu Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroícone; Cristina Fróes de Borja Reis, secretária Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda (MF); João Francisco Paiva, diretor do Departamento de Descarbonização e Finanças Verdes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Marco Antonio Ramos Caminha, consultor em Relações Institucionais do Departamento de Desenvolvimento Sustentável e do Departamento de Agronegócio da FIESP; e José Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também participaram.

Brasil: cenário promissor para captar recursos

Além de propor ações estratégicas, o estudo destaca oportunidades para o Brasil no novo cenário global. Neste ano, o Fundo Clima conta com orçamento recorde de R$ 21,2 bilhões, representando uma janela importante para financiar projetos nacionais.

No cenário internacional, o país já acessa recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com alocação de US$ 79,83 milhões no atual ciclo, e do Fundo Verde para o Clima (GCF), que soma US$ 12,8 bilhões mobilizados globalmente.

Outra possibilidade é o fundo Alterra, lançado na COP28, em Dubai, com aporte inicial de US$ 30 bilhões. O Alterra prioriza projetos de inovação tecnológica e soluções sustentáveis voltadas à transição para uma economia de baixo carbono, com foco em startups e iniciativas escaláveis em áreas como transição energética, descarbonização industrial, economia circular e tecnologias limpas, especialmente em países emergentes como o Brasil.

Para a CNI, o sucesso da nova meta global dependerá da criação de ambientes regulatórios favoráveis, de instrumentos financeiros eficazes e, sobretudo, de incentivos concretos à mobilização do setor privado. “É esse o caminho que permitirá transformar metas ambiciosas em ações reais de impacto global”, aponta Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

CNI na COP30

A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).

Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).

A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.

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Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

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Confiança da indústria melhora, mas empresários seguem pessimistas há quase 1 ano

Empresários têm avaliação menos negativa sobre condições atuais. Além disso, mudaram de humor quanto às expectativas para os próximos meses

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu 1,1 ponto em novembro, chegando aos 48,3 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (13). Trata-se da terceira alta consecutiva do indicador, ajudando a recuperar parte das perdas registradas ao longo do ano. Confira a pesquisa na íntegra:

ICEI – Novembro 2025.pdf(500,5 KB)

Segundo Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, ainda é cedo para projetar a retomada da confiança empresarial. “Isso passa pela resolução ou diminuição de vários problemas relatados pelos empresários, como a alta carga tributária, os juros elevados, a demanda interna insuficiente e a falta de mão de obra qualificada”, avalia.

Apesar do recorte recente positivo, o ICEI completou 11 meses consecutivos abaixo dos 50 pontos, sinalizando que os empresários estão pessimistas desde janeiro.

Todos os componentes do ICEI aumentaram em novembro

A falta de confiança perdeu força em novembro devido à avaliação menos negativa dos empresários sobre as condições correntes e à mudança de humor quanto às expectativas para os próximos meses.

O índice de condições atuais subiu 1,1 ponto, passando de 43,2 pontos em outubro para 44,3 pontos em novembro. Como está abaixo dos 50 pontos, indica que, para os empresários, o momento da economia e das empresas é pior do que há seis meses. Contudo, a percepção negativa diminuiu.

Perspectivas voltam a mostrar otimismo após 4 meses

Já o índice de expectativas cresceu 1,3 ponto, de 49,1 pontos para 50,4 pontos. O indicador estava abaixo dos 50 pontos desde julho. Ao cruzar a linha, o indicador aponta que os industriais passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança em relação às perspectivas para os próximos seis meses. Enquanto as expectativas para as empresas se tornaram menos negativas, as projeções para os próprios negócios ficaram mais positivas.

Sobre o ICEI

O ICEI é uma pesquisa mensal da CNI que mede a confiança dos empresários da indústria. Para esta edição, foram consultadas 1.151 empresas: 459 de pequeno porte; 415 de médio porte; e 277 de grande porte, entre os dias 3 e 7 de novembro de 2025.

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Ferramenta unifica dados de despesas climáticas no país

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Ferramenta unifica dados de despesas climáticas no país

Nova ferramenta interativa que vai tornar as informações sobre despesas em mudança climática, biodiversidade e gestão de riscos e desastres mais acessíveis fez parte de um relatório sobre o tema, divulgado nessa terça (9 de dezembro), em uma parceria do Ministério do Planejamento (MPO) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e os Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Fazenda (MF).Ferramenta unifica dados de despesas climáticas no país | Cidade AC News – Notícias do AcreFerramenta unifica dados de despesas climáticas no país | Cidade AC News – Notícias do Acre

Até agora não existia um sistema unificado para rastrear esses valores. Isso dificultava o planejamento e a avaliação de políticas públicas.

O levantamento aponta um investimento de R$ 782 bilhões entre 2010 e 2023.

