Síndrome de Tourette: especialista explica condição após convidado gritar ofensas no Prêmio Bafta

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Alan Cumming, apresentador do prêmio Bafta 2026, precisou se desculpar com o público neste domingo (22/2) após John Davidson, diagnosticado com síndrome de Tourette, disparar falas com teor ofensivo durante a cerimônia realizada em Londres. Para entender melhor a condição, que causa tiques motores e vocais intensos no paciente, o portal LeoDias entrevistou um especialista no tema de saúde. Confira!

Segundo a revista Variety, Davidson disparou expressões como “shut the f*** up” (“Cale a p*** da boca”), “f*** you” (“Vá se f***”) e “n***” (palavra usada para ofensas racistas).

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O apresentador Cumming então interviu na situação: “Vocês perceberam um palavreado pesado ao fundo. Isso pode ser parte de como a síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas. Obrigado por sua compreensão e por ajudar a criar um espaço de respeito para todos.”

Em entrevista ao portal LeoDias, o neurologista da Rede D’or Sérgio Jordy explicou o que é a síndrome de Gilles de la Tourette. “Um transtorno do neuro desenvolvimento com características de tiques vocais e sonoros involuntários que geralmente começam na infância e duram por pelo menos 1 ano consecutivo.”

O especialista contou como é feito o diagnóstico da condição de saúde: “Definido por critérios clínicos: múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal. A duração superior a um ano e com início antes dos 18 anos – não explicado por drogas ou outra doença”, disse.

O neurologista esclareceu como a síndrome afeta a vida dos pacientes. “Várias maneiras e com intensidade variável, mas muitas vezes pode ocasionar constrangimento social. Além de poder se associar com outros transtornos do neurodesenvolvimento como TDAH, TOC e dificuldade de concentração”, avaliou.

“A maioria dos pacientes tem a inteligência preservada e são plenamente funcionais”, acrescentou Jordy.

O tratamento acontece de forma personalizada. “De acordo com o acometimento da síndrome, podendo se utilizar de terapia comportamental, medicamentos, e em casos graves e persistentes, procedimentos como toxina botulínica para inibir os tiques motores e estimuladores centrais”, concluiu.

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