sexta-feira, 13 fevereiro, 2026

Rio Branco: Advogado dispara e agricultor atropela e mata assessora jurídica Juliana Chaar

Cidade AC News – Adm. Eliton Muniz

Confusão em bar de Rio Branco termina com tiros, atropelamento e morte de assessora jurídica; entenda a cronologia e os desdobramentos do caso.

Na madrugada de 21 de junho de 2025, em frente ao bar Dibuteco, em Rio Branco (AC), uma briga envolvendo disparos de arma de fogo terminou com o atropelamento e morte da assessora jurídica do TJAC, Juliana Chaar Marçal, de 36 anos. O agricultor Diego Luiz Gois Passo, 27 anos, foi identificado como o condutor da caminhonete que atropelou Juliana e fugiu sem prestar socorro. O advogado Keldheky Maia, que acompanhava a vítima, sacou uma arma e efetuou disparos durante o conflito. Ambos foram alvos de medidas judiciais. A Polícia Civil confirmou que Diego foi preso no dia 15 de julho, e que outros envolvidos foram detidos por auxiliá-lo durante o período em que esteve foragido.

Cronologia dos Fatos

21 de junho – madrugada

A confusão começou por volta das 3h40, após um suposto desentendimento causado por um copo quebrado dentro do bar Dibuteco. Testemunhas afirmam que o advogado Keldheky Maia sacou uma arma e efetuou disparos. Imagens de segurança mostram que Juliana tentou intervir. Na sequência, Diego Passo, que conduzia uma Hilux, teria avançado com o veículo em direção ao grupo de advogados, atropelando Juliana. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

22 de junho

A Justiça do Acre decretou a prisão preventiva de Diego Passo por homicídio com dolo eventual. O juiz também autorizou busca domiciliar e quebra do sigilo telefônico do acusado. Keldheky Maia foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, mas recebeu liberdade provisória após audiência de custódia.

23 a 30 de junho

Diego permaneceu foragido, e sua defesa ingressou com habeas corpus. Não houve, até o momento, manifestação pública da defesa alegando pânico ou fuga desesperada. Por outro lado, Keldheky afirmou em depoimento que atirou por medo durante a confusão.

15 de julho

Após três semanas de buscas, Diego foi preso pela Polícia Civil em uma área urbana de Rio Branco. Segundo a investigação, familiares do acusado teriam ajudado a escondê-lo, e alguns foram presos por porte ilegal de arma de fogo.

Quem são os envolvidos?

  • Juliana Chaar Marçal, 36 anos, servidora pública no Tribunal de Justiça do Acre, conhecida no meio jurídico.
  • Diego Luiz Gois Passo, 27 anos, agricultor, acusado de atropelamento seguido de morte.
  • Keldheky Maia, advogado, autuado por porte ilegal de arma após disparos durante a briga.

Posicionamento da OAB

O presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que a instituição repudia atos violentos e acompanhará as investigações com rigor. Informou ainda que os advogados envolvidos no caso solicitaram afastamento voluntário, e que os fatos foram encaminhados ao Tribunal de Ética para apuração formal.

Vínculos familiares ou políticos

Após levantamento em fontes abertas, não há registros públicos ou documentados de que os envolvidos tenham ligação direta com políticos, ex-autoridades ou famílias de grande influência no Acre. Os nomes citados não constam em registros oficiais de vínculos familiares com figuras públicas ou ocupantes de cargos relevantes na administração estadual ou municipal.

Reação da Família

A família de Juliana optou pelo silêncio público. Segundo informações de bastidores, preferiram não conceder entrevistas e pediram respeito ao momento de luto. O advogado Vandré Prado, parente da vítima, apenas afirmou à imprensa que espera que a Justiça seja feita e que o acusado responda pelo crime.

O que acontece agora?

  • Diego responderá por homicídio com dolo eventual.
  • Keldheky poderá ser responsabilizado administrativamente pela OAB.
  • A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e analisando imagens do local para esclarecer todos os fatos.
  • Familiares de Juliana podem ingressar com ação cível por danos morais.

O caso Juliana Chaar tornou-se emblemático por envolver profissionais do Direito, uso de arma de fogo, fuga, tentativa de obstrução da Justiça e morte trágica de uma mulher no auge de sua carreira. Embora parte dos envolvidos já tenha sido localizada, muitas perguntas seguem sem resposta: a intenção no atropelamento, a dinâmica exata da troca de tiros e os reais motivos do conflito.

Enquanto a justiça não se conclui, a sociedade observa com atenção o desfecho de um caso que pode expor ainda mais as falhas nos mecanismos de contenção da violência em ambientes urbanos, e a necessidade urgente de maior responsabilidade social de todos os envolvidos.

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