BandNews TV entra em reforma para comemorações de 25 anos
O BandNews TV entra em reforma em fevereiro, como parte das comemorações de seus 25 anos, celebrados em 19 de março, com promessas de investimento pesado em estúdio principal, que seguirá localizado na sede do Morumbi.
O novo estúdio será todo transparente, moderno e ocupará parte do espaço da recepção, no térreo, por onde circulam todos os convidados.
Trata-se de um projeto do executivo argentino Guillermo Pendino, que retornou recentemente ao Grupo Bandeirantes, conforme adiantado por esta coluna.
Segundo apuração, o projeto é grandioso e, talvez, represente a maior transformação do canal desde a sua inauguração.
Além disso, os investimentos em tecnologia para essa nova fase do BandNews TV incluem recursos de Realidade Virtual. Os programas deverão adotar um visual considerado “inovador e futurista”.
Virginia embarca para jogo de Vini Jr. com tênis personalizado em homenagem ao craque
Logo mais, às 17 horas deste sábado (24/1), o Real Madrid vai jogar contra o Villareal pelo campeonato espanhol La Liga e Virginia Fonseca embarcou para Valência, na Espanha, onde o namorado, Vini Jr., vai defender seu clube. Sempre com looks autênticos, desta vez a influenciadora chamou a atenção para os pés com um tênis escrito “Vini”, homenagem ao amado.
O detalhe no calçado pôde ser observado no story que ela publicou no Instagram ao embarcar no jato particular. O jogador ganhou o tênis de design personalizado do Nike Air Force 1, do artista Dominic Ciambrone. Recebeu o nome de AIR VINI UPTEMPO AF1. Ele visitou o ateliê no fim de junho do ano retrasado, 2024.
Veja as fotos
Virginia Fonseca usa tênis escrito Vini, em homenagem ao namoradoReprodução Instagram Virginia Fonseca e cucaellias/ montagem
Vini Jr. com tênis da Nike feito em sua homenagemReprodução Instagram cucaellias/ montagem
Virginia e Vini Jr.Reprodução: Instagram
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A criadora de conteúdo já mostrou ser fã do namorado usando outras peças, como a vez da jaqueta com o rosto dele estampado e um boné escrito o nome dele.
E a agenda da rainha de bateria da Grande Rio está cheia! Após assistir ao amado no Estádio de La Cerámica, ela volta para o Brasil, onde terá ensaio de rua no próximo domingo (25/1).
Lei de SC que proíbe cotas raciais é questionada na Justiça
A nova lei que proíbe cotas raciais em universidades estaduais de Santa Catarina já está sendo questionada na Justiça. Uma ação popular pedindo a suspensão da norma foi ajuizada pela deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) e pelo presidente do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Décio Lima.
Na ação protocolada na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, na quinta-feira (22), eles argumentam que o estado não tem competência legal para proibir políticas que já foram autorizadas por leis federais e consideradas constitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ana Paula e Décio Lima pedem a suspensão imediata da lei e, no mérito, a declaração de nulidade, sob o argumento de que a medida é inconstitucional.
Eles ainda consideram a medida um retrocesso no combate às desigualdades no acesso ao ensino superior.
Presidente do Sebrae, Décio Lima, protocolou ação na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
“Cotas não são privilégios. São instrumentos de justiça social, criados para enfrentar desigualdades históricas e o racismo estrutural que ainda limitam o acesso de milhares de jovens à universidade. Acabar com essas políticas é negar igualdade de oportunidades e comprometer o futuro”, escreveu Ana Paula, em publicação nas redes sociais.
Para Décio Lima, a inconstitucionalidade da lei estadual está clara, já que há um normativo federal que estabelece as cotas e precisa ser cumprido em todo o território.
“O Brasil precisa interromper esse ciclo histórico de achar que nós temos dois Brasis, um dos brancos e um dos negros”, declarou em vídeo também exibido nas redes sociais.
