Bloqueio na rodovia federal amplia prejuízos e pressiona autoridades por resposta imediata
■ Feijó – AC | Atualizado em 22/02/2026, às 00h30
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BR-364 em Feijó segue interditada há mais de 36 horas, após moradores bloquearem a rodovia federal em protesto por demandas ainda não atendidas. A interdição atinge diretamente o fluxo de cargas, transporte intermunicipal e abastecimento regional, ampliando prejuízos econômicos e pressionando autoridades por solução imediata. O caso repercute em todo o Acre e mobiliza órgãos responsáveis pela infraestrutura federal.
A BR-364 é o principal eixo logístico do estado. Em Feijó, o bloqueio interrompeu o tráfego de caminhões, ônibus e veículos de passeio, criando filas extensas e impactos na cadeia de suprimentos.
O que está acontecendo na BR-364 em Feijó
Moradores afirmam que o protesto é resultado de reivindicações acumuladas sem resposta efetiva do poder público. A interdição ocorre em trecho estratégico da rodovia federal, cuja manutenção e gestão envolvem competência da União por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
A paralisação prolongada da BR-364 não representa apenas um transtorno de mobilidade. Ela sinaliza que os canais institucionais anteriores não foram suficientes para absorver a demanda apresentada.
Impacto econômico estimado
A BR-364 sustenta:
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Transporte de alimentos e hortifrúti
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Distribuição de combustíveis
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Insumos hospitalares
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Logística comercial entre municípios
Considerando fluxo médio estimado entre 300 e 500 veículos impactados, com custo operacional diário entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por veículo, a perda direta pode variar de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhão em 36 horas, sem incluir perdas de perecíveis e multas contratuais.
O efeito cascata atinge comércio, produtores rurais e consumidores finais.
Camada jurídica do bloqueio
O direito à manifestação é constitucional. No entanto, a interdição prolongada de rodovia federal envolve outra dimensão jurídica, podendo demandar:
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Atuação do DNIT
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Mediação da Polícia Rodoviária Federal
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Possível acompanhamento do Ministério Público
A ausência de solução negociada tende a ampliar riscos legais para lideranças e para o próprio poder público, caso haja dano comprovado à ordem pública ou à segurança viária.
O padrão que se repete no Acre
Bloqueios da BR-364 como instrumento de pressão social não são inéditos no estado. O ciclo recorrente costuma seguir a sequência:
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Reivindicação formal
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Ausência de resposta célere
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Protesto com interdição
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Negociação emergencial
Esse padrão revela fragilidade na mediação preventiva e amplia a tensão social.
O que se sabe até agora
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Interdição ultrapassa 36 horas
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Veículos retidos no trecho
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Demandas apresentadas por moradores
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Impacto regional imediato
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Pressão pública por posicionamento oficial
Até o momento, não há confirmação pública de cronograma definitivo para liberação total do tráfego.
Perguntas que precisam ser respondidas
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Qual é a pauta formal dos manifestantes?
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Houve protocolo anterior ignorado?
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Quem lidera oficialmente a negociação?
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Existe prazo público para solução?
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O DNIT já apresentou posicionamento técnico?
Sem respostas claras, o desgaste institucional tende a crescer.
Conclusão
O bloqueio da BR-364 em Feijó vai além da mobilidade. Ele evidencia falha estrutural de escuta e resposta institucional. Quando uma rodovia federal se torna instrumento de reivindicação, é sinal de que os canais formais não absorveram o conflito a tempo.
A solução não está na escalada de tensão, mas na mediação técnica com prazo definido, transparência e responsabilidade pública.
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Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
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