Um dos suspeitos detidos durante uma operação das forças de segurança chegou a atear fogo em um aparelho celular na tentativa de destruir possíveis provas. Apesar da tentativa, o chip do telefone permaneceu intacto e será encaminhado para perícia, podendo auxiliar nas investigações sobre outros envolvidos ou possíveis foragidos.
A ação resultou na prisão de três suspeitos no bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, durante o prosseguimento da Operação Protetor das Fronteiras e Divisas. A ofensiva contou com atuação conjunta do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), dentro da Operação Sinergia/Águas de Massa, que reúne forças estaduais e federais.
Segundo o tenente Fabrício Machado, coordenador do Gefron no Juruá, as equipes receberam informações por meio de monitoramento satelital indicando a presença de foragidos na região. A partir dos dados de inteligência, foi montada uma operação com deslocamento por via terrestre e fluvial, incluindo o uso de uma embarcação blindada com operadores integrados.
Após o mapeamento da área, os agentes realizaram uma incursão em uma residência improvisada, construída de forma a não chamar atenção. No local, três homens foram encontrados, sendo que um deles havia fugido recentemente do presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul.
De acordo com os levantamentos iniciais, o imóvel estaria sendo utilizado como ponto de venda de entorpecentes, além de servir de abrigo para suspeitos que estariam intimidando moradores da região.
Durante a abordagem, os policiais também apreenderam pequenas porções de droga e dinheiro em espécie. As investigações preliminares apontam ainda que os suspeitos teriam ligação com uma organização criminosa que atua na região.
A operação ocorreu de forma rápida e estratégica, sem reação por parte dos abordados. Após receberem voz de prisão, os três foram conduzidos à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais cabíveis.
O Gefron informou que as ações de fiscalização e combate ao crime continuam sendo intensificadas na região, com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas na faixa de fronteira do Vale do Juruá.