A ação popular também aponta que a lei pode gerar prejuízo financeiro ao próprio estado, ao impor multas a instituições públicas e dificultar o acesso das universidades catarinenses a recursos federais vinculados a programas de inclusão e assistência estudantil.
Nesta sexta-feira (23), a juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini deu prazo de 72 horas para que o governo do estado se manifeste sobre o tema.
Além de presidente do Sebrae, Décio Lima é um político de Santa Catarina, foi deputado federal pelo estado e prefeito de Blumenau mais de uma vez. É casado com a deputada federal Ana Paula Lima.
Entenda
A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) aprovou o projeto de lei em dezembro de 2025, que foi sancionado pelo governador do estado, Jorginho Mello, na forma da Lei nº 19.722/2026, e publicado no Diário Oficial do estado nesta sexta-feira.
De acordo com a lei, universidades públicas estaduais e outras instituições de ensino superior que recebem recursos do governo do estado ficam proibidas de adotarem políticas de reserva de vagas ou qualquer forma de cota ou ação afirmativa, como vagas suplementares e medidas congêneres. A proibição vale para o ingresso de estudantes e de funcionários nos quadros, incluindo professores.
Governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, sancionou a lei que proíbe cotas raciais em universidades do estado – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A lei admite exceções, como a reserva de vaga por critérios exclusivamente econômicos, para pessoas com deficiência e estudantes vindos da rede pública estadual.
As punições previstas para quem descumprir a nova legislação são multa de R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos.
Uma das instituições afetadas pelo texto é a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que tem cerca de 14 mil alunos distribuídos em mais de 60 cursos de graduação e em mais de 50 mestrados e doutorados. A proibição de cotas não vale para instituições federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O autor do projeto, o deputado Alex Brasil (PL), afirma que a adoção de cotas fundadas em outros critérios, que não o estritamente econômico ou de origem estudantil em escolas públicas, “suscita controvérsias jurídicas e pode colidir com os princípios da isonomia e da impessoalidade, ao criar distinções que não necessariamente refletem situações de desvantagem”.
Repercussão
A Lei de Cotas vigora no âmbito federal desde 2012 (Lei nº 12.711/2012) e prevê 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas, incluindo critérios de renda, raça (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) e pessoas com deficiência.
Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, há leis específicas para universidades estaduais.
Em julgamento no ano de 2012, o STF decidiu pela constitucionalidade da política de cotas para negros e indígenas nas universidades. Os ministros julgaram o caso da Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira instituição federal a implementar políticas de ação afirmativa para estudantes negros e indígenas.
“A regra tem o objetivo de superar distorções sociais históricas, com base no direito à igualdade material e no princípio da proporcionalidade”, define o resultado do julgamento.
A dirigente do Movimento Negro Unificado em Santa Catarina, Vanda Pinedo, lembrou que, antes da política de cotas, o número de estudantes negros na universidade era quase insignificante.
“Essa ausência não se dava tão somente por uma falta de qualificação, como eles [contrários às cotas] costumam falar, por uma falta de preparo da juventude negra, ela se dá pela questão do acesso. E ao suspender a política de cotas, nós voltamos para esse quadro de não ter mais uma equiparação da política de equidade”, disse, em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasil.
Para o professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense Gustavo Sampaio, o tema ainda é controverso. Segundo ele, os juristas federalistas defendem que, o fato de o STF ter declarado a constitucionalidade não impede que os estados vedem a possibilidade de cotas.
Por outro lado, juristas mais vinculados à base dos direitos fundamentais, entendem que, uma vez que a Suprema Corte fixou esse entendimento favorável às cotas, que qualquer ação em sentido contrário viola o princípio da proibição do retrocesso.
“Porque a jurisprudência já teria evoluído no sentido de garantir a acessibilidade às cotas raciais, fazendo, portanto, equidade histórica diante das desigualdades historicamente confirmadas no trajeto evolutivo do Brasil desde a colônia”, explicou Sampaio, também em entrevista à TV Brasil.
