Prazo para sacar abono salarial acaba nesta segunda-feira
Quem trabalhou com carteira assinada em 2023 ganhando até dois salários mínimos deve ficar atento. Acaba nesta segunda-feira (29) o prazo para sacar o abono salarial de 2025.
Quem perder o prazo terá de aguardar uma convocação especial do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para ter acesso ao benefício, pago com recursos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).
No calendário de 2025, 26.537.809 trabalhadores têm direito ao benefício. Desses, 26.396.181 (99,47%) já receberam, totalizando mais de R$ 30,7 bilhões pagos.
O benefício é referente ao ano-base de 2023 e também inclui revisões de pagamentos dos cinco anos anteriores. Quem perder o prazo terá de aguardar a convocação especial do MTE para ter acesso ao benefício.
Quem tem direito
Podem receber o abono os trabalhadores que atendem aos seguintes critérios:
Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
Ter recebido até dois salários mínimos de remuneração média mensal no período trabalhado;
Ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base;
Ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial;
Empregados domésticos e jovens aprendizes não recebem abono salarial, porque o benefício exige vínculo empregatício com uma empresa, não com outra pessoa física.
A consulta ao abono salarial pode ser feita a partir do dia 5 de cada mês pelos seguintes canais:
Carteira de Trabalho Digital (aplicativo ou site);
Portal Gov.br.
Trabalhadores que entraram com recurso administrativo recebem o pagamento no dia 15 de cada mês, ou no primeiro dia útil seguinte.
O PIS é pago aos trabalhadores da iniciativa privada. O Pasep é pago a servidores públicos, militares e empregados de estatais.
Onde sacar o benefício
O pagamento do abono salarial é feito pela Caixa Econômica Federal ou pelo Banco do Brasil, conforme o tipo de vínculo do trabalhador.
Na Caixa, que paga o PIS, o valor pode ser sacado por:
Crédito em conta corrente ou poupança;
Conta digital pelo aplicativo Caixa Tem.
Quem não tem conta pode sacar em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondente bancário Caixa Aqui e outros canais.
No Banco do Brasil, que deposita o Pasep, o pagamento ocorre por:
Crédito em conta bancária;
Transferência via Pix ou TED;
Saque presencial em agências, no caso de não correntistas.
Calendário escalonado
O calendário de pagamento do Abono Salarial 2025 começou em 17 de fevereiro e segue até esta segunda, com datas definidas conforme o mês de nascimento do trabalhador.
Para 2026, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) já aprovou a liberação de R$ 33,5 bilhões para o pagamento do benefício a 26,9 milhões de trabalhadores, com início previsto para 15 de fevereiro.
Canais de atendimento
Em caso de dúvidas, o trabalhador pode buscar informações:
Justiça paga R$ 2,3 bi em atrasados do INSS; veja quem tem direito
Um total de 152,3 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que venceram ações na Justiça contra o órgão iniciarão 2026 com mais dinheiro no bolso. O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou a liberação de R$ 2,3 bilhões em atrasados a aposentados, pensionistas e outros beneficiários da Previdência Social.
O pagamento contempla 183 mil processos já encerrados, sem possibilidade de recurso. A liberação faz parte de um lote maior, de R$ 2,8 bilhões, que também inclui ações alimentares que envolvem servidores públicos federais. Ao todo, 236.603 beneficiários em 187.472 processos serão pagos neste lote.
Tem direito aos atrasados quem ganhou ação judicial contra o INSS relacionada à concessão ou revisão de benefícios, como:
Aposentadorias (por idade, tempo de contribuição, invalidez ou da pessoa com deficiência);
Pensão por morte;
Benefício por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença);
Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para receber neste pagamento, é necessário que:
O processo esteja totalmente encerrado (transitado em julgado);
O valor seja de até 60 salários mínimos (R$ 91.080 em 2025);
A ordem de pagamento do juiz tenha sido emitida em novembro de 2025.
Os pagamentos são feitos por meio de requisições de pequeno valor (RPV), mecanismo usado para quitar dívidas judiciais de menor valor em prazo mais curto que os tradicionais precatórios.
Quando o dinheiro cai na conta?
As RPVs devem ser pagas em até 60 dias após a ordem de pagamento do juiz. O depósito é feito em conta aberta no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, em nome do beneficiário ou de seu advogado.
Antes do pagamento, o processo passa por uma fase de processamento, quando as contas são abertas. Após o depósito, o sistema do tribunal passa a indicar o status “Pago total ao juízo”.
Como saber se você vai receber?
