sexta-feira, 20 fevereiro, 2026
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Portugal vai às urnas para eleger presidente neste domingo

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Portugal vai às urnas para eleger presidente neste domingo


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Eleitores portugueses vão às urnas neste domingo (18) para escolher o sucessor do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já exerceu dois mandatos de cinco anos. Portugal vai às urnas para eleger presidente neste domingo | Cidade AC News – Notícias do AcrePortugal vai às urnas para eleger presidente neste domingo | Cidade AC News – Notícias do Acre

A votação teve início às 8h da manhã do horário local ─ 5h da manhã em Brasília. O encerramento será às 19h em Portugal Continental e Ilha da Madeira, e às 20h nos Açores ─ 16h e 17h no Brasil.   

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Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, 21% dos eleitores votaram até as 12h no horário local ─ 9h em Brasília. 

Esta é a eleição presencial com maior número de candidatos a presidente já realizada em Portugal, com 11 concorrentes, e haverá segundo turno se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos. Nesse caso, o novo pleito será em 8 de fevereiro.

A última vez em que as eleições portuguesas para presidente tiveram segundo turno foi em 1986.

Entre os candidatos com mais intenções de voto nas sondagens eleitorais estão Luís Marques Mendes (PSD), António José Seguro (PS), André Ventura (Chega), José Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) e Henrique Gouveia e Melo (Independente). 

A posse do próximo presidente da República será em 9 de março, data que tem sido a mesma desde 1986. 

*Com informações da RTP

Brasil no Mundo traz debate neste domingo sobre Venezuela, Irã e EUA

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Brasil no Mundo traz debate neste domingo sobre Venezuela, Irã e EUA


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A TV Brasil leva ao ar uma edição inédita do programa Brasil no Mundo neste domingo (18), às 19h30. No estúdio no Rio de Janeiro, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem o professor e diretor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Eduardo Serra.Brasil no Mundo traz debate neste domingo sobre Venezuela, Irã e EUA | Cidade AC News – Notícias do AcreBrasil no Mundo traz debate neste domingo sobre Venezuela, Irã e EUA | Cidade AC News – Notícias do Acre

O programa vai tratar dos principais conflitos em andamento no mundo: a ação dos Estados Unidos na Venezuela e a crescente tensão do país com o Irã.

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O professor Eduardo Serra é formado em Engenharia Industrial pela UFRJ com especialização em Planejamento Econômico pela Warsaw School of Economics (SGPiS), de Varsóvia. Fez mestrado em Engenharia de Produção pela UFRJ e doutorado em Engenharia Oceânica também pela UFRJ. Atualmente é professor associado no Curso de Relações Internacionais do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ.

Sobre a produção

O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige. Conduzido pelos jornalistas especialistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.

Com exibição semanal na TV Brasil sempre aos domingos, às 19h30, o programa tem duração de uma hora.

O conteúdo também poderá ser visto no app TV Brasil Play e no YouTube da emissora.

Na Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico

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Na Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico


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Alvo recentemente de ações militares dos Estados Unidos com objetivo de promover mudanças de poder a partir da retirada de Nicolás Maduro da presidência, a Venezuela também sofre há anos os efeitos de sanções econômicas impostas pelo governo norte-americano, chamadas de Medidas Coercitivas Unilaterais.  Na Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico | Cidade AC News – Notícias do AcreNa Venezuela, sanções dos EUA contribuíram para colapso econômico | Cidade AC News – Notícias do Acre

Estudos apontam que cercos econômicos prolongados têm sido cada vez mais utilizados como arma de política externa para pressionar ou derrubar determinados governos. O roteiro se repete em outros países, como o Irã.  

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Para entender como essas sanções fragilizam as economias e o tecido social desses países, a Agência Brasil conversou com especialistas e analisou estudos científicos e relatórios das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. 

A economista e socióloga Juliane Furno, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), destaca que o objetivo das sanções é “asfixiar experiências políticas que fogem ao controle dos países imperialistas” , buscando gerar uma onda de descontentamento social que possa refletir em uma mudança de regime. 

Dona das maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela é alvo de medidas econômicas dos Estados Unidos sob o argumento de proteção dos direitos humanos, defesa de democracia e combate ao narcotráfico. 

O embargo econômico 

O bloqueio financeiro e comercial contra a Venezuela obstruiu o financiamento da indústria petroleira; impôs restrições para o refinanciamento da dívida do país; dificultou as transações monetárias no mercado mundial; e congelou os ativos venezuelanos no exterior – ou os transferiram para o controle da oposição. 

