Ministério da Saúde discute avanços e perspectivas na vigilância das micoses endêmicas e oportunistas

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O Ministério da Saúde promoveu a primeira reunião do Comitê Técnico Assessor em Micoses Endêmicas e Oportunistas (CTA-MIC/MS), um marco no fortalecimento das ações voltadas a essas doenças no Brasil. Coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) – por meio do  Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) – o encontro reuniu especialistas e representantes de diversas instituições para debater estratégias, avanços históricos e os próximos passos na vigilância e manejo dessas infecções.

Fernanda Dockhorn, Coordenadora da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, destacou a relevância do Comitê como espaço consultivo para aprimorar a resposta do país às micoses. “O CTA é essencial para consolidarmos avanços, como o fortalecimento da vigilância e o acesso ao diagnóstico e tratamento dessas doenças, que ainda têm um impacto significativo na saúde pública. Este é o momento de trabalhar juntos para estruturar uma rede de assistência eficiente e equitativa”, afirmou.

A reunião abordou a evolução das ações do Ministério desde 2002, quando se iniciou a organização de sistemas de vigilância e qualificação técnica para micoses. Entre os avanços históricos, destacaram-se a capacitação de professionais para a realização do diagnóstico micológico e o desenvolvimento de estratégias específicas para enfrentar as micoses endêmicas. Também foram apresentadas perspectivas para 2025, com a implantação do Protocolo de Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas e a elaboração do Manual de Recomendações para essas doenças, além da proposta de inclusão da esporotricose humana na lista de doenças de notificação compulsória e a ampliação do uso de medicamentos antifúngicos.

Fernanda também enfatizou a importância de integrar novas tecnologias e práticas aos esforços já em curso. “Estamos avançando com a proposta de incorporação de testes diagnósticos como o para aspergilose e histoplasmose. Além disso, precisamos debater novas abordagens terapêuticas e estratégias de profilaxia, garantindo que os recursos disponíveis sejam utilizados da maneira mais eficiente possível”, pontuou.

Desafios

Entre os desafios levantados, destacam-se a necessidade de qualificar profissionais de saúde, expandir a vigilância epidemiológica para pelo menos 10 estados em 2025 e criar uma rede de assistência integrada a medicamentos antifúngicos e testes rápidos. O objetivo do Comitê é garantir que todas as unidades federativas disponham de ferramentas diagnósticas e terapêuticas adequadas para lidar com essas doenças até 2027.

O CTA-MIC/MS reflete o compromisso do Ministério da Saúde em promover avanços significativos na abordagem das micoses endêmicas e oportunistas, assegurando que as ações implementadas atendam às necessidades regionais e contribuam para a melhoria da saúde da população brasileira.

João Moraes

Ministério da Saúde

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