“Vírus estão mais fortes”, diz médica pneumologista sobre síndromes gripais

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📸 Foto Destaque: Reprodução

“A infecção pelo vírus influenza é muito grave”. É assim que a médica pneumologista Célia Rocha resume o cenário atual em relação à situação da gripe no Acre. Segundo boletim epidemiológico divulgado na última semana pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), mais de 660 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram identificados em 2026.

Segundo a médica, embora muitas pessoas ainda associem a doença a sintomas leves e passageiros, a realidade atual é diferente. “Quando é uma gripe simples, com três dias de repouso, passa. Mas o que estamos vendo hoje é outra situação”, afirma.

Ela explica que vírus e bactérias têm sofrido mutações, tornando-se mais resistentes aos tratamentos. “Eles vêm se tornando cada vez mais fortes e de difícil combate, com maior resistência às medicações”, diz.

Esse processo aumenta o risco de complicações, principalmente em pessoas com doenças pré-existentes. Pacientes com asma, rinite, problemas cardíacos, diabetes ou doenças pulmonares estão entre os mais vulneráveis. “Essas pessoas tendem a complicar, especialmente quando não fazem o tratamento de forma correta”, destaca.

De acordo com a especialista, a gripe pode desencadear quadros graves. “Pode levar a infarto, derrame, miocardite e outras infecções. Já há internações e mortes acontecendo de forma mais comum do que se imagina”, alerta.

Com o aumento dos casos – que já atingem a maior parte dos estados, segundo a pneumonologista, a orientação principal é reforçar a prevenção. “A vacinação é vital. É o caminho mais seguro para evitar complicações”, afirma.

A campanha nacional segue até o fim de maio e contempla crianças a partir de seis meses, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. “Levem seus familiares. Não ignorem isso, porque o preço pode ser muito alto”, reforça.

Além da imunização, a médica orienta que a população procure atendimento ao apresentar sintomas mais intensos. “Quem não puder ir a um especialista, busque o serviço público de saúde. O importante é não ficar sem orientação.”

Para Célia Rocha, o momento exige atenção. “A situação é grave e pode levar à morte. Mas é algo que podemos evitar com responsabilidade e atitude”, conclui.

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