1º Encontro de Cotistas Egressos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Segundo ele, qualquer lei nesse sentido deve chegar ao STF e os ministros terão que decidir se os estados estão vinculados à legislação federal ou se existe autonomia institucional para negá-la.
Em nota, o Ministério da Igualdade Racial expressou indignação com a sanção da lei que acaba com a política de cotas nas universidades estaduais de Santa Catarina. Para a pasta, a medida é inconstitucional e, nesse sentido, anunciou que vai acionar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para analisar as medidas cabíveis.
“As cotas raciais e as ações afirmativas são a maior política reparatória do Brasil, ações que nas últimas décadas têm transformado a vida de milhares de famílias, dados comprovados em pesquisas científicas. Tentativas de retrocesso nos direitos conquistados serão combatidas veementemente pelo ministério, cuja missão primeira é zelar pela democracia e pela dignidade do povo negro do Brasil”, afirma a nota do ministério.
TJ do Maranhão decreta intervenção no município de Turilândia
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decretou nesta sexta-feira (23) intervenção no município de Turilândia, localizado a a 157 quilômetros (km) da capital do estado, São Luís. A intervenção será pelo prazo de 180 dias, podendo ser prorrogada, mediante nova deliberação colegiada.
O prefeito do município, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió; sua esposa, Eva Maria Cutrim Dantas, a Eva Curió; a vice-prefeita Tânya Karla e a ex-vice-prefeita de Janaína Soares Lima foram denunciados por um esquema de desvio de recursos que causou danos de mais de R$ 56 milhões aos cofres do município maranhense.
Caberá ao governador do Maranhão, Carlos Brandão, nomear o interventor no prazo de até 15 dias, por meio de decreto contendo, entre outros pontos, o período de intervenção e a extensão dos atos administrativos alcançados.
De acordo com a decisão, a intervenção se restringe ao Poder Executivo municipal. As funções legislativas permanecem com a Câmara Municipal. Caberá ao interventor apresentar relatório circunstanciado em até 90 dias, com diagnóstico da gestão e providências adotadas. O tribunal também determinou a realização de auditoria nas contas do município.
Os investigados foram presos durante a Operação Tântalo II, realizada em 22 de dezembro do ano passado. Paulo Curió e Tânya Karla foram afastados das funções e tiveram prisão preventiva decretada.
Com isso, o comando do município ficou, desde o dia 26, a cargo do presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, o Pelego, também investigado no esquema e que cumpre prisão domiciliar com outros cinco vereadores de Turilândia.
Pela decisão judicial, Araújo e mais dez vereadores investigados, que também cumprem prisão domiciliar, ficaram autorizados a sair de casa apenas para participar de sessões da Câmara Municipal previamente marcadas.
O esquema que causou danos aos cofres de Turilândia, município com pouco mais de 31 mil habitantes e localizado na Baixada Maranhense, começou em 2021 e ocorria por meio da “venda” de notas fiscais por empresas que venciam licitações simuladas, entre elas postos de combustível.
O Ministério Público (MP) estimou o dano total em R$ 56.328.937,59. O prefeito e pessoas próximas a ele recebiam de 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura de Turilândia. A diferença ficava com os empresários que forneciam as notas fiscais fraudulentas.
As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer e Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos e particulares.
O Ministério Público destacou que houve compras superfaturadas de combustível para a frota de dez veículos da prefeitura: um caminhão, três micro-ônibus, uma motocicleta, um veículo comum para uso de ambulância, dois veículos comuns para uso em transporte escolar e dois veículos de passeio. Somente em 2022, a prefeitura pagou por 150.250 litros de gasolina e 172.462 litros de óleo diesel comum, combustível indicado para veículos mais antigos.
Análise do MP mostrou que, com o volume de diesel pago, os seis veículos da prefeitura que utilizam o combustível conseguiriam percorrer 1.207.234 km por ano. O suposto deslocamento corresponde à média de cerca de 791 km por dia, aproximadamente a distância existente entre Turilândia e Jericoacoara, no litoral cearense.
