OAB/AC questiona duração do Inquérito das fake news no STF

A OAB/AC subscreveu ofício encaminhado ao STF manifestando preocupação com a duração e a delimitação dos chamados inquéritos de natureza expansiva, especialmente o Inquérito nº 4.781, conhecido como inquérito das fake news. O documento ressalta que a investigação, que se aproxima de sete anos de tramitação, exige análise à luz da razoável duração do processo, do devido processo legal e das garantias fundamentais. A entidade defende a conclusão de procedimentos prolongados, a fixação de limites claros para novas investigações e reafirma a importância da ampla defesa, da liberdade de expressão e das prerrogativas da advocacia.

Rodrigo Aiache - Presidente da OAB
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OAB/AC defende limites constitucionais e razoável duração no Inquérito das fake news em manifestação ao STF

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) subscreveu ofício encaminhado ao Supremo Tribunal Federal manifestando preocupação institucional quanto à duração e à delimitação dos chamados inquéritos de natureza expansiva, com destaque para o Inquérito das fake news (Inquérito nº 4.781).

Debate institucional sobre o Inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal.
Debate institucional sobre o Inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal.

OAB/AC se manifesta sobre o Inquérito das fake news no STF

O documento, datado de 23 de fevereiro de 2026 e dirigido à Presidência do STF, reconhece o contexto excepcional que motivou a instauração do Inquérito das fake news. Contudo, destaca que a permanência de investigação com tal amplitude por período que se aproxima de sete anos exige exame rigoroso à luz da Constituição Federal.

Segundo a manifestação, a razoável duração do processo não constitui formalidade administrativa, mas garantia estruturante do devido processo legal, previsto na Constituição Federal.

Duração do Inquérito das fake news levanta debate constitucional

A OAB sustenta que investigações de natureza expansiva, como o Inquérito das fake news, devem possuir delimitação material clara, base normativa precisa e controle jurídico contínuo, sob pena de tensionamento entre proteção institucional e garantias fundamentais.

O ofício enfatiza que a excepcionalidade que justificou a abertura do procedimento não pode converter-se em parâmetro ordinário de atuação estatal, especialmente quando estão em jogo direitos como liberdade de expressão, ampla defesa e contraditório.

Garantias fundamentais no contexto do Inquérito das fake news

A entidade reafirma a centralidade do devido processo legal, das prerrogativas da advocacia — incluindo a preservação do sigilo profissional — e da segurança jurídica como pilares do Estado Democrático de Direito.

Além disso, defende a conclusão de procedimentos que tenham ultrapassado prazo razoável e a fixação de critérios objetivos para eventual instauração de novas investigações com características semelhantes ao Inquérito das fake news.

A OAB também solicitou audiência com a Presidência do STF para aprofundar o debate institucional.

Para o presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache Cordeiro, a manifestação reafirma o compromisso da advocacia com a defesa permanente da ordem constitucional.

“A OAB tem papel essencial na preservação da Constituição e das garantias fundamentais. É nesse espírito que a seccional acreana subscreve a manifestação nacional.”


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