domingo, 15 março, 2026

Número de famílias acreanas com dívidas em atraso diminui em fevereiro

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou recentemente a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, que abrange todo o território nacional.

Em fevereiro de 2025, 76,4% das famílias iniciaram o mês endividadas, um número ligeiramente maior do que o observado no mês anterior (76,1%), após uma queda significativa ao longo de todo o ano anterior. Essa análise indica que o número de famílias endividadas vem diminuindo ao longo do último ano, atingindo 12.789.300 famílias.

Da mesma forma que o número de famílias endividadas diminuiu, a parcela daquelas que afirmam ter contas em atraso somam 28,6%, um percentual inferior ao registrado em janeiro deste ano. Além disso, 12,3% das famílias declararam que não terão condições de pagar suas dívidas nos próximos meses.

“Os juros elevados e a seletividade do crédito fazem com que os consumidores procurem fazer menos dívidas e, como efeito adverso, aumentam sua percepção de endividamento. A leve melhora da inadimplência indica que houve um esforço nas casas brasileiras para equilibrar suas finanças, mas o comprometimento crescente da renda acende um sinal de alerta para a economia em 2025”, avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Análises realizadas pela Federação do Comércio do Estado do Acre apontam que, em todo o estado, o número de famílias endividadas aumentou em comparação com janeiro, atingindo 79,8% das famílias, o equivalente a 93.699 delas.

Apesar do aumento no endividamento, fevereiro indicou uma diminuição no número de famílias com contas em atraso, totalizando 41.149, bem como uma redução na quantidade de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, que agora somam 12.978.

As famílias mais preocupadas com o endividamento são aquelas com renda de até três salários mínimos. Já as que possuem renda entre três e cinco salários mínimos são as que mais têm encontrado dificuldades para regularizar sua inadimplência.

De acordo com o assessor da presidência da Fecomércio/AC, Egídio Garó, a saída do inadimplemento torna-se um pouco mais longa e onerosa, tendo em vista a atualização de valores baseados nas taxas oficiais do País, que interferem no orçamento familiar e, consequentemente, no pagamento das dívidas em seu vencimento. “Um grande vilão, tanto para as questões do endividamento quanto da inadimplência, continua sendo o cartão de crédito, notadamente o rotativo”, finalizou Garó.

 

 

 

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