quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Neutel Maia: o cearense que fundou Rio Branco e fincou as raízes da capital acreana

Conheça a história de Neutel Maia, o cearense que fundou Rio Branco em 1882, às margens do Rio Acre, sob a sombra da Gameleira.

Eliton Muniz - Free Lancer - Cidade AC News

O homem que plantou a semente da capital acreana

Rio Branco (AC) – À sombra da grande Gameleira, de frente para o barrento Rio Acre, nasceu não apenas um seringal, mas o coração da cidade que mais tarde se tornaria capital do Estado. O responsável? Um cearense de fala arrastada e coragem de sobra: Neutel Maia. Migrante como tantos, ele chegou em 1882, empurrado pela seca do Nordeste e atraído pelo “ouro branco” da Amazônia — a borracha que fazia o mundo girar.

Do sertão ao barranco do Acre

Neutel não veio por acaso. Como milhares de nordestinos, fugia da fome e encontrou no Acre a promessa de sobrevivência. Em 28 de dezembro de 1882, decidiu que ali, debaixo da Gameleira gigante, fincaria seu barracão de comércio. Era o jeito caboclo de começar: madeira bruta, mercadoria simples, trato direto com seringueiro.

Esse barranco virou referência. Canoeiros sabiam que ali encontrariam pouso, rancho e um pedaço de civilização no meio da mata fechada. Assim, o que nasceu como um ponto de troca de borracha por mantimentos virou o primeiro marco do que mais tarde seria chamado Rio Branco.

Quando o Acre se desenhava no mapa

Neutel Maia não era diplomata, mas sem perceber ajudou a escrever a história da fronteira. Seu gesto de fixar moradia e comércio foi um ato de ocupação brasileira numa terra ainda disputada com a Bolívia.

Foi desse pedaço de chão, aberto no braço, que se desenrolaram as lutas e negociações que culminaram no Tratado de Petrópolis, firmado pelo Barão do Rio Branco. Ironia bonita: a cidade que nasceu da teimosia de um cearense recebeu o nome do diplomata que oficializou o Acre como território brasileiro.

O legado que resiste no imaginário acreano

A Gameleira, hoje cartão-postal, não é apenas uma árvore — é testemunha da coragem de quem acreditou que ali havia futuro. Ruas, escolas e espaços públicos carregam o nome de Neutel Maia. Mais que lembrança, ele representa a saga de quem “se achegou” e ajudou a erguer o Acre com suor, calo na mão e esperança no peito.

Neutel é memória viva de um povo migrante que fez da adversidade matéria-prima para fundar uma cidade. O barranco que antes era ponto de canoa virou a capital onde pulsa a vida política, social e cultural do Estado.

Conclusão acreanizada

A história de Rio Branco não nasceu em gabinetes: nasceu no barranco, no calor úmido da floresta e na ousadia de um cearense que resolveu ficar onde todos apenas passavam. Neutel Maia fundou mais que um barracão — fundou um jeito de pertencer, um símbolo de resistência e a raiz da capital acreana.


📌 Leia também no Cidade AC News:


✍️ Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
📲 Baixe os apps do grupo: Apple Store | Android
📰 Leia Notícias: cidadeacnews.com.br
📻 Rádio Ao Vivo: radiocidadeac.com.br

 

Mais Lidas

Vale do Juruá registra mais de 250 prisões por mandados judiciais em 2025, aponta Ministério

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam...

Mais de 800 pessoas desapareceram no Acre nos últimos 2 anos; 145 eram crianças ou adolescentes

O Acre registrou praticamente o mesmo número de pessoas...

Prefeito de Milão chama ICE de “milícia que mata” após anúncio de envio aos Jogos de Inverno

A confirmação de que os Estados Unidos vão enviar...

Virginia abre o jogo e revela se Vini Jr. estará na Sapucaí no dia do desfile da Grande Rio

*]:pointer-events-auto scroll-mt-" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:c6d4c4b9-7d98-4396-9edb-c559f0b2f1d5-8" data-testid="conversation-turn-18" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant"> Faltando pouco...

Ele tem demanda! Harry Styles anuncia shows extras em SP após esgotar dois Morumbis

Após a rápida venda dos ingressos para as duas...

Últimas Notícias

Categorias populares

  • https://wms5.webradios.com.br:18904/8904
  • - ao vivo