O bloqueio de ativos da Venezuela também foi adotado por Portugal e Reino Unido. O Banco Central da Inglaterra confiscou 31 toneladas em ouro da Venezuela avaliados em US$ 1,2 bilhões. 

Washington colocou sob suspeita todas as transações vinculadas à Venezuela, o que levou ao bloqueio de canais financeiros com instituições de outras nações. 

Proibiu-se, ainda, o pagamento dos dividendos ao governo venezuelano provenientes da empresa Citgo, principal filial da estatal petroleira PdVSA no exterior. A Citgo foi liquidada pela justiça dos EUA, no final de 2025, para servir de ativo para os credores internacionais da Venezuela. A medida foi classificada por Caracas como “roubo”. 

A crise econômica da Venezuela 


Refugiados, Venezuelanos, Crise
REUTERS/Ricardo Moraes

Refugiados venezuelanos – Reuters/Ricardo Moraes/ Direitos Reservados

Na Venezuela, a recessão de 2013 a 2022 consumiu cerca de 75% do PIB, impulsionando a imigração de mais de 7,5 milhões de pessoas, o que representa cerca de 20% da população do país. 

Especialistas divergem em relação à responsabilidade dos governos chavistas e das sanções dos EUA para a crise do país sul-americano. 

Enquanto a recessão no país começou no segundo semestre de 2014, na esteira da crise dos preços do petróleo, as primeiras sanções abrangentes contra a Venezuela foram adotadas em agosto de 2017. Era o primeiro governo de Donald Trump, que restringiu o acesso da Venezuela ao mercado financeiro norte-americano. 

Novas sanções foram aplicadas aos comércios de ouro, minérios, petróleo e diesel, entre 2018 a 2020. Além disso, o governo norte-americano aplicou sanções para empresas de outros países que negociavam com a Venezuela, medida chamada de sanções secundárias. 

O economista venezuelano Francisco Rodríguez, professor da Universidade de Denver e crítico dos governos chavistas, reconhece o peso da gestão interna para a recessão do país antes de 2017. No entanto, pondera que o embargo econômico teve papel signficativo para o aprofundamento da crise. 

“Dizer que os venezuelanos estão fugindo unicamente por causa do regime de Maduro não passa de uma mera retórica que ignora a questão fundamental: o impacto das sanções nas condições de vida”, diz o especialista. 

As pesquisas do professor apresentam evidências que mostram “decisivamente que as sanções têm sido um dos principais fatores que contribuíram para o colapso econômico da Venezuela”, que levaram ao declínio dos padrões de vida observado desde 2012. 

Para Rodríguez, as sanções influenciaram os padrões migratórios ao interromperem as receitas do petróleo, que na Venezuela são usadas para financiar as importações de outros setores. 

“A reimposição de sanções de pressão máxima levaria a uma emigração estimada em 1 milhão de venezuelanos adicionais nos próximos cinco anos, em comparação com um cenário base sem sanções econômicas”, calculou o economista no final de 2024, diante da expectativa de endurecimento de sanções com o início do segundo governo Trump. 

O colapso da indústria petroleira 


Petróleo na Venezuela
FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo

Petróleo na Venezuela  – Reuters/Carlos Garcia Rawlins/Proibida reprodução

A economista Juliane Furno acredita que a crise venezuelana pode ser explicada por dois fatores principais: a queda do preço do barril de petróleo e as sanções internacionais. 

“A Venezuela é um país rentista petroleiro. Mais de 95% das receitas de exportação vêm do petróleo. Em 2014 o barril do petróleo amargou uma redução de quase 70%. Isso explica a queda do PIB e o início do desabastecimento”, afirmou. 

Furno acrescenta que as sanções agravaram o quadro: tanto as diretas, que dificultaram as importações, quanto as indiretas, que desestimularam outros país e empresas a fazerem negócio com a Venezuela. 

De uma retração do setor petrolífero de 11,5% experimentada em 2017, o índice aumentou para 30,1% em 2018 – primeiro ano após a imposição do bloqueio financeiro. A diferença implicou na perda de US$ 8,4 bilhões em divisas necessárias para a manutenção das importações do país, aponta pesquisa do economista Jeffrey Sachs

Inflação 

Publicada pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas (Cepr), sediado em Washington, o estudo considera que a perda bilionária de divisas e receitas em decorrência do bloqueio foi “muito provavelmente” o principal fator que empurrou a economia de sua inflação alta, quando as sanções de agosto de 2017 foram implementadas, para a hiperinflação que se seguiu.  