O MP justificou o pedido de intervenção com base no grave comprometimento da ordem pública no município e considerando a insuficiência das medidas judiciais anteriormente estabelecidas, como prisão preventiva, prisão domiciliar, afastamento do cargo público, suspensão dos pagamentos às empresas utilizadas no esquema e busca e apreensão de provas e produtos dos crimes.
“Durante a deflagração da Operação Tântalo II, destinada ao cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão, foram apreendidos mais de dois milhões de reais em espécie na residência de um dos investigados. Tal fato confirma a plena atividade da organização criminosa, a tranquilidade dos envolvidos na reiteração de seus atos ilícitos e revela uma verdadeira afronta ao Poder Judiciário do Maranhão, ao esforço do Ministério Público e à sociedade turilandense”, destacou o Ministério Público.
Agentes do ICE matam homem durante protesto em Minneapolis, nos EUA
Um homem baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreu neste sábado (24) em Minneapolis, após ser levado ao hospital. Segundo autoridades locais, a vítima tinha 37 anos, morava na cidade e seria cidadã americana. O caso ocorre em meio a protestos contra operações federais de imigração no estado de Minnesota.
O governador Tim Walz classificou o episódio como “atroz” e afirmou ter cobrado da Casa Branca o fim imediato das ações federais no estado.
“Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu o governador nas redes sociais.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores e teria reagido de forma violenta durante uma “operação direcionada” para localizar um imigrante em situação irregular. Segundo o órgão, um agente atirou após temer pela própria vida.
Vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Polícia” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que o caso foi comunicado à corporação por volta das 9h (horário local) e que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, permitido pela legislação do estado.
Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, criticaram duramente a operação federal. Minneapolis vive clima de tensão desde o início do mês, quando outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, episódio que também provocou protestos e investigações em andamento.
Nações Unidas
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que o governo do presidente Donald Trump seja investigado por possíveis violações de direitos humanos no tratamento dado a imigrantes e refugiados. Segundo ele, políticas migratórias recentes têm resultado em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que estariam “destruindo famílias”.
Em comunicado emitido na sexta-feira (23), Türk afirmou estar “estarrecido” com o que classificou como detenções violentas e ilegais realizadas por autoridades norte-americanas, muitas vezes baseadas apenas na suspeita de que indivíduos sejam imigrantes sem documentação. De acordo com o alto comissário, operações de fiscalização têm ocorrido em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências.
“Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”, declarou.
Ele também criticou o que chamou de representação “desumanizante” de migrantes e refugiados que, segundo a ONU, aumenta a exposição desse grupo à hostilidade xenofóbica e a abusos.
Um dos casos citados ocorreu na terça-feira (20), em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai por agentes de imigração. Segundo autoridades educacionais locais, a criança teria sido usada como “isca” para tentar localizar outros imigrantes em uma residência. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, de acordo com o advogado da família.
Força desproporcional
Türk também manifestou preocupação com o uso do que considera força desnecessária ou desproporcional durante as operações. Ele ressaltou que, segundo o direito internacional, o uso intencional de força letal só é permitido como último recurso, quando há ameaça iminente à vida.
As ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) se intensificaram nos últimos meses e mobilizaram milhares de agentes federais para operações em grandes cidades. Minneapolis vive uma onda crescente de protestos desde a morte de Renee Good, baleada por um agente de imigração em janeiro, episódio que gerou protestos e críticas de autoridades locais.
Cartaz com a foto de Renee Nicole Good empunhado durante protestos pergunta: “Qual de nós eles vão matar a seguir?” – Reuters/Tim Evans/Proibida reprodução
Falta de assistência jurídica
Outro ponto destacado foi a falta de acesso oportuno à assistência jurídica por parte de pessoas detidas e a ausência de avaliações individualizadas nos processos de prisão e deportação. Segundo a ONU, muitas ações não consideram a preservação da unidade familiar, o que expõe especialmente crianças a riscos graves e duradouros.
