O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou, nesta terça-feira (6/1), que a Venezuela aceitou o acordo para entregar até 50 milhões de barris de petróleo ao país norte-americano. A movimentação foi aprovada por Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação norte-americana, no sábado (3/1).
Em um comunicado, o republicano destacou que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele se afirmou responsável por gerir o dinheiro do combustível fóssil em prol de ambos os povos: “Tenho o prazer de anunciar que as Autoridades Interinas da
Venezuela entregarão entre 30 e 50 MILHÕES de barris de petróleo de alta qualidade, sujeito a sanções, aos Estados Unidos da América”.
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Trump ainda anunciou já ter solicitado ao Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a execução imediata do plano: “O petróleo será transportado por navios-tanque e levado diretamente aos portos de descarga nos Estados Unidos”.
O total de petróleo a ser entregue aos EUA após a aprovação de Delcy Rodríguez corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Por outro lado, a quantidade parece pequena perto do volume de consumo norte-americano. De acordo com a CNN Internacional, o país utilizou cerca de 20 milhões de barris por dia no mês passado.
Segundo a Energy Information Administration (EIA), a Venezuela concentra a maior reserva de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, à frente de países como a Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e o Irã (209 bilhões). O potencial, entretanto, é subaproveitado devido a baixa infraestrutura e sanções aplicadas.