A hiperinflação na Venezuela se consolidou, oficialmente, em dezembro de 2017. 

A economista Juliane Furno acrescenta que a situação piorou ainda mais a partir de 2019, com o bloqueio das reservas em ouro e com a proibição da Venezuela acessar o principal mercado consumidor do seu petróleo, os Estados Unidos. 

O secretário de Segurança Nacional norte-americano, Jonh Bolton, calculou que a proibição do comércio do petróleo da Venezuela resultaria na perda de mais de US$ 11 bilhões em receitas de exportação em 2020. 

A professora da Uerj ressalta que a prova do peso das sanções é que a economia venezuelana começou a se recuperar a partir de 2022, no governo de Joe Biden, quando foram relaxadas algumas medidas.   

Segundo dados da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), ligada à ONU, a Venezuela apresentou um crescimento de 8,5% do PIB em 2024 e de 6,5% em 2025.

Estados Unidos 


Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado durante manifestação em Santiago
03/01/2026 REUTERS/Pablo Sanhueza

Manifestante segura cartaz com a imagem da líder da oposição venezuelana María Corina Machado – REUTERS/Pablo Sanhueza/Proibida reprodução

As sanções econômicas contra a Venezuela são adotadas sob o argumento de pressionar Caracas para inibir violações de direitos humanos, levar a democracia para o país ou mesmo combater o narcotráfico internacional. 

A lei que viabilizou o atual bloqueio foi aprovada em dezembro de 2014, ainda sob o governo do democrata Barack Obama, cerca de um mês após o início de uma onda de protestos contra Nicolás Maduro conhecidos como “A Saída”, que pregavam a destituição do presidente. 

Em março de 2015, Obama edita a Ordem Executiva 1.692 que declara “emergência nacional” nos Estados Unidos sob a justificativa de que a Venezuela representa uma ameaça “incomum e extraordinária” para a segurança, autorizando o presidente a impor sanções econômicas contra o país sul-americano. 

 

Botucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan

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Botucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan


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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início neste domingo (18) à campanha de vacinação em massa contra a dengue na cidade paulista de Botucatu, com o uso da vacina Butantan-DV. O imunizante é o primeiro do mundo em dose única que previne contra a arbovirose, com tecnologia 100% nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan.Botucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan | Cidade AC News – Notícias do AcreBotucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan | Cidade AC News – Notícias do Acre

O estudo é desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e pelo Instituto Butantan.

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Ao todo, o Ministério da Saúde decidiu vacinar a população de 15 a 59 anos de três municípios inteiros, antes de levar o imunizante para todo o Brasil. O objetivo é avaliar a efetividade da imunização, o impacto na população e a circulação do vírus na comunidade.

“Esse é o primeiro passo da vacina do Butantan no nosso calendário de vacinação da dengue”, declarou o ministro, neste domingo.

Estratégia piloto

Além de Botucatu, a estratégia piloto é realizada, a partir deste fim de semana, nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).

De acordo com o Ministério da Saúde, as cidades foram escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes, pelo histórico de vacinação e pela proximidade a outras grandes regiões metropolitanas.

O ministro Padilha confirma que a meta é ter 40% da população vacinada na faixa etária estabelecida pelo Ministério da Saúde.

“Nossa meta é chegar o mais rápido possível a cobrir essa população de 15 a 59 anos e, com isso, confirmar o que os estudos projetam. Se a gente chegar a 40 a 50% da população vacinada, além de proteger cada indivíduo que se vacina, essa vacina tem um forte impacto no controle da doença na cidade como um todo.”

Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG).

O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan. 

Botucatu

Esta é a segunda vez que o município de Botucatu realiza uma vacinação em massa para avaliar a efetividade de uma vacina. Em maio de 2021, teve início na cidade a vacinação  contra a covid-19 com uma dose do imunizante produzido pelos laboratórios AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. À época o esquema vacinal teve impacto positivo nas internações hospitalares.

Para a escolha de Botucatu, o ministro da Saúde explicou que pesou o fato de o estado de São Paulo ter sido a unidade da federação que mais concentrou casos de dengue no ano passado e também onde teve maior circulação do dengue tipo 3.