A consulta deve ser feita no site do Tribunal Regional Federal (TRF) responsável pelo processo. É possível pesquisar usando:
Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do beneficiário;
Número do processo;
Dados do advogado, como o número da inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
No campo “Valor inscrito na proposta”, aparece o valor a ser pago. As siglas indicam a modalidade: requisição de pequeno valor (RPF) ou precatório (PRF).
Diferença entre RPV e precatório
RPV: até 60 salários mínimos, paga em até 60 dias após a ordem judicial;
Precatório: acima desse limite, pago uma vez por ano. Os precatórios federais de 2025 foram liberados em julho.
Herdeiros também podem receber?
Herdeiros de beneficiários falecidos têm direito aos atrasados, desde que comprovem o vínculo legal e façam a habilitação no processo. Em caso de dúvida, a orientação é procurar o advogado da ação ou a Defensoria Pública da União.
Qual TRF consultar?
Cada estado é atendido por um TRF específico:
TRF1: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP
Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre
Uma das provas mais icônicas do Brasil chega à centésima edição este ano: a São Silvestre. Criada em 1925 pelo empresário e jornalista Cásper Líbero, a prova atravessou um século de história e se consolidou como um dos eventos esportivos mais prestigiados do Brasil e da América Latina. Para marcar o centenário, o premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta episódio especial 100 vezes São Silvestre, que vai ao ar excepcionalmente às 22h30 desta segunda-feira (29), na TV Brasil.
A corrida coroou atletas memoráveis e se firmou como símbolo de celebração e pertencimento nas ruas da capital paulista, atraindo, a cada edição, milhares de corredores profissionais e amadores. O programa traz grandes nomes que contam a história do evento e celebram sua importância para a cultura esportiva do país.
Inspirada em corridas de rua que Cásper Líbero conheceu em Paris, a corrida teve na sua primeira edição 48 corredores. O jornalista e diretor-executivo da São Silvestre, Erick Castelhero, conta como a corrida já trazia, desde o início, uma de suas características mais famosas.
“A ideia era sempre linkar ali a última noite do ano com o Réveillon e já chamando para um novo ano. Talvez o Cásper não imaginasse que [a prova] ia chegar ao que ela é hoje.”
Nas primeiras edições, apenas atletas brasileiros disputavam a prova. O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Neto de escravizados, ele é também o primeiro atleta brasileiro negro a participar dos Jogos Olímpicos. Em 1945, corredores estrangeiros começaram a participar da competição.
A partir dessa mudança, o Brasil ficou décadas sem vencer a prova. O jejum foi encerrado em 1980, com a histórica vitória de José João da Silva. Atleta do São Paulo Futebol Clube, ele comenta o impacto daquele título, assumindo a liderança nos últimos metros.
“Ali eu não tinha ideia, para te falar a verdade, do tamanho da vitória. Parou o país, foi uma Copa do Mundo. Essa vitória foi um marco grande.”
Cinco anos depois, o atleta venceria novamente a prova, tornando-se um dos poucos brasileiros a alcançarem tal feito.
O crescimento da São Silvestre e do seu nível competitivo atraiu atletas de várias partes do mundo. A mexicana María del Carmen Díaz, tricampeã da São Silvestre (1989, 1990 e 1992), treinava numa região de vulcões próxima a Toluca, sua cidade natal. Em São Paulo, superou o calor de 30 graus para vencer a primeira São Silvestre disputada no período da tarde. Ela rememora com carinho o apoio do povo nas ruas:
“Eu realmente admiro o público brasileiro porque, como sempre disse, fui mais reconhecida em outro país do que no próprio México.Sinto orgulho porque há corredoras, corredores e crianças que me dizem que, por minha causa, praticam esportes e gostam de corridas.”
Foi apenas a partir da 51ª edição que a São Silvestre passou a ter uma prova feminina. A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos que inspiraram gerações de novas corredoras.
A brasileira Maria Zeferina Baldaia assistiu as vitórias de Rosa na TV, quando criança, e decidiu que também queria ser atleta. No entanto, realizar o sonho de vencer a São Silvestre não foi nada fácil.
“Eu corri durante 15 anos descalça porque eu não tinha tênis, meus pais não tinham condições de comprar e mesmo assim eu continuei correndo. Eu tinha o objetivo de ajudar minha família”, relembra Maria.
Treinando nos canaviais de Sertãozinho, no interior de São Paulo, Maria Zeferina deu os primeiros passos que a levariam à inesquecível vitória da São Silvestre em 2001. O título não mudou apenas a vida de sua família, mas também ajudou a fortalecer a cultura esportiva na sua cidade, que hoje conta com um centro olímpico batizado com seu nome: “E hoje eu poder estar fazendo o que eu ainda faço, que é correr e poder treinar e ver as crianças, jovens e adultos, isso não tem preço”.
