sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Mercado de fertilizantes cresce em 2025, mas abaixo do esperado, diz Yara

Mercado de fertilizantes cresce em 2025, mas abaixo do esperado, diz Yara | Cidade AC News – Notícias do Acre
O mercado brasileiro de fertilizantes deve encerrar 2025 com consumo entre 46 milhões e 46,5 milhões de toneladas, crescimento em relação ao ano anterior, mas abaixo das projeções iniciais, que apontavam cerca de 48 milhões de toneladas. Segundo a Yara Brasil, que apresentou os dados em evento realizado nesta segunda-feira (1/12), em São Paulo, a desaceleração do crescimento ocorreu principalmente pela postergação de compras e pela redução de aplicações em regiões afetadas por condições climáticas, especialmente no Sul, além da rentabilidade mais apertada no segmento de grãos.
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Após a safra recorde de 338 milhões de toneladas de grãos em 2024, o setor entrou 2025 com demanda adicional para recomposição de nitrogênio no solo. A estimativa interna da companhia aponta crescimento de 3% a 4% no pipeline de produtos voltados à nutrição vegetal, reflexo desse movimento, segundo Marcelo Altieri, CEO da Yara Brasil.
Para Guilherme Schmitz, vice-presidente de Agronomia e Marketing da Yara Brasil, embora o consumo total tenha aumentado, a trajetória ao longo do ano foi marcada por revisões. Ele destaca que a expectativa inicial de um mercado maior não se confirmou devido à combinação de preços, margens mais baixas para os produtores de grãos e questões climáticas que levaram a menor uso de fertilizantes em algumas áreas.
A expectativa da Yara para 2026 é de retomada moderada, com um mercado entre 48 e 48,5 milhões de toneladas. Culturas como café, hortifrútis e cana-de-açúcar devem puxar esse avanço, enquanto o mercado de grãos tende à estabilidade.
“A rentabilidade não é tão boa comparada com o histórico, quando a gente olha para 2019, 2020 e 2021. Mas mesmo assim a gente vê o agricultor buscando tecnologia e investimento”, afirmou Schmitz.
Mudanças no perfil dos produtos
O ano também foi marcado por alterações no tipo de fertilizantes demandados. O uso de sulfato de amônio aumentou entre 45% e 48%, impulsionado pela competitividade do produto chinês, enquanto a ureia, mais concentrada, registrou leve queda.
Nos fosfatados, cresceu a entrada de produtos de menor solubilidade, como alguns NP de origem chinesa e super simples, o que ampliou o volume geral sem elevar proporcionalmente os teores de nutrientes aplicados. Além disso, a baixa solubilidade pode afetar a produtividade, afirmou o executivo.
“Agronomicamente, a gente fala de 75 a 85% de solubilidade em água é algo ideal, mas, de 60% para baixo, a gente já começa a ter prejuízos do ponto de vista de resultado agronômico. Tem pesquisas que já mostram que com 50% de solubilidade em água, a soja já perde 10 sacas por hectare”, explicou.
Segundo ele, empresas do setor e entidades como o Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes (Sinprifert) e a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) estão discutindo com o Ministério da Agricultura mecanismos para ampliar a transparência sobre concentração e solubilidade dos fertilizantes, de forma a garantir que o agricultor tenha clareza sobre as características dos produtos disponíveis no mercado.
Mas a expectativa é de uma manutenção dessa tendência em 2026, em razão das margens estreitas para a soja, que levam produtores a buscar alternativas mais baratas.

Fertilizantes de baixo carbono
A Yara Brasil planeja quadruplicar o volume de seu portfólio de produtos de baixo carbono entre 2025 e 2026. A empresa pretende ampliar a oferta para novas culturas, incluindo citros, milho, cevada e cana-de-açúcar. Atualmente, já há projetos e parcerias em andamento com cooperativas e empresas das cadeias de café, cacau e batata. A companhia, no entanto, não divulgou o volume atual nem o esperado após a expansão.
Apesar da meta de crescimento, a disponibilidade de energia renovável necessária para a produção é apontada como principal obstáculo. Segundo o CEO da Yara Brasil, Marcelo Altieri, as unidades industriais no país já receberam investimentos para operar com fontes renováveis, mas a oferta de biometano, utilizadas nos processos de baixo carbono da empresa, ainda é limitada, especialmente devido à logística
“O Brasil tem muito biometano, mas temos que conseguir levar ele de onde é produzido até o local de consumo”, defendeu em evento da companhia nesta segunda-feira (1/12), em São Paulo. Segundo o CEO, as fábricad da empresa já estão preparadas para receber energia renovável. “Exemplo disso é Cubatão: 3% do gás que consumimos no dia a dia é biometano, esse investimento foi feito em 2024. Agora, o que precisamos é de mais biometano”, disse.
O executivo destacou que a ampliação da oferta depende de investimentos em gasodutos que conectem regiões produtoras de biometano aos polos consumidores. Segundo ele, essa infraestrutura não está prevista no planejamento da companhia e deveria ser desenvolvida por empresas do setor energético e de infraestrutura. Altieri também mencionou a necessidade de regulamentação mais clara para incentivar esses investimentos.
Ele afirmou ainda que há uma preocupação no mercado de que soluções de baixo carbono, com custo mais elevado, possam elevar os preços dos alimentos. De acordo com estimativas internas da Yara, porém, o impacto seria reduzido. “Entre menos de 1% e 3%. Estamos diante de uma oportunidade que não necessariamente agrega custo ao produto final”, disse. No entanto, ele defendeu que o custo seja repassado para a cadeia como um todo, para que não seja responsabilidade unicamente do produtor rural.

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