Botucatu (SP), 18/01/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, iniciou a vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS

Vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foto: Walterson Rosa/MS

“Como circulou dengue tipo 3 aqui, no estado de São Paulo, é uma grande oportunidade para a gente avaliar o impacto que essa vacina vai ter na dengue tipo 3, na possibilidade de controlar rapidamente a dengue na cidade.”

A prefeitura disponibilizou 28 pontos de vacinação, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos. 

Para evitar aglomerações, a recomendação é que as pessoas de 35 a 59 anos compareçam à sua unidade de saúde de referência pela manhã (8h às 12h30), e jovens de 15 a 34 anos, no período da tarde (12h30 às 17h). Os menores de 18 anos deverão estar acompanhados por um responsável legal.

Os locais de vacinação contra a dengue estão disponíveis no site da prefeitura de Botucatu.

 

Vacina nacional

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protege contra os quatro sorotipos da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

O estudo clínico do imunizante Butantan-DV comprovou eficácia de 74% contra casos gerais de dengue, de mais de 91% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações por dengue. Esse estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2024, com mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros.

O primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo adota a tecnologia de vírus vivo atenuado e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina internacional QDenga, de produção japonesa, com esquema de duas doses. Neste caso, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

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Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única


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As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única | Cidade AC News – Notícias do AcreCidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única | Cidade AC News – Notícias do Acre

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

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Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por  médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.

Entenda as liquidações do Banco Master e da Reag

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Entenda as liquidações do Banco Master e da Reag


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As liquidações do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15) revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).Entenda as liquidações do Banco Master e da Reag | Cidade AC News – Notícias do AcreEntenda as liquidações do Banco Master e da Reag | Cidade AC News – Notícias do Acre

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, segundo investigadores, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.

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As investigações da PF e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional. A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições.

1. Como funcionava o esquema financeiro

  •      Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações.
  •      Banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.
  •      Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados.
  •      Banco Central identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões.
  •      Dinheiro circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais.

2. Esquema de pirâmide

  •      Para adiar a inadimplência, o banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos.
  •      Novos CDBs eram usados para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi (pirâmide financeira).
  •      Master chegou a oferecer CDBs de até 140% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), nível considerado insustentável.
  •      Com as primeiras suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024, a captação secou e o caixa entrou em colapso.

3. Venda de carteira ao BRB

  •      Em busca de liquidez, o Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno.
  •      Operação existia apenas contabilmente, sem pagamento ou crédito real.
  •      BC analisou CPFs da carteira e concluiu que as operações não existiam.
  •      Mesma carteira foi revendida ao BRB por R$ 12 bilhões após manipulação da taxa de juros.
  •      Em setembro, Banco Central barrou a tentativa de venda de parte do Banco Master ao BRB.
  •      Proposta de venda do Master ao BRB, segundo a investigação, buscava fundir balanços e diluir a fraude em um banco público.

4. Intervenção e liquidação

  •      Banco Central limitou a captação do Master a 100% do CDI, paralisando o crescimento.
  •      Desde abril de 2025, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) passou a cobrir CDBs vencidos por meio de linha emergencial.
  •      Controlador tentou aportar recursos com a venda de ativos pessoais, sem sucesso.
  •      Banco foi liquidado quando não conseguia pagar nem 15% dos vencimentos semanais.

5. Papel da Reag Investimentos

  •      Fundos administrados pela Reag aparecem como peça central na sustentação do esquema.
  •      Reag é suspeita de facilitar constituição de empresas laranja para emprestar a fundos
  •      Fundos são investigados por supostamente terem valorizado ativos fictícios e pulverizado recursos.
  •      Posterior liquidação da gestora pelo BC é vista como desdobramento direto do caso Master.
  •      Após segunda fase da Operação Compliance Zero, BC decreta liquidação da Reag Investimentos

6. Tensão entre órgãos públicos

  •      Embora concentre apenas 0,5% dos ativos do sistema financeiro, a liquidação do Master desencadeou tensões entre órgãos públicos.
  •      Liquidação gerou questionamentos simultâneos no STF, TCU e no Congresso sobre decisões técnicas do BC.
  •      BC chegou a acordo com TCU para inspeção de documentos, desde que não comprometam sigilo bancário e prerrogativas da autoridade monetária.
  •      Ministro Dias Toffoli, do STF, que assumiu ações judiciais relacionadas ao Master, tentou fazer acareação que incluiria diretor de Fiscalização do BC, mas desistiu e mandou PF colher apenas depoimentos adicionais de Vorcaro e do ex-presidente do BRB.
  •      Após determinar que todo o material apreendido pela PF na Operação Compliance Zero ficasse custodiado no STF, Toffoli autorizou a análise pela Polícia Federal, com apoio da Procuradoria-Geral da República.