Fenômeno popular
Ao longo de um século, a São Silvestre se consolidou também como um fenômeno popular. Milhares de atletas amadores de todo o país se encontram na Avenida Paulista para celebrar a virada do ano, a superação dos próprios limites e a paixão por correr.
Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil
Entre eles, estará Ana Garcez, conhecida pela comunidade do atletismo como “Ana Animal”. Irreverente e com muitos resultados de destaque, ela chegou a morar nas ruas, mas hoje tem a chance de passar por essas mesmas vias celebrando a corrida como um propósito na sua vida.
“A corrida me trouxe perseverança, me trouxe alegria. Se não fosse a corrida, hoje eu não estava falando aqui com você”, conclui.
Para marcar o centenário, a São Silvestre deste ano será a maior edição da história. São esperados cerca de 55 mil participantes, com provas feminina, masculina, para pessoas com deficiência e também a São Silvestrinha, evento que reúne duas mil crianças e adolescentes de várias partes do país, formando uma nova geração de apaixonados por corrida.
Com recorde de atletas, corrida de São Silvestre terá centésima edição
Em uma viagem a Paris, o jornalista Cásper Líbero ficou maravilhado com uma corrida realizada à noite. Decidido a promover algo semelhante no Brasil, ele idealizou uma prova que deveria ocorrer sempre no último dia do ano. E foi assim que, em uma noite do dia 31 de dezembro de 1925, foi realizada a primeira Corrida de São Silvestre da história. Ela recebeu esse nome em homenagem ao santo do dia.
“A São Silvestre foi uma ideia do jornalista, empresário e advogado Cásper Líbero. Ele estava passeando por Paris em 1924 e assistiu uma prova em que os corredores empunhavam tochas, fazendo um efeito super lindo à noite, com aquela vibração toda. Ele gostou, se entusiasmou e trouxe a ideia para o Brasil, para São Paulo. E já em 1925 ele criou a primeira edição da corrida de São Silvestre. Na época, inclusive, São Silvestre era escrito com Y. Foi aí que nasceu a nossa prova, que hoje está completando a sua centésima edição”, diz Eric Castelheiro, diretor-executivo da Corrida Internacional de São Silvestre, em entrevista à reportagem do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, emissora da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.
Disputada inicialmente na virada do ano, a primeira edição contou com 60 inscritos, mas apenas 48 deles participaram da largada, que ocorreu no Parque Trianon, na Avenida Paulista, às 23h40. Eles percorreram 8,8 mil metros pelas ruas de São Paulo e a corrida acabou sendo vencida por Alfredo Gomes, que completou o percurso em 23m19s.
“O Alfredo Gomes era um atleta negro. Em 1924, um ano antes da primeira edição da São Silvestre, ele já fazia sucesso porque estava representando o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Ele foi o primeiro negro a representar o país”, explica Castelheiro.
Desde então, a São Silvestre se tornou a corrida mais tradicional e conhecida do país e só deixou de ser realizada em 2020, devido à pandemia da covid-19. No ano passado, a prova completou 100 anos de sua história, mas é somente neste ano de 2025 que ela chega à sua centésima edição, alcançando um recorde de participantes com mais de 50 mil corredores inscritos.
Heróis
Em suas primeiras edições, apenas atletas brasileiros participavam da prova. Mas, a partir de 1927 foi permitida a inscrição de estrangeiros que moravam no Brasil, o que vez com que o italiano Heitor Blasi, radicado em São Paulo, vencesse as edições de 1927 e 1929. Blasi foi o único estrangeiro a ganhar a prova na chamada fase nacional da corrida, que durou até 1944.
A partir de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a corrida passou a contar com a participação de atletas estrangeiros, mas inicialmente só para atletas da América do Sul. Foi só dois anos depois que ela passou a ser de fato mundial, dando início a um período de 34 anos sem vitórias de atletas brasileiros, o que só foi superado em 1980, com a vitória do pernambucano José João da Silva. As mulheres só começaram a competir em 1975, prova que foi vencida pela alemã Christa Valensieck.
Lágrimas e gritos
Em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da EBC, o empresário e ex-atleta José João da Silva recordou daquele dia em que quebrou o tabu. “O povo começava a chorar, a gritar. O Osmar (de Oliveira, meu médico) começou a gritar e a chorar. Era [a quebra] de um tabu. O primeiro brasileiro a vencer”, conta. “Eu fui o abençoado, vamos dizer assim. Cheguei e consegui esse marco. Essa vitória foi um grande marco”, recorda.
