A guerra no Oriente Médio voltou a ultrapassar fronteiras políticas e atingiu diretamente o esporte. Desta vez, a Fórmula 1 precisou adaptar sua operação às pressas. Devido às restrições no espaço aéreo da região, a Federação Internacional de Automobilismo suspendeu o tradicional toque de recolher no GP da Austrália, marcado entre os dias 6 e 8 de março.
A medida busca equilibrar o tempo de preparação das equipes após uma série de imprevistos logísticos. Cerca de mil funcionários tiveram as viagens alteradas. Parte do contingente desembarcou em Melbourne em voos particulares, alternativa encontrada para contornar o fechamento do espaço aéreo em países estratégicos na rota até a Austrália.
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O bloqueio ocorreu em meio à escalada dos ataques envolvendo Estados Unidos e Israel, o que comprometeu conexões importantes no Oriente Médio, região que funciona como eixo de ligação para deslocamentos entre a Europa e a Oceania.
Diante do cenário excepcional, a FIA optou por retirar as restrições de horário no paddock do circuito australiano. Assim, mecânicos e engenheiros poderão trabalhar sem limite de tempo na montagem e nos ajustes dos carros antes do início das atividades de pista.
O comunicado oficial foi divulgado nesta quarta-feira (4/3). A entidade classificou a decisão como consequência de “força maior”, citando as interrupções contínuas nas viagens e no transporte de equipamentos para o evento.
Na prática, os artigos B9.5.1a e B9.5.1b do regulamento esportivo não serão aplicados nesta etapa.
O chamado “Período Restrito 1” começa 42 horas antes do primeiro treino livre e termina 29 horas antes da sessão. Já o “Período Restrito 2” tem início 18 horas antes da atividade inicial de pista e se encerra quatro horas antes do treino.
Sem a limitação, as equipes ganham margem para reorganizar cronogramas e recuperar o tempo perdido na travessia até Melbourne. Em um campeonato definido por detalhes, qualquer hora extra pode representar vantagem decisiva na abertura da temporada.