O alto comissário pediu ainda uma investigação independente e transparente sobre o aumento no número de mortes sob custódia do ICE. De acordo com dados citados por ele, ao menos 30 mortes foram registradas em 2025 e outras seis neste ano.
“Os Estados Unidos têm o direito de definir suas políticas migratórias, mas isso deve ser feito em plena conformidade com o direito internacional e o devido processo legal”, afirmou Türk. Ele pediu que Washington encerre práticas que, segundo a ONU, violam direitos fundamentais e corroem a confiança pública.
Brasil condena demolição de agência da ONU por Israel em Jerusalém
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), condenou nesta quinta-feira (22) a demolição, por determinação de autoridades israelenses, da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. O local é considerado território palestino.
“Medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. Também contrariam os pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça de 19/7/2024, sobre práticas de Israel no território palestino ocupado, inclusive Jerusalém Oriental, e de 22/10/2025, sobre as obrigações de Israel em relação à ONU e a outros atores no território palestino ocupado”, disse o Itamaraty, em nota.
A demolição foi iniciada na terça-feira (20) e ocorre após a aprovação, pelo parlamento israelense, no fim do ano passado, de uma legislação que autorizou corte do fornecimento de água e eletricidade no prédio, bem como permite expropriação de imóveis da agência da ONU.
Em declaração nas redes sociais, o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a demolição como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas, cujas instalações são protegidas pelo direito internacional.
O Itamaraty informou ainda que, no exercício da presidência da Comissão Consultiva da UNRWA, segue apoiando a continuidade das atividades da agência na prestação de serviços essenciais a 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.
Segundo o chefe da agência, as instalações da UNRWA já foram alvo de incêndios criminosos em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel.
Os ataques ocorreram apesar de uma decisão tomada pela Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano passado, que reafirmou que Israel era obrigado a “facilitar as operações” no local, e que o Estado judaico não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental.
Lula e primeiro-ministro da Índia debatem ampliação de parcerias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conversaram por cerca de 45 minutos, por telefone, nesta quinta-feira (22). Segundo o Palácio do Planalto, os dois trataram da possível ampliação da cooperação bilateral em áreas como defesa, comércio, saúde, energia e ciência e tecnologia. Também abordaram a exploração de minerais críticos e terras raras e a produção de biocombustíveis.
Todos os temas de interesse comum deverão ser aprofundados durante a visita que o presidente brasileiro fará à Índia entre os dias 19 e 21 de fevereiro. A viagem de Lula e sua comitiva está sendo organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), como parte dos esforços para ampliar as relações comerciais entre os dois países e, consequentemente, fomentar a venda de produtos brasileiros e atrair mais investimentos. O encontro coincide com as negociações da ampliação do acordo Mercosul-Índia.
“O presidente está apostando muito nesta missão [viagem]”, disse o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, durante entrevista coletiva em que falou sobre os trâmites de implementação do acordo de parceria comercial que representantes políticos do Mercosul e da União Europeia assinaram no último sábado (17).
“Se me perguntarem onde que acho que está o maior potencial de crescimento do comércio exterior do Brasil, eu responderei sem medo de errar: Índia”, comentou Viana.
Ele apontou que as exportações brasileiras para o país de cerca de 1,45 bilhão de habitantes (número mais de seis vezes maior do que a população brasileira) ainda tem muito espaço para crescer.
Em 2025, o Brasil comprou quase US$ 8,5 bilhões em produtos indianos. Já as exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 7 bilhões de dólares. E se concentraram principalmente em petróleo (30%); açúcar e melaço (15%); gordura e óleos vegetais (14%) e minério de ferro (6%).
“Queremos diversificar isto”, disse Viana, citando ainda as exportações brasileiras de óleo combustível, defensivos agrícolas, medicamentos e acessórios automobilísticos.
