A demissão de Tite no Cruzeiro desencadeou uma movimentação imediata da diretoria em busca de um novo comandante para a sequência da temporada. O desligamento foi definido após o empate em 3 a 3 com o Vasco da Gama, no Mineirão, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Logo depois da decisão, dirigentes passaram a consultar nomes no mercado e iniciaram contatos preliminares com possíveis substitutos.
Entre os alvos avaliados, o nome de Filipe Luís surgiu como prioridade. Pessoas ligadas ao clube mineiro procuraram representantes do treinador ainda na madrugada seguinte à saída de Tite. Este foi o segundo movimento da Raposa em direção ao técnico. A primeira sondagem havia ocorrido alguns dias antes, quando ele ainda tinha vínculo com o Flamengo. Na ocasião, Filipe preferiu não avançar nas conversas e manteve a postura de não negociar enquanto havia treinador empregado no cargo.
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Com a vaga aberta, o cenário mudou. O treinador demonstrou disposição para ouvir o projeto esportivo apresentado pela diretoria celeste. Apesar disso, segundo a ESPN, fontes ligadas às tratativas indicam que a negociação é considerada “muito complicada”, principalmente pela preferência do técnico em buscar uma oportunidade no futebol europeu como próximo passo da carreira. A questão financeira não é apontada como obstáculo neste momento. Qualquer definição, segundo pessoas próximas, deverá ocorrer em conjunto com o empresário Jorge Mendes.
Enquanto monitora o desdobramento das conversas, o Cruzeiro mantém outras alternativas em análise. Um dos nomes presentes na mesa da diretoria é o do português Artur Jorge, que ganhou destaque no futebol brasileiro ao comandar o Botafogo nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores em 2024. Diferentemente da primeira sondagem feita pela Raposa, interlocutores do treinador indicaram que a possibilidade de escutar a proposta agora é “mais favorável”, diante do interesse em considerar um retorno ao futebol brasileiro.
Atualmente à frente do Al Rayyan SC, do Qatar, Artur Jorge é visto internamente como um nome que “atende tudo o que o Cruzeiro precisa”, principalmente pelo estilo de jogo semelhante ao implementado por Leonardo Jardim em suas equipes. Mesmo assim, eventuais avanços dependeriam de negociações com o clube qatari, já que qualquer saída exigiria tratativas sobre a multa contratual e o posicionamento do próprio treinador.
Nos bastidores da Toca da Raposa, outro nome também conta com aprovação entre dirigentes: o do argentino Marcelo Gallardo, que está livre no mercado desde a saída do River Plate. Até o momento, porém, não houve contato formal com o treinador.
A estratégia do Cruzeiro é conduzir conversas paralelas e avançar com aquele que apresentar condições mais rápidas de acordo. Internamente, a avaliação é que entre Filipe Luís e Artur Jorge, quem evoluir primeiro nas negociações poderá assumir o posto de prioridade na busca por um novo técnico.








