sexta-feira, 27 fevereiro, 2026

Especialista detalha fibromialgia, síndrome silenciosa revelada por Carol Castro

Carol Castro relatou, recentemente, como foi seu diagnóstico de fibromialgia. Segundo ela, a descoberta aconteceu por exclusão de outras doenças, já que não existe um exame específico que aponte para esse problema. Para entender melhor o assunto, a equipe do portal LeoDias entrevistou uma especialista.

A reumatologista titular da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Dra. Selma da Costa Silva Merenlender, explicou que a fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, caracterizada por dor difusa pelo corpo, afetando músculos e tendões, que perdura por mais de três meses e está associada à insônia, fadiga crônica, síndrome do intestino irritável com diarreia e dores de cabeça. Apresenta forte relação com distúrbios hormonais e depressão.

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Carol CastroReprodução TV Globo
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Carol Castro nunca fez procedimentos estéticosFoto/Instagram

“Pelo quadro de cefaleia crônica, ela pode ser confundida com sinusite, pois também pode causar sensibilidade à luz intensa. Também pode simular outras doenças neurológicas, como polineuropatias, esclerose múltipla, artrite reumatoide e lúpus. Os sintomas podem aparecer no corpo todo, especialmente nas articulações, com inchaços e sensação de choques”, explicou. No “Encontro com Patrícia Poeta”, da última quinta-feira (26/2), a atriz afirmou que chegou a receber diagnóstico de sinusite, o que mostra como a condição pode ser confundida.

A fibromialgia atinge principalmente mulheres, cerca de dez para cada homem e é mais comum no período próximo à menopausa.

Descoberta do diagnóstico

Segundo a médica, não existe um exame específico para fibromialgia. O diagnóstico é essencialmente clínico, após o descarte de outras patologias, como sinusite crônica e alergias. Exames de imagem e laboratoriais auxiliam na investigação.

Tratamento

O tratamento segue a abordagem das síndromes dolorosas crônicas, relacionadas à sensibilização central. “É como se o centro nervoso da dor estivesse desregulado e passasse a interpretar como dor estímulos que seriam normais, como segurar o dedo para fazer a unha”, explicou.

“Dessa forma, o tratamento começa com analgésicos comuns, depois anti-inflamatórios, antidepressivos e medicamentos com ação no sistema nervoso central, como gabapentinoides e analgésicos centrais. É importante ressaltar que o tratamento é individualizado, e o principal pilar é o exercício físico”, completou. A artista destacou, na entrevista ao programa da Globo, que o aeróbico é “muito mais potente do que qualquer medicação”, em seu caso.

A especialista concluiu: “A dor é um fenômeno individual, e cada pessoa sente de maneira diferente. É fundamental tratar a fibromialgia e todos os sintomas associados, como insônia, intestino irritável e choques pelo corpo, sempre com acompanhamento médico, suporte psicológico e prática de exercícios físicos”.

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