quarta-feira, 1 abril, 2026

Vice-governadora Mailza se reúne com secretários e presidentes de autarquias para transição de gestão

A vice-governadora Mailza Assis se reuniu, nesta quarta-feira, 1º, com secretários estaduais e presidentes de autarquias para dar início ao processo de transição de...
Eliton Muniz

Análise da Semana com Eliton Muniz

Leitura estratégica do cenário político e econômico do Acre.

“Nos últimos dias, a política do Acre não foi marcada por decisões — foi marcada por movimentos que simulam decisão, enquanto o que realmente define o jogo segue sendo ajustado fora do alcance do debate público.”

Frase da Semana

Quando tudo vira urgente, o que realmente importa desaparece Nos últimos dias, o Acre não viveu uma crise — viveu uma distorção. Movimentações políticas rotineiras passaram a ser tratadas como eventos críticos, deslocando o foco do que de fato altera a estrutura do Estado. Declarações, articulações e reposicionamentos foram elevados ao status de urgência, criando um ambiente onde percepção substitui realidade. Esse padrão não é novo. Ele se repete sempre que o debate público perde hierarquia. Quando tudo ganha peso de crise, a capacidade de distinguir o que é estrutural do que é apenas tático desaparece. E é nesse ponto que o jogo muda: não porque algo relevante aconteceu, mas porque a leitura coletiva foi desorganizada. O agente aqui não é um único ator. É a combinação entre interesses políticos, amplificação de narrativas e uma dinâmica de comunicação que recompensa o barulho em detrimento da precisão. O resultado é previsível: a sociedade reage ao ruído, enquanto os movimentos realmente decisivos passam sem o devido escrutínio.

- Eliton Muniz

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Eliton Muniz

Diretor e Editor

Eliton Lobato Muniz é comunicador e analista de contexto, editor do Cidade AC News e criador do canal O Ton da Conversa.

Conservatório de Música fecha e deixa lacuna cultural em Cruzeiro do Sul

Após quase uma década transformando vidas por meio da música, o Conservatório de Música do Juruá encerrou suas atividades nesta semana em Cruzeiro do Sul, deixando dezenas de crianças, adolescentes e famílias em luto. O projeto, considerado um dos mais importantes espaços de formação musical gratuita do interior do Acre, não conseguiu renovar os incentivos e patrocínios necessários para continuar funcionando.

A notícia surpreendeu pais e alunos e gerou forte comoção. Para muitos jovens, o conservatório era mais do que um local de aprendizado musical: representava um ambiente de acolhimento, disciplina e construção de autoestima em meio às vulnerabilidades sociais do Vale do Juruá.

Cristiane Farias, mãe de um dos alunos, relatou o impacto da decisão. “A música transforma, muda o comportamento, traz confiança e responsabilidade. Meu filho mudou não só musicalmente, mas como pessoa. Cruzeiro do Sul está perdendo um grande projeto”, afirmou. Ela também destacou a dedicação dos professores e a importância das aulas gratuitas, que incluíam coral, guitarra, teclado, violão e piano.

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O projeto foi idealizado pelo promotor de Justiça Iverson Bueno, com apoio do Ministério Público do Estado do Acre, além de instituições como o 61º Batalhão de Infantaria de Selva, a Sociedade Eunice Weaver e a Diocese local. Criado em 2016 e inaugurado em 2017, o conservatório funcionava em um espaço amplo que foi revitalizado para atender à comunidade.

Conservatório de Música fecha e deixa lacuna cultural em Cruzeiro do Sul | Cidade AC News – Notícias do Acre

Conservatório formou mais de mil músicos. — Foto: Reprodução

Ao longo de sua trajetória, mais de mil alunos passaram pelo projeto, muitos deles em situação de vulnerabilidade social. Alguns ganharam destaque nacional, com participações em programas como o The Voice Brasil, além da formação de grupos musicais locais reconhecidos.

Apesar dos resultados expressivos e do reconhecimento institucional, o encerramento ocorreu após o fim do contrato e a falta de novos recursos. Parte dos professores foi realocada para o 61º BIS, e o imóvel será devolvido à Diocese.

Com o fechamento, Cruzeiro do Sul passa a não contar mais com uma escola de música estruturada e gratuita, restando apenas iniciativas particulares. Para Ana Paula Carvalho, mãe de dois alunos, a perda vai além da educação musical. “Foi mais que aulas: era um lar, um lugar de sonhos”, lamentou.

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