terça-feira, 17 março, 2026

“Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz

O ex-prefeito de Rio Branco e atual presidente do diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na capital, Marcus Alexandre, foi o entrevistado do programa Bar do Vaz na tarde desta terça-feira, 17. Durante o bate-papo, o dirigente partidário abordou diversos temas, entre eles as eleições gerais deste ano e a decisão tomada de candidatura no pleito estadual para uma cadeira na Assembleia Legislativa.

O presidente municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Marcus Alexandre, iniciou a entrevista falando sobre as dificuldades enfrentadas por pré-candidatos a cargos majoritários. Segundo ele, o momento é de intensa articulação nos bastidores e de avaliação estratégica para garantir a sobrevivência política.“O candidato majoritário nessa época agora está descabelado, porque ele tem que tomar providência de muita coisa. Então, se eu fosse um candidato majoritário, eu não estaria aqui com essa tranquilidade que eu estou hoje. Sendo pré-candidato a deputado estadual, ou seja, uma eleição proporcional, é claro que tem uma leveza maior do que você estar se preocupando com tudo. O majoritário, o candidato a governador ou ao Senado, tem que estar preocupado com as chapas de estadual, de federal, com posições, alianças. Não é o meu caso agora. Eu vou cumprir o que o meu partido está tomando de decisão. Mas não sou eu que estou à frente do processo”, afirmou.

Marcus Alexandre reafirmou sua pré-candidatura a deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e classificou a decisão como um “recomeço” em sua trajetória política.

“Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz | Cidade AC News – Notícias do AcreFoto: Sérgio Vale/ac24horas

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Durante a entrevista, o emedebista destacou que a definição foi tomada após um período de reflexão pessoal e diálogo com a família e amigos próximos. “Eu sempre tive coragem de tomar decisão. Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Então, eu sempre tive coragem de decidir. E as decisões da minha vida eu sempre convivi com elas. Quando eu segui a minha intuição, na maioria das vezes, o resultado foi positivo. Quando eu deixei de seguir a minha intuição, também não tive o resultado que esperava. Então, dessa vez, eu tomei uma decisão antecipada, reuni a minha família. Ano passado foi um ano de reflexão na minha vida, porque a família é a base de tudo. Quero aqui aproveitar e mandar um beijo para minha esposa e para os nossos filhos. Eu reuni com eles primeiro, depois com os amigos mais próximos, e tomamos a decisão de que a caminhada seria essa. Eu sei dos riscos, sei que ser candidato a deputado tem seus desafios, mas é um recomeço. E eu tenho humildade para dizer isso: é um recomeço”, comentou.

Marcus Alexandre, comentou sua relação política com o ex-senador Jorge Viana e afirmou que, mais do que vínculos pessoais, o sentimento que carrega é de gratidão. “Amor eu tenho pela Gisele, pela minha esposa, pelos meus filhos, pelo meu pai, pela minha mãe, pelo meu irmão. Amor é isso, é incondicional. O que eu nunca tirei do meu coração foi a gratidão”, declarou.

Marcus relembrou que, em 2012, quando foi candidato à Prefeitura de Rio Branco, era pouco conhecido e contou com o apoio de um projeto político que viabilizou sua candidatura. “Naquela ocasião, um projeto político me apoiou para ser candidato a prefeito. Pegaram um candidato pouco conhecido e ajudaram esse candidato. Claro que eu tive meu mérito, estudei Rio Branco, fui aos bairros, construí meu trabalho. Depois, na reeleição, já era a defesa da minha própria gestão, já tinha o que mostrar”, afirmou.

Arrependimento e desgaste político

O ex-prefeito também falou sobre a decisão de disputar o governo do Estado em 2018, quando concorreu ao Palácio Rio Branco em eleição vencida por Gladson Cameli. Segundo ele, trata-se de uma escolha da qual se arrepende. “Veio a decisão de 2018, que é uma decisão da qual eu me arrependo. Ali eu estava exercendo a gratidão. Era um nome que o grupo apoiou e entendeu que competia naquela ocasião. Foi a primeira decisão difícil”, disse.

Marcus acrescentou que outra decisão marcante foi aceitar compor como candidato a vice em um pleito posterior, classificando o momento como igualmente desafiador. “A segunda decisão difícil foi a de aceitar ser vice. Essa decisão foi tão difícil que, quando terminou a campanha, a amizade com o Jorge já não era mais a mesma. Foi uma caminhada que não foi boa para mim”, comentou.

“Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz | Cidade AC News – Notícias do AcreFoto: Sérgio Vale/ac24horas

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Marcus demonstrou felicidade no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). “Sou o segundo vice-presidente estadual. Então, eu sou da executiva estadual e sou o presidente municipal. Eu ocupo funções hoje que jamais teria ocupado em outras ocasiões. Então, eu me sinto respeitado, valorizado. Em todas as discussões eu sou chamado para dar opinião. Por estar na executiva, que é deliberativa, participo das decisões. Eu não tenho nenhum motivo para dizer qualquer coisa, a não ser agradecer ao MDB, aos dirigentes, aos cabeças-pretas e aos cabeças-grisalhas”, destaca.

