Nesta sexta-feira (23/1), está acontecendo em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a reunião que poderá definir os rumos finais da guerra na Ucrânia, que se arrasta por quase quatro anos. Em um movimento inédito, as delegações dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia se reuniram para uma negociação trilateral.
O objetivo é transformar os rascunhos diplomáticos em um acordo de paz que já vem sendo cogitado há meses. Por outro lado, o otimismo gerado pela presença da equipe de Donald Trump como mediadora acaba esbarrando em um obstáculo: o controle total da região de Donbas.
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Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a questão territorial é a última peça que falta no quebra-cabeça. “O Donbas é uma questão central. Ele será discutido no formato que as três partes considerarem adequado”, afirmou em uma coletiva on-line.
De acordo com informações do G1, as reuniões acontecerão até sábado (24/1), mas, neste primeiro momento, não contarão com a presença dos chefes de Estado, sendo conduzidas por equipes técnicas e diplomatas. A delegação russa, por exemplo, é liderada pelo almirante Igor Kostyukov.
Se, por um lado, os diplomatas tentam costurar o fim das hostilidades, a retórica pública de Moscou continua inflexível. Pouco antes do início da cúpula, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reforçou que a paz só será assinada se a Ucrânia retirar suas tropas e ceder o controle total de Donbas. “Esta é uma condição muito importante”, disparou.