Ele, que começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, nas roças de Pernambuco, não fazia ideia do que aquela vitória na São Silvestre significaria para a sua vida. “Parou o país. Foi como uma Copa do Mundo. O povo queria invadir e foi contido pela polícia. Eu não sabia o tamanho [dessa vitória]. Depois a gente fica meio [assim], dá até vontade de chorar. É muito impactante. A tua vida muda totalmente”, recorda.
Um brasileiro como José João da Silva e que vence essa prova acaba se tornando uma espécie de herói para a população, destaca o diretor da corrida. “Esses atletas [brasileiros], que estão em um evento tão representativo e que tem tanto alcance e história, acabam virando ídolos”, assegura.
“Um atleta de uma corrida de rua está correndo o tempo todo em todo lugar. Então, ele acaba sendo aquele super-herói humano. Ele parece um super-herói, mas ele também é humano igual a você. Então acho que isso acaba trazendo muita identificação”, garante.
Recorde
Isso foi o que aconteceu com Marilson Gomes dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.
“Os brasileiros torcem muito para [os atletas] brasileiros, independente de qual modalidade for. Na São Silvestre a gente pode sentir isso. Quando você ganha, vemos mais pessoas querendo correr também, querendo participar de prova de rua. Eu vi muitos depoimentos e até hoje escuto pessoas falando que começaram a correr porque me viram correr a São Silvestre, porque me viram ganhar a São Silvestre em 2003”, assegura.
Maria Zeferina Baldaia também sentiu uma grande mudança em sua vida após participar e ganhar a corrida em 2001. Ela, que trabalhou por 20 anos como boia-fria [termo popular usado para ser referir a um trabalhador rural], recorda como começou a correr até se tornar referência no esporte. “Eu trabalhava como boia-fria e, na hora do almoço, desde criança, eu corria. Já saia correndo pelo carreador que são as estradas largas que dividem a cana dos dois lados”, conta.
“Corri durante 15 anos descalça, porque eu não tinha tênis. Meus pais não tinham condições de comprar um e, mesmo assim, eu continuei correndo, apesar dos cacos de vidro e do sol quente. Eu tinha o objetivo de ajudar a minha família, então corri durante 15 anos descalça”, recorda.
Inspiração
Um dia ela estava assistindo a uma corrida da São Silvestre na casa de uma vizinha e surgiu a inspiração para participar do evento. “Eu vi a Rosa Mota ganhar, uma portuguesa, que ganhou a São Silvestre seis vezes. Eu corri para casa e falei para a minha mãe: ‘mãe, uma mulher pequeninha ganhou a corrida lá em São Paulo, a Corrida de São Silvestre. Será que um dia eu também posso ir lá correr?”.
Quinze anos depois de assistir a última vitória de Rosa Mota pela TV, Maria Zeferina conseguiu realizar o seu sonho e se tornou inspiração para muitas outras mulheres.
“Eu me espelhei na Rosa Mota. Depois da minha vitória na São Silvestre eu escuto de muitas pessoas que me procuram – muitas mães, mulheres e meninas – que querem ser igual a Maria Zeferina. Eu costumo dizer que, assim como a Rosa Mota foi meu ídolo e minha inspiração, eu hoje sirvo de inspiração, motivação e espelho para outras pessoas. Isso não tem preço”, assegura.
Esse reconhecimento também ocorreu em sua cidade. O centro olímpico de Sertãozinho, no interior paulista, acabou sendo batizado com o nome da corredora, uma forma de eternizar sua trajetória e inspirar as futuras gerações. “Poder estar fazendo hoje o que eu ainda faço, que é correr, e poder treinar lá no centro olímpico e ver as crianças, jovens e adultos fazendo o que eu ainda faço, isso não tem preço”, explica a atleta.
“Zeferina é uma marca muito forte porque é uma mulher brasileira e uma pessoa extremamente acessível. Isso muda muito a figura do atleta. No caso dela, sendo vencedora, mas, ao mesmo tempo, a pessoa que acolhe e que é muito gentil na conversa, a torna uma pessoa muito acessível. E ela tem também a história de que não nasceu atleta: ela cortou cana, teve uma vida muito dura e virou atleta. Então, ela também é a imagem do possível”, salienta Martha Maria Dallari, atleta e personal trainer. “O atleta de corrida de rua é muito próximo. Ele divide o chão pelo qual eu passei. Eu fiz a prova que a Zeferina fez. Eu fiz a prova que o Marilson fez. Estas são coisas muito fortes, da gente estar muito perto, compartilhando disso [com eles]” enfatiza.
Maiores vencedores
A maior vencedora da São Silvestre é a portuguesa Rosa Mota, com seis vitórias consecutivas alcançadas no início dos anos 1980. Em seguida, está o queniano Paul Tergat: cinco vitórias. Entre os brasileiros, o título fica com Marílson Gomes dos Santos: três vitórias.