A pauta climática recebeu a maior quantia, mais R$ 421 bilhões; seguida pela proteção da biodiversidade; e pelo gerenciamento de riscos.

E mostra uma transição nas despesas, que antes eram principalmente para reduzir as causas da crise climática. Hoje, são mais para enfrentar os efeitos já presentes, como o aumento de eventos climáticos extremos.

De acordo com o Ministério do Planejamento (MPO), o novo painel tem potencial de ser aplicado, tanto por estados e municípios, quanto por outros países da região, o que coloca o Brasil como referência internacional no campo das finanças climáticas.

Pelo histórico, é possível ver que, até 2015, os investimentos estavam em um patamar mais alto. Desde então, houve uma queda, tanto por causa do aperto fiscal e do teto de gastos, quanto devido à descontinuidade do Programa de Aceleração do Crescimento, entre 2020 e 2022, mais o uso de recursos em emendas parlamentares.

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Nova resolução aprimora usos do Pau-Brasil, árvore símbolo do país

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Nova resolução aprimora usos do Pau-Brasil, árvore símbolo do país

Criticamente ameaçada de extinção, a árvore símbolo da história do Brasil, o Pau-Brasil, ganhou uma aliada em sua preservação.Nova resolução aprimora usos do Pau-Brasil, árvore símbolo do país | Cidade AC News – Notícias do AcreNova resolução aprimora usos do Pau-Brasil, árvore símbolo do país | Cidade AC News – Notícias do Acre

A 20ª Reunião da Conferência das Partes (COP20) da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens em Perigo de Extinção adotou, por consenso, uma resolução que aprimora a regulamentação internacional sobre o Pau-Brasil.

A decisão nessa sexta-feira (5), por iniciativa brasileira, distingue de forma mais precisa os usos comerciais e não-comerciais da árvore que dá origem ao nome do país.

Segundo o Ibama, a principal pressão sobre a espécie para exploração comercial da madeira, vem da fabricação de arcos de instrumentos musicais. A demanda persiste, principalmente, em mercados internacionais, como Europa e Estados Unidos.

A nova resolução esclarece, por exemplo, as condições para circulação internacional de instrumentos musicais fabricados a partir da madeira de pau-brasil; mantém a possibilidade de circulação de instrumentos produzidos antes da Convenção; e reforça a proibição do comércio de espécies silvestres.

Os países compradores têm também obrigações sobre o rastreamento e identificação dos estoques; além de pesquisas de espécies alternativas para a fabricação de instrumentos musicais.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a decisão avança na conservação do pau-brasil.

Por causa da extração ilegal, a espécie já perdeu 84% de sua população nos últimos 150 anos. Hoje são apenas 10 mil árvores, muitas delas isoladas e com baixa capacidade de regeneração.

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Brasil tem mais de 37 bilhões de toneladas de carbono orgânico no solo

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Brasil tem mais de 37 bilhões de toneladas de carbono orgânico no solo

Em meio ao debate sobre as emissões de gás carbônico, o solo também merece atenção especial. Um estudo lançado nesta sexta-feira (5) pelo MapBiomas afirma que o Brasil tem na terra cerca de 37,5 bilhões de toneladas de carbono orgânico – que vem da decomposição de plantas e animais. Mais da metade está na Amazônia.Brasil tem mais de 37 bilhões de toneladas de carbono orgânico no solo | Cidade AC News – Notícias do AcreBrasil tem mais de 37 bilhões de toneladas de carbono orgânico no solo | Cidade AC News – Notícias do Acre

Só para efeito de comparação e para entender a grandiosidade do número, uma caixa d’água de mil litros cheia pesa uma tonelada.

O número chama a atenção quando se pensa em termos de mudanças climáticas. As emissões totais brasileiras no ano passado foram de pouco mais de 2 bilhões de toneladas.

Por isso, a importância da preservação dos ambientes vegetais. E, no caso de alteração do terreno, o uso de técnicas para evitar que o carbono se torne gás e vá para a atmosfera, como explica o coordenador do MapBiomas Solo, Alessandro Samuel-Rosa.

“Toda vez que a gente precisa em algum local implementar um cultivo agrícola, substituindo vegetação natural, por exemplo, a gente precisa que o cultivo leve em conta princípios da agricultura conservacionista, de baixo carbono, para que consiga manter os estoques de carbono no solo tão ou mais próximos possíveis do que estava com a vegetação natural”.

Na média por hectare, a Mata Atlântica lidera entre os biomas com mais carbono no solo, em especial nas regiões de climas mais frio, onde ocorrem os campos de altitude e florestas de araucária. Restingas e mangues, que são úmidos, também favorecem o acúmulo de carbono. Na sequência, ficam a Amazônia e o Pampa. Já a Caatinga e o Pantanal têm os menores estoques.

