quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Moody’s rebaixa CSN e avisa: Benjamin precisa desalavancar

A Moody’s rebaixou o rating da CSN de Ba2 para Ba3 – uma consequência do cenário complicado para o setores de minério de ferro e siderurgia, mas também do fato de Benjamin Steinbruch não ter cumprido sua meta de desalavancagem em 2024.

No relatório, a agência de classificação de risco justificou o rebaixamento por causa dos “fracos indicadores de crédito da empresa nos últimos doze meses” e da expectativa de que a CSN continuará pressionada por causa da demanda mais fraca por aço e minério.

Ao mesmo tempo, a Moody’s mudou a perspectiva de negativa para estável.11316 0015e4e9 733e b0b5 4dc0 29514c7b81f4

Os números consolidados do ano ainda não foram divulgados, mas durante o CSN Day em dezembro a CSN admitiu que não conseguiria cumprir o guidance de alavancagem de 2,5x para 2024.

Isso ocorreu mesmo após a CSN receber R$ 4,4 bilhões do grupo japonês Itochu pela venda de uma participação de 11% na CSN Mineração. 

Agora, a meta da CSN é baixar dos 3,34x registrados no terceiro tri para um número inferior a 3x até o fim de 2025. 

O problema: ainda é um nível elevado se comparado a outras empresas do setor. Segundo o BTG Pactual, os peers locais e globais da CSN estão com alavancagens entre 0,5x e 1,5x.

“O problema da CSN é ter um passivo tributário gigantesco, um parque fabril muito antigo e o principal acionista não ser uma unanimidade,” disse um grande gestor de crédito.

Segundo outro gestor que tem uma posição grande em debêntures da CSN, o risco de crédito da empresa é baixo. A companhia tem hoje quase R$ 20 bilhões em caixa, o que lhe permitiria honrar os vencimentos dos próximos três a quatro anos sem problemas.

Esse gestor também aponta que a relação EBITDA/despesa financeira líquida da CSN está em cerca de 3x – uma posição que ele vê como “confortável”.

Para completar, apesar da alavancagem a CSN tem várias maneiras de se financiar, como captação com o BNDES, debêntures de infraestrutura, bonds, entre outros.

Porém, segundo os gestores, sempre há o ‘risco Benjamin’. “É uma gestão mais agressiva, que compra muito e distribui muitos dividendos. Mas pelo menos por agora a empresa está comunicando ao mercado que o foco está em desalavancar,” disse o gestor com debêntures na carteira. 

Em dezembro, a CSN desistiu de comprar a InterCement após a empresa do grupo Mover pedir recuperação judicial. 

Em seu relatório, a Moody’s disse que a CSN pode ter uma nova redução de rating caso suas métricas não evoluam nos próximos 12 a 18 meses. 

Entre os pontos a serem analisados pela agência estão a disciplina financeira (mantendo uma posição de caixa robusta e redução de dívida); alavancagem inferior a 4x (considerando a dívida bruta); e cobertura de juros acima de 2,5x de forma consistente.

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