7. Impacto para os clientes

  •      Com a liquidação do Master, cabe ao FGC, fundo formado por recursos dos bancos, ressarcir cerca de 1,6 milhão de clientes.
  •      FGC estima desembolsar cerca de R$ 41 bilhões, cerca de um terço do patrimônio do fundo.
  •      Valor é o maior resgate da história do fundo, limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
  •      Pagamento depende da consolidação da lista de credores pelo liquidante, o que ainda não foi feito dois meses após a liquidação.
  •      Fundos da Reag não têm proteção do FGC, mas cotistas podem escolher outra gestora para administrar recursos.
  •      18 fundos de pensões estaduais e municipais que investiram R$ 1,86 bilhão em fundos do Master e em Letras Financeiras não serão ressarcidos porque esses investimentos não são cobertos pelo FGC

8. Por que caso é histórico?

  •      Episódio expôs falhas de fiscalização, uso indevido de fundos e pressão nas instituições.
  •      Escândalo levanta dúvidas sobre auditorias, agências de rating, que atestavam a saúde financeira do Master, e os limites da supervisão financeira.
  •      Caso deve tornar-se referência para mudanças regulatórias e para o debate sobre governança no mercado financeiro.

 


Brasília (DF), 18/01/2026 - Arte Banco Master. Arte Agência Brasil

 

Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado

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Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado


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O ar-condicionado pode representar até 40% do consumo residencial nos meses mais quentes, a depender do modelo, da potência e do tempo de uso, segundo estimativas do setor elétrico. Mas, com algumas escolhas simples, ele pode ser um aliado do consumidor na conta de luz, e não um vilão.Saiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado | Cidade AC News – Notícias do AcreSaiba como gastar menos com o uso do ar-condicionado | Cidade AC News – Notícias do Acre

O especialista em pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Gree, maior fabricante de aparelhos de ar-condicionado do mundo, com sede em Zhuhai, China, Romenig Magalhães, compartilhou, em entrevista à Agência Brasil, algumas dicas para economizar. 

Escolha da tecnologia

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Aparelhos com tecnologia avançada, do tipo inverter, que oferecem maior controle sobre o consumo, podem se traduzir em menos desperdício de energia. Segundo Magalhães, essa tecnologia pode provocar redução de até 40% no consumo residencial em dias mais quentes.

Os eletrodomésticos com tecnologia inverter operam com maior eficiência, já que contam com dispositivos que otimizam o funcionamento, evitando picos de energia provocados pelo efeito de desligar e ligar o motor de tempos em tempos, o que favorece a economia de energia e prolonga a vida útil do aparelho.

Na prática, o custo de manter o equipamento ligado depende da potência do produto em BTUs, que é a sigla para eficiência energética e tempo de uso. Um equipamento residencial de 9 mil a 12 mil BTUs pode consumir entre 15 quilowatts-hora (kWh) e 45 kWh por mês, em uso moderado. 

Os modelos mais antigos, não dotados da tecnologia inverter, podem ultrapassar esse patamar com facilidade, especialmente em períodos de bandeira vemelha, o que se reflete de forma direta no orçamento das famílias. 

Selo do Inmetro

Outro requisito importante é o selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia, Quialidade e Tecnologia (Inmetro), que atesta que a classificação A, que tem menor consumo e, consequentemente, menor impacto no bolso do consumidor. 

Cuidados com o aparelho

Segundo Magalhães, devem também ser levados em conta o ambiente onde está instalado o ar-condicionado e a forma de utilização.

Por exemplo, manter portas e janelas fechadas durante o uso e proteger o local contra o sol e o calor, por meio de cortinas e persianas são pontos positivos. 

A manutenção deve também estar em dia, salientou Magalhães, tendo em vista que filtros limpos e revisões periódicas evitam perda de eficiência. 

Escolha da temperatura

De acordo com Magalhães, uma temperatura entre 23 e 25 graus no controle remoto é adequada para o ser humano e pode ajudar na economia.