 

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IBGE mostra que 60% de moradores de favelas vivem em ruas sem árvores

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IBGE mostra que 60% de moradores de favelas vivem em ruas sem árvores

Dados do Censo de 2022 sobre favelas e comunidades urbanas, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, mostram que mais de 60% dos moradores dessas áreas vivem em trechos de vias sem árvores. Segundo a gerente da pesquisa, Letícia Gianela, na comparação entre as favelas e bairros estruturados, os percentuais das áreas urbanizadas não são grandes, mas dentro das comunidades, são menores ainda.IBGE mostra que 60% de moradores de favelas vivem em ruas sem árvores | Cidade AC News – Notícias do AcreIBGE mostra que 60% de moradores de favelas vivem em ruas sem árvores | Cidade AC News – Notícias do Acre

Na análise realizada nas 20 maiores favelas em 2022, as mais populosas têm os menores percentuais da lista. Em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, por exemplo, apenas 3,5% dos moradores vivem perto de árvores. A exceção é Sol Nascente, em Brasília, com cerca de 70 mil habitantes e 70,7% das vias arborizadas.

Um outro ponto abordado na pesquisa revela que a infraestrutura urbana fora das favelas é ruim, mas dentro é ainda pior. O instituto considerou 10 itens como pontos de ônibus, bueiros, pavimentação, arborização e calçadas. Em 2022, o país tinha 19,2% da população em favelas e comunidades urbanas morando em vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé. Isso representa 3,1 milhões de pessoas em trechos sem acesso para carros, caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga. Fora dessas comunidades, essa condição atinge apenas 1,4% da população, segundo o estudo.

Entre as 20 favelas mais populosas, Rocinha e Rio das Pedras, ambas no Rio de Janeiro, e Paraisópolis, em São Paulo, registraram os maiores percentuais de moradores vivendo em trechos de vias com capacidade máxima de circulação por moto, bicicleta ou pedestre. A pesquisa abrange 16,2 milhões de residentes em 12,3 mil favelas e comunidades urbanas, espalhadas por 656 municípios brasileiros.

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Feira de empregos oferece oportunidades para jovens de favelas do Rio

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Feira de empregos oferece oportunidades para jovens de favelas do Rio


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Com o objetivo de combater a desigualdade sociais que dificulta a inserção de jovens no mercado de trabalho, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Instituto Papo Reto realizam nesta quarta-feira (10) uma Feira de Oportunidades na Vila Olímpica do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.Feira de empregos oferece oportunidades para jovens de favelas do Rio | Cidade AC News – Notícias do AcreFeira de empregos oferece oportunidades para jovens de favelas do Rio | Cidade AC News – Notícias do Acre

A feira, que ficará aberta das 9h às 15h, é parceria com a plataforma 1MiO (1 Milhão de Oportunidades), projeto da Unicef com empresas privadas voltado para profissionalização de jovens em todo o país.

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No Rio de Janeiro, o evento se propõe a integrar cerca de 1.200 jovens entre 14 e 29 anos ao mercado de trabalho, com acesso imediato a vagas com programas de estágio e oficinas de capacitação. 

“A iniciativa é garantir que adolescentes e jovens tenham acesso a trabalho decente, entendendo que essa é uma condição de sonhar com alternativas e outros caminhos”, diz Joana Fontoura, oficial de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do Unicef no Brasil. 

Durante a feira, os jovens poderão se conectar diretamente com empresas como Assaí Atacadista, Cedae, Firjan, Grupo RD, Nube, Riachuelo, Totvs e Yduqs, que vão fornecer informações e outros programas de inserção profissional. Haverá também atrações culturais, com Slam Sereno e Dj Seduty. 

Na visão da organização, diminuir a desigualdade e traçar caminhos para oportunidades seguras é uma forma de garantir a quebra dos ciclos de violência entre os jovens. 

Desemprego

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a taxa de desemprego atinge cerca de 21% brasileiros entre 18 e 24 anos de idade. A situação se agrava em contextos de vulnerabilidade social e econômica. 

A Feira de Oportunidades é realizada no Dia Internacional dos Direitos Humanos, e conta com a presença de entidades públicas como a Secretaria Especial da Juventude Carioca, Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria Municipal de Trabalho e Renda

Para a Unicef e Instituto Papo Reto, a data é uma oportunidade para pensar a garantia de futuro dos jovens da periferia. “Proteger esses adolescentes e juventudes é proteger também o presente e o futuro, seja do território, do município. Então, acho que essa é uma mensagem que seria bastante importante”, finaliza Joana Fontoura. 

*Estagiária sob supervisão de Tâmara Freire

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