Documentos judiciais recentemente deslacrados revelam que o cantor americano D4vd, nome artístico de David Anthony Burke, se tornou alvo de uma investigação conduzida por um grande júri em Los Angeles por um possível homicídio no caso Celeste Rivas, que foi encontrada no carro do artista em estado avançado de decomposição.
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ToggleOs arquivos vieram a público depois que familiares do artista foram intimados a depor e decidiram contestar a convocação na Justiça do Texas, o que acabou expondo trechos de material que até então não estavam acessíveis ao público.
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Segundo os documentos, D4vd foi formalmente classificado como “alvo” da investigação do grande júri e pode vir a responder por uma acusação de homicídio. Apesar disso, ele não foi denunciado, não foi oficialmente nomeado como suspeito e nenhuma acusação criminal foi apresentada até o momento. As sessões do grande júri seguem em andamento e sob sigilo, como é padrão nesse tipo de procedimento.
O caso envolve a morte de uma adolescente de 14 anos, cujos restos mortais foram encontrados em setembro dentro do porta-malas dianteiro de um carro da marca Tesla. O veículo estava apreendido em um pátio de reboque em Hollywood e era registrado em um endereço ligado ao cantor no Texas. De acordo com os autos, o corpo da jovem estava dentro de um saco funerário, e outras partes, como braços e pernas, foram localizadas separadamente, o que reforçou a gravidade do caso.
A vítima, moradora de Lake Elsinore, na Califórnia, estava desaparecida desde abril de 2024. Peritos indicaram que o estado de decomposição do corpo apontava que a adolescente já estava morta havia várias semanas quando foi localizada. Na época da descoberta, D4vd estava em turnê. A investigação está sob responsabilidade da divisão de roubos e homicídios do Departamento de Polícia de Los Angeles.
Os documentos também revelam que promotores consideraram “material e necessário” o depoimento de familiares do cantor. A defesa, no entanto, argumentou que as intimações violaram o direito ao devido processo legal, já que parte das informações teria sido entregue de forma excessivamente censurada. Paralelamente, uma ordem judicial impôs sigilo ao laudo do instituto médico-legal, impedindo a divulgação pública de detalhes sobre a causa da morte. Os representantes afirmam que ele está cooperando com as autoridades.





