O Flamengo entra em campo nesta quinta-feira (19/02) atrás de sua primeira conquista em 2026 na primeira partida da grande decisão da Recopa Sul-Americana. O jogo será disputado no estádio La Fortaleza, do Lanús, equipe argentina que duela com o rubro-negro pelo título. O problema é que, em meio a disputa, a Argentina encara um greve geral, convocada por sindicatos após uma nova reforma trabalhista ser aprovada no Senado do país vizinho, que pode impactar diretamente o jogo.
Convocação de greve e voos entre Brasil e Argentina cancelados
A maior central sindical da argentina, a Central Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral a parti da 0h desta quinta-feira. Uma série de sindicatos ligados a serviços como transporte já aderiram a paralisação, incluindo os setores de trens e aeroportos.
Com isso, uma série de voos entre Brasil e Argentina foram cancelados hoje, impactando diretamente torcedores rubro-negros que tinham como destino o país para assistir a partida de ida da Recopa.
O governo argentino alertou à imprensa que, durante protestos e a paralisação, evitem “situações de risco” e informou que agirá em casos de “atos de violência” de manifestantes.
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Conmebol mantém jogo e Flamengo já está na Argentina
Apesar de setores essenciais paralisados e da situação tensa vivida no país, a CONMEBOL manteve a realização da partida para esta quinta-feira (19/02) no estádio do Lanús, localizado na província de Buenos Aires, às 21h30. Até o momento, a entidade mantém seu planejamento.
O Flamengo, por sua vez, também não recebeu qualquer comunicação oficial por parte da CONMEBOL e já está na Argentina desde a última terça-feira (17/02), onde tem mantido a rotina de treinos e preparação visando a decisão.
Entenda a revolta dos sindicatos
Na última semana, o Senado argentino aprovou o texto da reforma trabalhista enviada pelo governo do presidente Javier Milei que muda radicalmente a escala de trabalho. O projeto flexibiliza as jornadas de trabalho, que, segundo o novo entendimento, podem chegar até 12 horas diárias. Além disso, a reforma praticamente impede a realização de greves em serviços considerados essenciais, uma vez que há a necessidade de, no mínimo, 75% da capacidade de serviço.
Aprovado no senado, o texto começará a ser discuto na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19/02). Há a expectativa que o projeto já seja aprovado na próxima semana.