“Além disso, o presidente Lula quer muito a participação da Embrapa e da pequena agricultura para ajudar os indianos a melhorarem a produtividade dos pequenos produtores rurais indianos, que são milhões de pessoas”.
Quase 200 empresários brasileiros já manifestaram interesse em integrar a comitiva presidencial. “Vai passar disso. Faz apenas dois dias que abrimos as inscrições e o interesse do setor privado está muito grande”, afirmou Viana, explicando que os executivos custeiam suas passagens e hospedagem. “E uma parte da agenda será com representantes das maiores empresas indianas que têm investimentos no Brasil e que anunciarão seus investimentos para os próximos quatro ou cinco anos”. Na ocasião, a ApexBrasil também inaugurará seu escritório em Nova Délhi – o 20º espalhado por outros países.
Plano de paz em Gaza é tema de telefonema entre Lula e Mahmoud Abbas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta quinta-feira (22), com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto.
Na ligação, os líderes discutiram a situação na Faixa de Gaza, enclave palestino que foi praticamente destruído pelas forças militares de Israel ao logo dos últimos anos, com mais de 68 mil mortos.
Em outubro do ano passado, o governo israelense e o grupo político armado Hamas, que governava o território, assinaram um acordo de cessar-fogo para interromper o derramamento de sangue, que vitimou especialmente mulheres e crianças palestinas.
“Ao expressar satisfação quanto ao cessar-fogo obtido em Gaza, o presidente Lula consultou o presidente Abbas sobre as perspectivas de reconstrução da região e reiterou o compromisso brasileiro com a paz no Oriente Médio. Ambos trocaram impressões sobre o plano de paz em curso e acordaram continuar mantendo contato sobre o tema”, disse o Planalto, em nota, sem dar mais detalhes.
Mais cedo, também nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou oficialmente o órgão que chama de Conselho de Paz, que busca, segundo o presidente norte-americano, pacificar e reconstruir Gaza. O lançamento ocorreu no Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Lula foi um dos cerca de 60 chefes de Estado e líderes internacionais convidados a compor o colegiado.
No ano passado, Mahmoud Abbas, cujo governo exerce autoridade sobre a Cisjordânia, mas não governa Gaza, defendeu, em entrevista à rede árabe Al-Jazeera, que o plano de paz para o enclave só poderia ser duradouro se garantisse a soberania palestina sobre o território. Até o momento, no entanto, os planos de Trump para Gaza incluem um comitê executivo de administração sem palestinos no comando.
CNU 2025: resultado da prova discursiva está disponível
O resultado preliminar da prova discursiva da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado pode ser consultado. As notas daqueles que participaram da segunda fase do concurso foram divulgadas em edição extra do Diário Oficial da União.
De acordo com a publicação, a consulta individual ao resultado preliminar e o espelho de correção da prova discursiva estarão disponíveis para consulta em link específico disponibilizado no endereço eletrônico https://conhecimento.fgv.br/cpnu2.
A prova discursiva foi aplicada apenas às pessoas aprovadas na prova objetiva, que foi a primeira fase do concurso, que alcançaram a nota mínima necessária para a classificação para a segunda fase.
Para os cargos de nível superior, a prova discursiva foi composta por duas questões, valendo 22,5 pontos cada, podendo totalizar 45 pontos. Já para os cargos de nível intermediário, a prova discursiva foi composta por redação em formato dissertativo-argumentativo, podendo totalizar 30 pontos.
A nota final não foi arredondada e foram desprezadas as frações inferiores ao centésimo na apuração da nota da prova discursiva. Aqueles que tiraram zero na prova discursiva serão eliminados do concurso.
Recurso
Aqueles que não concordarem com a nota preliminar da prova discursiva poderão entrar com eventuais pedidos de revisão das notas a partir de 0h desta segunda-feira (26). De acordo com o edital do processo seletivo, o prazo de dois dias termina às 23h59 de terça-feira (27), observando o horário de Brasília.
Os eventuais pedidos de revisão das notas da discursiva devem ser interpostos na área do candidato, com login e senha da plataforma Gov.br.
