Ressurreição de Cristo é o centro da Páscoa. Tudo o que veio depois — ovos, coelhos, chocolates — são símbolos culturais que, ao longo do tempo, passaram a ocupar um espaço que não lhes pertence originalmente.
A pergunta não é nova: de onde vieram os ovos e o coelho? E por que eles se tornaram parte de uma data que, na sua essência, fala de morte, sacrifício e vitória sobre a morte?
De onde surgiram os ovos e coelhos
Antes mesmo do cristianismo, povos antigos já celebravam a chegada da primavera no hemisfério norte. Era um período de renovação, fertilidade e vida nova.
O ovo simbolizava exatamente isso: nascimento e recomeço. Já o coelho, conhecido pela alta capacidade de reprodução, representava fertilidade e abundância.
Com o passar do tempo, essas tradições foram incorporadas a celebrações culturais que coincidiam com o período da Páscoa cristã.
Ou seja: ovos e coelhos não nasceram da cruz. Vieram de outra história.
O que a Páscoa realmente representa
A base da Páscoa está na Bíblia. No livro de Êxodo, ela marca a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito.
Mas no Novo Testamento, ela ganha um significado ainda mais profundo: a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
Jesus foi crucificado. Morreu. Foi sepultado.
E ao terceiro dia, ressuscitou.
Esse é o ponto central da fé cristã.
A cruz não foi o fim
Se a história terminasse na cruz, o cristianismo seria apenas mais um relato de sofrimento.
Mas ela não termina ali.
O túmulo vazio muda tudo.
A ressurreição não é apenas um milagre. É uma declaração.
Declara que a morte não venceu.
Declara que o sacrifício teve propósito.
Declara que existe vida além daquilo que parecia definitivo.
O deslocamento do significado
Com o tempo, o foco da Páscoa foi sendo deslocado.
O que era espiritual se tornou comercial.
O que era mensagem de redenção virou tradição de consumo.
O problema não está nos símbolos.
Está em esquecer o que eles nunca foram capazes de representar.
O verdadeiro centro
A ressurreição de Cristo não é apenas um evento histórico.
É um chamado.
Um chamado à transformação.
Um chamado a entender que a cruz não foi derrota, foi propósito.
E que a vida não termina onde o homem acredita que termina.
Consequência espiritual
Se Cristo ressuscitou, então a morte não é o fim.
Se Cristo ressuscitou, então há esperança além das circunstâncias.
Se Cristo ressuscitou, então existe um caminho de reconciliação com Deus.
A Páscoa não é sobre tradição.
É sobre verdade.
O que precisa ser resgatado
Não se trata de rejeitar símbolos culturais.
Mas de recolocar cada coisa no seu lugar.
Ovo não salva.
Coelho não redime.
A ressurreição de Cristo é o que dá sentido à Páscoa.
No fim, a pergunta não é sobre tradição.
É sobre entendimento.
Você está celebrando cultura — ou compreendendo a verdade?
Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News
📍 Rio Branco (AC) — 05 de abril de 2026 | 00h30
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