Desde 1945, quando a competição se tornou internacional, os brasileiros conquistaram 16 vezes essa prova, sendo 11 conquistas entre os homens e cinco entre as mulheres. No masculino, a última vitória brasileira foi conquistada em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. No feminino, a última vitória foi com Lucélia Peres, em 2006.
“Tive a oportunidade de correr muitas provas, em outros países. Mas correr dentro de casa, no último dia do ano, com as pessoas comemorando e muita gente acompanhando pela TV e torcendo, pessoalmente é uma energia contagiante”, opina Marilson, em entrevista à reportagem do programa da TV Brasil. “É uma prova que, sem dúvida nenhuma, qualquer atleta que se preze quer ganhar. E qualquer atleta tem que se preparar muito para chegar bem, tem realmente que visar como se fosse a prova da vida, porque foi a prova da minha vida”, acrescenta.
Prova democrática
Atualmente, a São Silvestre é aberta para todos os públicos, com largadas especiais para mulheres e homens corredores de elite e também para cadeirantes, demais atletas PCDs e atletas amadores. Além disso, ela conta com uma edição especial, realizada em um outro dia e no Centro Olímpico do Ibirapuera, chamada de São Silvestrinha, onde competem crianças e adolescentes.
“A gente tem uma organização de largada em ondas. Por exemplo, a prova começa às 7h25 com PCDs e os cadeirantes muito rápidos e que inclusive estão acostumados a disputar campeonatos mundiais e paralímpicos. Às 7h40 larga a elite feminina, [composta] por atletas de ponta de vários países. Às 8h05 larga a elite masculina em dois pelotões, A e B, por nível técnico, com os mais rápidos à frente. Depois, vêm os outros pelotões [e o público, em geral]”, detalha o diretor da corrida.
Isso, diz ele, faz com que a prova seja bastante democrática, contando com a participação de pessoas de diversas partes do país e do mundo.
Corrida de São Silvestre terá este ano 50 mil participantes movimentando avenidas de São Paulo – Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Quebrando marcas
“A gente sempre fala que a São Silvestre é uma das mais democráticas competições esportivas e até do entretenimento porque nem todo mundo vem para competir. Tem gente que vem para fazer realizações pessoais, quebrar sua própria marca e por seu próprio objetivo. Cada um vem com seu plano e todo mundo é bem recebido”, enfatiza Castelheiro. Isso é, inclusive, o que torna a São Silvestre mais especial, destaca Martha Maria Dallari. “O forte da São Silvestre são essas histórias, são essas pessoas que resolvem correr, desafiar, encontrar amigos e celebrar o ano novo”.
Acrescenta que outro aspecto importante é que a corrida de rua faz com que as pessoas voltem a se conectar e se apropriar do espaço público.
“Quando você corre a São Silvestre, você corre por alguns dos lugares mais bonitos da cidade ou por lugares que são marcos na cidade. Essa é uma forma de se conectar com a história e com os pontos históricos da cidade”, salienta.
O programa Caminhos da Reportagem – 100 Vezes São Silvestre, e que celebra a centésima edição da corrida, vai ao ar nesta segunda-feira (29), excepcionalmente a partir das 22h30, na TV Brasil, emissora da EBC.
Retrospectiva: Corinthians segue imponente no futebol feminino em 2025
O futebol feminino brasileiro encerrou a temporada 2025 com a seleção do técnico Arthur Elias em alta performance e com clubes se consolidando competitivamente. Foi o ano em que o Corinthians, ainda principal força do futebol de mulheres do Brasil, conheceu adversários que balançaram o caminho vitorioso das Brabas corintianas.
Heptacampeão do Brasileiro Feminino série A1 em cima do Cruzeiro em setembro, o Timão se isolou na galeria dos campeões do torneio feminino. As Brabas levantaram a taça pela sexta vez consecutiva. Desde que o Brasileirão Feminino foi retomado pela CBF em 2013, mais da metade dos títulos pertence às jogadoras do Parque São Jorge. Os outros campeões são Centro Olímpico (2018), Ferroviária (em 2014 e 2019) Rio Preto (2015), Flamengo (2016) e Santos (2017). Na Copa Libertadores, as Brabas também mantiveram a soberania, ao faturarem o terceiro título seguido, o sexto no torneio continental (2017, 2019, 202, 2023 e 2024 e 2025). A equipe alvinegra é a que detém maior número de títulos na Libertadores Feminina, criada em 2009.
