Santos x Corinthians: clássico vira ‘prova de fogo’ para Vojvoda e Dorival

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Vojvoda e Dorival durante duelo entre Santos e Corinthians pelo Paulistão, em janeiro
Imagem: Jota Erre/AGIF

Por Fábio Lázaro, Lucas Musetti e Samir Carvalho Do UOL,

Pressionados, Juan Pablo Vojvoda e Dorival Júnior chegam ao clássico entre Santos e Corinthians, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, precisando dar respostas para reduzir o clima de cobrança em torno de seus trabalhos.

Apesar da pressão, ambos ainda têm poucas chances de demissão imediata. No entanto, um novo resultado negativo — especialmente acompanhado de atuação abaixo da média — tende a ampliar o desgaste já existente nos bastidores dos clubes.

Desempenho no centro da crise

O principal motivo das cobranças a Vojvoda e Dorival é o rendimento recente das equipes, sobretudo após um período sem jogos. O Santos teve 12 dias de intervalo antes de voltar a campo, enquanto o Corinthians ficou 11 dias sem atuar antes da rodada do meio de semana.

Durante esse período, os trabalhos foram acompanhados de perto pelas diretorias dos dois clubes. Isso aumentou a frustração interna com as atuações contra Mirassol e Coritiba, respectivamente.

No Santos, a avaliação é de que Vojvoda realizou diferentes testes táticos nos treinamentos, mas acabou escalando uma equipe considerada “mais do mesmo”. A presença de nomes contestados, como João Schmidt e Thaciano entre os titulares, também gerou incômodo dentro do clube.

No Corinthians, a percepção é ainda mais dura, já que a avaliação é de que os 11 dias de preparação não surtiram efeito algum. Após o jogo contra o Coritiba, dirigentes — incluindo o presidente Osmar Stábile — demonstraram forte irritação com o desempenho apresentado pela equipe.

A insatisfação também se refletiu nas arquibancadas. Após a partida de quarta-feira, torcedores protestaram com gritos de: “Bando de c…, tem que ser homem para jogar no Coringão” e “Ou joga por amor, ou joga por terror”.

Na sexta-feira, lideranças das principais torcidas organizadas foram ao CT Joaquim Grava para cobrar o elenco. Dorival Júnior deixou o local antes do encontro, alegando motivos pessoais, e não participou da conversa.

Sem terra arrasada

Mesmo com o cenário de pressão, as diretorias de Santos e Corinthians ainda buscam enxergar sinais de evolução nos trabalhos de Vojvoda e Dorival.

Nos dois casos, uma eventual demissão após o clássico deste domingo só seria considerada em caso de derrota acachapante, acompanhada de um desempenho ainda pior do que o apresentado na rodada do meio de semana.

No Santos, uma reunião após o empate com o Mirassol, na terça-feira, definiu que Vojvoda teria a oportunidade de comandar a equipe em mais dois jogos em casa — contra Corinthians e Internacional — para tentar demonstrar evolução.

Além disso, o retorno de Neymar e a contratação do zagueiro Lucas Veríssimo são vistos internamente como trunfos para melhorar o desempenho santista.

No Corinthians, os títulos recentes conquistados por Dorival Júnior ainda pesam a favor da permanência do treinador, apesar da insatisfação com a queda de rendimento da equipe.

Outro fator que fortalece Dorival no cargo é o apoio de Marcelo Paz. O executivo de futebol é favorável à manutenção do treinador no comando técnico do Timão.

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