quarta-feira, 28 janeiro, 2026

Aluno problemático da Ufac volta a ameaçar professora e Polícia Federal é acionada

A Universidade Federal do Acre (UFAC) enfrenta uma crise interna após denúncias de intimidação e ameaça envolvendo um estudante e pelo menos duas professoras. Na última semana, a Coordenação do curso de Nutrição divulgou nota de repúdio a episódios classificados como “abusivos, misóginos e intimidadores” relatados pela professora Eviane Costa Cesário Damasceno, do curso de Psicologia, durante uma aula para alunos do 6º período de Nutrição.

Em documento oficial, a coordenação formalizou a denúncia via processo interno e encaminhou o caso à gestão superior da universidade. A nota destaca que o mesmo discente já esteve envolvido em outras ocorrências de assédio e ameaça contra docentes, o que motivou restrições de acesso às dependências da instituição, suspensão cautelar e o envio de ofícios à Polícia Federal solicitando providências.

Em meio aos episódios, a professora Danila Torres de Araújo Frade Nogueira, coordenadora do curso de Nutrição, anunciou ter optado por regime de trabalho remoto, alegando falta de condições mínimas de segurança para exercer suas funções presenciais. “Caso a decisão institucional implique na continuidade do convívio com o referido discente sem as devidas medidas protetivas, optarei pelo meu desligamento/renúncia das funções de Coordenação do Curso de Nutrição ”, afirmou Danila em comunicado.

Em nota oficial divulgada, a Universidade Federal do Acre se manifestou sobre o caso. A instituição declarou solidariedade às vítimas e confirmou que os processos administrativos disciplinares envolvendo o estudante seguem em tramitação. Por serem restritos, a universidade afirmou não poder detalhar os procedimentos, mas destacou que medidas como suspensão preventiva, restrição de acesso físico e acionamento da Polícia Federal já foram adotadas.

“Nosso compromisso com o ambiente respeitoso, seguro e saudável para o desenvolvimento do processo educacional e para o bem-estar dentro da universidade é prioritário, mas as ações devem respeitar a tramitação regular dos procedimentos administrativos, sob pena de sua invalidação.”, informou a Reitoria.

A universidade reconheceu as dificuldades enfrentadas para compor as comissões de inquérito disciplinar, citando relutância de professores em integrar os processos. Ainda assim, reiterou que o desligamento do estudante só poderá ocorrer após a conclusão regular dos procedimentos, garantindo o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

“Destacamos que a Superintendência da Polícia Federal foi oficiada por duas vezes, relatando os fatos noticiados pela coordenação do curso e solicitando providências da autoridade policial.”, diz trecho da nota.

A gestão da UFAC reforçou que novas medidas de proteção foram determinadas para resguardar o ambiente universitário e restabelecer a rotina acadêmica.

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