quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Bolsas globais e dólar têm forte queda depois de tarifaço de Trump

O dia seguinte ao anúncio de tarifas “recíprocas” pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi marcado por queda das Bolsas de Valores e do valor do dólar ao redor do mundo, refletindo a preocupação de investidores com uma guerra comercial e com o risco de alta de preços e até de recessão da própria economia americana. Também houve impacto no preço de commodities, como o petróleo, que recuou mais de 6%. “O que Trump fez foi tornar os EUA tóxicos do ponto de vista dos investidores”, disse o economista André Perfeito.

 

Em Nova York, o Dow Jones fechou com perdas de 3,98%, ante queda de 4,84% do S&P (no pior desempenho diário desde junho de 2020). A maior desvalorização veio da Nasdaq, que concentra os papéis de empresas de tecnologia, de 5,97%. Só as ações da Apple derreteram 9,32%. A companhia depende da produção de aparelhos e de peças da China, e deverá ser afetada diretamente pela sobretaxa anunciada por Trump. Também fecharam no vermelho Amazon (-8,98%) e Meta (-8,96%), entre outras.

O quadro não foi diferente na Europa e na Ásia. Os índices acionários em Frankfurt, Paris e Milão recuaram mais de 3%, enquanto o japonês Nikkei caiu 2,77%. No Brasil, o Ibovespa conseguiu fechar pouco abaixo da estabilidade (-0,04%), aos 131,1 mil pontos, apesar das quedas de Vale e Petrobras, ambas acima de 3%. Segundo analistas, pesou aqui o fato de o País ter sido tributado por alíquota inferior à de outros países.

No anúncio feito na quarta-feira, 3, Trump anunciou uma sobretaxa linear de 10% para todos os países e outra individualizada que chega, por exemplo, a 34% no caso da China. O Brasil apareceu com a tarifa mínima de 10%.

Câmbio

O estresse se propagou ainda pelo mercado de câmbio. O índice DXY, que compara o dólar com outras seis divisas fortes, caiu mais de 2%, na mínima desde outubro de 2024. No Brasil, a moeda americana registrou queda de 1,20% e fechou valendo R$ 5,62 – que só não é menor do que os R$ 5,58 de 14 de outubro passado.

“O anúncio gerou temores de inflação e recessão nos Estados Unidos, o que levou os investidores a procurar mercados mais atrativos. O Brasil está no radar porque tem uma das moedas emergentes mais líquidas”, afirmou a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli.

À tarde, Trump minimizou o impacto do tarifaço nos mercados e desdenhou das projeções de desaceleração da atividade nos EUA. Em breve conversa com repórteres na Casa Branca, o presidente americano disse que “o mercado está indo muito bem” e que a economia americana terá um “boom de crescimento”. Ele disse ainda que está aberto a negociações tarifárias se outros países oferecerem “algo fenomenal”. Ontem mesmo, dirigentes do México reforçaram o desejo de estreitar relações com a União Europeia. No Canadá, o premiê Mark Carney falou em procurar parceiros comerciais “confiáveis”.

Leia Também: Entenda a guerra de tarifas de Trump e consequências para Brasil

Mais Lidas

Prefeito de Milão chama ICE de “milícia que mata” após anúncio de envio aos Jogos de Inverno

A confirmação de que os Estados Unidos vão enviar...

Virginia abre o jogo e revela se Vini Jr. estará na Sapucaí no dia do desfile da Grande Rio

*]:pointer-events-auto scroll-mt-" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:c6d4c4b9-7d98-4396-9edb-c559f0b2f1d5-8" data-testid="conversation-turn-18" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant"> Faltando pouco...

Ele tem demanda! Harry Styles anuncia shows extras em SP após esgotar dois Morumbis

Após a rápida venda dos ingressos para as duas...

Virginia reage após José Leonardo chamar mãe de Vini Jr. de avó: “Convivência”

Virginia Fonseca esteve em mais um ensaio de quadra...

Gaby Amarantos e Wagner Moura são destaques do Prêmio APCA 2025; veja lista completa

A Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) anunciou...

Últimas Notícias

Categorias populares

  • https://wms5.webradios.com.br:18904/8904
  • - ao vivo