O estado de São Paulo continua a ser o principal polo do futebol de mulheres no país. Prova disso é que além de Corinthians, São Paulo e Palmeiras ficaram entre os semifinalistas. Mas o que marcou em 2025 foi a constelação vinda de Minas Gerais, comandada pelo técnico Jonas Urias, que brigou diretamente pelo título. As Cabulosas – apelido do time feminino do Cruzeiro – balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança.
As Cabulosas balançaram a hegemonia corintiana ao terminar a primeira fase do Brasileirão na liderança. No primeiro jogo da final, elas empataram com as Brabas (2 a 2), mas na partida da volta deixaram escapar o título após derrota por 1 a 0 em São Paulo – Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF
A equipe mineira seguiu surpreendendo ao empatar com as Brabas (2 a 2) no jogo de ida da final. No entanto, na partida de volta, as Cabulosas deixaram escapar o título com revés de 1 a 0 na Neo Química Arena, na capital paulista. Pela campanha ao longo da temporada, o Cruzeiro passou ser temido pelos demais clubes. Há que adicionar à campanha do time mineiro a presença festiva e marcante da torcida nos jogos, principalmente como mandante
Mais uma pitada na rivalidade Cabulosas x Brabas foi a eliminação do Cruzeiro pelo Corinthians na Copa do Brasil feminina, ainda na terceira fase da competição, que retornou ao calendário nesta temporada, após hiato de oito anos. Nas quartas de final, o Corinthians foi eliminado pelo São Paulo, que seguiu até às semifinais ao lado de Bahia, Palmeiras e Ferroviária. As Palestrinas e as Guerreiras Grenás fizeram a final do torneio em Araraquara (SP), e o Verdão levou a melhor por 4 a 2, conquistando o título inédito na competição. Destaque da decisão do título e da temporada palmeirense foi a atacante Amanda Gutierres, que brilhou na artilharia do clube com 24 gols no ano.
Artilheira das Palestrinas com 24 gols na temporada 2025, Amanda Gutierres está de mudança para os Estados Unidos, onde atuará pelo Boston Legacy – Fabio Menotti/Palmeiras/Direitos Reservados
A mesma Amanda Gutierres foi decisiva na conquista do tetracampeonato do Palmeiras no Paulistão. Ela balançou a rede na goleada (5 a 1) do Verdão sobre o Corinthians, que não conseguiu inverter o placar agregado no jogo de volta. Amanda se despediu da equipe paulista para jogar no Boston Legacy, dos Estados Unidos. Ainda no cenário alviverde é importante destacar que 2025 foi o ano de saída da técnica Camilla Orlando para a seleção brasileira Sub-20 e chegada de Rosana Augusto, ex-jogadora do Palmeiras. Rosana estava no Flamengo, que a dispensou em outubro. No mesmo mês ela assumiu o comando técnico das Palestrinas e afinada com a equipe encerrou 2025 com mais dois títulos no currículo.
Séries A2 e A3
A TV Brasil transmitiu a série A1 e também as fases finais das séries A2 e A3. Na segunda divisão, o Santos foi campeão ao derrotar o Botafogo por 2 a 1 no placar agregado. Além das Sereias da Vila (apelido do time feminino do Santos), Botafogo, Fortaleza e Atlético-MG também subiram para a elite do futebol feminino em 2026. A próxima edição do Brasileirão contará com 18 times, dois a mais que em 2025.
Na série A3, o Atlético conquistou o primeiro título nacional da história do futebol do Piauí. O time sagrou-se campeão ao vencer o Vila Nova (ES) na partida de volta por 4 a 0. No jogo de ida, o Tricolor piauiense perdeu por 2 a 1, mas se recuperou com direito a goleada no embate da volta em casa, no Estádio Albertão, em Teresina.
Depois de um 2024 marcado pela medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, a seleção feminina continuou subindo degraus importantes que consolidam o trabalho do técnico Arthur Elias à frente da equipe e o lugar de respeito perante o mundo. Em 2025, a seleção foi campeã pela nona vez da Copa América feminina após derrotar a Colômbia nos pênaltis.
Emocionante, o jogo final foi embalado pela rainha Marta e por uma inspirada goleira Lorena. Após empate na prorrogação (4 a 4), o Brasil garantiu a vitória nas penalidades. O torneio aconteceu em Quito, no Equador.
Ao longo do ano, a seleção também realizou partidas amistosas com seleções de peso. No segunda partida do ano contra os Estados Unidos, o Brasil cravou vitória inédita sobre as líderes do ranking mundial, na casa das adversárias, pelo placar de 2 a 1. No primeiro embate, a seleção perdeu por 2 a 0.