O resultado dos pedidos de revisão das notas da prova discursiva e o resultado definitivo da prova discursiva serão divulgados em 18 de fevereiro.
CNU 2025
Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), dos mais de 42 mil aprovados na primeira fase e, portanto, habilitados para fazer prova discursiva, cerca de 8,5 mil não compareceram a este segundo dia de provas, realizado em 7 de dezembro. Uma abstenção de aproximadamente 17%.
A segunda edição do CNU oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. Do total, 3.144 são para cargos de nível superior e outras 508, de nível intermediário.
Entre as mais de 3,6 mil vagas, 2.480 vagas são de preenchimento imediato e as demais vagas (1.172) para provimento no curto prazo após a homologação dos resultados.
Ao todo, o chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com pessoas inscritas de todos os estados brasileiros, de 4.951 municípios. As provas do certame foram aplicadas em dois dias, diferentemente do que ocorreu na primeira edição do concurso unificado, em 2024.
De acordo com o cronograma oficial, a previsão de divulgação do resultado, com as listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) é 20 de fevereiro.
Dúvidas
Informações sobre o Concurso Público Nacional Unificado 2025 podem ser obtidas pelo telefone 0800 591 0452 e pelo e-mail [email protected] e no edital público de abertura do concurso.
CNU 2025: resultado e espelho de discursiva serão divulgados hoje
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) divulga, a partir de 18 horas desta sexta-feira (23), a nota preliminar da prova discursiva da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) dos participantes desta segunda fase.
Também vai ficar disponível o espelho da prova discursiva de cada candidato para os blocos temáticos de 1 a 7 (nível superior), e da redação, para os blocos 8 e 9 (nível intermediário).
A consulta individual do resultado preliminar e o detalhamento das notas, com os itens avaliados é feita na área do candidato, na página eletrônica da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca examinadora do certame.
As notas preliminares também serão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) em edição extra, ainda nesta sexta-feira.
O espelho da prova do CNU 2025 é a imagem digitalizada em PDF e da prova discursiva entregue pelo candidato no dia da prova.
A área do resultado disponibilizada mostra como a banca corrigiu, seguindo os critérios do edital. Nele, a correção aparece separada por itens, como: conteúdo, argumentação, clareza, organização do texto e domínio do tema. Em cada item, aparece a nota que o candidato recebeu da banca avaliadora da FGV.
Recurso
Aqueles que não concordarem com a nota preliminar da prova discursiva podem entrar com eventuais pedidos de revisão das notas a partir desta segunda-feira (26). De acordo com o edital do processo seletivo, o prazo de dois dias termina na terça-feira (27).
Os eventuais pedidos de revisão das notas da discursiva devem ser interpostos na área do candidato, com login e senha da plataforma Gov.br.
O resultado dos pedidos de revisão das notas da prova discursiva e o resultado definitivo da prova discursiva serão divulgados em 18 de fevereiro.
CNU 2025
O MGI informa que dos mais de 42 mil aprovados na primeira fase e, portanto, habilitados para fazer prova discursiva, cerca de 8,5 mil não compareceram a este segundo dia de provas, realizado em 7 de dezembro. Uma abstenção de aproximadamente 17%.
A segunda edição do CNU oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais. Do total, 3.144 são para cargos de nível superior e outras 508, de nível intermediário.
O MGI explica que entre as mais de 3,6 mil vagas, 2.480 vagas são de preenchimento imediato e as demais vagas (1.172) para provimento no curto prazo após a homologação dos resultados.
Ao todo, o chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com pessoas inscritas de todos os estados brasileiros, de 4.951 municípios. As provas do certame foram aplicadas em dois dias, diferentemente do que ocorreu na primeira edição do concurso unificado, em 2024.
De acordo com o cronograma oficial, a previsão de divulgação do resultado, com as listas de classificação (vagas imediatas e lista de espera) é 20 de fevereiro.