quarta-feira, 1 abril, 2026

Vice-governadora Mailza se reúne com secretários e presidentes de autarquias para transição de gestão

A vice-governadora Mailza Assis se reuniu, nesta quarta-feira, 1º, com secretários estaduais e presidentes de autarquias para dar início ao processo de transição de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Emocionado, prefeito rebate adversários, relembra “vaca mecânica” e afirma: “vão ter que tomar o leite”

Foto: Reprodução

Por Redação

Em um discurso longo, direto e marcado por momentos de emoção, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), protagonizou nesta terça-feira (31) a inauguração do Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar. A fala foi marcada por críticas a adversários políticos, defesa da produção local e a reafirmação de uma proposta que, segundo ele, defende há mais de três décadas: o leite de soja.

Bocalom relembrou que a ideia surgiu ainda em 1993 e chegou a ser alvo de críticas e ironias, especialmente durante a campanha de 2012, quando adversários satirizaram o projeto com a chamada “vaca mecânica”. Em tom de resposta, o prefeito disparou:
“Eu falo de leite de soja desde 1993. Agora estamos realizando. Em 2012, fizeram chacota, mostravam uma vaca de ferro. Mas agora vão ter que engolir. Vão ter que beber o leite. Se não quiserem, os filhos e netos deles vão beber na escola”.

Apesar da provocação, ele reconheceu que a aceitação do leite de soja pode não ser imediata, principalmente entre crianças, mas demonstrou confiança na adaptação ao produto. Comparou, inclusive, com bebidas industrializadas populares, afirmando que o consumo tende a crescer com o tempo.

O prefeito também destacou o valor nutricional do alimento, afirmando que pode ser consumido por diferentes públicos, incluindo crianças, idosos e pessoas em recuperação de saúde. Segundo ele, o produto será um importante reforço na alimentação escolar.

Durante o evento, que reuniu produtores rurais, estudantes e autoridades, Bocalom enfatizou o caráter social da iniciativa, voltada principalmente à segurança alimentar infantil. Ele agradeceu a presença de educadores e agricultores e destacou a importância da participação de todos no projeto.

Ao ampliar o foco do discurso, o prefeito ressaltou que a fábrica de leite de soja faz parte de um complexo maior, que inclui o beneficiamento de arroz, feijão e milho. Para ele, o objetivo é fortalecer a produção local e reduzir a dependência de produtos vindos de fora do estado.

“O Acre nunca teve uma estrutura como essa. Agora temos uma linha moderna de beneficiamento de grãos. Chega de consumir arroz, feijão e milho de fora”, afirmou.

Bocalom também destacou que o complexo foi viabilizado com recursos próprios do município, somando mais de R$ 20 milhões em investimentos. Ele reforçou a importância da gestão responsável dos recursos públicos para garantir obras e projetos estruturantes.

Outro ponto abordado foi a necessidade de geração de renda como caminho para combater a pobreza. O prefeito citou dados sobre vulnerabilidade social no estado e defendeu mudanças no modelo de desenvolvimento econômico.

“O importante é colocar dinheiro no bolso das pessoas. E isso só vem com trabalho. Dinheiro não cai do céu”, declarou.

Ele também criticou a ideia de que apenas a floresta seria suficiente para sustentar o desenvolvimento do estado, defendendo maior incentivo à produção agrícola. Segundo o prefeito, a nova estrutura já desperta o interesse de produtores, especialmente no setor da soja, que agora poderá ser beneficiada localmente.

Ao encerrar, Bocalom reafirmou o compromisso com a agricultura familiar e destacou que o fortalecimento da produção local deve gerar emprego, renda e desenvolvimento para o Acre.

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