“Dá equilíbrio para que a pessoa sinta um ambiente mais confortável e também faz bem à saúde. Vai ser uma temperatura de conforto térmico para o ambiente”. 

Por outro lado, quanto mais baixa for a temperatura, maior vai ser o consumo de energia.

“A temperatura na faixa de 16 graus a 20 graus vai consumir muita energia e acaba causando um desconforto térmico, o ar fica muito seco no ambiente, há baixa umidade do ar”.

Outra dica dada pelo especialista em P&D é utilizar a função “Sono” do ar-condicionado, que estabelece uma temperatura mais equilibrada durante a noite.

“A temperatura vai aumentando de maneira gradual e, ao despertar, o nível de consumo do aparelho vai estar bem mais baixo, sem impacto na conta de energia”.

Lucas Pinheiro é prata em Copa do Mundo de Esqui Alpino, na Suíça

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Lucas Pinheiro é prata em Copa do Mundo de Esqui Alpino, na Suíça


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O esquiador brasileiro Lucas Pinheiro Braathen ficou em segundo lugar no slalom na etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino neste domingo (18), disputada em Wengen, na Suíça. Com o resultado foi o melhor já obtido por um brasileiro na competição e seu quarto pódio na temporada.Lucas Pinheiro é prata em Copa do Mundo de Esqui Alpino, na Suíça | Cidade AC News – Notícias do AcreLucas Pinheiro é prata em Copa do Mundo de Esqui Alpino, na Suíça | Cidade AC News – Notícias do Acre

O brasileiro fechou a prova com o tempo de 1min46s46 na somatória das duas descidas. Na primeira, Lucas registrou 53s39; na segunda, Lucas foi ainda melhor: 53s07.

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No total, o esquiador ficou apenas 0,47 segundo atrás do campeão Atle Lie McGrath, da Noruega, que levou o ouro, com 1min45s99. Outro norueguês, Henrik Kristoffersen, foi bronze, com 1min46s80.

Às vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo, o brasileiro já soma três pódios. Além da medalha de hoje, ele foi ouro na prova de slalom na Finlândia; e prata em Alta Badia, na Itália, no slalom gigante.

Calderano fica com bronze em Doha após derrota para jovem chinês

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Calderano fica com bronze em Doha após derrota para jovem chinês


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O mesa-tenista brasileiro Hugo Calderano fechou neste domingo (18) a participação no WTT Star Contender de Doha, no Catar, conquistando a medalha de bronze. O atleta, número três do ranking mundial, foi derrotado na semifinal pelo chinês Wen Ruibo, de apenas 19 anos, na manhã deste domingo (horário de Brasília).Calderano fica com bronze em Doha após derrota para jovem chinês | Cidade AC News – Notícias do AcreCalderano fica com bronze em Doha após derrota para jovem chinês | Cidade AC News – Notícias do Acre

Com o placar final de 3 sets a 2 (9/11, 11/8, 9/11, 11/9 e 9/11), o asiático segue à final do torneio, e Calderano se garantiu no pódio.

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O Star Contender de Doha 2026 foi a segunda competição disputada por Calderano neste ano. Na semana passada, ele caiu na estreia do WTT Champions de Doha, que também foi realizado na Lusail Sports Arena, diante do alemão Dimitrij Ovtcharov.

 

Calderano disputa semifinal do Star Contender de Doha neste domingo

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Calderano disputa semifinal do Star Contender de Doha neste domingo


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O  mesatenista Hugo Calderano disputará uma das semifinais do WTT Star Contender de Doha (Catar) neste domingo (18), às 7h, horário de Brasília, contra o chinês Wen Ruibo.Calderano disputa semifinal do Star Contender de Doha neste domingo | Cidade AC News – Notícias do AcreCalderano disputa semifinal do Star Contender de Doha neste domingo | Cidade AC News – Notícias do Acre

O brasileiro se garantiu entre os quatro melhores do torneio depois de vencer nas quartas, por 3 sets a 1, neste sábado (17, o francês Simon Gauzy, ex-companheiro de clube. Os dois jogavam pela equipe alemã Liebherr Ochsenhausen.

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Mais cedo, nas oitavas, o brasileiro venceu o croata Tomislav Pucar por 3 a 0. A vitória ocorreu em apenas 18 minutos.

Ambos defenderam o clube alemão Liebherr Ochsenhausen por alguns anos

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