segunda-feira, 16 março, 2026

Endividamento das famílias acreanas bate recorde histórico em fevereiro aponta Fecomércio Acre

A Pesquisa sobre o Endividamento e Inadimplência com Consumidor – PEIC, divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio, traz resultados preocupantes sobre o endividamento em todo o País.

Segundo dados coletados na pesquisa, 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas em fevereiro. Também o maior valor em toda a série histórica. Dessas, 29,6% estão com dívidas atrasadas há mais de 30 dias, e 12,6% delas afirmam não terem condições de pagá-las no momento, tornando-se inadimplentes. Por outro lado, as famílias que fazem tal afirmação foram menores do que o observado em janeiro, indicando que as famílias consumidoras estão mais dispostas a manter as contas em dia ou com pouco atraso.

No Acre, nas análises da Federação do Comércio, a situação é bem semelhante, com 109.059 famílias endividadas, ou seja, 82,3% delas. Já o número de famílias que estão com contas em atraso há mais de 30 dias bateu os 38,4%, atingindo 50.915 delas. Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não terem condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente, saindo de 15.392 famílias em janeiro para 14.662 delas em fevereiro. Uma redução de 4,98%, indicando que as famílias do Estado estão preocupadas em manter as contas em dia.

As famílias endividadas comprometem 31,7% da renda, o mesmo número percebido em janeiro, mas maior do que o observado ao longo de 2025. Tal comprometimento de renda atinge com mais intensidade famílias com renda de até 10 salários mínimos, com forte concentração nas famílias com renda de até 5 salários, enquanto que o comprometimento das famílias com renda superior a 10 salários mínimos é de 28,1%.

“O consumo está sob a influência da pouca oferta do crédito e da alta taxa Selic, que deve permanecer elevada até o final do ano, segundo projeções. Mesmo com tais dificuldades, as famílias estão consumindo mais do que necessário. Se por um lado há a melhoria do poder aquisitivo, que leva ao consumo, por outro, muitas famílias, notadamente de renda de até 5 salários, utilizam com demasia o crédito nas compras de produtos não duráveis e as fazem parceladamente. Esse último fator dificulta o planejamento doméstico e, consequentemente, levará as famílias a um endividamento ainda maior”, afirma Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre.

[Assessoria]

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