Michelle Melo pede prorrogação de contratos emergenciais e denuncia falta de direitos trabalhistas aos profissionais da saúde

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A deputada Michelle Melo (PDT) voltou a cobrar uma solução para as demissões de profissionais contratados emergencialmente na área da saúde, que estão prestes a ser desligados sem a garantia de direitos trabalhistas. Em seu discurso na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (15), a parlamentar expressou preocupação com a falta de planejamento do governo, que pode resultar em prejuízos à população, principalmente durante surtos gripais e respiratórios que tem ocorrido.

Michelle detalhou os impactos que a ausência desses profissionais pode causar, principalmente nas unidades de UTI, UTI neonatal e na emergência pediátrica. “Hoje, sem esses profissionais, muitos plantões da emergência pediátrica estarão descobertos. Estamos na fase dos surtos gripais e respiratórios. Pedimos ao governador Gladson Cameli e aos secretários de saúde que as mudanças sejam feitas de forma ordenada, mantendo a eficiência e a qualidade dos serviços. Esses profissionais devem ficar até julho, para que possam se programar e ajudar os novos concursados a se adaptarem aos serviços de saúde”, afirmou.

A deputada também denunciou a falta de direitos trabalhistas para esses profissionais, que, segundo ela, não terão acesso a Seguro-desemprego, verbas rescisórias ou férias. “Esses profissionais não vão ter nada. Não terão nem um real para pagar suas contas. Isso é inadmissível em um estado onde a oportunidade de emprego já é escassa”, lamentou.

Em tom de apelo, Michelle Melo questionou o destino dos 200 profissionais que serão desligados. “Para onde irão esses profissionais da saúde? Eles vão para a rua? Pedir nos semáforos? Eles são necessários nas unidades de saúde. Há lugar para todos, e há uma forma de fazer isso de forma efetiva e eficiente”, destacou.

A parlamentar também se comprometeu a ajudar na busca por uma solução para a questão, mesmo sem fazer parte da base do governo. “Me comprometi com o secretário de saúde Pedro Pascoal e com o governo de estado, que, se conseguirem dialogar com o Tribunal de Contas e com a PGE, para manter esses contratos emergenciais até julho, estarei disposta a ajudar na busca de uma solução definitiva para a questão”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

 

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