Depois da Copa América, outros amistosos provaram a boa fase da Amarelinha que cravou vitórias sobre a Inglaterra (2 a 1), Itália (1 a 0) e Portugal (5 a 0). Nem mesmo a derrota para Noruega (3 a 1) no penúltimo amistoso do ano apagou a temporada exitosa da seleção. Ao todo, foram nove amistosos, seis vitórias e três derrotas.
Bases da seleção
No Mundial Sub-17 feminino, realizado no Marrocos, a seleção comandada pela técnica Rilany Silva terminou em quarto lugar, depois de perder para o México a disputa pela 3ª posição. O resultado é considerado histórico, pois foi a primeira vez que o Brasil alcançou as semifinais da competição.
Seleção feminina sub-17 encerrou o Mundial em Marrocos com um inédito quarto lugar. Na disputa pelo bronze, após empate em 1 a 1 com o México no tempo regulamentar, a Amarelinha foi superada por 3 a 1 na cobrança de pênaltis – Reprodução Instagram/seleção de base
Já a equipe Sub-20 trocou de comando em junho, quando a técnica Camilla Orlando foi anunciada – ela continuou treinando o Palmeiras, paralelamente, até outubro. A estreia foi em novembro, com empate sem gols contra a Argentina e com goleada (7 a 0) sobre o Paraguai, ambos jogos amistosos. A seleção sub 20 tem como principal objetivo em 2026 o Sul Americano da categoria.
Central Julia Kudiess é eleita a 5ª melhor jogadora do vôlei mundial
A central Julia Kudiess, do Minas Tênis Clube, foi apontada no último sábado (27) como 5ª melhor jogadora de vôlei do mundo pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB). A atleta de 22 anos de idade brilhou defendendo a seleção brasileira na Liga das Nações (VNL) e no Mundial deste ano, competições nas quais foi a maior bloqueadora.
Em postagem nas redes sociais, a FIVB destacou a competência de Julia como bloqueadora, mas também citou outras competências da jogadora: “Deslizamentos mortais e ataques em ritmo fulminante a tornam uma ameaça constante: eficiente, inteligente e destemida. Com apenas 22 anos, ela já conquistou o coração dos fãs, a confiança das companheiras de equipe e a admiração de técnicos e adversárias do mundo todo”.
No one blocked more in 2025. A wall with timing, instinct and authority, Julia finished as the top blocker at #VNL2025 🥈 and #WWCH2025 🥉, and continues to lead the charts in the #Superliga 🇧🇷with her formative club, @MinasTenisClube.
A FIVB está anunciando no decorrer dos últimos dias a relação de melhores atletas da temporada. Entre as mulheres ainda faltam ser divulgados os nomes das três primeiras colocadas, e existe a expectativa de que mais uma brasileira apareça na relação, a ponteira Gabi Guimarães.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – Dnit liberou o tráfego de alguns veículos na região do Igarapé Santa Luzia, na Br 364 onde a força das águas ameaça apartar a estrada. Os carros pequenos ,ônibus e caminhões vazios podem passar mas os caminhões com cargas vão ter que esperar até que um serviço seja executado no local.
“Vamos fazer um colchão de pedra e vamos colocar um bueiro provisório e fazer um pare e siga . Por enquanto só carro está passando e depois os caminhões vazios e ônibus . Até podermos liberar para caminhões com carga. O Santa Luzia subiu muito e o pessoal constrói as casas e vão aterrando e com isso acaba dando problema e acaba passando por cima. Vem com muita força e os bueiros não estão dando vazão. Tem uma quantidade enorme de açudes ao lado da estrada e isso acaba forçando muito mais a barra”, disse Ricardo Araújo, superintendente do Dnit no Acre.
BR-364 é interditada após risco de desmoronamento em Cruzeiro do Sul
Após risco de desmoronamento, a BR-364 foi interditada nas proximidades da Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul (AC), após o avanço do igarapé sobre a rodovia. As fortes chuvas registradas neste domingo (28) provocaram a abertura de um buraco no meio da pista, oferecendo risco iminente aos motoristas que trafegavam pelo local.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar interrompeu o fluxo de veículos para garantir a segurança e acionou a Polícia Rodoviária Federal, que já se encontra no local. Um senhor que passava pelo local percebeu o perigo a tempo e conseguiu sinalizar a via, evitando a ocorrência de acidentes.
Um vídeo enviado à redação do site Juruá Comunicação mostra o buraco formado no meio da estrada e, ao lado, o igarapé, evidenciando o risco de agravamento dos danos e até de colapso da pista. O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ricardo Araújo, informou que já está ciente da situação e que equipes estão sendo mobilizadas para atuar no local.