O emedebista contou ainda que os gastos de uma campanha para deputado estadual podem chegar a R$ 900 mil, conforme o teto definido pela Justiça Eleitoral. “Uma campanha, como você diz que é pouco, que não tem o que gastar, tem sim. A previsão é o teto que o TRE define para as candidaturas, que eu acho que deve estar perto de 900 mil reais. Ainda não foi divulgado, né? Mas é claro que nós não vamos ter esse recurso. Eu não tenho nenhuma ilusão de que vai vir o teto para a campanha. E acredito que, se vier aí uns 20% ou 30%, já é muito. Então, é uma campanha em que essa questão estrutural traz uma dificuldade.”

Alexandre disse ainda que, caso fosse prefeito de Rio Branco, estaria apoiando a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Estado. “Se o governo tivesse nos apoiado naquela eleição, a nossa chance era muito maior, porque nós já estávamos liderando a pesquisa. Se o governo tivesse apoiado a nossa candidatura, talvez hoje eu fosse prefeito e já estaria apoiando a Mailza para o governo. Porque, se tem uma coisa que eu sei, é ser grato. Diferente do que ela está recebendo agora em gratidão pelo que fez pelo prefeito. Se tivessem me apoiado, hoje a posição era outra. Mas já passou, o passado ninguém reescreve”, declarou.

Marcus demonstrou confiança na candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo e afirmou que não se pode subestimar sua força política. “Não, não penso assim não, Vaz. Na política, quem subestima alguém já começa errado. Até porque a palavra diz que a humildade precede a honra e a soberba precede a queda. Tem muita gente que já se achou eleita e chegou no final e se decepcionou. Eu vivi isso em 2024. Estávamos vencendo as eleições até um mês antes, quando o Estado e a Prefeitura se juntaram e foram para os bairros. A gente viu o que aconteceu. Então, não se pode subestimar a força da máquina. A Mailza vai assumir o governo daqui a uns dias, será governadora no exercício do mandato. Isso já traz uma possibilidade muito grande. Vai ter a maior parte dos atores da política, dos partidos e das estruturas. Eu não sou desses que subestimam. Acho que ela tem muita chance. Nas conversas que tive com ela no MDB, posso dizer que é uma pessoa serena, que dá ouvido para a gente”, afirmou.

Marcus também fez críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom e afirmou que, na sua avaliação, a atual administração não apresenta os resultados esperados. “Não, não faz [um bom trabalho]. Porque, olha, o Bocalom recebeu a prefeitura da Socorro com dinheiro em caixa, sem dívida. Ele tinha tudo para fazer o trabalho que quisesse. Esse é o primeiro aspecto. Quando chegou no final do mandato, foi atrás de um empréstimo para lançar o programa Asfalta Rio Branco, tentando fazer em dois meses o que não tinha feito em quatro anos. E o povo ainda deu mais uma chance para ele. Eu não estou aqui me lamentando, porque já passou, ele ganhou a eleição, mas trabalhou com a esperança das pessoas. Entrou apressado, faltando dois ou três meses para a eleição. Tem rua em que tiraram o asfalto e até hoje não voltaram para colocar de novo”, declarou.

O ex-prefeito também questionou o uso de recursos oriundos de empréstimo. “Segundo o próprio secretário, foram gastos mais de R$ 100 milhões de um total de R$ 140 milhões, que é um empréstimo para ser pago em 20 anos. Nós vamos ter que pagar esse dinheiro. Não era recurso de arrecadação própria, era empréstimo, e a população vai arcar com isso ao longo dos anos”, afirmou.

“Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz | Cidade AC News – Notícias do AcreFoto: Sérgio Vale/ac24horas

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Foto: Sérgio Vale/ac24horas

Marcus Alexandre ainda comparou entregas de obras na área da educação e da saúde. “O Bocalom vai entregar a primeira creche agora, ali na Vila Acre. Na nossa gestão, construímos 14. As creches que aparecem na TV no início do ano letivo foram construídas na nossa gestão, na do Angelim e de outros prefeitos. Agora é a primeira que ele vai entregar. Nós construímos 28 postos de saúde. Ele entregou um e reformou, pintou os outros e retirou as placas”, disse.

Marcus disse ainda que pretende apoiar Sérgio Petecão ao Senado como forma de agradecimento pelo apoio recebido em 2024. “Na campanha para prefeito, quem andou comigo nos bairros, quem foi atrás de votos, foi o Petecão. Então, o primeiro nome que eu tenho que considerar é o dele, porque estava ao meu lado no sol e na chuva. Eu preciso considerar o nome do Petecão, senão estaria sendo ingrato com o que ele fez por mim”, afirmou.

Alexandre também demonstrou gratidão ao governador Gladson Cameli, ressaltando que, apesar das disputas eleitorais, sempre houve respeito na relação institucional. “Na chapa da Mailza, eu entendo que o nome principal é o do governador. Eu concorri contra ele em 2018. Terminou a campanha, voltei para a secretaria onde sou servidor há mais de 20 anos. Na época, o doutor Djalma assumiu o Tribunal de Justiça e pediu minha cessão. O Gladson poderia ter negado, mas autorizou. Em 2022, concorri contra ele novamente. Depois, fui convidado para trabalhar no TRE e, mais uma vez, ele autorizou minha cessão. Ele teve oportunidades de dificultar, mas nunca perseguiu ou constrangeu. Muito pelo contrário, sempre me tratou com respeito. Eu não tenho o que dizer do governador nesse aspecto. Está na chapa da Mailza, mas também preciso considerar o Petecão. Assim como considero o Gladson, que nas oportunidades que teve, atendeu aos pedidos que fiz”, declarou.

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