Com a interdição, Cruzeiro do Sul e as demais cidades do Vale do Juruá ficam isoladas do restante do Acre, uma vez que a BR-364 é a única ligação terrestre da região com o restante do Estado.
Presa na Itália, Carla Zambelli é agredida por outras detentas e transferida de cela, afirma defesa
Presa na Itália, Carla Zambelli teria sido agredida por outras detentas, de acordo com declarações feitas por sua defesa ao Metrópoles. Após os episódios, a ex-deputada federal teria sido transferida não apenas de cela, mas também de andar dentro da unidade prisional. A mudança ocorreu após a equipe alegar risco à integridade física. Segundo a equipe, as agressões teriam ocorrido por conta das trocas de detentas na cela.
Durante o culto evangélico Grande Clamor pelo Brasil, o senador Magno Malta trouxe a história à tona, pediu orações e afirmou que a ex-deputada federal teria sido alvo de agressões enquanto esteve presa no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Segundo ele, Zambelli teria relatado os episódios durante uma visita e afirmou ter sido agredida ao menos três vezes entre julho e agosto.
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Carla Zambelli durante audiência online na Câmara dos DeputadosReprodução: Internet
A defesa da ex-parlamentar se manifestou e afirmou ao Estadão que, na verdade, teriam ocorrido duas agressões. Ainda de acordo com a equipe jurídica, os episódios não chegaram a ser registrados formalmente junto às autoridades italianas. Os advogados explicaram que a ex-deputada enfrentou um cenário de instabilidade dentro da unidade prisional, atribuído à constante troca de detentas.
Ao Metrópoles, no entanto, o advogado Fábio Pagnozzi, que integra a defesa de Zambelli, confirmou que ela relatou as agressões e que, diante do risco à sua integridade física, foi solicitada a transferência de andar dentro do presídio. Com isso, a ex-deputada teria sido removida do térreo para um andar superior em razão dos episódios de agressão.
Carla Zambelli foi presa após deixar o Brasil por não cumprir a pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção ocorreu em 29 de julho, após determinação da Justiça italiana, que entendeu haver risco de fuga. Atualmente, a ex-parlamentar é alvo de um pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.
“Quero agradecer a Deus por essa oportunidade de servir a um clube gigante a nível mundial. Tenho recebido muito carinho das pessoas. Quero agradecer o presidente Osmar pela confiança, por acreditar em mim”
Sobre a responsabilidade de estar no comando do futebol de um dos maiores clubes do mundo, Marcelo Paz diz que com profissionalismo e entrega vai buscar resultados com a grandeza que o clube merece. “Quero me integrar o mais rápido possível com as pessoas do clube. Entender cada vez mais a loucura que é ser Corinthiano, e, claro, fazer parte desse bando de loucos. Quero ser transparente e verdadeiro em busca de resultados”.
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Marcelo Paz é o novo executivo de futebol do CorinthiansReprodução/X: @corinthians
“A Nação Tricolor emocionou o Brasil e a América do Sul”, diz Marcelo PazFoto: Mateus Lotif/Fortaleza EC
Marcelo Paz é casado com Jade Romero, que é vice-governadora do Ceará , com quem teve 2 filhos. O casal tem, também, filhos de outros relacionamentos. Questionado pela jornalista Patrícia Calderón, como vai ficar a agenda familiar, em meio aos inúmeros compromissos oficiais do casal, foi direto. “Ponte aérea não vai existir por enquanto. Estou indo para o Corinthians trabalhar e fixar residência em São Paulo. A família fica em Fortaleza, e a ponte aérea será mais deles irem pra São Paulo. Creio que não será problema e a minha família estará o mais tempo possível comigo. Amo meus filhos, minha esposa e eles entendem que é um passo que preciso dar no momento ”
Questionado quando se muda para São Paulo, o empresário disse que ainda não acertou a agenda.
Durante a entrevista, agradeceu ao time e aos torcedores do Fortaleza, além de deixar claro a necessidade do novo ciclo profissional. “Quero encontrar em breve a massa corinthiana, em Itaquera. Quero cantar o “Poropopó” com a galera e buscar ganhar jogos, é isso que dá alegria ao torcedor”.
Corinthians fez o anúncio nas páginas oficiais do clube
“Marcelo Paz assume o cargo com o objetivo de fortalecer os processos internos, contribuindo com sua experiência em gestão esportiva, planejamento estratégico e desenvolvimento de projetos, além de aprimorar a integração entre as categorias de base e o futebol profissional do Corinthians”, afirmou comunicado do clube paulista. Osmar Stabile, presidente do Corinthians, elogiou Paz e sua “visão moderna de gestão e capacidade comprovada de liderança”.